Arquivo mensal: March 2014

Londres – Roteiro 1º dia

    Em minha última viagem a Londres, optei ficar hospedada no bairro Soho. Bem localizado, fica a poucos metros das principais atrações turísticas da cidade. Além disso, localiza-se na região das famosas ruas de compras Piccadilly Circus, Oxford St e Regent St. O hotel escolhido foi o Sanctum Soho, pequeno e intimista. Seu conceito boutique é logo identificado pela decoração moderna e serviço despojado. Fiz a reserva pelo site booking.com e achei ótimo o custo beneficio. Fiquei no total de quatro dias, sendo que o primeiro só consegui fazer passeios no período da tarde. Abaixo fiz um resumo do meu primeiro dia na cidade.

Sanctum-SohoSanctum-Soho 2     Após deixar as malas no hotel, fomos direto para o The Wolseley, na Piccadilly Circus. O restaurante possui um dos melhores afternoon tea da cidade, disponível das 15:00hs as 18:30hs. Para quem não sabe, o chá da tarde em Londres é bem tradicional. A refeição consiste em sanduíches variados, frutas da estação e algumas pâtisseries (conforme o local). O valor por pessoa sai em torno de £23.75, por pessoa.

foto    Depois, seguimos para a estação de metro Green Park e nossa próxima parada era a estação de metro Westminster. Lá é ponto de encontro do walking tour que nos levaria para conhecer a famosa igreja de Westminster. Para explorar bem o lugar, a dica  é fazer o passeio com a London Walks,  empresa familiar que oferece caminhadas guiadas pela cidade. Trata-se da companhia de walking tour mais antiga e a premiada do mundo. São diversas opções de tour a pé e custa apenas £9,00, por pessoa. Lembrando que não precisa agendar com antecedência. Basta chegar na hora certa ao ponto designado no site, do lado de fora de estações de metrô pré determinadas, e procurar pelo guia, que terá um panfleto branco com “London Walks” escrito na frente.

WestminsterDSC03179    O tour teve duração de uma hora e após isto seguimos para London Eye – A famosa roda gigante com a mais bela vista da cidade. Durante o verão,  o local fica aberto até as 21:30hs, ótima opção para quem não teve tempo de conhecer a roda  gigante durante o dia.  É possível comprar ingresso standard para este voo noturno £17,28.

DSC04205DSC04203     Do Brasil, já havia reservado nosso jantar no Hakassan pelo site Top Table. O restaurante especializado em gastronomia oriental é um dos mais famosos da cidade. Sua fama é bem compreensível pela explosão de sabores que o local proporciona ao cliente. O serviço é bem eficiente e conforme fica mais tarde, a música aumenta e o ambiente torna-se ainda mais jovem e moderno.

    Amanhã tem o roteiro do segundo dia em Londres, não percam!

PS. Bon Voyage!

Dicas do leitor – Cartagena, Colômbia

DSC06442     A coluna com dicas do leitor desta semana fala sobre um destino muito procurado pelos brasileiros – Cartagena. Devido aos frequentes voos operados pelas companhias aéreas GOL e Avianca, a cidade colombiana ficou ainda mais atraente e próxima de nos. Muitos a procuram por ser banhada pelo mar caribenho e por possuir um clima bem hospitaleiro. Além disso, a cidade consegue harmonizar seus atrativos históricos com os naturais de forma única. Quem conta um pouco sobre esse lugar é a Ana Marília Sá, morou durante quarenta dias para fazer um curso incorporado a sua faculdade de arquitetura.

    Segundo ela, “existem duas Cartagena – a histórica, que é a fechada pela muralha e a outra, que é uma cidade genérica. O centro histórico é bem charmoso e tradicional, as construções, o modo de vida e com certeza uma ótima opção de hospedagem”. É nesta região que se concentram grande parte dos pontos turísticos.  Segundo a Marília, alguns passeios são imperdíveis: “Palácio da inquisição, castelo de San Felipe, casa do Gabriel Garcia Marquez, las Bovédas e a Catedral”.

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DSC06134    Quem visita Cartagena certamente irá se alimentar muito bem. Seja em restaurantes típicos ou de cozinha internacional, a cidade oferece muita variedade ao visitante. A dica da Marilia é conhecer “o restaurante do hotel Casa Del Sol, super charmoso”. O Crepes & Waffles, restaurante colombiano que inclusive tem uma filial em São Paulo, também está na lista dos indicados. O lugar é mais simples e o menu voltado para todas as refeições do dia. Para o jantar, a Marília indica o Bistro Mila.

    Se durante o dia a cidade é animada, a noite o clima fica ainda mais agitado. Segundo ela, “durante a noite, em frente a Igreja de Santo domingo, a grande praça fica cheia de mesinhas dos restaurantes, você come ao ar livre, é bem tranqüilo”. Proximo a Baluarte da Muralha, fica o restaurante/balada Café del Mar. Agora para quem procura musica de qualidade, a dica da Marília é o Café Habbana. Outro clube com música típica local é o mister Babilia.

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    Apesar de Cartagena estar situada no mar do Caribe, suas praias não são muito atrativas. Segundo a Marilia, ” a grande atração é visitar as ilhas em volta. Na marina da cidade você pega uma lancha para as ilhas”. Ela indica a Ilha do Rosário, Praia Branca, Bocachica e Ilha del Barú. O passeio mais popular é para as ilhas Islas del Rosario e Playa Blanca. Todas eles saem do Muelle de la Bodeguita pela manhã e retornam no final do dia. A marina fica praticamente em frente à Torre del Reloj, se estiver hospedado no centro histórico, da para ir a pé. Devido a quantidade de agencia no local, não há necessidade de reservar o passeio com antecedência.

    Se vc ainda esta com dúvida se deve conhecer a cidade, O Frommer’s Travels Guide, um dos guias turísticos mais importantes de viagem, recomenda Cartagena como um destinos mais atrativos para se visitar na América do Sul.

PS. Bon Voyage!

East London – Passeio em Greenwich

    É muito comum, em Londres, você encontrar dias nublados no período em que estiver visitando a cidade. Morei no verão e, mesmo com as temperaturas elevadas, casaco e guarda-chuva eram os meus companheiros diários. Bom, mas por que estou falando sobre o clima? Porque, em Londres, você encontrará qualquer tipo de programação, independente do mês em que estará na cidade. Para dias frios e chuvosos, há diversos museus, pubs e lojas de departamento para entreter o viajante e, no calor, passeios ao ar livre como parques e praias.

    A minha dica de hoje é destinada aos dias ensolarados e uma opção para conhecer alguns dos diversos meios de transporte que a cidade oferece: barco e bondinho.

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    O passeio começa cedo, na parte leste de Londres, precisamente na estação St. Paul. À frente, estará a Millenium Bridge, desça sentido ao museu Tate Modern. O local é uma atração à parte e vale a visita a uma das suas diversas salas com exposições de arte moderna. Após isso, embaixo da ponte, você pode pegar um catamarã e fazer um passeio pelo Rio Tâmisa com destino a Greenwich.  O trajeto é bem rápido e passa por baixo da London Bridge. Chegando lá, não deixe de conhecer o National Maritime Museum e o observatório Real de Greenwich, composto pelo marco do meridiano 0°0’0”. Depois disso, vem a dica de um transporte que eu particularmente adoro (bondinho). Já dei dicas sobre o transporte em NYC (Está no instagram, segue lá @ps_bonvoyage) e agora Londres! Aberto em Junho de 2012, ano das Olimpíadas, o transporte liga as duas margens do rio Tâmisa. Chamado oficialmente de Emirates Air Line, o bondinho cruza, em aproximadamente cinco minutos o rio, e podem ser pagos com seu Oyster Card os trajetos de ida e volta. Após tudo isso, hora do almoço! Uma opção é ir à estação de metro North Greenwich (linha cinza) e descer na próxima Canary Wharf. A poucas quadras,  fica o Jamie´s Italian, restaurante do respeitado chef Jamie Oliver.

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Emirates Air Line Mapa emirates

PS. Bon Voyage!

London Calling

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    Minha imparcialidade para escolha de destinos é colocada à mostra quando alguém me pergunta sobre Londres. Dizer que é a minha cidade preferida no mundo é muito audacioso, afinal tenho uma longa lista de novos destinos a serem explorados. Mas uma coisa é fato: são poucos os lugares que me fazem sentir tanta admiração. A educação do seu povo, a diversidade entre os bairros, sua história, a monarquia, a organização dos transportes e a cultura musical me encantam cada vez mais.

Essa relação começou em 2010, quando escolhi a cidade para realizar um intercâmbio cultural. Meu objetivo era aprender inglês e, principalmente, vivenciar novas experiências . Fiz um programa bem intenso na escola Kaplan, localizada no bairro de Covent Garden, centro de Londres. A programação consistia em 20 aulas por semana durante três meses. O intercâmbio foi agenciado pela CI, empresa líder de cursos no exterior do Brasil. Com isso, tive a oportunidade de ficar em uma casa de família e vivenciar ainda mais a cultura. Além das aulas, o programa possui muitas atividades fora da sala de aula e acredito que isso contribuiu ainda mais no meu aprendizado. Voltei recentemente para Londres com o meu marido e, antes de compartilhar o meu roteiro, vou falar sobre os meus lugares favoritos na cidade.

  • Bairro Covent Garden

Esse bairro está em permanente mudança. Agrada a todo tipo de pessoa por sua diversidade e possibilidades. Lá você encontrará os pubs mais descolados, a maior loja da Apple do mundo, diversos teatros e os badalados restaurantes: Fifteen do Jamie Oliver, Balthazar, filial de NYC e L’Atelier de Joel Robuchon. Além disso, o Covent Garden Market é parada obrigatória – antigo mercado de comida que possui lojas de roupa, decoração e cafés. A melhor forma de chegar ao local é via metrô, a estação possui o mesmo nome do bairro.

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  • Canarby Street 

Descobri essa rua ao acaso, em uma das minhas andanças por Londres e foi paixão à primeira vista. Muito associada ao mundo da moda, música e arte ficou famosa nos anos 60 pela concentração de artistas. Paralela à Regent St oferece um mix de lojas mais descoladas e a famosa Liberty Store (loja de departamento).

  • British Museum

Sem dúvida, é o museu mais impressionante de Londres. Pelo quarto ano consecutivo, o Museu Britânico foi a atração mais visitada do Reino Unido e esse título só reforça minha observação. Com mais de 13 milhões de peças em seu acervo, retrata a história da civilização mundial.

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  • Nothing Hill

Mundialmente conhecido pelo filme “Um lugar chamado Nothing Hill”, o bairro tem um atrativo a mais, a famosa feira de antiguidades – Portobello Market, que acontece aos sábados na rua em que lhe nomeia. Em minha última passagem pelo bairro, aluguei uma bicicleta da Barclays (na rua) para andar sem rumo.

  • Camden Town

É impressionante a diversidade entre os bairros de Londres. O Camdem Town, com certeza, é o mais alternativo. Na Camden High Street, você encontrará lojas de artigos variados, estúdios de tatuagem, pubs e restaurantes. A famosa ponte de Camden Lock é o marco onde começam as feiras vintage do bairro.

  • Brunch Harrod´s

A suntuosa Harrod´s possui o titulo de maior loja de departamento da Europa.  Localizada no bairro de Knightsbridge, são mais de 330 lojas espalhadas em sete andares. O Food Hall é o mais visitado devido a variedade de alimentos. Se optar em fazer um programa diferente, desfrute do afternoon tea servido no Georgian Restaurant.

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  • Serpentine Gallery

Como um legítimo europeu, os britânicos adoram ir a parques no verão e Londres possui uma infinidade. Para eles, é um momento de descanso, almoço, confraternização e esportes ao ar livre! Para nós, viajantes, além de tudo isso, gostamos de contemplar uma bela paisagem. O Serpentine é um dos destaques do Hyde Park (maior parque de Londres), que possui uma ampla galeria de arte e restaurante.

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PS. Bon Voyage!

Berlim – Antes da queda

Coluna da vovo_Berlim 3    Luiza, 88 anos – ” No outono de 1973 fui para Alemanha pela primeira vez. O destino parecia um pouco inapropriado, devido as frequentes notícias que propagavam na rádio. A segunda guerra já havia terminado, no entanto resquícios da guerra fria emolduravam a cidade. Desde de 1961, a capital alemã possuía uma muralha separatista – o muro de Berlim. No entanto, meu marido argumentou que muitos países passavam por momentos com a situação instável e isso não era um obstáculo ao turista. Ele já conhecia Frankfurt e não via a hora de voltar a Alemanha.

    O nosso roteiro passava por algumas cidades da Europa, entre elas: Londres, Paris, Amsterdã, Suíça e, por fim, Berlim. A nossa viagem foi programada para ser realizada de carro e assim que chegamos em Londres alugamos o veículo que nos acompanharia durante todo o período. Minha neta questionou se era comum viajar de carro naquela época “respondi que não, mas seu avó era muito aventureiro”. Como não havíamos reservado hotel, não tinha uma quantidade exata de dias estipulada para ficar em cada cidade. Chegamos a Berlim, depois de uma longa viagem vindos da Suíça, Genebra. Algo que me chamou muito atenção, assim que cheguei em Berlim, foi como as alemãs eram elegantes, diferente do povo que já conhecia. Provável que essa soberania era um efeito da Alemanha Ocidental, capitalista. De um lado havia uma sociedade desenvolvida, que durante os anos de separação evoluiu progressivamente e, do outro lado, uma sociedade parada no tempo.

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    Um dos principais cartões postais de Berlim era o Portão de Brandemburgo. O local era palco de diversas rebeliões e figurava-se como um símbolo da divisão entre a Alemanha Ocidental e Oriental. O muro passava em frente ao portão e somente os militares, que faziam a patrulha, podiam se aproximar do local. Provido de muita cara de pau, meu marido perguntou aos soldados se seria possível espiar do outro lado do muro. Um ponto importante é que ele não falava absolutamente uma palavra em inglês, tampouco alemão e, para minha surpresa, havia criado um grupo com alguns estrangeiros, que estavam no local, para espionar o lado Oriental. A persuasão do grupo, liderada pelo meu marido, foi vitoriosa e o soldado aceitou nos levar a um lugar plano com melhor visibilidade. Havia escutado algumas estórias de turistas que foram conhecer o outro lado do muro e nunca mais voltaram, isso me amedrontava. Estava apegada a esta lenda urbana e o pedido do meu marido parecia algo absurdo. O soldado nos acompanhou durante uma longa caminhada que parecia uma floresta. Chegamos a um ponto que havia uma escada de madeira que nos permitia ter acesso ao outro lado. A avenida Unter Den Linden continuava após o muro e o que se via eram pessoas andando com uma rotina normal de trabalho e sociável, sem terror ou opressão. Falsa impressão de uma turista deslumbrada em uma de suas maiores aventuras. Berlim ficou marcado para sempre na minha memória.

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    E, ai viajantes, gostaram da historia da vo Luiza? Ela considera uma das maiores experiências de suas viagens.

PS. Bon voyage!