Arquivo mensal: February 2015

Onde se hospedar em Zanzibar?

_DSC3892   Quando se pensa em Zanzibar algo que vem em mente é o seu cenário deslumbrante: mar com água azul transparente, praias intocáveis, lugares paradisíacos e, com tantos atributos, um destino caro para se hospedar. Engano! A ilha está entre os lugares mais democráticos da Africa e não é a toa que é parada obrigatória dos mochileiros europeus. Seus preços são bem convidativos e não se assemelha em nada da vizinha badalada – Maldivas. Com um jeitão exótico, o destino tem tudo para promover uma viagem inesquecível ao viajante. No entanto, é de se esperar um lugar repleto de contrastes: o país ocupa a posição 152º do ranking de IDH (índice de desenvolvimento humano) da ONU, atrás de lugares como Bangladesh, Myanmar e Paquistão. Além de trombar com a pobreza, o hedonismo esbarra na questão cultural: 99% da população de Zanzibar é muçulmana e vive de acordo com uma conduta que não é compatível com biquíni, bebida e demonstrações de afeto em público. Com esse cenário, a dica é hospedar-se em um lugar com uma proposta sustentável, sem aquela opulência de hotéis grandiosos. Abaixo compartilho detalhes da minha experiência:

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                              Paje Beach

    Quando comecei a pesquisar sobre o roteiro, algo que mais encontrava nos sites era “hospede-se ao norte da ilha, com as praias mais bonitas“. De fato, isso é inquestionável, no entanto a maioria dos hotéis localizados nessa região possuem características de resorts e, na maioria das vezes, all inclusive. Na contramão do agito, ao sul da ilha, nos arredores de uma antiga vila de pescadores, está uma das praias mais pacatas do território – Paje Beach. A praia é referência em esportes aquáticos e mergulhos, em especial  scuba diving. Dentre as poucas opções de hotéis e pousadas na orla, está o recém inaugurado White Sands Luxury Villas (hotel acaba de ser eleito pela CNN um dos “23 hotéis incríveis inaugurados em 2014“). Por lá, a privacidade do casal é levado a sério. São apenas 22 vilas, distribuídas em um terreno enorme, e servida por um simpático grupo de funcionários. O quarto/ vila possui duas dependências, sendo que na primeira está uma pequena cozinha com sofás para descanso e a segunda um quarto espaçoso, com uma cama king centralizada e várias portas de madeira que levam a área de lazer. São dois banheiros, um interno e outro externo com banheira: só assim para se refrescar do forte calor. Os móveis são feitos de madeira rústica, em grande parte aproveitada de antigos barcos de pescadores – o resultado é lindo, estiloso e sustentável. O ponto alto da vila é a área da piscina, com uma temperatura ideal pós praia. 

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    O hotel propõe um luxo sem ostentação e não impõe regras ao viajante. A rotina é livre, sem obrigações e horários pré determinados. O café da manhã está  incluso no valor da  diária e possui um menu com uma variedade de pães, frutas e sucos. As outras refeições podem ser feitas no hotel (pago a parte) e o menu segue a proposta sustentável do hotel. Portanto, não espere pratos elaborados. O foco é nos ingredientes locais e você só tem a ganhar com isso: lagosta, caranguejo, frutas tropicais, peixes fresquinhos, pescados ali perto. Valor médio de 30 USD por pessoa.

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     O local ainda conta com um escola de preparo para os entusiastas de kitesurf. Um grupo simpático de holandeses faz as vezes de instrutor e com duas aulas é possível arriscar algumas manobras nas águas mornas do Indico. A prática do kitesurf depende exclusivamente das condições do vento e clima, por isso a escola fica fechada nos meses de Março a Maio quando é a época de chuvas em Zanzibar. 

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    Outro ponto alto do hotel é o atencioso serviço do concierge. Seguindo o lema principal da ilha “Hakuna Matata” a representante passa para os hóspedes os highlights e furadas da ilha. Bom o texto ficou grande demais e esse assunto vai ficar para o próximo post! 

PS. No post anterior {aqui} comento sobre outras opções de hospedagem na ilha. 

PS. Bon Voyage!

Zanzibar – um paraíso na costa africana

_DSC4030     “Crianças muçulmanas formavam uma roda ao redor de um jipe largado no meio da estrada para recepcionar os novos visitantes da comunidade. Era quatro horas da tarde e o calor chegava a 40 graus, algo que não incomodava algumas vacas pastando livres pela rua de areia. Valor fechado, entrega das chaves e já a primeira surpresa: comando da gasolina quebrado. O primeiro contato com a ilha revelava uma grande aventura e uma conclusão: o aluguel de carro mais inusitado e emocionante da história”.

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   A chegada em Zanzibar impressiona e não tem como negar. Um ilha carregada por contrastes, com 99% da população muçulmana, revela um dos lugares mais ricos em belezas naturais da Tanzania. Localizada no Oceano índico, também é conhecida como Spice Island, algo com a ilha das especiarias. Colonizada por árabes, a herança está por toda a parte: casas com portas de madeira talhadas em estilo indiano e os prédios coloniais refletem detalhes da sua história. A capital – Stone Town (cidade da pedra) era ponto de encontro entre a África e o Oriente e, atualmente, reúne os principais mercados, lojas e restaurantes.

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   Zanzibar é formada por duas ilhas (Unguja e Pemba), sendo que grande parte dos hotéis concentram-se na primeira. A rede hoteleira é vasta e atende todo tipo de viajante. Em Nungwi (norte), a praia mais bonita e popular da ilha, estão os resorts all inclusive e hoteis maiores como Z Hotel e Hideaway of Nungwi . No entanto, em Stone Town (centro) e Mangapwani (leste) estão os hotéis menores, sem regime all inclusive, como o Melia. Ao sul da ilha, as praias Dongwe e Paje Beach, concentram-se algumas pousadas indicadas para os amantes de esportes aquáticos e os hotéis mais exclusivos, como: Baraza, Resort The Palms e The Residence. No próximo post, comento sobre a minha hospedagem no White Sands Villas.  

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   A nao ser que você queira passar todos os dias em seu hotel, alugar um carro pode ser uma das tarefas mais ousadas e eficientes na ilha. O trânsito em Zanzibar é digno de um prêmio: um emaranhado de carros, motos, ônibus, vacas, pedestres – sem nenhuma sinalização ou preferência. No local, uma única rodovia (asfaltada) conecta o extremo norte e sul da ilha, mas esqueça tudo que você tem como referência em estradas. E como de se esperar em um país com pouca infraestrutura, milhares de postos policias ao longo do caminho estão prontos para extorquir uma quantia “solidária” dos turistas. Por isso, a CNH internacional é questão de sobrevivência para quem aluga carro na ilha.

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   Quem gosta de mergulho e da vida marinha não pode perder as belezas do oceano Índico. A praia de Mangapwani é a mais remota, mas a mais tranquila por ser pouco visitada. Com as suas palmeiras, tem uma atmosfera perfeita também para quem quer descansar. A Nungwi Peninsular é uma das mais populares. Além dos lagos de corais, há uma fábrica de barcos e um aquário de tartarugas.  O passeio nos dhows e o Blue Safari são as principais atracões na ilha. Tudo pode ser reservado diretamente pelo hotel ou pelas lojas em Stone Town. 

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    A gastronomia de Zanzibar é muito interessante, é uma cozinha que mistura várias culturas e sabores. Todas as especiarias acompanham os pratos de arroz, pratos de milho e muitos são elaborados com farinha. A gastronomia de Zanzibar é sem dúvida uma boa forma de apreciar boa comida. O cordeiro, a carne e os frutos do mar são os destaques da gastronomia de Zanzibar. Nesta ilha, dada a sua influência árabe é difícil encontrar carne de porco.

Dicas extras:

  • Carteira de vacinação internacional: Assim que chegamos no aeroporto internacional de Zanzibar (Misuni) foi solicitada a carteira com a vacina válida de febre amarela. Esse requisito é básico para entrada no país e sem ele nao é possível fazer a imigração.
  • Permissão Internacional para dirigir (PID): A CNH internacional foi solicitada em mais de um posto policial na estrada. Fizemos a nossa pelo site do Detran (processo rápido e bem simples) e tem o mesmo vencimento da carteira de motorista nacional. 
  •  Visto de entrada:  é necessário pagar um visto de entrada logo na chegada em Zanzibar. A permissão custa U$50,00 por pessoa e tem validade de três meses.

E ai, viajantes, gostaram do primeiro post da Africa? No próximo comento sobre hospedagem e atracões na ilha.

PS. Bon Voyage!

 

Vilarejos imperdíveis na Itália

    Fazer uma viagem de carro pela Itália pode ser uma das maneiras mais prazerosas de explorar o país. Se em alguns lugares na Europa, o trem ou avião são uma ótima alternativa para ganhar tempo no roteiro, na Itália isso pode ser diferente. Digamos que a sua malha ferroviária não é um modelo de transporte público bem sucedido, mas o principal motivo é a quantidade de vilarejos e pequenas cidades que podem ser somados ao trajeto de carro. Vale ter em mente que lugares como Milão, Florença, Siena, Nápoles ou Roma são ótimos pontos de partida para uma “road trip”. Sendo assim, alugar o carro ao sair da primeira e entrega ao chegar à última base, evita pagar diárias em cidades onde o carro vai estar parado na garagem.

    Saiba que ponto mais difícil desse roteiro é escolher o que visitar! Para ajudar com essa missão, selecionamos alguns lugares imperdíveis no país.

  • Lucca

    Essa cidadela localizada ao norte da Itália é uma joia da Toscana. Totalmente murada, a cidade tem como principal atrativo a Piazza Anfiteatro e Torre Guinigi, mirante com vista para as montanhas dos Alpes Apuanos. Para explorar o lugar de uma forma inusitada, é recomendado o tour de bike. Diversas empresas locais oferecem o serviço e vale fazer um passeio ao redor das muralhas ou pela Toscana.

  • San Quirico d’Orcia

Italia 1    Viajar pelas estradas da Toscana é a primeira “road trip” que vem em mente na Itália. São tantos vilarejos, cantos e encantos que fica difícil pensar em outro roteiro. De fato, a região brinda o visitante com lugares mágicos, entre eles San Quirico d’Orcia – uma pequena cidade com ares medievais colada em Montalcino.

  • Região dos Lagos

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    Essa região, localizada ao norte da Itália, concentra os lagos mais bonitos do país. Durante o verão, o lago di garda, Como e d’Iseo são paradas obrigatórias. A viagem faz todo sentido a partir de Milão e são milhares de cidadelas no meio do caminho para enfeitar esse roteiro. 

  • Odle Mountain, Dolomites

Italia 2    Na fronteira com a Austria está os Alpes Dolomitícos, região montanhosa na Itália. Indicado para quem busca neve, trilhas e belos lagos, esse lugar fica a poucos quilômetros de Veneza. Durante o inverno, a principal atração são as estações de esqui Mietres, Cristallo, Faloria e o visual único de Cortina d’Ampezzo.

  • Sorrento, Costa Almalfitana

Italia 3    Uma região que não pode faltar na lista de destinos imperdíveis é a Costa Amalfitana. Localizada no estado da Campania, tem como principais pontos de conexão: Nápoles, Sorrento e Salerno. Uma coisa é fato, em qualquer lugar o visitante encontrará praias com águas cristalinas, vilarejos coloridos e ótimos restaurantes.

  • Lipari – Sicilia

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    Se a Sicília é um programa à parte dentro da Itália, as ilhas Eólicas são uma ótima pedida na região. Com casinhas brancas, rochedos a pique sobre o mar, praias de águas muito transparentes e estradinhas que levam a belvederes com vistas espetaculares, lembram em muitos aspectos as ilhas gregas. Lipari é a maior ilha e possui um cenário repleto de historia e belas paisagens. Uma das melhores maneiras de conhecer a cidade é fazer um tour de carro ou de barco em torno da ilha. Em San Calogero, onde há fontes termais, você poderá tomar um banho de lama com propriedades terapêuticas descobertas há muito tempo pelos romanos.

  • Vernazza (Cinque terre)

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    Localizado a cem quilômetros de Genova, entre Levanto e La Spezia, está um dos tesouros da Itália – Cinque Terre. Monterosso, Vernazza, Corniglia, Manarola e Riomaggiore são os cinco povoados, todos destinos românticos por excelência, que formam a região. Abastecidos por uma grande variedade de hotéis, restaurantes e bares; os vilarejos são interligados por 12 quilômetros de trilhas ecológicas que podem ser percorridas a pé (o trecho mais difícil é Monterosso-Vernazza). Uma recomendação ao viajante é que os carros são proibidos no interior das cidades.

  • Costa Esmeralda, Sardenha

    O nome já diz tudo: paisagens paradisíacas na Itália. Um dos destinos mais procurados do país, a Sardenha é a maior ilha do mediterrâneo e rodeada por praias magníficas. A Costa Esmeralda é o local mais sofisticado da ilha e a porta de entrada para se chegar até lá é Olbia. Esta região autónoma é composta por oito províncias, a capital, Cagliari – localizada sul –, Sassari, Nuoro, Oristano, Olbia-Tempio, Ogliastra, Carbonia-Iglesias e Médio Campidano. Cada província tem algo especial para se conhecer e desfrutar!

  • Alberobello, Puglia

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    A região da Puglia, ao sul do país, é um verdadeiro paraíso durante o verão Europeu. Banhada pelo mar Adriático e Jônico, a região concentra praias de beleza única (Torre Dell’Orso) e vilarejos ultra charmosos como Alberobello, conhecida pelas suas características casas de pedra com telhado cônico – os chamados trullisBasilicata, tombada pelo patrimônio mundial da UNESCO. Na região também vale incluir lugares como: Pogliano al Mare, Ostuni, Santa Maria di Leuca e Porto Badisco.

  • Sant’Agata de’ Goti, Campania

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    Napoles é a capital da regiao da Campania, lugar conhecido por sua rica historia, cultura, arquitetura e gastronomia. Um pouco diferente das outras regiões, em seu interior é possível explorar uma rota de cidades medievais e lugares históricos. 

  • Veneza, Veneto

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    Não tem como falar de Italia e não citar sua cidade icônica – Veneza. Visitei a cidade recentemente e todas as dicas de roteiro e estão aqui.

    E ai, viajante, gostaram do post? Agora é escolher qual região visitar e bon voyage!

PS. Bon Voyage!