Guia de viagem – Queenstown

Hoje vou comentar sobre um dos destinos mais surpreendentes da minha viagem pela Austrália e Nova Zelândia. Sabe aquele lugar que você não sabe muito bem o que esperar e depois de alguns dias fica totalmente apaixonado? Então este caso de amor a primeira vista foi em Queenstown – cidade localizada na ilha sul, a 2hs de voo de Auckland, que fica as margens do lago Wakatipu – um lago cristalino cercado por montanhas. Essa mistura de lagos e montanhas faz com que a cidade tenha uma paisagem única e pode ser aproveitada em qualquer época do ano. No verão, a prática de esportes ao ar livre são muito bem vindas e durante o inverno há uma grande oferta de estações de esqui. 

No entanto, a Nova Zelândia encantou de um modo geral e, literalmente, ganhou o coração! Vou explicar os motivos: seu território é dividido entre duas grandes ilhas, Norte e Sul. A ilha sul é mais montanhosa e lá esta maior montanha do país é o Monte Cook, com 3.754 metros de altitude. Seu cenário é composto por mais de oito parques nacionais, ou seja, já dá para ter uma ideia que tem muita natureza. Esses parques são aberto ao público, mas possuem uma atmosfera intocada! A Nova Zelândia é conhecida como a Terra Média, pois foi lá que foi rodados todos os filmes da Trilogia do Senhor dos Anéis e tem algo místico em seu cenário. Além disso, o povo local é super hospitaleiro e está acostumado com a quantidade de turistas no país. Resumindo, um lugar fantástico! Hoje vou compartilhar meu roteiro pela ilha sul:

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Como chegar 

Nós voamos de Melbourne para Queenstown em um voo operado pela cia aérea Air New Zealand. O voo teve uma curta duração, apenas 2h10min, e foi super tranquilo até minutos antes da aterrizagem. Sinto trazer uma má noticia a todos que pretendem conhecer a ilha Sul, mas a chegada é repleta de emoções! Devido as montanhas ao redor e a forte troca de massas de ar (palavras do piloto, ok?) o voo costuma ter sempre muita turbulência na descida. São apenas 20 minutos de turbulência, semelhante quando esta passando pelas Cordilheira dos Andes no Chile, mas garanto que dá para sentir um friozinho na barriga. Enfim, após a emoção, a chegada já garante uma grata surpresa: o pequeno aeroporto tem um visual incrível para as montanhas de picos nevados. O desembarque é feito na própria pista e de lá basta seguir um pequeno trecho até a fila de imigração. A entrada no país não demora mais de 30 minutos e considero uma das mais tranquilas que já passei: rápido, prático e indolor. Além da cia local Air New Zealand, outras cias aereas costumam operar voo para quem vem da Austrália, como Jetstar e Virgin Austrália. Uma dica é fazer uma pesquisa no site do Skyscanner e buscar o melhor preço. 

Visto

Já comentei no post de introdução ao roteiro (veja mais detalhes aqui) que brasileiros não necessitam de de visto para entrar na Nova Zelândia. A imigração tem um processo simples: você precisará preencher um Cartão de Desembarque de Passageiro antes de passar pelo Controle Alfandegário de Passaporte. O cartão de desembarque de passageiro será fornecido durante seu voo; caso não seja, haverá cartões disponíveis na área de desembarque.

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Aluguel de carro

Em todas as nossas viagens alugamos o carro com a empresa Rental Cars (parceira do blog). O site, que reúne as principais locadoras do mundo, sempre busca o melhor preço para o período desejado. De um modo geral, o valor do aluguel na Nova Zelândia é baixo – os preços começam a partir de 30 NZD/dia. Nós optamos pela empresa Go Rental e foi uma ótima surpresa. Assim que chegamos no aeroporto o funcionário já estava aguardando, o processo do aluguel foi extremamente rápido e objetivo. Alugamos um carro da categoria simples, porém novo e com ar condicionado. O aluguel de carro é fundamental para quem quer explorar a ilha sul do país, afinal as atrações não ficam próximas entre si e a cidade de Queenstown é muito espalhada. Em quatro noites na cidade rodamos aproximadamente 1.200km, passando por muitos lugares com uma paisagem indescritível.

/// Documentação: lembrando que é necessário na Nova Zelândia possuir a PID (permissão internacional para dirigir) para alugar o carro e rodar pelas estradas. A fiscalização na ilha sul é bem eficaz e fomos parados mais de uma vez por policiais a paisana. Aqui no blog já comentei como fazer a PID (clique AQUI para ler o post completo). 

Hotel

Em Queenstown nós ficamos hospedados no belíssimo Hilton Queenstown Resort & Spa. Situado em frente ao lago Wakatipu, o hotel está a 10 minutos de distância do centro da cidade e oferece transfer gratuito para todos os hóspedes. O quarto segue o padrão Hilton: espaçoso, com uma cama grande e uma aérea reservada com sofás e poltronas. O banheiro também é bem espaçoso e possui ducha e banheira separados (agradecemos!). O café está incluso no valor da diária e o restaurante possui uma ampla variedade de alimentos. Com inicio as 06hs e termino as 11hs, é possível encontrar os clássicos: pães, frios, frutas, iogurtes, além de omeletes preparada na hora e diversos pratos quentes (para os asiáticos que adoram!). O estacionamento também esta inclusco no valor da diária, porem o edificio garagem fica afastado da recepcao do hotel. Sendo assim, o hotel oferece um servico de manobrista cobrado a parte – 15 NZD/dia. O hotel ainda conta com um spa, piscina aquecida, academia e area de recreação para as criancas.

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Comentei no post de introdução (AQUI) que existe algumas boas opções de hotéis próximo ao centro, porém é preciso reservar com muito tempo de antecedência durante a alta temporada, pois são os primeiros a esgotar. Vejam algumas opções:

*** VILLA DEL LAGO (diárias desde NZD 280,00)

É muito comum entre as pessoas que visitam Queenstown optarem por apartamentos durante a estadia. Sendo assim, uma das melhores opções é o Villa Del Lago – localizado em frente ao lago e a uma curta distância do centro da cidade. O apartamento é espaçoso e conta com quarto, cozinha, banheiro, além de uma varanda. 

*** QUEENSTOWN PARK BOUTIQUE HOTEL (diárias desde NZD 500,00)

Hotel boutique localizado bem próximo do centro de Queenstown. Possui quartos amplos e confortáveis, decoração contemporânea e café da manhã incluso no valor da diária. Sua avaliação é excelente no Tripadvisor.

*** THE REES HOTEL & LUXURY APARTMENT (diárias desde NZD 600,00)

Considerado um dos hotéis mais luxuosos de Queenstown, o The Rees prioriza o conforto e atendimento de seus hóspedes. Localizado próximo ao centro, o hotel oferece acomodações a beira do lago com uma vista espetacular. 

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Segurança

A Nova Zelândia é um dos paises mais seguros do mundo e possui muitas regras para quem circula pelo seu interior. As estradas são sinalizadas e com muito policiamente. Diferente do que estamos acostumados, os policias ficam circulando pela estrada com um equipamento para identificar quem está em alta velocidade e, assim como muitos países de colonização britânica, qualquer intercorrência é resolvida na corte. Portanto vale ficar em alerta para regras como dirigir do lado esquerdo, não ultrapassar carros na linha amarela, não passar no sinal vermelho, além de não beber na rua, jogar lixo em lugar inapropriado e fumar em áreas proibidas. Devido a sua segurança, o país é um lugar altamente recomendado para quem quer viajar sozinho ou mulheres desacompanhadas

Clima

clima de Queenstown costuma agradar gregos e troianos. Apesar de fazer calor, as temperaturas no verão (entre Novembro e Março) raramente passam dos 30° C. No inverno (entre Junho e Agosto), faz frio, mas dificilmente neva na cidade em si, apenas nas montanhas e nos picos mais altos. Além disso, as quatro estações do ano são bem definidas e mudam a paisagem da cidade. São praticamente quatro destinos diferentes em um só.

Passeios 

Chegamos a melhor parte do post, os passeios pela Nova Zelândia. O país é famoso pela sua ampla gama de atividades ao ar livre e experiências ligadas a natureza. No entanto, em Queenstown, conhecida como a “capital dos esportes radicais”, é possível fazer qualquer coisa ligada a esportes de aventura. Sua fama ganhou o mundo com o AJ Hackett – neozelandês criador do primeiro lugar para salto de Bungee Jump do mundo. Hoje a cidade possui três lugares oficias para o salto, sendo que um deles esta listado no Guiness como o “mais alto do mundo” (apenas 134m). Além disso, em Queenstown é possível fazer rafting em rios cristalinos, salto de paraquedas, SkyDrive, passeios de bicicleta por vinícolas, entre outros. Vejam alguns que tivemos a oportunidade de conhecer:

Dart River – Wilderness Jet 

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Este foi o primeiro passeio que fizemos em Queenstown. Seguimos de carro para Glenorchy (cidade a aproximadamente 40 minutos de Queenstown) e de lá pegamos o barco para o Dart River. Assim que chegamos, o guia passou todas as instruções do passeio e as normas de segurança, afinal um passeio de barco na NZ é sempre mais radical do que se pode imaginar! Um ônibus da empresa levou todos do grupo até a nascente do rio Dart River e a partir de lá começou a aventura. O lugar tem uma beleza intocável composta por montanhas cobertas de neve, cachoeiras e durante diversos momentos o guia faz uma pausa com o barco para compartilhar curiosidades da localização. Em um dos trechos é possível conhecer o cenário de gravação de famosos filmes como Crônicas de Nárnia, X-men e Senhor dos Anéis. O passeio tem duração de três horas de muita emoção, pois são diversos “cavalinhos de pau” e tiros de alta velocidade pelas margens do rio. 

** Mais informações: o passeio custa 229 NZD por pessoa e pode ser reservado direto pelo SITE

BUNGY JUMP KAWARAU RIVER – AJ HACKETT

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Um dos passeios mais comentados em Queenstown é o salto de Bungy Jump. Devido a sua fama mundial, uma pessoa que visita Queenstown e não salta de bungy jump não viveu a experiência mais autêntica da cidade! Mas para isso precisa de muita coragem, afinal não é para qualquer que encara a altura. Confesso que quando estava montando o roteiro da minha viagem, falava que em hipótese alguma iria saltar de bungy jump. Nunca fui muito fã de esportes radicais e achava uma verdadeira loucura! Já o meu marido não via a hora de conhecer e, assim que pisamos no aeroporto, ele já foi se informar de todos os detalhes para saltar no dia seguinte da nossa chegada! Dito e feito, logo pela manhã seguimos de carro para o centro de salto do AJ Hackett Kawarau a 43m de altura, para o meu marido realizar o salto (que seria o primeiro do dia!). E sabem o que aconteceu? Assim que começou toda a preparação para o salto e fui acompanhando a organização, estrutura e preocupação dos funcionários para que tudo corresse super bem, fui ficando com uma vontade muito grande saltar. Realmente o clima do lugar é envolvente! No fim, saltei no mesmo dia a tarde e foi uma experiência incrível.  

** Mais informações: o valor do salto individual custa 195 NZD por pessoa e pode ser reservado direto pelo SITE

Gibbston Wine Tour

Se engana quem pensa que no paraíso dos esportes radicais não tem opções mais tranquilas! A cidade de Queenstown está situada na prestigiada região de Otago que conta com uma enorme quantidade de vinícolas. Famosa pela produção de vinhos da uva pinot noir, visitar suas vinícolas é um excelente programa para os dias de descanso entre uma aventura e outra. Sendo assim, uma sugestão é a vinícola Gibbson localizada no vale do mesmo nome, também conhecido como o “vale das videiras”. O passeio de bicicleta inclui uma visita pela área da vinícola e sua produção. O mais fascinante é que o Gibbston Winery fica ao lado da ponte Kawarau – onde acontece os saltos de bungy jump. Então é possível cruzar a ponte e ver todo o movimento dos saltos. 

** Mais informações: os passeios começam a partir de 99 NZD e pode ser reservado direto pelo SITE.

Skyline Gondola 

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Uma das atracões mais populares de Queenstown é a Skyline Gondola – um teleférico que leva até o pico da montanha Bob’s Peak, a 456 metros do chão, de onde tem uma vista cinematográfica de toda a cidade. Mas se engana quem pensa que é apenas um teleférico, a atração é super completinha. Sua estatura é composta por um restaurante, bar e lojas de souvenir. Para os mais corajosos, o lugar é sede do The Ledge Bungy – a segunda casa da famosa empresa AJ Hackett e com uma queda livre de 47m de altura. Além disso, o visitante aventureiro ainda encontra uma pista para voos de paraglider e um local para pratica de mountain bike. No entanto, a atração mais bacana do local é o Luge – uma espécie de carrinho de rolimã que desde por duas pistas de aproximadamente 800 metros. A chamada pista cênica, obrigatória para quem desce pela primeira vez, tem uma inclinação menor, já na outro a inclinação é maior e as curvas são mais acentuadas. Por fim, o local ainda conta com um espaço cultural onde acontece um show de Haka – dança típica do povo Maori. 

** Mais informações: o skyline gondola está localizado no final da Brecon St. (próximo ao centro da cidade) e funciona diariamente das 09hs até a noite. Seu ingresso começa a partir de NZD 25,00 (somente para o teleférico) ou pode ser combinado com o combo teleférico + Luge (NZD 33,00 uma volta/ 38,00 NZD duas voltas). O ingresso pode ser reservado direto pelo SITE

Restaurantes

vida noturna de Queenstown está concentrada no centro, onde também estão os melhores restaurantes e cafés. Na rua que margeia o lago há bons estabelecimentos de cozinha neozelandesa e os ingredientes que englobam a culinária típica vão de queijos, carne e costela de carneiro a frutos do mar (vide o fish&tips que é herança da colonização britânica). Fora da orla do lago, dá para encontrar restaurantes mais baratos de comida internacional e asiática.

Fergburger

Um dos clássicos de Queenstown! Não tem como visitar a cidade e não parar para provar um verdadeiro hambúrguer neozelandês. O lugar está sempre cheio, leia-se filas, mas vale a espera. Um dos carros chefes é o hambúrguer de cordeiro (Little Lamby) acompanhado da tradicional batata frita da casa.

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Patagonia Chocolate

Esta doceria & sorveteria fica a algumas quadras da rua principal (Shotover St.) e oferece os melhores chocolates da cidade. Vale uma parada no fim do dia!

FLAME BAR AND GRILL

Localizado a poucos passos da Patagonia Chocolate, de frente para o lago, este restaurante é especializado em costela de porco e variados. Seu ambiente é bem agradável, lembra o Outback no Brasil, e todos os pratos são bem saborosos! 

PEDRO’S HOUSE OF LAMB

Quem visita Queenstown percebe que o lugar é repleto de restaurantes no estilo “Take Away” – onde a comida não é consumida no local! Talvez isso aconteça para atender o publico que sempre esta correndo de um lado para o outro atras de aventuras radicais. Dentre as nossas descobertas, um dos lugares mais surpreendentes foi o Pedro’s house of lamb – como o próprio nome diz, especializado em carneiro! O Pedro, proprietário do local, oferece três tamanhos de marmita para ser consumida em casa e o único prato é o carneiro ensopado com batatas cozido por mais de 48hs. Uma iguaria deliciosa!

AMSFIELD WINERY BISTRO

Esta vinícola, localizada a apenas 15 minutos de carro do centro de Queenstown, é o lugar ideal para um almoço acompanhado de um bom vinho. Seu chef, Vaighan Mabee, passou por diversos restaurantes premiados no mundo (entre eles o Noma na Dinamarca) e faz um menu surpreendente chamado “Trust the Chef Menu”. No almoço o valor é NZD 75,00 por pessoa e inclui entrada + quatro pratos. Tambem é possível visitar durante o jantar! Leia mais no site oficial AQUI

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La Rumbla (Arrowtown)

Considerado um dos melhores da região, o La Rumbla é um restaurante especializado na culinária espanhola localizado na pequena cidade de Arrowtown. Seu cardápio é bem variado e recheado de opções de tapas. Não é possível reservar e o local só abre para o jantar. 

Ratã

Um dos lugares mais chiques que visitamos durante a nossa viagem por Queenstown. O restaurante, do chef estrelado Josh Emmet (ele é um dos jurados do masterchef local), possui releituras de pratos típicos neozolandes com muita qualidade. Nós deixamos este restaurante para a última noite e valeu a pena!

Essas são as dicas de Queenstown! No próximo post comento sobre Auckland – a cidade mais cosmopolita da ilha norte!

PS. Bon Voyage!

Novos restaurantes para conhecer em São Paulo

Acompanhar as novidades gastronômicas em São Paulo exige uma certa dedicação. Diversos restaurantes surgem todo mês na cidade (das mais variadas cozinhas) e não é a toa que recentemente ganhou o título de capital mundial da gastronomia. Bom, deixando toda a apresentação de lado, estou escrevendo este post para falar sobre os novos restaurantes que conheci nas últimas semanas em São Paulo. Não que eles sejam novidades (propriamente dito), mas que ainda não tinha visitado! Como o fim de semana está chegando, uma inspiração para vocês com novos restaurantes para conhecer em São Paulo:

  • Più Cucina

Restaurante super autêntico em uma das regiões mais descoladas da cidade: baixo Pinheiros (próximo do Largo da Batata e Vila Madalena). Não param de surgir boas opções na vizinhaça e sempre seguem a mesma cartilha: pequenos, alta qualidade e bons preços. Acho que São Paulo está perdendo aquela fama de restaurantes caros e ambiente intimista para dar espaço a esses lugares mais “cool” (adoro!). Já visitei o Piú no almoço e jantar e posso afirmar que sempre é uma ótima experiência. Enquanto no almoço é possível saborear o menu executivo (entrada + prato principal + sobremesa por R$ 42,00), no jantar é um bom momento para se aprofundar na cozinha criativa do chef Marcelo Laskani e provar autênticos pratos italianos. Só não deixe de pedir a famosa burrada de entrada!

piu-ambientepiu-pinheiros-pratosPor ter um ótimo custo benefício, o ambiente sempre está lotado e com filas. Portanto a recomendação é tentar uma reserva pelo telefone (11) 3360-7718 ou site.

⇒ Rua Ferreira Araújo, 314 – Pinheiros tel.: (11) 3360-7718.
Segunda, 12h – 15h e 19h30 – 22h/ Terça a sexta, 12h – 15h e 19h30 – 23h / sábado, 12h30 – 16h30 e 19h30 – 23h45/ domingo 12h30 – 16h30 

  • Oui

Não muito longe do Piu Cucina está outra joia do baixo Pinheiros: o charmoso bistrô francês Oui. O restaurante super pequeno, com apenas quinze mesas, possui um ambiente bem acolhedor e atendimento simpático. Seu Chef Caio Ottoboni trabalhou durante anos com o famoso Chef Erick Jacquin e depois de uma temporada na França resolveu abrir seu próprio negócio. A cozinha é extremamente autoral, com pratos bem elaborados (fartos!) e tudo bem harmônico. No ano passado, o Oui foi eleito pela vejinha o melhor menu executivo abaixo de R$ 50,00 – então dá para imaginar como vale a pena a visita durante o almoço. O menu executivo está sempre renovando, no qual é possível provar pratos saborosos como o frango com creme de milho, polenta no molho ou suculento Oui Burger. Um caso a parte é steak tartare de entrada (estava divino!).

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⇒ Rua Vupabussu, 71 – Pinheiros tel.: (11) 3360-4491.
Terça a sexta, 12h – 15h e 19h30 – 23h30/ sábado, 12h – 16h e 19h – 00h/ domingo, 12h – 16h

Algumas outras opções bem avaliadas no bairro gastronômico Baixo Pinheiro são Forquilha (pratos variados feitos no forno de lenha), NOU (lugar ideal para o almoço, ambiente lindo e cozinha caprichada), Ruella (bistrô francês filial da famosa unidade na Vila Olímpia), Dô Culinária Japonesa (japonês muito gostosos e tradicional) e Vinil Burguer (hambúrguer e cerveja são carro chefe da casa). Agora as docerias que não podem faltar na região: Brigadeiro (uma das primeiras docerias no bairro e com uma ótima variedade de bolos, tortas e afins) e Confeitaria DAMA (especializada em mil folhas). 

 

  • Cozinha 212

Subindo um pouco a Rua dos Pinheiros (outro corredor gastronômico da cidade) está uma das novidades do semestre: Cozinha 212. O restaurante está dando o que falar pelo ambiente descolado, boa cartela de drinks e pratos da culinária mediterrânea feitos na grelha. Um dos destaques é o bar bem no centro do restaurante que atende os dois ambientes, inclusive quem está do lado de fora aguardando mesa. Da seção de pratos, vale experimentar o polvo feito na grelha, o pargo grelhado com milho de guarnição ou o a massa com lagostim (foi minha escolha e amei!). É o lugar para um almoço no sábado com amigos!

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⇒ Rua dos Pinheiros, 174 – Pinheiros tel.: (11) 2478-6612.
Terça a sexta, 19h – 00h / sábado, 13h – 16h e 19h – 00h

  • Frida & Mina sorveteria

Pertinho do Cozinha 212 (uma quadra) está uma das melhores sorveterias de São Paulo: Frida & Mina. O lugar vive lotado, com muitas filas, mas garanto que vale a espera! Você pode ate pensar que é mais uma sorveteria artesanal que bomba em São Paulo, mas esta tem um plus: todos os dias eles preparam a base de sorvete com ingredientes naturais e priorizam o uso de orgânicos. O resultados são sorvetes saborosos, leves e combinações inusitadas como: Tangerina com chocolate, açúcar mascavo com pecã, cerveja colorado com chocolate e caramelo com flor de sal. Ah! tem outro detalhe: a casquinha também é feita no local, artesanal, e mais parece um biju de tão crocante e saborosa.

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⇒ Rua Arthur Azevedo, 1147 – Pinheiros tel.: (11) 2579-1444.
Segunda a sábado, 12h – 21h 

  • Jiquitaia

Continuando com a seleção de bons restaurantes com ótimo custo beneficio (leia-se barato) está o descolado Jiquitaia. Localizado em um sobrado próximo a rua da Consolação, o restaurante é especializado em pratos brasileiros com cara de comida caseira. No horário almoço a fila começa cedo, afinal seu menu executivo composto por entrada + prato principal e sobremesa é uma ótima pedida. Dentre as opções, é possível se saborear com a Moqueca de peixe e camarão, feijoada light ou nhoque de mandioquinha. No entanto, isso pode mudar porque o cardápio é bem sazonal! Mas tem um item que sempre está por lá é o brigadeiro com farofa de pé de moleque – este de comer rezando!

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⇒ Rua Antônio Carlos, 268 (piso superior), Baixo Augusta, tel.: (11) 3262-2366.
Terça a sábado, 12h – 15h e 19h – 23h 

  • Tanit

Tem novidade no bairro Jardins e se chama Tanit – espanhol de corpo e alma com pratos clássicos da culinária catalã. Seu ambiente é acolhedor, descolado e muito bem decorado. As mesas próximas entre si tiram o ar inimista do local e o atendimento descontraído quebra ainda mais o gelo. No cardápio, algumas tapas para começar, como as batatas bravas e croquetes de jámon. Na seção de pratos, uma boa pedida é o leitão cozido com chutney ou o fideúa de lula. Ah, guarde espaço para a sobremesa – torta santiago muito saborosa!

⇒ Rua Oscar Freire, 145 – Jardins tel.: (11) 3062-6385.
Terça a sexta, 12h – 15h e 20h – 23h / sábado, 12h – 16h30 e 20h – 00h/ domingo, 12h – 16h30 

  • Carlos pizza

Para encerrar este post, a dica é de uma pizzaria (nada convencional) inaugurada em Fevereiro deste ano na Vila Madalena. O restaurante trás o conceito de pizza napolitana famosa no mundo inteiro no qual a pizza é servida de forma individual (tamanho de um prato). O cardápio é enxuto, são apenas 20 opções de sabores, entre eles: mussarela (R$ 29), aliche (R$ 32), cogumelos (R$ 36), presunto cru San Daniele (R$ 40) e, a mais cara, burrata artesanal (R$ 44). De entrada, duas opções de saladas (R$ 26), petiscos (de R$ 12 a R$ 25), berinjela assada (R$ 29) e carpaccio de carne (R$ 32). As sobremesas incluem sorvetes artesanais (R$ 14), creme de chocolate belga (R$ 16), tiramisu norma (R$ 18), pera assada (R$ 21), entre outras. Uma verdadeira viagem a Itália!

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⇒ Rua Harmonia, 501 – Vila Madalena tel.: (11) 3813-2017.
Segunda a domingo, 18h – 00h

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Gostaram das dicas? Compartilhe aqui nos comentários as suas descobertas! Falando em dicas de restaurantes, não deixe de conferir o post com “Top 10 restaurantes de São Paulo” (AQUI)

*** As fotos deste post foram extraídas do banco de imagens do Google

PS. Bon Voyage!

 

Guia de Viagem – Buenos Aires

Um dos destinos mais acessíveis para nós brasileiros é a Argentina. Digo isso pela facilidade de voos diretos e, claro, a proximidade! O país dos hermanos é a escolha certa para uma primeira viagem internacional e pode ser facilmente programada durante um feriado prolongado. De uns tempos para cá, muitas companhias aereas começaram a operar o trecho de diversas capitais brasileiras e surgiram opções de hotéis para todos os gostos. Mas não pense que uma viagem para lá não exige um planejamento antecipado, por isso aqui vai um guia de viagem com algumas dicas para deixar o seu roteiro ainda mais especial:
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  • É possível viajar para Buenos Aires em qualquer época do ano, mas se você puder escolher, fuja do verão (dezembro, janeiro e fevereiro). O calorão é forte e fica mais difícil aproveitar o dia! 
  • A moeda corrente na Argentina é o peso argentino. Até alguns anos atrás (leia-se durante o governo Kirchner) era indicado ao turista comprar moeda no mercado paralelo, mas agora isso mudou! A sugestão é levar real (troque por pesos no aeroporto) ou dólar (a cotação vale a pena). 
  • Fique esperto com os taxistas! A fama de desonestos não é a toa. 
  • Em Buenos Aires, a boa pedida é fazer os principais pontos a pé. Isso mesmo, deixa a preguiça de lado, coloca um sapato bem confortável e vá explorar os principais bairros. Agora, se a distância ficar muito longa, uma dica é o cartão do metro SUBE. É possível adquirir em qualquer estação por 25 pesos argentinos e depois só abastecer com o credito necessário. 
  • Procure hospedar-se no bairro de Recoleta – região central abastecida de bom transporte público, hotéis e restaurantes. Caso procure um lugar mais descolado (e o orçamento permita) a dica é o bairro de Palermo Soho (onde tem um ótimo comércio de rua) e o Palermo Hollywood. Evite ficar no centro – digo isso por experiência própria! Durante o dia é extremamente comercial e a noite completamente vazio.
  • Documentação: não é necessário passaporte/visto para visitar a Argentina, basta o RG atualizado. Não é permitido entrar com a CNH, ok?
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Restaurantes: 

Tegui: considerado um dos 50 melhores restaurantes da América Latina. O rest é super descolado, os pratos bem diferentes e tudo bem saboroso. Só consegue sentar com reserva!
La Cabrera: restaurante especializado em parrillas argentinas. Parece o CT do RJ, escolhe a carne e os acompanhamentos. Precisa reservar! Fica em Palermo. 
Osaka: o rest que mistura culinária peruana e nikkei tem uma unidade em Buenos Aires. Se quiser comer um japa, vale a visita. 
Chila: Rest top em Porto Madero e com um chef bem famoso. Tem um menu degustação e a comida é mais conceitual. 
Elena: restaurante do hotel Four Seasons. Vale almoçar algum dia e provar o menu executivo (valor 30,00 USD por pessoa) 
El Bistro: restaurante do hotel Faena. 
Oviedo: considerado o melhor restaurante de frutos do mar/pescado em Buenos Aires. Tem um ambiente mais formal! 
Olsen: vale ir aos finais de semana e provar o brunch! O lugar é lindo. 
Smeterling Patisserie: doceria bem famosa que fica no bairro de Recoleta.

*** Insider Tip:

A capital argentina é famosa mundo a fora por sua gastronomia, por isso uma das experiências mais legitima na cidade é jantar na casa de um local! Pensando nisso, surgiu o projeto da Casa Felix – restaurante localizado dentro de um casarão antigo no bairro Casarita e com um menu degustação preparados pelos proprietários da casa. É necessário reservar com antecedência e os pratos possuem uma forte influência latina-americana. Só fica aberto durante a primavera e verão. Quando esfria, a Casa Felix se muda para Nova York. 

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O que fazer: 

Para quem visita a capital argentina pela primeira vez, não pode deixar de conhecer seus principais pontos: Casa Rosada, o alegre bairro Caminito, Teatro Colon, Puerto Madero, entre outros. No entanto, para deixar o seu roteiro ainda mais elaborado, inclua os passeios abaixo na programação: 

  • Um museu que vale a pena visitar é o MALBA – tem exposições bem legais. O lugar é interessante porque reúne obras de artistas de diversos países e possui algumas obras interativas, deixando o passeio muito mais divertido. 
  • Seguindo as dicas culturais, uma parada obrigatória é a biblioteca El Ateneo Grand Splendid considerada uma das mais bonitas do mundo. Vale fazer uma paradinha e conhecer o seu café.

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  • Um espetáculo que vale muito a pena assistir é o Fuerza Bruta. Fui no de NY e achei incrível! É uma cia Argentina bem famosa que faz o show. Dá para comprar o tkt pelo site
  • Um tour altamente indicado em Buenos Aires é o de bicicleta. A famosa empresa Biking Buenos Aires possui diversos roteiros na capital argentina e os níveis vão de leve a moderado.
  • Uma outra opção de tour é o Free Walking Tour – uma caminhada gratuita (com duração média de 3hs) guiada por um local. A empresa Free Walks oferece dois horários de tours (Manhã: 10:30hs e tarde: 15hs) e não precisa se inscrever, basta encontrar o grupo no ponto de encontro. 

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Hotéis:

Como já disse por aqui, a nossa dica é se hospedar no bairro de Recoleta (boa variedade com preço justo) e no bairro de Palermo, quando o orçamento permite! Ambos são abastecidos de bons restaurantes, lojas e afins. Para reservas, indicamos o site do Booking no qual somos parceiros e afiliados! Sendo assim, quem reserva pelos links abaixo ou na caixinha ao lado ajuda o blog a crescer ;) Vejam as opções:

*** CASA SUR RECOLETA (diárias desde R$ 400,00)

Hotel boutique, com apenas 36 quartos, localizado no miolo central da Recoleta. Seus quartos são divididos em três categorias e ambos oferecem café da manhã na diária. Este hotel é uma boa opção para quem não quer cacifar os hotéis mais estrelados como Park Hyatt (Palácio Duhau), Four Seasons e Alvear Palace

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*** MINE HOTEL BOUTIQUE (diárias desde R$ 450,00)

Hotel boutique pequeno (com apenas 20 quartos) em uma ótima localização no bairro cool Palermo Soho. Tem um jardim amplo e bonito, piscina aquecida e quartos confortáveis. As diárias incluem café da manhã e algo que chama atenção é a sua ótima avaliação no site do Booking. 

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*** DUQUE HOTEL BOUTIQUE (diárias desde R$ 350,00)

Mais um hotel boutique/pequeno/charmoso para a lista. Sua localização é privilegiada: no miolo das principais ruas do bairro Palermo Soho. O hotel tem um atendimento bem familiar (esqueça os ares cordias de grandes hotéis de rede), quartos pequenos, porém confortáveis e um café da manhã simples/saboroso. 

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### Vejam só todas as atrações mencionadas acima no mapa:

Gostou das nossas dicas? Se você tiver uns dias livres no roteiro, vale combinar Buenos Aires com Mendoza. A região vinícola mais famosa da Argentina fica a uma curta distância de voo (apenas 1h55min) e algumas cias aéreas operam o trecho: Aerolineas Argentinas e LATAM. Aqui no blog tem um post completo com dicas da região (Clique AQUI para ler o post).

Outro destino que pode ser combinado é Montevideo e Punta Del Este no Uruguai. A capital uruguaia fica a 4hs de car ferry de buenos aires e, de lá, é possivel alugar um carro para seguir ate Punta Del Este. Veja o post com dicas AQUI.

PS. Bon Voyage!

Enxoval em Nova York – Parte I

Hoje o tema do post será um pouco diferente do que costumo compartilhar por aqui! Como alguns de vocês já sabem, estou grávida do meu primeiro filho (sim, é um menino!) e vou contar todos os detalhes da organização da minha viagem a Nova York para compra do enxoval. Como o assunto é um pouco extenso, pensei em escrever vários posts e, assim ajudar, com a minha recente experiência, a viagem de enxoval das futuras mamães aqui do blog. Então vamos para o primeiro post:

Introdução da viagem

Assim que fiquei sabendo da gravidez já comecei a pensar na viagem do enxoval. Sempre falei para o meu marido/família que tinha muita vontade de fazer a compra do enxoval do bebê no exterior pela variedade de produtos, roupinhas com boa qualidade e preço justo. Escutava relato de amigas que tinham ido aos Estados Unidos para comprar todos os produtos do bebê e sempre era o mesmo comentário: ” vale muito a pena pela quantidade de produtos que não encontra no Brasil“. Bom, como uma boa virginiana que sou, praticidade é uma palavra de ordem e ter esses itens “modernosos” que ajudam no dia a dia do bebê é tudo o que precisava. 

No entanto, de uns tempos para cá, com a alta do câmbio e instabilidade no preço das passagens, essa vontade de vontade de fazer a viagem sempre vinha acompanhada com uma pergunta “será que vale a pena comprar todos os produtos no exterior com o dólar a quase quatro reais? “. De fato, até pouco tempo, era inegável o preço mais em conta de alguns produtos comparados ao Brasil – desde itens pedidos no chá de bebê, roupinhas até acessórios maiores. Mesmo considerando os gastos com a viagem, era possível economizar bastante, o que fazia de Miami, Orlando e Nova York destinos interessantíssimos para as grávidas brasileiras. Mas com o cenário atual, é preciso fazer conta e o jeito foi buscar opinião de especialistas antes de fechar a viagem. Resumindo o que encontrei pela internet foi “mesmo com a alta do dólar, vale a pena apenas para alguns itens, como carrinho do bebê, baba eletrônica, cadeirinha de carro, entre outros. Os produtos de higiene, como shampoos, cremes e lenços umedecidos são dispensáveis, afinal ocupam muito espaço na mala e é possível encontrar boas marcas no Brasil”. Muitos especialistas afirmam que mesmo com o dólar nas alturas é possível fazer uma lista bem planejada e gastar 1/3 do que gastaria no Brasil. Esse raciocínio é embasado pela alta tributação dos produtos brasileiros e, alguns itens importados, chegam ao Brasil com o preço muito mais elevado e a diferença chega a ser de 120% em relação aos preços praticados nos Estados Unidos.

Sendo assim, a conclusão foi a seguinte: é preciso fazer conta e chegar com um bom planejamento, uma única lista em mãos e ter conhecimento do que será comprado (marca e modelo) e em quais lojas, para não perder tempo nem dinheiro. As principais lojas oferecem todos os produtos em seus próprios sites, algo que facilita na hora de montar a lista e fazer uma comparação de valores – a internet é a sua grande aliada!

Planejamento da viagem:    

Após a decisão da viagem, a primeira coisa que fiz foi pesquisar as passagens no site do Passagens Imperdíveis e buscar alguma promoção. Como gostaria de viajar a partir do segundo trimestre da gravidez (quando completasse 12 semanas), tinha mais flexibilidade nas datas, podendo viajar fora de feriados e datas comemorativas. Por sorte, a minha viagem foi na baixa temporada dos Estados Unidos (entre Março e Maio) e um ponto que contribui para a economia no preço da passagem. Outro ponto é que gostaria de fazer a viagem para Nova York, afinal sou apaixonada pela cidade e, como ia viajar apenas com a minha mãe, a logística de fazer tudo a pé, sem a necessidade de carro, contribui bastante para a decisão. Algo delicado em Nova York é o valor da hospedagem (uma das cidades americanas mais caras), por isso comecei a pesquisar a hospedagem com bastante antecedência e buscar uma diária dentro do meu “budget” orçamento programado. Já comentei por aqui que sempre olho no site do Tripadvisor os hotéis com o melhor custo x benefício, ou seja, que oferecem uma boa localização por um preço justo. Para a minha surpresa, encontrei três hotéis da rede Affinia – ambos novos e muito bem localizados. 

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++++ Por fim, encontrei uma passagem aérea da companhia American Airlines (voo direto São Paulo – JFK) por R$ 1.500,00 e optei pelo Fifty NYC -an Affinia Hotel – um hotel localizado em Midtown, fora do agito da Times Square (entre a Lexington Ave e 3rd Ave) e ao lado de duas estações de metro (51st e 53st). A minha experiência no hotel da rede Affinia foi bem satisfatória: o check-in foi rápido, o quarto é espaçoso/ com duas camas de casal e o banheiro segue o padrão americano (pequeno, com banheira e funcional). Um ponto negativo é que não tem café da manhã incluso na diária e o ponto positivo é que o hotel não cobra para armazenar produtos comprados pela internet antes do check-in

Organização da lista:

Assim que a viagem foi definida, a próxima etapa foi a organização da lista de compra do bebê. A ajuda de amigas e cunhada foi fundamental nesse momento, pois tinham viajado recentemente e podiam avaliar os produtos que valeram a pena ou não nos primeiros meses de vida do bebê. Um ponto importante foi definir o orçamento, quanto gostaria de gastar para comprar todos os itens necessários. Comecei montando a lista de roupinhas e nesse momento já deu para perceber a economia: enquanto, no Brasil, um body básico de manga longa custa na faixa de R$ 30 a R$ 35, em grandes lojas de departamento americanas, como a Carter’s, dá para encontrar o mesmo body (às vezes com um tecido BEM melhor) por US$ 3. Levando em conta que um enxoval básico pede pelo menos 12 bodies (6 de manga curta e 6 de manda longa a cada 3 meses do bebê), a economia é realmente grande.

Na seguida organizei uma tabela com toda a relação dos produtos indicados. Em uma coluna coloquei o valor médio do produto no Brasil (somente o que encontrei na minha cidade) e em outra coluna o valor nos Estados Unidos – encontrei todos os valores no site oficial das lojas: Buy Buy Baby e Babies”R”Us – duas das maiores lojas de bebês e que possuem unidades em Nova York. Feito isso, fui analisar o preço dos produtos no site da Amazon e checar se tinha alguma promoção ou produtos que era mais fácil comprar por lá.

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Itens essenciais no enxoval do bebê:

Como já disse, a lista foi planejada para os primeiros 12 meses do bebê. Para facilitar na hora da compra, separei por categorias: brinquedos, cama & banho, alimentação, amamentação, eletrônicos, alimentação e higiene & farmácia e inclui todos os produtos que eram mais comentados nas listas das minhas amigas. Achei essa maneira mais fácil e no fim valeu a pena, pois nas lojas físicas era mais fácil para encontrar os produtos por categoria. 

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++++ Vocês podem perceber que alguns itens básicos não constam na lista como bebe conforto, máquina de tirar leite e cadeirinha de balanço da Fisher Price. Não comprei esses produtos porque a minha cunhada me emprestou (o bebe dela terá a diferença de apenas um ano do meu), no entanto encontrei todos esses produtos nas principais lojas como Buy Buy Baby e Babies “R” Us. Já o carrinho do bebê uma amiga vai trazer da Holanda!

Outros itens que foram excluídos da lista: toalhas de banho (achei o preço melhor no Brasil), toalhas de boca (já ganhei várias!), banheira de pé (achei mais fácil comprar na Tip Top do Brasil), rack para secar as mamadeiras (algo que não foi muito bem indicado por amigas) e itens para o enxoval do quarto (optei em comprar no Brasil).

Compras online:

Algo que fiz e realmente valeu a pena foi comprar os itens mais básicos pela internet. Antes de começar as compras, é importante checar com o hotel se eles aceitam a encomenda e qual é a politica de recebimento. Nesse caso, o hotel da rede Affinia não cobra nenhuma taxa extra até cinco caixas antes do check-in, caso ultrapasse o limite, o valor por caixa é de 5,00 USD. Outra vantagem das compras online é que nos Estados Unidos, por exemplo, sites como a Amazon não cobram taxas para entregas domésticas, o que faz toda a diferença no preço final dos produtos. 

Vale ficar atento a forma de pagamento, afinal alguns sites só aceitam cartão de crédito com endereço válido nos Estados Unidos (foi o caso da loja online da babyGAP). Nesse caso, uma boa alternativa é o PayPal, mas é sempre bom lembrar que as compras efetuadas pelo cartão de crédito e pelo PayPal (para quem usa cartão brasileiro) não estão livres da cobrança de 6,38% do IOF.

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Alguns itens que comprei online:

  • Measupro thermometer no site da Amazon: uma amiga indicou este termômetro e disse que o único lugar que tinha encontrado era no site da Amazon. Para economizar tempo e procura pelas farmácias de NY, comprei online e chegou em apenas cinco dias. 
  • Body branco da Carter’s: Esse é um item que não sabia da existência até ficar grávida (risos). É praticamente o uniforme do bebê nos primeiros meses e precisa comprar uma média de 12 (6 mangas longas/6 mangas curtas) para cada idade: 3 meses, 6 meses, 9 meses e 12 meses. Já havia lido na internet que era muito dificil encontrar na loja do outlet, dessa forma a melhor alternativa foi comprar online e aproveitar os ótimos descontos do site. Também chegou muito rápido pelo UPS (correios americano). 
  • Pijamas da BabyCottons: Os bebês costumam usar pijamas a partir do sexto mês (isso também foi novidade!) e para variar o uniforme – body branco – uma alternativa são os pijamas da marca Baby Cottons. Já adianto que não são baratos, mas o material de algodão pima é incrível e o site sempre tem umas promoções que valem a pena! Comprei quatro pijaminhas com 60% de desconto
  • Playmat no site da Amazon: Encontrei em muitas listas americanas esse tapetinho de brincar que estimula muito os sentidos do bebê nos primeiros meses. Como não é uma marca fácil de encontrar, optei em comprar online e valeu muito a pena! 
  • Roupas da Janie & Jack: Essa loja foi “amor a primeira vista” assim que comecei a pesquisar sobre as melhores lojas de bebê nos Estados Unidos! As roupas são lindas e tem uma variedade muito bacana para todas as idades. Em Nova York só tem uma loja (com pouca variedade), sendo assim a saída foi comprar alguns itens pela internet e aproveitar os descontos da marca! A taxa de entrega foi USD 25,00 e os produtos chegaram no hotel em 4 dias

Impostos e alfândega no Brasil:

Por fim, a volta ao Brasil com os itens comprados, como foi a minha experiência: comentei no post que viajei apenas com a minha mãe, pois o meu marido não conseguiu férias no trabalho. Sendo assim, a nossa franquia de bagagem era restrita (apenas 2 malas de 32kg por pessoa), nada mais que isso. A nossa logística foi levar apenas uma mala por pessoa e uma outra mala no estilo saco dobrada (mais a mala de mão). Essa ideia pode não ser tão para quem pretende comprar o carrinho no exterior, pois a única forma de despachá-lo é na caixa e conta como uma mala.  

Como vocês devem imaginar, a legislação para compra de enxoval no exterior é bem complexa. Com exceção dos bens de uso pessoal, existe um limite de valores por pessoa (US$ 500,00) e quantidade (no máximo 40 itens – algo bem estrito para enxoval). E uma dúvida que tinha era se os itens comprados se enquadram na categoria bens de uso pessoal – a resposta é não, afinal o pequeno não esta ainda no mundo para se apresentar como dono das peças! 

Não existe uma regra para não ser taxado, mas ai vão algumas dicas:

1) Arrume bem a sua mala, otimizando espaços, para não assustar com muitos volumes.
2) Tire etiquetas e caixas de TUDO que comprar. Isso é uma prova de que as peças são suas – e não para revenda (ATENÇÃO: essa postura não tem como objetivo burlar ou enganar ninguém, apenas provar que os itens são de uso pessoal).
3) Mamadeiras e respectivos bicos, por exemplo, já podem vir dentro do esterelizador. Isso facilita inclusive no caso de você ser vistoriada, já que muidezas soltas na mala podem acabar se perdendo.
4) Use o bom senso na hora das quantidades – até porque exagerar é desperdício, já que o bebê acaba nem usando tudo. Traga apenas o necessário.

E aí viajantes, gostaram do post? No próximo compartilho as dicas de todas as lojas que visitei em Nova York e como conseguir descontos!

PS. Bon Voyage!

Guia de viagem – Santiago

Sabe aquele lugar que você tem orgulho em saber que faz parte da América do Sul? Essa é a minha sensação em toda vez que visito o Chile! Um destino apaixonante, para ser apreciado aos poucos, em mais de uma viagem e curtido sem pressa. O país tem um cenário único: de um lado está a Cordilheira do Andes e do outro o Pacífico e, desta forma, consegue oferecer diferentes paisagens em todo o seu território. Por lá é possível esquiar em belas estações de esqui, conhecer regiões vinícolas, se deslumbrar em paisagens cinematográficas e descobrir a terra do fogo no extremo sul do país. 

A porta de entrada principal é o aeroporto Arturo Merino Benitez, também conhecido como Pudahuel, e localizado a vinte quilômetros do centro de Santiago, capital e cidade mais populosa do Chile. Muitas companhias aéreas oferecem voos direto para lá: LAN & TAM, Gol e Skyairlines (cia aérea local). Sendo assim, dar uma esticadinha até o Chile está cada vez mais fácil! A vantagem é que não tem época certa para conhecer o lugar, pois não faltam atrações no verão ou inverno. Só é importante ter em mente que é recomendado começar o roteiro com pelo menos duas noites em Santiago, afinal porque não apreciar o que a capital tem de melhor antes de explorar outros pontos do país? Veja só as dicas:

Atrações

O charme europeu dita a arquitetura da capital chilena, Santiago, e por todos os lados é possível encontrar prédios históricos que remetem a colonização espanhola. A gastronomia chilena também sofre fortes influências de seus antepassados e em seus restaurantes típicos é possível encontrar muito peixe, empanadas e ensopados com carne de porco. No entanto, as atrações na cidade são das mais diversas, desde um passeio pelo mercado central, a museus e picos com belos visuais. A vantagem é que a maioria das atrações concentram-se no centro, sendo possível visitar grande parte a pé. Se for a sua primeira visita à cidade, não deixe de começar pelo clássico: Plaza de Armas e Catedral Metropolitana – dois ícones da cultura chilena. Outro ponto que está na lista de mais visitados em Santiago é o Palácio da Moneda – sede da presidência chilena e aberta ao público. Completou os principais pontos turísticos? Agora é hora de visitar alguns lugares bem interessantes. A nossa dica para o dia é coloque um sapato confortável, leve pouco peso na bolsa/mochila e caminhe bastante. Veja só o que não pode faltar:

A casa de Pablo Neruda é um dos principais museus de Santiago. Localizada no bairro da Bellavista (próximo ao Cerro San Cristóbal), foi construída em 1952 para celebrar o amor de Pablo por Matilde, a descabelada (la chascona), que foi sua última esposa. É uma construção dividida em 3 partes, unidas por escadas, caminhos e um belíssimo jardim. Além de funcionar como casa-museu, La Chascona também é sede da Fundação Pablo Neruda e da biblioteca do poeta. As visitas são todas guiadas e em janeiro e fevereiro são de terça a domingo de 10h a 19h, e de março a dezembro de terça a domingo entre 10h e 18h.

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Provavelmente é aquele lugar que o amigo indica quando você fala que vai para Santiago! Localizado no topo da montanha, o Cerro de San Cristobal oferece visitas lindas da cidade e de toda Cordilheira dos andes. A maneira mais fácil de acessar é por um funicular que sai do terminal na Calle Pio Nono. A viagem dura dez minutos e quem não tem medo de altura terá uma visão privilegiada de Santiago. Depois que escurecer, evite descer o Cerro caminhando (antes de visitar o local informe-se dos horários no site oficial aqui).

Dica: Aos domingos o Cerro de San Cristobal costuma ser bem movimentado por conta dos ciclistas que sobem a serrinha de bicicleta!

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Assim como as principais capitais do mundo, em Santiago está localizado o maior prédio da América do Sul – Costanera Convention Center  (inaugurado em Agosto de 2015) e em seu topo tem um belo mirante aberto ao público. O Sky Costanera possui 300m de altura e uma vista vista panorâmica de 360º da cidade. A torre conta com dois elevadores, que, de última geração, levam até 45 pessoas do 1º ao 61º andar em apenas 40 segundos. No topo, o andar 61, constituído por paredes de vidro, abriga painéis que indicam os diversos pontos de referência que podem ser avistados; já o 62, acessado por escadas rolantes, tem como diferencial o teto: o céu, as nuvens e as estrelas.

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## Para quem gostar de fazer um Walking Tour pelos principais pontos da cidade, a empresa Tours4Tips oferece caminhadas em grupo com duas saídas diárias (as 10hs e 15hs). O tour tem 3hs de duração e não tem custo (é gratuito) ##

 

Passeios

Visitar um vinicola em Santiago é quase que um tour obrigatório para quem visita o país andino! Pensando nisso, uma das melhores vinícolas, localizada a apenas 92 km do centro de Santiago, é a Matetic Vineyards. Com mais de 20 anos de tradição e administrada por uma família chilena, o lugar preza pela qualidade do atendimento aos visitantes e oferece um vinho produzido 100% com uvas orgânicas. O tour custa (aproximadamente) R$ 34,00 por visitante e é possível provar três variedade da linha Corralillo. Além disso, o lugar oferece um restaurante para almoço, passeios de cavalo e bicicleta dentro da propriedade.

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Onde comer

Localizado dentro do Parque Bicentenário, o restaurante Mestizo é especializado em versões contemporâneas de pratos tradicionais chilenos. O ambiente do restaurante é de encher os olhos e as criações extremamente saborosas! Vale ir durante o almoço ou jantar, mas nao se esqueça da reserva que pode ser feita diretamente pelo site. 

Endereço: Av. Bicentenario 4050 – Vitacura | Horário de funcionamento: Todos os dias – almoço 12:30hs as 15:30hs e jantar 19:30hs as 00:00hs

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  • Rivoli 

Restaurante italiano localizado bem no bairro de Providencia, próximo ao centro de Santiago. Para quem não passa uma viagem sem uma massa, esse lugar é uma ótima pedida. 

Endereço: Nueva De Lyon 77 – Providencia

Restaurante badalado dentro do W Hotel em Santiago. O lugar oferece uma cozinha fusion, especializado em pratos japoneses e peruanos (os ceviches são divinos!). As porções são extremamente saborosas e uma dica é experimentar o menu degustação – inclui 8 pratos e mais uma opção de sobremesa, valor aproximadamente R$ 250,00 por pessoa. Não deixe de fazer a reserva pelo site!

Endereço: Isidora Goyenechea, 3000 – Las Condes | horário de funcionamento: de segunda a sábado – almoço 12:30 -15:30, jantar 19:30 -23:30.

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Esse lugar foi um super achado em nossa última viagem a Santiago! Localizado ao lado do W Hotel (Osaka), o espaço reúne uma mercearia/restaurante e bar. Considerado um mercado gourmet, o lugar vende diversos produtos típicos, como temperos, massas, bebidas e vinhos, além de ter um bar com tapas. 

Endereço: Alonso de Córdova 2437 – Vitacura | Horário de funcionamento: todos os dias a partir das 09:30hs as 23hs.

  • El Otro Sitio

Menu saboroso especializado em culinária peruana. Um bom lugar para tomar Piscos (bebida típica chilena) e comer frutos do mar. 

Endereço: Antonia Lopez de Bello, 53 – Las Condes

Restaurante especializado em comida espanhola (Vasca!) e com ambiente bem típico. 

Endereço: Isidora Goyenechea, 2900 | Horário de funcionamento: todos os dias a partir das 12:30hs as 23hs.

No próximo post comento sobre lugares para se hospedar em Santiago.

PS. Bon Voyage!