Guia de viagem – Santiago

Sabe aquele lugar que você tem orgulho em saber que faz parte da América do Sul? Essa é a minha sensação em toda vez que visito o Chile! Um destino apaixonante, para ser apreciado aos poucos, em mais de uma viagem e curtido sem pressa. O país tem um cenário único: de um lado está a Cordilheira do Andes e do outro o Pacífico e, desta forma, consegue oferecer diferentes paisagens em todo o seu território. Por lá é possível esquiar em belas estações de esqui, conhecer regiões vinícolas, se deslumbrar em paisagens cinematográficas e descobrir a terra do fogo no extremo sul do país. 

A porta de entrada principal é o aeroporto Arturo Merino Benitez, também conhecido como Pudahuel, e localizado a vinte quilômetros do centro de Santiago, capital e cidade mais populosa do Chile. Muitas companhias aéreas oferecem voos direto para lá: LAN & TAM, Gol e Skyairlines (cia aérea local). Sendo assim, dar uma esticadinha até o Chile está cada vez mais fácil! A vantagem é que não tem época certa para conhecer o lugar, pois não faltam atrações no verão ou inverno. Só é importante ter em mente que é recomendado começar o roteiro com pelo menos duas noites em Santiago, afinal porque não apreciar o que a capital tem de melhor antes de explorar outros pontos do país? Veja só as dicas:

Atrações

O charme europeu dita a arquitetura da capital chilena, Santiago, e por todos os lados é possível encontrar prédios históricos que remetem a colonização espanhola. A gastronomia chilena também sofre fortes influências de seus antepassados e em seus restaurantes típicos é possível encontrar muito peixe, empanadas e ensopados com carne de porco. No entanto, as atrações na cidade são das mais diversas, desde um passeio pelo mercado central, a museus e picos com belos visuais. A vantagem é que a maioria das atrações concentram-se no centro, sendo possível visitar grande parte a pé. Se for a sua primeira visita à cidade, não deixe de começar pelo clássico: Plaza de Armas e Catedral Metropolitana – dois ícones da cultura chilena. Outro ponto que está na lista de mais visitados em Santiago é o Palácio da Moneda – sede da presidência chilena e aberta ao público. Completou os principais pontos turísticos? Agora é hora de visitar alguns lugares bem interessantes. A nossa dica para o dia é coloque um sapato confortável, leve pouco peso na bolsa/mochila e caminhe bastante. Veja só o que não pode faltar:

A casa de Pablo Neruda é um dos principais museus de Santiago. Localizada no bairro da Bellavista (próximo ao Cerro San Cristóbal), foi construída em 1952 para celebrar o amor de Pablo por Matilde, a descabelada (la chascona), que foi sua última esposa. É uma construção dividida em 3 partes, unidas por escadas, caminhos e um belíssimo jardim. Além de funcionar como casa-museu, La Chascona também é sede da Fundação Pablo Neruda e da biblioteca do poeta. As visitas são todas guiadas e em janeiro e fevereiro são de terça a domingo de 10h a 19h, e de março a dezembro de terça a domingo entre 10h e 18h.

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Provavelmente é aquele lugar que o amigo indica quando você fala que vai para Santiago! Localizado no topo da montanha, o Cerro de San Cristobal oferece visitas lindas da cidade e de toda Cordilheira dos andes. A maneira mais fácil de acessar é por um funicular que sai do terminal na Calle Pio Nono. A viagem dura dez minutos e quem não tem medo de altura terá uma visão privilegiada de Santiago. Depois que escurecer, evite descer o Cerro caminhando (antes de visitar o local informe-se dos horários no site oficial aqui).

Dica: Aos domingos o Cerro de San Cristobal costuma ser bem movimentado por conta dos ciclistas que sobem a serrinha de bicicleta!

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Assim como as principais capitais do mundo, em Santiago está localizado o maior prédio da América do Sul – Costanera Convention Center  (inaugurado em Agosto de 2015) e em seu topo tem um belo mirante aberto ao público. O Sky Costanera possui 300m de altura e uma vista vista panorâmica de 360º da cidade. A torre conta com dois elevadores, que, de última geração, levam até 45 pessoas do 1º ao 61º andar em apenas 40 segundos. No topo, o andar 61, constituído por paredes de vidro, abriga painéis que indicam os diversos pontos de referência que podem ser avistados; já o 62, acessado por escadas rolantes, tem como diferencial o teto: o céu, as nuvens e as estrelas.

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## Para quem gostar de fazer um Walking Tour pelos principais pontos da cidade, a empresa Tours4Tips oferece caminhadas em grupo com duas saídas diárias (as 10hs e 15hs). O tour tem 3hs de duração e não tem custo (é gratuito) ##

 

Passeios

Visitar um vinicola em Santiago é quase que um tour obrigatório para quem visita o país andino! Pensando nisso, uma das melhores vinícolas, localizada a apenas 92 km do centro de Santiago, é a Matetic Vineyards. Com mais de 20 anos de tradição e administrada por uma família chilena, o lugar preza pela qualidade do atendimento aos visitantes e oferece um vinho produzido 100% com uvas orgânicas. O tour custa (aproximadamente) R$ 34,00 por visitante e é possível provar três variedade da linha Corralillo. Além disso, o lugar oferece um restaurante para almoço, passeios de cavalo e bicicleta dentro da propriedade.

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Onde comer

Localizado dentro do Parque Bicentenário, o restaurante Mestizo é especializado em versões contemporâneas de pratos tradicionais chilenos. O ambiente do restaurante é de encher os olhos e as criações extremamente saborosas! Vale ir durante o almoço ou jantar, mas nao se esqueça da reserva que pode ser feita diretamente pelo site. 

Endereço: Av. Bicentenario 4050 – Vitacura | Horário de funcionamento: Todos os dias – almoço 12:30hs as 15:30hs e jantar 19:30hs as 00:00hs

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  • Rivoli 

Restaurante italiano localizado bem no bairro de Providencia, próximo ao centro de Santiago. Para quem não passa uma viagem sem uma massa, esse lugar é uma ótima pedida. 

Endereço: Nueva De Lyon 77 – Providencia

Restaurante badalado dentro do W Hotel em Santiago. O lugar oferece uma cozinha fusion, especializado em pratos japoneses e peruanos (os ceviches são divinos!). As porções são extremamente saborosas e uma dica é experimentar o menu degustação – inclui 8 pratos e mais uma opção de sobremesa, valor aproximadamente R$ 250,00 por pessoa. Não deixe de fazer a reserva pelo site!

Endereço: Isidora Goyenechea, 3000 – Las Condes | horário de funcionamento: de segunda a sábado – almoço 12:30 -15:30, jantar 19:30 -23:30.

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Esse lugar foi um super achado em nossa última viagem a Santiago! Localizado ao lado do W Hotel (Osaka), o espaço reúne uma mercearia/restaurante e bar. Considerado um mercado gourmet, o lugar vende diversos produtos típicos, como temperos, massas, bebidas e vinhos, além de ter um bar com tapas. 

Endereço: Alonso de Córdova 2437 – Vitacura | Horário de funcionamento: todos os dias a partir das 09:30hs as 23hs.

  • El Otro Sitio

Menu saboroso especializado em culinária peruana. Um bom lugar para tomar Piscos (bebida típica chilena) e comer frutos do mar. 

Endereço: Antonia Lopez de Bello, 53 – Las Condes

Restaurante especializado em comida espanhola (Vasca!) e com ambiente bem típico. 

Endereço: Isidora Goyenechea, 2900 | Horário de funcionamento: todos os dias a partir das 12:30hs as 23hs.

No próximo post comento sobre lugares para se hospedar em Santiago.

PS. Bon Voyage!

Valle Nevado – a maior estação de esqui da América Latina!

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Começa a temporada de inverno no hemisfério sul e o Chile é um dos destinos mais cobiçados entre os brasileiros. Com mais de 30 estações em seu território, o país é a escolha ideal para quem quer esquiar e uma ótima alternativa para ver neve. Dentre todas as opções no Chile, o Valle Nevado é um dos destinos mais tradicionais e considerado “a maior estação de esqui da América Latina”. Sim, é o lugar ideal para os amantes do esporte na neve, com 39 pistas (quatro diferentes níveis de dificuldade) e 14 teleféricos para subir aos setores mais exclusivos, incluindo a primeira telecabine fechada do Chile. Além do reconhecido título, a estação se destaca pelo fácil acesso, localizada a apenas 1h30 da capital chilena, Santiago.

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Como chegar

Chegar ao Valle Nevado pode ser rápido, no entanto, não tão simples. Sua estrada sinuosa, com mais de 60 curvas, já é um teste de sobrevivência aos que enjoam com facilidade (a dica é beber água e comer balas de menta durante o percurso). No total, são 40 curvas iniciais até a entrada de Farellones e El Colorado, estações vizinhas, e mais 20 até o Valle Nevado. Essa estrada exige o máximo de atenção do motorista por conta das curvas, das condições do asfalto e da possibilidade de encontrá-la coberta por uma fina camada de gelo. Por isso, a primeira dica desse texto é: contrate um transfer para ir até o topo da montanha. Devido à praticidade, muitos brasileiros costumam alugar carro para subir até a estação, mas não recomendamos. Uma boa alternativa é a empresa especializada SkiTotal, que oferece o transfer regular com saída do centro de Santiago, e também o serviço “hotek pick up”, com saídas personalizadas do hotel (é possível agendar o serviço direto pelo site AQUI)

Quando ir

A temporada de neve no Valle Nevado começa em meados de julho e termina na última semana de setembro. No entanto, esse período pode variar bastante conforme o ano, devido às condições climáticas. No site oficial do Valle Nevado, é possível obter informações precisas e reservar os hotéis diretamente por lá.

Onde ficar

De fato, algo que surpreende no Valle Nevado é a sua estrutura para hospedagem. Diferente das estações vizinhas, o lugar conta com três hotéis muito próximos das principais pistas e escola de esqui. O Valle Nevado é o hotel alto padrão com quartos amplos, espaçosos e indicado para quem viaja em casal. O Puerta Del Sol possui um padrão intermediário e é indicado para uma viagem em família, devido à possibilidade de quartos conjugados. Por fim, o Três Puntas é um hotel boutique menor e indicado para quem viaja sozinho. Todos os hotéis oferecem no valor da diária o ski pass (acesso às pistas e teleféricos) e regime de meia pensão completa (café da manhã e jantar – dependendo da época do ano precisa fazer reserva). No entanto, outro ponto positivo do complexo é a opção de hospedagem em apartamentos localizados a 150 metros das pistas. Essa é a escolha ideal para grupos, afinal os apartamentos possuem uma estrutura com cozinha completa e a poucos passos está o minimercado recheado de comida rápida e aberto diariamente até as 21h.

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A programação de entretenimento dos hotéis ainda inclui piscina aquecida animada por DJ, spa, lojas para aluguel e venda de produtos para neve, sala de recreação com monitores para as crianças, academia e uma sala de cinema para os hóspedes. Também é possível fazer aulas de esqui em uma escola que conta com 90 instrutores, alguns deles dominando bem o português, ou melhor, o “portunhol”. Seus pacotes são fechados por hora e existe a opção de aulas individuais ou coletivas. A escola também tem um espaço dedicado às crianças, com pistas separadas e instrutores qualificados. A programação infantil inclui as aulas e almoço, deixando os pais livres para o restante do dia no esqui.

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Desde 2011, o resort do Valle Nevado conta com uma nova estrutura chamada Curva 17 para receber os visitantes que pretendem passar o dia na estação. O lugar conta com um amplo estacionamento, lojas e um escola de esqui destinada a essa público. No local, também é possível comprar o ticket da gôndola (vendido a partir das 11h30) e aproveitar o dia somente nas instalações, sem a necessidade de esquiar. O novo ponto de encontro é o restaurante Bajo Zero, localizado no topo da montanha e com um visual deslumbrante das cordilheiras.

Onde comer

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O complexo do Valle Nevado possui no total 12 restaurantes que fazem parte da estrutura hoteleira do resort. Para quem se hospeda nos hotéis do Valle, normalmente o café da manhã e o jantar (em dois ou quatro restaurantes) estão inclusos no pacote. O jantar para os hóspedes inclui entrada, prato principal e sobremesa, bebidas alcoólicas são cobradas à parte. Para quem passa o dia no resort, o Valle oferece um minimercado, bares, pubs, duas lanchonetes e quatro restaurantes sob o comando da chef chilena Alejandra Cruells, entre eles o La Fourchette, com um buffet variado especializado em comida mediterrânea, e o Don Giovanni, especializado em pastas e carnes.

Tabela de preços

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Os valores foram pesquisados no mês de Agosto de 2015 e as lojas encontram-se dentro do complexo do Valle Nevado.

Cotação do Peso Chileno em Agosto/2015: 1 Real (R$) = 186,00 Pesos Chilenos

• Aluguel equipamento esqui (adulto):
Iniciantes 33.000 pesos chilenos (dia inteiro)
Avançados 39.000 pesos chilenos (dia inteiro)
Pole (bastão) 8.500 pesos chilenos (dia inteiro)
• Aluguel equipamento snow (adulto):
Iniciantes 23.000 pesos chilenos (dia inteiro)
Avançados 25.500 pesos chilenos (dia inteiro)
• Aluguel equipamento esqui (crianças):
Dia inteiro a partir de 30.000 pesos chilenos
Meio dia a partir de 22.000 pesos chilenos
• Aula coletiva (adulto):
1 aula – 2 horas – 40.000 pesos chilenos
2 aulas – 4 horas – 73.000 pesos chilenos
3 aulas – 6 horas – 105.000 pesos chilenos
(mínimo 4 pessoas por aula)
• Aula particular (adulto):
1 hora – 62.000 pesos chilenos
2 horas – 109.000 pesos chilenos
O dia inteiro – 380.000 pesos chilenos
Pacote especial de 4 horas (dividido em dois dias) – 209.000 pesos chilenos

Na estação é possível usar pesos chilenos e dólar. Uma sugestão é levar dólar e trocar por uma quantia de peso chileno em uma das unidades da casa de câmbio Afex, localizada no centro de Santiago ou no shop. Parque Arauco. Lembrando que dólares tem cotação justa em casas de câmbio de todo o país, exceto em aeroporto quando o valor é mais baixo.

PS. Bon Voyage!

Agradecemos o convite da assessoria de imprensa B4T, do complexo do Valle Nevado e cia aérea Sky Airlines.

A melhor pousada da América do Sul é nossa!

_DSC4660Quem me acompanha por aqui sabe que sou uma fiel leitora do Tripadvisor – site que recebe milhares de avaliações de viajantes ao redor do mundo! A comunidade é uma espécie de guia e principal ferramenta de pesquisa para as minhas viagens – acho fascinante a interação com os outros usuários e, mesmo achando extremamente subjetivo, conhecer as suas experiências de viagem. E foi em uma das minhas buscas na lista do Traveller’s Choice que encontrei a incrível Pousada Barra do Bié – eleita no ano de 2016 a melhor pousada do Brasil e América do Sul – desbancando renomados estabelecimentos em áreas turísticas na Argentina e Peru. Bom, vocês podem imaginar a minha vontade instantânea de conhecer esse lugarzinho e, por uma questão de destino, poucas semanas após o vitorioso prêmio, a assessoria de imprensa da pousada entrou em contato comigo para oferecer um convite. Esse fim de semana visitei a pousada e vou contar todos os detalhes para vocês:

                #HISTÓRIA#                  

Situada em uma belíssima mata nativa e cercada por muitas araucárias, a Pousada Barra do Bié é um refúgio perfeito para aqueles que desejam fugir da loucura do dia. Aliás foi exatamente isso que aconteceu com o simpático casal proprietário da pousada – Ana e Ciro, quando resolveram investir em um sonho antigo e construir uma pousada. Cansados do corre-corre do dia a dia em São Paulo, ambos foram em busca de unir em um único lugar trabalho e prazer. Para dar início ao novo projeto de vida, ela iniciou uma faculdade de hotelaria e ele a desfazer as amarras que o prendiam na agitada capital. Alguns anos depois e, apoiados por um projeto de consultoria do SENAC, encontraram o espaço que tanto sonhavam na pacata cidade de Cunha. Bom, para ganhar ainda mais identidade e dar o ar bucólico que tanto sonhavam: a pousada não esta localizada a beira estrada (como a maioria da região), mas em uma área a seis quilômetros da estrada principal e acessada por um trecho de terra. 

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/// Bié é um Golden de 12 anos que acompanha os donos da pousada desde o inicio! Eles nos acompanhou durante todo o tour pela pousada e ainda participou de uma seção de fotos! ///

Acostumados a receber, o casal é o anfitrião da Pousada e atende pessoalmente todos os hóspedes que passam diariamente por lá. Certamente é essa carinhosa receptividade que eleva a Pousada Barra do Bié para o topo, pois tudo é tratado com tanta atenção e carinho que a sensação dos hóspedes é de conhece-los há tempos! A pousada tem um clima familiar e todos os funcionários são extremamente atenciosos. Outro diferencial da Pousada é que são apenas seis chalés e os próprios donos dizem ” não queríamos algo muito grande, afinal iriamos trazer a loucura da cidade grande para cá”. Dito e feito – até os celulares conspiram para a paz e não funcionam! 

           # LOCALIZAÇÃO #

Localizada a 223km do centro de São Paulo, a pousada fica em uma saída da Estrada Real que liga Cunha a Paraty. A rodovia, considerada uma das mais belas do Brasil, corta mais três estados e oferece um cenário repleto de belezas naturais. Alias, ecoturismo é uma palavra facilmente relacionada a pequena cidade de Cunha, pois seu entorno é formado por diversas cachoeiras, parques nacionais e campos de lavanda.

O pequeno município também é conhecido como a terra dos ceramistas e abriga mais de vinte ateliês em sua redondeza. O passeio é altamente recomendado pelos donos da pousada e, em alguns casos, quando o artesão está no local é possível acompanhar o processo de criação das famosas cerâmicas. 

Dica de roteiro: A viagem de São Paulo tem duração de 2h50minutos, pois são 223 quilômetros até a entrada principal de Cunha (não tem necessidade de entrar na cidade) e mais 21 quilômetros até a entrada principal da pousada. A sugestão é de ficar pelo menos duas noites na pousada e uma viagem que pode ser altamente combinada é com Paraty – a cidade esta localizada a 36km da pousada. 

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                *ESTRUTURA*

Como comentei anteriormente, a pousada possui apenas seis chalés que variam de 43m2 a 55m2 e possuem quatro categorias: chalé standard, superior, deluxe e master, sendo o que os diferencia é o tamanho da suíte, opção de varanda e banheira de hidromassagem. O chalés, extremamente confortáveis e espaçosos, são equipados com uma cama king size com cobertores e lençóis aquecidos (esfria bastante a noite por conta do clima da montanha!) lareira, televisão com aparelho de DVD (a pousada possui um grande arsenal de vídeos e a locação é gratuita!), wi-fi, frigobar abastecido de bebidas e banheiro com ducha de água natural! O enxoval do quarto é um capitulo à parte: todas as toalhas são grandes da marca Trousseau e os amenities da L’Occitane

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O nosso chalé, numero seis, era da categoria deluxe e contava com uma banheira de hidromassagem e varanda com espreguiçadeiras – maravilhoso! Outra vantagem é que o chalé é bem afastado uns dos outros, mantendo a privacidade dos hóspedes. 

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A propriedade da pousada é muito grande e conta com uma ótima área externa. No local tem piscina aquecida, bar self-service,  academia com aparelhos Reebok, sauna seca e uma sala para massagem, no qual é possível contratar fora do pacote de hospedagem uma profissional. As atracões ao ar livre também são bem variadas: trilhas arborizadas para caminhadas, redatários (leia-se redes para descansar e ler um livro), horta e um rio que corta a pousada onde é permitido entrar para um mergulho.

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              *RESTAURANTE*


A sede da pousada é o local das principais refeições do dia (o café da manhã está incluso no valor da diária) e ponto de encontro de conversas muito animadas com o casal proprietário Ana & Ciro. No sábado, acordamos sem pressa para desfrutar do café da manha e posso dizer que foi uma grata surpresa! Tudo muito fresco, caseiro e com produtos orgânicos – ganhou o meu coração. Tudo é servido por eles mesmo e a mesa ficou rapidamente repleta de gostosuras: cesta de pães feita no local, requeijão orgânico, geleias de frutas da horta (provei uma de figo e estava incrível!), panquequinha, bolo de banana caseiro, iogurte, frios variados e muitas frutas. Realmente a melhor maneira de começar o dia! A pousada ainda oferece um horário diferenciado para o café da manhã: a partir das 09hs até as 14hs (ideal para quem quer dormir até um pouco mais tarde!). 

Após o café, o Ciro (proprietário da pousada) faz as vezes de concierge e indica os melhores passeios para o dia em Cunha. Faz suas recomendações, entrega um mapa com todas as atracões sinalizadas e sugere um restaurante para almoço no caminho. Cunha é uma cidade que está em forte desenvolvimento para o turismo e oferece diversas programações (no próximo post compartilho dicas do nosso dia).

Ainda sobre as refeições, o jantar é super personalizado! Os donos pedem aos hóspedes que façam a reserva do horário e já escolham os pratos, assim é só chegar no horário combinado que a refeição é servida! No entanto, o clima é tão hospitaleiro que eles fazem algumas exceções. Em nosso primeiro dia, chegamos após o encerramento da cozinha, mas a Ana foi extremamente carinhosa e solicitou o jantar para nós. Assim que olhei o cardápio, me interessei pelo picadinho de carne com farofa de pinhão (alias, o mês de Abril é época de pinhão e muitos pratos levam a iguaria) e estava divino! Foi uma excelente maneira de boas vindas. Meu marido provou um estrogonofe de frango e pinhão e também estava maravilhoso! Por isso, recomendo ao menos um jantar na pousada porque a comida é muito bem feita e saborosa!

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             *EVENTOS*

A cidade de Cunha realmente esta investindo no turismo e esse ano acontece a segunda etapa da ’Étape do Tour de France em solos brasileiros. Para quem gosta de acompanhar uma prova diferente, será uma boa oportunidade para visitar Cunha. A data da prova será no dia 18/09/2016 e estão previstos mais de 3.000 ciclistas de todo o Brasil e mundo. 

Considerações finais:

A pousada agradou muito pela estrutura oferecida e ótimo atendimento de todas as pessoas que nos receberam! O lugar realmente consegue ser um refúgio de tranquilidade e a volta para casa é revigorante. O lugar é indicado para casais, grupo de amigos e famílias com crianças, pois no quarto é possível adicionar cama extra para os pequenos. 

O hotel tem apenas 6 chalés e muita procura aos finais, por isso faça a sua reserva com antecedência. Para fazer a sua reserva sem custos adicionais clique em Booking.com

Agradecemos o convite da Pousada Barra do Bié e assessoria de imprensa AD Comunicação.

PS. Bon Voyage!

Carnaneve 2016 – Zermatt

Quem acompanhou o Ps. Bon Voyage pelo Instagram, viu que tivemos um carnaval bem atípico esse ano! Fugimos do calor e agito do Brasil para uma viagem com amigos para a Suíça. Essa foi a primeira vez que escolhemos um destino no inverno para passar o carnaval, mas para esse nosso grupo de amigos já é tradição há mais de cinco anos. Na realidade, a proposta da viagem é escolher uma estação de esqui (em qualquer parte do mundo) que tenha uma boa estrutura de cidades e pistas para passar a semana. Digamos que não falta opções nessa época, afinal é inverno nos Estados Unidos/Europa e um período com  muita neve! Quando começamos a pensar sobre qual lugar visitar, veio logo a ideia de Zermatt – a estação de esqui mais democrática da Suíça. Hoje vou compartilhar com vocês as principais dicas para visitar o destino! 

                 # Como chegar #

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Zermatt é uma cidadezinha alpina com apenas 3.500 habitantes localizada no sul da Suíça. O vilarejo fica na fronteira entre a Suiça – Itália (por isso é comum encontrar italianos) e possui em seu cenário a montanha mais fotografada do país: o Matterhorn – símbolo do chocolate TobleroneEm Zermatt é proibido a circulação de carros nas ruas, com isso o trem é a maneira mais fácil (e única!) de chegar. Na Suíça, a malha ferroviária funciona de forma integrada, tornando um excelente meio de transporte. Qualquer não-residente pode adquirir o  Swiss Pass (vendido direto pelo site da companhia SBB) e ter acesso a todas as linhas de trem normais do país (exceto as rotas especiais, panorâmicas de montanha), e todos os bilhetes de transporte público dentro das cidades, incluindo barcos, ônibus, trams, além de entrada em mais de 400 museus.

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Para chegar até a estação de esqui, é possível pegar o trem nas principais cidades suíças: Zurique, Genebra, Lucerna e St. Moritz. Nós fizemos a viagem de trem a partir de Zurique (cidade mais populosa da Suíça) e indicamos pela beleza do trajeto. A viagem tem uma duração total de três horas com a necessidade de uma baldeação para troca de trem. A viagem é dividida em dois trechos: o primeiro de Zurique até a cidade de Visp (duração de duas horas) e a segunda etapa é de Visp até Zermatt que é um pedaço da rota do Glacier Express – o mais famoso trem panorâmico do país.

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O trajeto original do Glacier (fala: Glêixar) é de St. Moritz a Zermatt (conforme foto acima), tem uma duração de sete horas e quarenta minutos – e considerado o “trem expresso mais lento do mundo”! Porém, em apenas alguns horários do dia a rota é feita sem baldeações, num trem megapanorâmico, com serviço de bordo especial. Este é o Glacier Express — e para subir nele você precisa reservar e, mesmo com Swiss Pass, pagar um extra para escolha dos assentos. Uma alternativa é fazer a viagem em trens regionais (são eles: de Zermatt a Visp; de Visp a Disentis ou Chur; e finalmente de Disentis ou Chur a St. Moritz) e aproveitar o visual dos vales alpinos! O ticket para esse trem é uma média de 123 CHF (francos suíços) e pode ser adquirido direto pelo site do SBB.

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No entanto, aos que fazem uma viagem de carro pelo interior do país, uma alternativa é estacionar o veículo num vilarejo próximo (a melhor opção é a cidade de Täsch) e ir de trem até Zermatt. Em Täsch há vários estacionamentos, mas o melhor é o estacionamento dentro da estação de trem, que é o mais cômodo e com bom preço: Matterhorn Terminal Täsch (custa cerca de 15 francos a diária). Pode ficar tranquilo estacionando lá, é estacionamento coberto, protegido e ali mesmo você compra o bilhete de trem para Täsch, que sai a cada 20 minutos. O bilhete custa cerca de 17 francos por pessoa, ida a volta.

                # O que fazer #    

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A cidade de Zermatt é totalmente preparada para quem pretende fazer uma viagem de esqui, no entanto é possível visitar o vilarejo e aproveitar suas lojas, bares e restaurantes! Sendo assim, para se localizar na cidade vale uma caminhada pela Bahnhofstrasse – principal rua comercial de Zermatt. Seu inicio é em frente a estação de trem e percorre grande parte do vilarejo. No local, é possível encontrar um kit sobrevivência para os primeiros dias na cidade: supermercado, farmácias e lojas de chocolate (quem disse que não é questão de sobrevivência?), além de diversas lojas de roupas de esqui – da democrática Bayard a badalada Moncler. Na rua também estão os três principais hotéis do vilarejo alpino: o histórico Monte Rosa, o tradicional Mont Cervin e o moderno The Omnia. As tarifas de hotel em Zermatt variam ao longo de todo o ano. Na temporada de esqui (a partir de Dezembro a Março) os valores são mais altos e nesses hotéis a media é de 450,00 EUR por dia. 

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Atravessando a rua, ou melhor um rio de águas calmas que corta a cidade, esta uma área com hotéis mais democráticos. A lista começa com o badalado Bristol – hotel categoria médio padrão, três estrelas e que fica a poucos passos do ponto de ônibus para as gôndolas de esqui. A maioria dos hotéis suíços oferecem café da manhã no valor da diária (ponto muito positivo!), além de spa e serviço de locker para os equipamentos alugados.

Em Zermatt, uma das principais atrações para quem não esquia e uma visita ao topo da montanha Matherhorn a bordo de um trem de cremalheira. A ferrovia Gornergrat Bahn foi a primeira ferrovia de cremalheira do mundo completamente elétrica. Hoje, moderna e super eco-friendly, é equipada com um sistema inteligente que gera energia na própria descida do trem e leva visitantes do centro de Zermatt ao topo do Gornergrat em todos os 365 dias do ano. A viagem panorâmica montanha acima dura 33 minutos e faz uma sensacional ascensão de quase mil e quinhentos metros de altitude ao longo da jornada enquanto a ferrovia serpenteia sobre pontes, galerias e dentro de túneis, por entre pinheiros, rochedos e lagos.

# Dica: vale a pena comprar o ski pass (bilhete unico de acesso as gondolas de esqui) para fazer esse passeio. O ticket custa 79 CHF por pessoa e dá acesso a todos os trens e estações de esqui.

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O visual do alto é lindo e emocionante ver o Matherhorn lá de pertinho. É no topo do Gornergrat que fica o mais alto hotel de toda a Europa, o 3100 Kulmhotel Gornergrat. As facilidades por ali incluem também um restaurante aberto ao público em geral, observatório astronômico e lojinhas. Passar a noite num local tão especial pode ser uma sensacional experiência.

                      # Hotel #

Nós ficamos no Aristella Swissflair e foi uma excelente escolha! Contando um pouco da nossa experiência: assim que chegamos na estação de trem em Zermatt, fomos recebidos por um simpático motorista português. Como na cidade só possível circular carros elétricos, nossas malas foram acomodadas no pequeno porta-mala e seguimos para o curto caminho até o hotel. Nesse momento, o senhor comentou sobre a previsão de neve para os próximos dias e como a cidade estava lotada de europeus! Apenas 5 minutos de corrida, chegamos no hotel e a recepção foi igualmente simpática por uma senhora italiana. A reserva tinha sido realizada no site do Booking (sempre uso e recomendo) e por sorte havíamos ganhado um upgrade na categoria do quarto!

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O hotel possui apenas 27 quartos divididos em três categorias: econômico, moderno e deluxe com vista para o Matterhorn. Todos os quartos são novos, bem iluminados, espaçosos e possuem uma decoração linda – bem típica suíça com muita madeira e parquet. O banheiro (algo tão importante em uma estação de esqui!) possui o chão aquecido e chuveiro com banheira, além de ótimos amenities! Não posso deixar de comentar sobre o café da manhã, simples e gostoso! Como uma típica refeição suíça, não pode faltar: seleção de queijos, pães variados e chocolate quente! O hotel também agradou pelo ótimo atendimento dos funcionários – sempre atenciosos e solícitos!  

No próximo post comento todos os detalhes dos nossos dias no esqui!

PS. Bon Voyage!             

Destinos italianos – Cinque Terre

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Ahh la bella Itália, um destino que encanta os turistas com suas belas paisagens, sua riqueza cultural e, claro, sua deliciosa gastronomia! Nós somos apaixonados por esse pedacinho da Europa e aqui no blog já dividimos com vocês diversos posts das nossas viagens para lá! (veja mais: Veneza, Verona, 10 vilarejos supreendentes, Lago di Garda, Lago di Como, Taormina, Panarea e Favignana). O mais interessante é que a Itália pode ser visitada em qualquer época do ano, pois possui ótimas atrações em ambas estações. Por ex: durante os meses mais quentes, cidades como Capri, a região da Costa Amalfitana, Isola dei Conigli, a ilha da Sardenha, a Cinque Terre, a bela Taormina e as ilhas eólicas na Sicília são destinos que oferecem o pacote formado por belas praias do mediterrâneo + vilarejos charmosos . Nos meses mais frios, a Toscana, Florença, Veneza, Roma, a região da Puglia (Alberobello), Milão e as Dolomites tornam-se encantadoras e são uma ótima pedida. Hoje vou compartilhar por aqui dicas de um lugar maravilhoso: Cinque Terre!

                  # Como chegar #

Localizado a cem quilômetros de Gênova, entre Levanto e La Spezia, está um dos tesouros da Itália – Cinque Terre. Monterosso, Vernazza, Corniglia, Manarola e Riomaggiore são os cinco povoados medievais, todos destinos românticos por excelência, localizados dentro de um parque nacional considerado patrimônio mundial da UNESCO. Sendo assim, seu cenário é único, pois os vilarejos estão situados sobre falésias à beira do mar e todos são conectados por uma triha ecológica de 12km repleta de subidas e descidas pelas montanhas. Cada vilarejo tem uma característica, mas todos são abastecidos por uma grande variedade de hotéis, restaurantes e bares. 

cinque terre

[MEIO DE TRANSPORTE]

/// TREM

A maneira mais fácil de chegar a região da Cinque Terre é de trem, pois o uso de carro não é permitido no centro dos vilarejos. A região é abastecida por ótimas estações de trem e esta localizada a cem quilômetros de Genova, entre Levanto e La Spezia. Uma opção para quem se hospeda dentro do parque nacional é pegar um trem na estação Santa Marguerita Ligure, localizada a 30 minutos do centro de Genova, e descer em Monterosso Al Mare – vilarejo situado na extremidade norte do parque. No entanto, para quem não pretende se hospedar em uma das “terre” uma opção é chegar por La Spezia – cidade localizada a meia hora de trem de Riomaggiore, e ligada às Terre também por barco (via Portovenere). A cidade é simples e pouco turística, mas possui ótimas opções de hotéis para quem não quer gastar tanto e conhecer essa região. O NH La Spezia fica no centro da cidade e próximo da estação de trem. 

/// AVIAO

O aeroporto mais próximo da Cinque Terre é o de Pisa localizado a 1h30min de trem de Monterosso Al Mare. No próprio aeroporto é possível pegar o trem, sem necessidade de baldeação. O trecho custa em média € 20 por pessoa. 

///DAY TRIP A PARTIR DE FLORENÇA OU MILAO

Nós somos do time que apoia bate e voltas a partir de um determinado ponto. No entanto, no caso da Cinque Terre não vale a pena visitar a partir de Florença ou Milão pela longa distância! A viagem de trem demora em média 2h30min por perna e, vale pensar que para conhecer essa região, é preciso separar ao menos 5 horas do dia. Conclusão? Muito esforço e cansaço para o próximo dia da viagem! 

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[COMO EXPLORAR AS CIDADES]

///TREM

Todas as “terre” possuem pequenas estações de trem em seu centro, porém o meio de transporte não é a melhor opção para explora-las. O trajeto completo de trem, parando em todas as Terre, leva 29 minutos entre La Spezia e Monterosso (a viagem expressa, sem parada intermediárias, leva menos de 15 minutos). Não é uma viagem panorâmica: o trem vai por dentro da montanha quase todo o tempo, com poucas aberturas para o mar da Ligúria. O trem deve ser usado apenas para cortar caminho — só vale mesmo a pena como ida ou volta de um percurso de barco ou a pé (trilha).

/// A PÉ

A trilha que percorre todas as Terres é conhecida como Sentiero Azzurro e possui um visual impressionante de toda a costa. Dependendo da época do ano, o trajeto pode ser muito cansativo por conta das subidas (o trecho mais difícil é Monterosso-Vernazza) e o forte sol que paira na região. Para quem tem o espirito aventureiro, a trilha tem uma duração media de 1h30minutos e o trecho mais bonito (fotografado!) é o Manarola-Riomaggiore. 

/// DE BARCO

Há barcos que funcionam entre os vilarejos, exceto para Corniglia. Essa é considerada a melhor maneira de ver a paisagem, no entanto não é a opção mais rápida ou barata. Os barcos partem de todas as “terre” e, para ter uma ideia, o valor do ticket para o dia inteiro é € 25, aos sábados e domingos € 27 e o ticket valido apenas a a tarde o “afternoon ticket” é € 17). O barco faz a rota Monterosso-Vernazza-Manarola-Riomaggiore-Portovenere (e volta). O ticket do dia inteiro (ou da tarde) dá direito a descer e reembarcar em todas as paradas. Caso você não queira ir até Portovenere, pode comprar só o ticket one-way de € 10,50 que dá direito às três paradas dentro das Terre (Vernazza, Manarola e Riomaggiore). À tarde também é possível comprar o one-way com direito a duas paradas, por € 9. Portovenere é uma vila considerada a sexta “terre” e só é acessada de barco. 

manarola

                  # Onde se hospedar #

As Cinque Terre podem ser visitadas em um dia a partir de Spezia ou Genova pela curta distância, no entanto uma alternativa muito interessante é dormir em uma das Terre. Minha dica é que, não importa a base que você escolha, vale passar ao menos duas noites, pois desta forma é possível dedicar um dia inteiro ao passeio, sem perder tempo com deslocamento até as Terre, nem o stress de seguir viagem no mesmo dia.

Na costa entre Gênova e Monterosso há várias cidades que podem servir de base para o passeio às Cinque Terre — sempre no mesmo esquema: duas noites, chegando no fim do primeiro dia e aproveitando o segundo sem stress de precisar seguir viagem no mesmo dia. Dessas cidades também dá para dar um pulinho no outro destino cobiçadíssimo da costa lígure, Portofino. A cidade esta localizada a 1h30min de trem e possui belas praias. Um dos hotéis mais cobiçados da região é o Belmond Hotel Splendido – tradicional hotel da rede Belmond, que pertenceu a um mosteiro medieval e com apenas 67 quartos. Seu restaurante – La Terraza  é um dos mais famosos da região e une a maravilhosa gastronomia italiana à belíssima paisagem de Portofino, na Riviera Italiana. Ele está localizado no terraço do hotel e a vista privilegiada encanta a todos, pois é possível fazer as refeições admirando o azul intenso do mar da Ligúria.

belmond 1 belmond 2 portofino

E aí, todos arrumando a mala em 3,2,1!!

PS. Bon Voyage!