Arquivo mensal: January 2015

Roteiro Espanha – Granada

_DSC3156  Após passar três noites na capital da Andaluzia, Sevilha, seguimos para o próximo destino da viagem –  Granada. A cidade, que possui o mais belo legado árabe da Espanha – Palácio de Alhambraé uma parada emblemática no sul do país. Digo isso, pela variedade de atrações e um cenário repleto de histórias. Seu ambiente se desassocia do pacote espanhol – dança flamenco, jamon e touradas e revela um lugar que reina a arquitetura moura e todos os elementos da cultura da árabe e grega, quando ainda era uma colônia. Para completar esse espetáculo, a bela cidade possui como pano de fundo a Sierra Nevada, uma montanha com picos nevados em grande parte do ano. De fato, Granada encanta por ser única!

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    Fomos para Granada de carro, em um estrada recheada de belezas naturais e vilarejos inteiramente brancos (todos os detalhes aqui). No entanto, uma alternativa para esse trajeto é o trem. A viagem entre Madrid e Granada leva em torno de quatro horas e meia no serviço de alta velocidade da RENFE (fui atualizada pelos comentários que dá para comprar os tickets direto pelo site da companhia e o pagamento é efetuado via paypal – se voce não tem uma conta, vale a pena criar) ou onze horas a partir de Barcelona. O carro perde todo sentido quando se chega em Granada. Seu centro histórico é repleto de vias exclusivas para pedestres e, transitar no local, é garantia de uma multa convertida em euros. Realmente a melhor forma de explorar a cidade é a pé! A principal avenida, Reyes Católicos, é um ótimo ponto de partida no roteiro e conecta o centro histórico ao bairro Albaicin. 

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    A Carrera del Darro é uma das ruas mais antigas de Granada. Caminhar pelo lugar é uma viagem ao tempo: pontes de pedra em arco, construções do século XVI e casas mouras, tudo as margens do rio Darro. A via é o principal acesso ao bairro Albaicín, onde os elementos árabes estão ainda mais presentes. No local, é possível encontrar: antigos hammans (banhos árabes), mesquitas (muitas convertidas em igrejas católicas) e muitas casas pintadas em branco. O distrito foi totalmente listado como patrimônio mundial da UNESCO, atestado de um espaço único na cidade. O pico do local é o mirador San Nicolas, de lá tem-se a mais linda visão da Alhambra, com as montanhas cobertas de neve da Sierra Nevada, ao fundo.

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    A principal atração de Granada e, monumento mais visitado na Espanha, é La Alhambra. O majestoso complexo de palácios, localizado na colina de Sabika, também é conhecido como a cidade palaciana. O local foi construído nos moldes de uma cidade, com ruas e passagens bem estabelecidas, no entanto sua principal função era proteger os reis muçulmanos. Granada foi o ultimo local sob possessão moura, com isso o lugar foi palco de diversos eventos importantes e ficou marcado por momentos históricos. Dada a tamanha importância, seu interior é preservado e com isso há um limite permitido de visitantes por dia. Com isso, comprar as entradas online é uma grande sacada (o agente para a venda dos ingressos é Ticketmaster), pois apenas 30% de todos os bilhetes disponíveis são vendidos na bilheteria do palácio, e esses desaparecem rapidinho. Ao comprar online, você pode retirar os bilhetes em uma das máquinas no próprio palácio ou em um dos terminais da ServiCaixa espalhados por toda a cidade. Uma dica para quem não comprou os ingressos antecipadamente é chegar cedo no local, entre as 7.30 e 8.30.

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    A visita ao palacio de Alhambra não segue um roteiro pronto, o único detalhe é que no momento da compra o visitante opta pelo horário que ira visitar o Generalife, palácio mais importante. Com isso, a regra é caminhar sem pressa em um gigantesco complexo e visitar o maior número de salas. Na entrada, há a opção de audio guias ou impressos.  
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    No inverno, um belo programa, a partir de Granada é esquiar. Há neve na Sierra Nevada no inicio de Novembro até meados de março. A estação fica em Monachill, uma vila a aproximadamente 30km do centro de Granada. Sierra Nevada é a estação favorita dos português e possui uma estrutura muito semelhantes  das européias, no entanto com preços bem mais convidativos. O visitante pode optar em tickets para esquiar ou apenas subir e visitar o restaurante borreguiles. No local, é possível ter uma visão das pistas e toda a montanha. 
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 E aí, viajantes, gostaram do post? No proximo, comento sobre um passeio de bicicleta elétrica que fizemos pelo centro de Granada.
PS. Bon Voyage!

Roteiro Espanha – Cidades medievais

_DSC3717    Visitar a Espanha durante o seu período de festividades foi uma das grandes experiências da nossa #familytrip. Digo isso, pela oportunidade de vivenciar os costumes e tradições locais. Algo que chamou muito atenção nas comemorações de final do ano, é a inversão no calendário de festas. Se na América Latina, a primeira semana de janeiro é encarada como um novo ano, por lá os eventos ainda não começaram. O momento do ano mais esperado pelos espanhóis, e principalmente pelas crianças, é seis de janeiro – Dia de Reis. São diversas tradições que envolvem a data, entre elas a Cabalgada: desfile dos três reis magos na avenida principal da cidade. E também nesse dia que os pais entregam os presentes de Natal as crianças e preparam a ceia com comidas típicas. Aproveitamos o feriado nacional para cair na estrada e abaixo compartilho todos os detalhes do roteiro:

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                   Esse roteiro contempla três cidades medievais (são 361 km no total da viagem)   

    A capital da Espanha, Madrid, é um dos melhores lugares no país para fazer alguns bate-voltas. Além da posição estratégica, a cidade oferece uma grande variedade de transportes. Para fazer a rota das cidades medievais, o viajante pode optar pelo trem <AVE> ou carro. Optamos pela flexibilidade do roteiro e alugamos um carro (modelo bem simples) na locadora europcar. A empresa, possui muita credibilidade no continente e sempre oferece preços competitivos perante os concorrentes. Para iniciar o day tour pela região, retiramos o carro na estação ferroviária – Puerta de Atocha por volta das oito horas e seguimos para a nossa primeira parada: Toledo. 

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    O vilarejo fica a apenas 72km de Madrid, o que possibilita uma visita rápida e descomplicada. A antiga capital da Espanha é uma das cidades medievais mais encantadoras da Europa e está perfeitamente localizada no topo de uma montanha cercada pelo rio Tejo. Chegamos ao local por volta das nove horas e tínhamos a impressão que o lugar estava lá só para nós. Digo isso, pelo costume dos espanhóis de abrir o comércio após as dez horas e, tudo indica, que os ônibus de turismo também seguem a programação. Antes de entrar na cidade, fizemos um caminho até Mirador Del Valle, ótimo ponto para ter uma bela vista panorâmica. No entanto, o centro da cidade também oferece reconhecidos pontos históricos, entre eles: a Puente de San Martin, com certeza uma das estruturas mais impressionantes de Toledo. A ponte foi construída no final do século XIV para facilitar o acesso ao lado oeste da cidade, já que a única ponte em existência antes desta era a Puente Alcantara. Porém, a visita ao vilarejo não fica completa sem uma passada pelo Alcazar, principal monumento de Toledo.

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    A próxima etapa do roteiro é a cidade das muralhas: Avila. O caminho que leva ao local já é uma grande atração da viagem. Optamos por uma rota alternativa, a Serra dos Gredos – uma cadeia montanhosa localizada no centro da península ibérica e declarada como parque regional. O lugar é recheado de picos e mirantes, um cenário perfeito para os amantes de fotografia.

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    A arquitetura medieval dá charme ao vilarejo de Avila, completamente murada e patrimônio histórico mundial. Sendo assim, o primeiro caminho para explorar o centro histórico é ao redor das muralhas. O trajeto, não muito extenso, proporciona uma bela vista panorâmica da cidade e abre o apetite para o prato típico da região: chuletón, um bife enorme que pode ser acompanhado por batata frita. Para experimentar a iguaria, uma sugestão é o Parador Avila, restaurante fora das muralhas e ambiente tradicional. Com a energia recuperada, é hora de seguir estrada para o próximo destino: Segóvia. A cidade é a cereja do bolo desse roteiro por possuir um ambiente extremamente eclético. Afinal, que lugar poderia ter uma catedral gótica, um palacete árabe e um aqueduto romano em perfeita harmonia? Todos os monumentos são parada obrigatória. Mas Segóvia reserva outras surpresas que agradam não só aos olhos, mas também ao paladar. A cidade, que faz parte da região autônoma Castilla y León, é famosa pela boa gastronomia. O prato típico é o cochinillo, o que para nós é o conhecido leitão. Um dos restaurantes mais emblemáticos para desgustar essa iguaria, e sem dúvida um dos mais procurados pelos visitantes e amantes da boa comida castellana, é o Mesón de Cándido (ao lado do aqueduto). O prato é uma ótima pedida para se despedir desse roteiro e encarar os próximos 90km de volta ate a capital Madrid.

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 PS: Uma recomendação para quem vai viajar de carro pela Europa (principalmente na Espanha, Portugal e Roma) é para tomar cuidado com bagagem dentro do carro. Nunca se deve deixar bolsas à mostra, e se parar em alguma cidade com todas as malas dentro do carro, deve-se procurar uma garagem fechada. Há quadrilhas especializadas e afiadíssimas neste tipo de roubo. 

PS. Bon Voyage!

Roteiro Espanha – Pueblos blancos

_DSC2935    Visitar vilarejos é um convite irrecusável aos que rejeitam um turismo relâmpago. Digo isso pela proposta completamente diferente dos grandes centros urbanos. Se nas capitais, a lista de pontos é extensa e o ritmo da visita é mais acelerado; nas cidades menores a viagem corre em um ritmo lento, no qual há espaço para admirar e contemplar o local. Em nossa viagem a Espanha abusamos das road trips e não é um exagero! Começamos pela magnífica rota dos pueblos blancos, na região sul, e ainda deu tempo de incluir no roteiro um trajeto composto por vilarejos medievais ao norte do país. Abaixo compartilho todas as dicas:

_DSC2929 _DSC2915     Que tal um roteiro que percorre cidades com localização privilegiada, cercadas por campos de oliveiras, vinícolas e casas de calcário? Essa é a Costa da Luz, também conhecida como Rota dos Pueblos Blancos. No percurso, a única exigência é não ter obrigações, pois não existe um trajeto pronto, quem decide quanto tempo dedicar a cada cidade, quando fazer uma pausa mais longa ou acelerar a viagem é o viajante. Em nosso caso, como estávamos em Sevilha {tem dicas do roteiro aqui} a cidade foi eleita como nosso ponto de partida.

Captura de Tela 2015-01-22 às 16.50.26    Munidos de um bom GPS, a primeira parada foi em Arcos de La Frontera. O vilarejo, a apenas uma hora da capital da Andaluzia, é considerado a porta de entrada do Parque Natural de Grazalema. O lugar possui em seu ambiente as principais características da região: casas entranhadas nas rochas — elas só não parecem fazer parte da paisagem de pedras porque são pintadas de branco. Um fato interessante é que várias delas são centenárias e, atualmente, alugadas a turistas, no esquema de “turismo rural” muito em voga na Espanha. Tem todos os detalhes no site da agência Los Pueblos Blancos

_DSC2914     Seguindo o roteiro de um dia, a próxima parada é a pequena Ubrique. A cidade, que sofreu fortes influências romanas, tem como principal atrativo suas antigas ruínas quando ainda se chamava Ocuri. As raízes mouras estão por toda a parte e, por possuir um centro bem compacto, é facilmente explorada a pé. Apenas 40km separam o vilarejo histórico da próxima cidade: Grazalema. O local é um verdadeiro cartão postal da região. Conhecida como a cidade mais chuvosa da Espanha, possui em seu ambiente desfiladeiros, picos irregulares, cavernas e pequenos canyons. Sim, o espaço tem o cenário perfeito para esportes ao ar livre. Na cidade um boa pedida é saborear uma das deliciosas iguarias da região. O Casa de Las Piedras é um restaurante de comida típica e com um ambiente único.

    No entanto, a cereja do bolo desse roteiro fica para o final, Ronda. É lá que o visitante escolhe se deseja seguir viagem até Granada, ultimo ponto, ou ficar mais um dia nesse local apaixonante (minha dica é o hotel Parador Ronda. A cidade oferece o que a Espanha tem de melhor: arte e história. Separada por um desfiladeiro, o lugar possui uma posição privilegiada e a quase 800 mts acima do nível do mar. Assim como a maioria dos vilarejos na região, seus monumentos possuem grande influencia da arquitetura moura, como o Palácio de Mondragón e o Palácio do Marquês de Salvatierra e a Igreja Matriz. Além disso, sua Praça de Touros é uma das maiores e mais antigas do mundo, e foi lá que no século XVIII a atividade passou a ter o status de arte.

_DSC2955 _DSC2972    Uma forma única de explorar a cidade é pela empresa TopBuggy. São mais de dez opções de transportes para conhecer as principais trilhas e caminhos alternativos. Um bom passeio é descer o penhasco a pé. Há uma trilha que beira a encosta e chega até o rio, onde há diversos pontos para ótimas fotos. No entanto, não se despeça dessa rota antes de passar pelo restaurante Meson El Sacristan, uma ótima experiência.

    No próximo post, compartilho dicas do roteiro pelas cidades medievais: Toledo, Ávila e Segovia.

PS. Bon Voyage!

Roteiro Espanha – Sevilha

  _DSC2466     Começar o nossa viagem por Sevilha foi um grande acerto do roteiro. A capital da Andaluzia é uma cidade vibrante, acolhedora e se orgulha de suas raízes. Em seu ambiente está a segunda mais antiga arena de touros da Espanha (apresentações somente no verão), o maior complexo de palácios da Europa e uma autêntica casa de shows de dança flamenca. No entanto, a cereja do bolo nessa região é a herança árabe: a Andaluzia preserva a memória da presença moura na Península Ibérica, que se estendeu do século VIII ao XV. Abaixo compartilho todo os detalhes:

Catedral de Sevilha

    A suntuosa igreja bem no centro de Sevilha é considerada a maior Catedral Gótica do mundo. Seu interior é impressionante, possui 5 naves de 120 metros de comprimento cada, ocupa uma área de 23.500 metros e tem nada menos que 90 metros de altura. Algo que sempre recomendo aos que vão visitar igrejas e fazer um áudio tour. As explicações durante o passeio são enriquecedoras e acrescenta muito na bagagem cultural. Para completar a visita à Catedral de Sevilha, vale subir na torre Giralda. O campanário possui uma vista magnífica da cidade!

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Real Alcazar

    Bem próximo à Catedral de Sevilha foi construído o Real Alcázar, uma obra do séc. XIV considerada a mais antiga residência real ainda em uso na Europa. O lugar possui uma reconhecida história e foi o último ponto que Cristovam Colombo discursou antes de descobrir as Américas. Em alguns aspectos o monumento lembra o palácio de Alhambra, em Granada, com belos jardins e uma marcante arquitetura moura. Recomendo deixar pelo duas horas para conhecer bem o lugar (Entrada EUR 7,00 por pessoa).

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Plaza de España

    Em frente ao Real Alacazar saem as “coches de caballos” com direção a Plaza España. Como o centro de Sevilha é muito compacto, o passeio de charrete pode ser um respiro no roteiro para descansar as pernas. O trajeto passa pelo parque mais bonito da cidade – María Luiza e reserva alguns minutos na praça. O local impressiona pela beleza de seus azulejos que representam algumas das cidades espanholas.

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Plaza de Touros

    As touradas espanholas é garantia de polêmicas entre críticos e moradores. Enquanto alguns defendem a prática de algo tão cultural do país, outros são totalmente contra a carnificina. Devido a crueldade com os animais, muitas regiões autônomas já proibiram o evento, é o caso de Barcelona, na Catalunha, que transformou sua arena em um grande shopping. No caso de Sevilha, o espaço é aberto ao público para visita e há a opção de passeio guiado.

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    Sevilha é considerada a quarta maior cidade da Espanha, no entanto é pequena o suficiente para percorrer seus principais pontos a pé. O bairro de Santa Cruz é um labiríntico conjunto de ruazinhas cheias de praças charmosas. No local, está a casa de shows de dança flamenca mais tradicional da cidade, La Carbonería. O autêntico espaço possui apresentações diárias e garantir o ingresso com antecedência é uma sacada de um viajante prevenido. Porém, uma alternativa ao turismo a pé, é o tour de bicicletas elétricas pelo centro de Sevilha. A empresa Elecmove Eletric Bike Tours oferece passeios variados e uma forma única de conhecer a cidade.

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Um monumento que não pode faltar no roteiro: Metroparasol. A obra polemica, no centro historico de Sevilha, reúne um mercado, museu e um mirante com vista panorâmica da cidade.

  • Restaurantes:

– Mercado gourmet lonja del barranco: Situado na famosa ponte de Triana, o novo espaço gastronômico de Sevilha reúne diversos restaurantes para quem tem interesse em provar a típica comida espanhola.

Eslava: Um dos restaurantes mais prestigiados de Sevilha.

El Burladero: Restaurante do hotel Melia, que estava hospedada. Comida típica espanhola e um bar de tapas.

– Calle Bertis: A movimentada rua a beira do rio Guadalquivir reúne diversas opções de restaurantes. é o programa ideal para a noite Sevilhana. 

E aí, viajantes, gostaram das dicas? No próximo post compartilho dicas de Cordoba.

PS. Bon Voyage!

#familytrip – Espanha – Parte 1

    Já comentei aqui no blog que todo final do ano faço uma viagem com a minha família. Essa é a única época em que todos podem viajar e acabou virando a tradicional #familytrip. Logo após a ceia do natal, no dia 25/12, vamos em peso para o aeroporto a caminho do nosso próximo destino. Como viajamos em um grupo grande, um planejamento antecipado é fundamental e em meados de agosto começamos a organizar o novo roteiro. Esse ano, após descartar algumas opções no Caribe e América do Norte (devido ao alto preço do dólar), optamos pela Espanha. Para quem não sabe, o país possui o clima mais agradável durante o inverno europeu, com lugares isolados de neve e temperaturas média de 20 graus. Além disso, os meses de dezembro e janeiro são considerados baixa temporada, ou seja, sinônimo de economia nas passagens, atrações e hotéis. Abaixo compartilho detalhes do meu roteiro:

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Seguindo o modelo que utilizei em minhas ultimas viagens à Europa, fizemos um roteiro circular que foi parcialmente explorado de carro, deixando o avião e trem apenas para conexão entre as cidades. As nossas bases foram dividas em quatro lugares – Madrid, Sevilha, Granada e Barcelona, e dormimos três noites em cada uma delas. Dessa forma, a programação ficou mais “leve”, sem aquela loucura de troca de hotéis e atendeu o “timing” de cada local.

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    A Espanha está muita avançada no quesito transportes. Dona de uma das maiores malhas ferroviárias da Europa, o país também não deixa a desejar quando o assunto é velocidade – seus trens além de modernos, são ultra rápidos. A RENFE é a operadora local e possui mais de quinze linhas na rede de alta velocidade <AVE>. No entanto, comprar os bilhetes diretamente pelo site pode gerar uma grande dor de cabeça no planejamento, pois eles não aceitam cartões de bancos estrangeiros (Salvo, banco Santander). Uma alternativa é o site da Raileurope, operadora oficial no Brasil e detentora dos tickets das principais companhias de trem (Atualizado em 01/12/15: a site oficial da Renfe aceita pagamentos via Paypal.)

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    O primeiro destino explorado no sul da Espanha foi Sevilha. Entre arte, tapas e flamenco, deparamos com um cidade linda e acolhedora. O período de três noites foi essencial para visitar os principais pontos e realizar alguns bate-voltas. O carro só foi alugado em nosso terceiro dia para explorar a região dos Pueblos Blancos . A rota encheu os olhos de todos e a cada vilarejo visitado uma nova descoberta. Seguimos a rota até a cidade de Granada, última sob possessão árabe na Espanha. O vilarejo possui em seu interior o monumento mais visitado da Espanha – palácio de Alhambra. Além disso, colado em seu centro esta a montanha de Sierra Nevada, uma ótima atração no inverno. As principais cidades espanholas ficaram para o final do roteiro. As belas Barcelona e Madrid concentram inúmeras atividades e deixar tudo programado do Brasil foi essencial para um melhor aproveitamento.

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  • Hotéis:

Por conta da baixa temporada, muitos hotéis estavam com tarifas promocionais – em media 30% abaixo do praticado. As reservas foram feitas através do site booking com quatro meses de antecedência.

    Ficamos hospedados bem no centro de Sevilha, ao lado do rio Guadalquivir. O bairro boêmio concentra inúmeros bares e restaurantes e ao lado das principais atracões. O Melia foi o melhor hotel da viagem, atendimento impecável, quartos espaçosos e um excelente café da manhã. Confesso que deu saudades nos outros dias!

    A rede Vincci Hotels possui unidades em praticamente todo território espanhol. Seguindo a linha de hotel boutique, com quartos pequenos e café da manhã enxuto, agradou pela localização.

Da mesma rede de hotéis do Vincci Albayzin, o hotel fica a poucos passos da famosa Passeig di Gracia. Boa localização é fundamental em Barcelona e neste ponto agradou.

   Esse hotel desagradou desde o momento do check in com uma equipe despreparada e pouco organizada. Os quartos pequenos e a conexão baixa do wi-fii completou o pacote de não aprovação. A bela Madrid merece uma melhor hospedagem!

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E ai, viajantes, gostaram das primeiras dicas da Espanha? No proximo post, comento sobre Sevilha e seus encantos.

PS. Bon Voyage!

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