Arquivo mensal: March 2015

Roteiro Espanha – Madrid

    A capital da Espanha é destino certo de milhares de turistas durante todos os anos. A terceira cidade mais populosa da Europa, atrás apenas de Londres e Berlim, guarda boas surpresas ao viajante e enriquece o roteiro com seu panorama cultural. Sinônimo de chegadas ou partidas, por conta dos voos direto vindos do Brasil pela cia aérea Ibéria, Madrid é um lugar facilmente conectado. O território tem como aliado o trem de alta velocidade e a partir de lá é só escolher o que vale a pena visitar. Antes de listar as atrações vamos compartilhar algumas dicas básicas para o planejamento da sua viagem:

_DSC3851

Como ir do aeroporto ao centro?

A maneira mais simples de sair do aeroporto de Madrid para o centro é de metro. O Barajas está conectado ao metrô pela linha oito e possui dois terminais: T2 (linha que passa pelos terminais T1, T2 e T3) e T4 (um pouco mais afastado). Munidos do app Metro Madrid o viajante chega ao centro da cidade em apenas 20 minutos e o valor do bilhete simples custa 2,00 EUR. Aos que chegam com muita bagagem, uma opção é a Linha Express do ônibus até a estação de trem Atocha ou de taxi, uma alternativa mais confortável e não chega a ser tão cara (corrida até a região central fica em torno de 25EUR mais taxas).

Quantos dias ficar em Madrid?

Pensando em uma capital com muitas atrações e possibilidades de bate-voltas o ideal são três ou quatro dias noites no local. Costumo dizer que muitos lugares pedem um tempo para gerar uma experiência real e Madrid é um deles. A metrópole é grande, se destaca pela oferta cultural e possui diversos bairros com características completamente diferentes umas das outras.

_DSC3881

Como se locomover na capital espanhola?

Avaliando pelos valores cobrados na Europa, o taxi na Espanha não é caro, no entanto a capital é muito bem servida pelo transporte publico. O metrô funciona perfeitamente e a rede é bastante extensa, sinalizada e fácil de usar. Outra vantagem é que a cidade é bastante plana – o que deixa as caminhadas até as estações quase nada cansativas. Se optar pelo Metrô como seu meio de transporte oficial na cidade, compre o bilhete de dez viagens, você vai economizar. As linhas abrem às 6 da manhã e param somente às 2 da madrugada. Portanto, circular de carro alugado está fora de cogitação!

Devo alugar carro para visitar as cidades mais próximas?

O trem de alta velocidade é uma ótima opção de transporte na Espanha. A partir da estação de trem Atocha, saem trens diários para cidades como Toledo (40minutos), Barcelona (2h35min), Sevilha (2h30min), Figueres (3h58min), entre outros. No entanto, aos que gostam de fazer um roteiro personalizo uma alternativa é o carro. A própria estação, localizada no centro da capital, reúne as principais locadoras de carro no andar do desembarque. O valor médio do aluguel costuma ser de EUR 30,00 a EUR 60,00, alterando conforme a alta temporada. 

_DSC3859

Onde devo me hospedar?

Madrid é uma cidade grande e muito pulverizada. Seu corredor principal é a Gran Via, a avenida mais conhecida da cidade e abriga antigos cinemas, prédios e muitas lojas. É uma região super turística e, por isso, tem várias opções de hotéis devido à localização central. Próximo de lá está o bairro Sol, região em volta da Plaza del Sol é onde encontram-se os pontos turísticos mais conhecidos de Madrid, como a Plaza Mayor e o Palácio Real. Para quem gosta de fugir das aglomerações, uma alternativa é o bairro Salamanca –  mais chique de Madrid, localizado ao lado do belíssimo parque do Retiro. É nele que ficam as ruas de compras Calle de Jose Ortega y Gasset, Calle de Serrano e Calle Velazquez, com reconhecidas marcas internacionais e ótimos restaurantes. Outra alternativa é o bairro La Latina com um ambiente mais boêmio e muitos hostels. Vale conferir os noteis: URSO hotel & Spa, ME Madrid e NH Collection Palacio de Tepa.

Dicas extras:  

  • Muitas lojas e alguns estabelecimentos costuma fazer uma siesta depois do almoço, ou seja ficam fechadas entre 14hs e 17hs. A vantagem é que o comercio funciona até as 21hs.
  • Assim como muitos países da Europa, a Espanha oferece o reembolso dos impostos de até 13 % das suas compras. O processo é simples e pode ser feito no ultimo dia da viagem em alguns pontos no aeroporto de Barajas. Lembre-se de deixar as peças de maior valor em uma mala separada caso precise fazer a inspeção. 
  • Leve muitas roupas de frio no inverno e roupas frescas no verão. A cidade tem temperaturas extremas e inversas ao longo do ano.

PS. Bon Voyage!

Safari na Africa – dicas para a sua viagem

   Quando comecei a planejar o meu roteiro da África, um dos pontos de maior ansiedade era o safari. Conhecer o cenário das savanas africanas sempre foi um desejo que cultivei desde minha infância e, por isso, pedia algo especial. Logo no início da pesquisa, me deparei com tantas possibilidades de roteiros e lugares variados que a ansiedade do começo virou uma grande dúvida. Abaixo compartilho com vocês todas as indecisões pré viagem e suas respectivas respostas ;)

_DSC4865 _DSC5161

  • Qual reserva natural devo visitar?

   Um dos conselhos que mais recebi quando inicie minha pesquisa do safári foi “comece por um lugar mais tradicional, com bastante infraestrutura”. De fato, isso faz todo sentido em uma primeira viagem ao continente africano, principalmente pelo custo x benefício, no entanto após a minha visita afirmo “procure um lugar que você mais se identifique“. Muitas reservas oferecem uma ótima estrutura ao viajante, como lodges de luxo e acampamentos, o que diferencia é a diversidade das paisagens e animais. As reservas são classificadas como: a África Oriental, ou seja, Quênia e Tanzânia é o clássico dos safaris. As savanas são mais abertas, há abundantes fenômenos migratórios e a natureza é exuberante. No entanto, o acesso é bem mais demorado e complexo, a logística mais complicada e as reservas privadas são mais caras que as demais. O Serengeti National Park é um parque muito famoso devido a migração de zebras e gnus, evento que acontece principalmente no mês de junho e atrai milhares de turistas todos os anos. Outro atrativo do parque é por ser considerado uma das maiores reservas selvagens da África, principalmente pela possibilidade de fazer um safári em Ngorongoro Crater, a região com maior concentração de grandes mamíferos predadores em toda África. Ter a chance de estar ali, uma área tão preservada e longe de qualquer tipo de civilização, é sem dúvida a chance mais real de ter contato com a natureza, com a vida selvagem. No entanto, a África do Sul se destaca pela opulência, com lodges mais luxuosos e atividades variadas. O destino também possui um fácil acesso, através do aeroporto de Joanesburgo partem voos diárias (tem mais detalhes do roteiro aqui). Botswana também é muito procurado devido ao delta do Okavango, que permite incríveis safáris em barcos a remo. As reservas são muito sofisticadas, caras e muito adequadas para extensões de roteiros na África do Sul, para quem procura complementar a experiência de safári. Também estão em Botswana as reservas de Chobe e parte do Kalahari. Outra vantagem é sua posição geográfica, fronteira com a Námbia e ao lado da Victoria Falls (um dos cartões postais da África).

_DSC4926 _DSC4948

  • Quanto tempo devo ficar na savana?

    Essa dúvida me acompanhou durante todo o planejamento da viagem. Depois de ficar três noites em Zanzibar (todos os detalhes aqui) definimos ficar o mesmo tempo na Savana. Após a minha experiência, considero demais por dois motivos: são dois “games” por dia, portanto quem passa três noites no lodge (hotel na selva) participa de seis “games”. Se considerar que é o mesmo território explorado, ou seja em uma reserva privada, o cenário começa a ficar muito parecido, por isso vale pensar em duas noites. Uma prática muito comum entre os viajantes é mudar de Lodge, para conhecer uma nova reserva privada. No nosso caso, ao lado do Lion Sands ficava o Londolozi (uma sugestão para o roteiro).

  • Qual a melhor época para fazer um safári?

    Na África do Sul, a melhor época para a observação é a estação da seca, no inverno (entre junho e agosto). Nessa época, o mato é baixo e as árvores não têm folhas, o que torna a observação mais fácil, pois a visão não fica obstruída pela vegetação. Além disso, há menos insetos. Neste período, praticamente não chove o que faz com que os animais se aglomerem nas nascentes dos rios pela manhã e no final da tarde. No inverno faz muito frio, principalmente pela manhã e à noite, quando as temperaturas podem chegar a 0ºC. No entanto, fui durante o verão (entre dezembro e fevereiro), e não pegamos temperaturas tão elevadas, média de (16º a 30º). Vale levar repelente, pois há mais mosquitos nessa época, mas em compensação é possível ver filhotes pequenos que nasceram na primavera. Em outros países esse período por ser diferente: na Tanzânia, a melhor época para visitar é entre os meses de Abril e Maio, pois como é período de migração, atrai milhares de animais. No Quênia, a época da seca, de Julho a Setembro, é a ideal para visitar a região. Nessa época, a vida se concentra ao redor de menos reservas de água pelo território e é mais fácil de ser detectada. As expedições ao Monte Quênia também são feitas nessa época. A grande migração de animais do Masai Mara (parque natural) para o Serengeti, na Tanzânia, acontece de Dezembro a Março. De Julho a Novembro, o sentido da migração é inverso, portanto esta época é perfeita para os safáris também. A estação de chuva é característica dos meses de março, abril e maio. 

_DSC4639 _DSC4716

  • Como foi a experiência no Kruger Park?

   Por questão de logística e cronograma enxuto (leia-se poucos dias), acabamos escolhendo o Kruger Park, na África do Sul. O maior parque natural do continente é uma ótimo primeiro contato com savana e, de fato, seu cenário corresponde a todas as expectativas. O Lion Sands River foi o nossa base durante os três dias de safári e o ponto de partida para todos os “games”. Sim, quem opta em ficar nos lodges de luxo segue uma programação já definida pelo hotel. Digamos que o cronograma segue o ritmo de  acampamentos de férias (mais uma vez a sessão nostálgica) e nos “tempos livres” é possível desfrutar das atividades extras. Os horários são determinados e a área explorada corresponde a reserva privada do lodge.

_DSC4811 _DSC4683    Os “games drives” como são chamados os safáris são conduzidos por dois profissionais: ranger (guia e especialista em animais) e tracker ( pessoa que fica na frente do carro identificando as pegadas e passos dos animais). A grupo que acompanha os games é sempre o mesmo e definido no momento da chegada pelos funcionários do hotel. São dois “games” por dia, com duração de três horas cada. O primeiro começa logo pela manhã, às 06hs e outro no fim do dia, as 16hs, antes de anoitecer. Nos horários livres o grupo faz as refeições na área externa, sempre servida pelo mesmo “butler”, e participa de algumas atividades extras. O interessante é que no ato da reserva, o hotel encaminha uma pesquisa aos hóspedes com todos os itens servidos e os possíveis alimentos alérgicos. Com isso, só comemos o que realmente gostamos!

_DSC4764
_DSC5107 _DSC5269    As atividades extras vão desde uma caminhada a nascente do rio Sabe para observar uma família de hipopótamos a um passeio e balão (conhecido com safári aéreo), tudo pago. No entanto, a proatividade dos funcionários do hotel para organizar esses passeios extras foi o principal ponto desfavorável da minha estadia. Flexibilidade não é a palavra de ordem da equipe e parecia que o viajante estava lá para cumprir com a programação, não sair “fora da caixa”. Certamente esse fator não pode generalizar para todos os lodges, foi algo especifico no Lion Sands!

E aí, viajantes, malas prontas para a África? Dá uma olhada nos outros posts com dicas sobre o destino: Post 1Post 2, Post 3 e Post 4.

PS. Bon Voyage!

Guia de Barcelona

_DSC3421

_DSC3371 _DSC3393 _DSC3407 _DSC3508 _DSC3573

    Barcelona é uma cidade vibrante e não tem como negar! É um lugar rodeado por cultura, arte, arquitetura, gastronomia, que tem ainda como pano de fundo as praias do Mediterrâneo. São tantos predicados que o destino figura com frequência na lista das cidades mais visitadas da Espanha e, durante o verão, o número de visitantes atinge escalas mundiais. De fato, a capital da Catalunha possui um ambiente poderoso e com muitos contrastes. Seu cenário é composto por obras, que se tornaram ícones com o passar do tempo, de artistas consagrados, como Gaudí. Basta um passeio pela Passeig di Gracia, rua central de Barcelona, para encontrar dois lugares emblemáticos: Casa Batlo e a Casa Milá (também conhecida como La Pedrera). Seguir os passos do arquiteto modernista pode ser um plus no roteiro e vale incluir monumentos como a Sagrada Familia, Casa Vicens e Parque Guell.

   Mesmo durante o inverno, todo o agito da cidade concentra-se em um único lugar: Barceloneta. O boulevard, que se estende ao norte da área de Port Olímpic, é composto por restaurantes, lojas e bares movimentados. Uma alternativa para driblar tantos visitantes é o segway, o transporte que percorre a orla em poucos minutos e oferece momentos de pura diversão. No entanto, para quem busca mais tranquilidade, a poucos metros de lá está um oásis no meio de tanto agito: Parque da La Ciutadella. O pulmão verde de Barcelona é um ótimo lugar para relaxar e observar com mais calma a dinâmica da cidade.

_DSC3558

    De fato, Barcelona agrada a todo tipo de público, por isso, a dica é caminhar muito e aproveitar cada cenário e ponto interessantes. As suas ruas impressionam pela beleza, no entanto, a cidade pode ser ainda mais bonita vista de cima. O monte Tibitabo é o ponto mais alto da serra de Collserola e, em seu topo, preserva um dos parques de diversões mais antigos da Europa, onde alguns carrosséis datam a época de sua inauguração – 1908. O lugar ainda conta com o Camí del Cel, um pequeno bosque com uma bela vista panorâmica.

monte-tibidabo3

    Estrategicamente bem posicionada, Barcelona é um ótimo ponto de partida para alguns bate-voltas. A apenas 50 km do centro está um vilarejo surpreendente: Montserrat. Lá é possível encontrar um mosteiro fundado em 1205, a escola de música mais antiga da Europa (com duas apresentações do coro infantil por dia) e inúmeras trilhas com esculturas ao ar livre. Para dar um charme especial ao passeio, o viajante pode optar por subir ao mosteiro de trem cremalheira ou teleférico. O mesmo acontece para o extremo norte – Figueres, e a viagem de trem segue para a cidade natal de outro artista icônico na Espanha, Picasso.

59517533f4c569d

    Reunir dicas da capital da Catalunha em um único texto pode ser considerado uma audácia. No entanto, não posso finalizar esse post sem um roteiro gastronômico. A cidade cosmopolita oferece um mix de restaurantes com sabores típicos e ambientes descolados. Encabeçando a lista está o recém inaugurado El Nacional, considerado o maior espaço gastronômico da Espanha. O lugar reúne quatro restaurantes comandados por Carles Tejedor, chef que ganhou uma estrela Michelin quando pilotava os fogões do Via Veneto. Seu interior tem decoração com toques vintage dos anos 30 e 40, elegante e sóbrio, além de explorar muito bem as divisões dos espaços. Ao centro está um bar com porções variadas e petiscos e, em cada canto do complexo, os restaurantes. 

_DSC3282 _DSC3285

     Montei a programação de restaurantes em Barcelona com a ajuda de um amigo que é chefe de cozinha há anos na cidade. O último lugar que ele havia trabalhado era o Boca Grande, um dos lugares do momento em Barcelona. Escolhemos visitar o lugar em nosso primeiro dia e valeu cada minuto no local. São 3 andares: o primeiro é o restaurante, o segundo é um bar de coquetéis e o terçeiro é um terraço para fumantes. O mais incrível de tudo é que cada andar é totalmente diferente um do outro.  Ambiente, pratos e atendimento impecável.

_DSC3350

_DSC3338

Outra  rua que começa a chamar a atenção dos foodies de plantão é a Carrer del Parlament. O lugar é queridinho dos irmãos Adrià, que abriram todos os seus últimos restaurantes (41o Experience, Tickets, Pakta e Bodega 1900 ) na redondeza. Cada estabelecimento é dedicado a um elemento da culinária típica e referência em sabores. 

PS. Bon Voyage!

Dossiê Passagens Aéreas

GRU   Costumo dizer que a parte aérea corresponde a 30% do orçamento de uma viagem. A lógica de venda de bilhetes aéreos é muito específica e, em um mesmo voo e classe, os preços podem variar bastante. Outros fatores também influenciam o valor final: grupo de assento, horário e data da venda. Por isso, com tanta variedade e oscilações: comprar passagens aéreas baratas é praticamente uma arte! Uma dica é pesquisar com bastante antecedência, usando como base três meses para destinos nos Estados Unidos e Caribe, e seis meses para Europa. Mas a dúvida é: onde pesquisar os melhores preços? quais são as melhores promoções? Abaixo compartilho algumas dicas para você tentar se dar bem nessa etapa do roteiro.

  • As companhias aéreas costumam dar descontos em voos menos solicitados, como os que partem entre os horários das 10h às 16h. Embarques às terças, quartas e sábados também costumam ser mais baratos porque a procura é menor. O horário de comprar as passagens também faz diferença. Se você fizer uma pesquisa no site das companhias entre meia-noite e 5h encontrará preços melhores do que se realizar uma busca idêntica às 14hs.
  •  Os sites que reúnem várias companhias aéreas são uma boa ferramenta de pesquisa e disponibilizam muitas tarifas promocionais que não são encontradas no endereço da própria empresa. Já comentei por AQUI que recomendo a pesquisa nesses sites, no entanto, se possível, a compra deve ser feita pelo site oficial. Afinal, esses portais funcionam como agências de viagem e cobram taxa de serviço, por isso nunca finalize uma compra sem antes verificar o preço direto da companhia. As taxas aeroportuárias também costumam ser informadas apenas no fim da compra, elevando o custo encontrado inicialmente.
  • O aplicativo do site Passagem Aérea, que está no ar desde o fim de 2014, é uma ótima pedida para encontrar voos mais baratos. O serviço não é exclusivo de pechinchas, mas sempre tem ótimas ofertas entre os voos à disposição. Trata-se, na verdade, de uma espécie de empresa virtual que reúne pequenas agências de turismo de várias cidades do Brasil. A gente escolhe a passagem (ou o hotel; também tem esse serviço) e, a partir desse ponto, o atendimento passa a ser feito pela agência que está oferecendo o produto. Há algumas ofertas momentâneas, que são colocadas no aplicativo de tempos em tempos.
  • Mais uma ferramenta para encontrar tarifas em conta: o Google lançou esta semana o Google Voos, versão em português do Google Flights, que busca passagens mais baratas. O site já existia, mas a diferença, agora, é que tudo está em português, com destaque para destinos brasileiros e preços em reais. Funciona no mesmo esquema que outros buscadores de passagens online, mas tem um recurso bem bacana: depois de selecionar o local de origem e o destino, se você clicar em cima da data (no ícone do calendário), vai aparecer o preço mais baixo dos outros dias.
  • Pechincha para a Alemanha: a Air France e a KLM acabam de anunciar suas novas campanhas especiais chamadas WOW (Wild Online Wednesday) e Promo 3D. Elas irão ao ar toda quarta-feira do mês de março, com preços imbatíveis para algum lugar da Europa e, ficam três dias no ar. Quem comprar passagem ida e volta (em classe econômica) de hoje até sexta-feira, dia 6, paga a partir de 699 dólares (sem taxas). Uma média de 40% de desconto. As viagens são para o período entre 6 e 18 de Abril e, para conseguir esse valor, é preciso ficar no destino por sete dias, no mínimo.

PS. Bon Voyage!

Dicas roteiro Africa

_DSC4986   Organizar um roteiro para a África pode parecer um “bicho de sete cabeças” no primeiro momento. Mesmo com tanta informação na internet, ainda não é possível encontrar muitos detalhes sobre os principais destinos, dicas de transportes, hotéis e quanto começa o planejamento para os safáris, aí complica de vez. São poucos horários de voos, aeroportos sem conexão, diversas opções de parques naturais, de fato muitas dúvidas surgem durante o processo. De uma maneira bem informal, vou compartilhar com vocês todos os detalhes da minha organização prévia e mostrar que é possível viajar para o continente de uma forma independente:

Africa-map-1

    A companhia aérea South African é a única que oferece voos diários (direto) do Brasil para a África do Sul, operando em média dez frequências semanais entre o Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, e o Aeroporto Internacional O.R. Tambo, em Johanesburgo. O aeroporto é a porta de entrada do continente africano e, a partir de lá, inúmeras companhias locais conectam-se a outros países. Minha pesquisa de voos começou com três meses de antecedência, período que considero bom para encontrar promoções e preços mais competitivos. As passagens foram compradas pela internet através de agência online, no meu caso foi pelo site Expedia, e o valor final foi cerca de US$ 800, já com as taxas. O processo foi muito rápido, a única coisa ruim é que não foi possível escolher os assentos na hora da compra (somente um mês antes do voo).

    A segunda etapa do aéreo ficou para os pontos de conexão: Zanzibar e Kruger Park. A companhia aérea Mango Airlines (uma espécie de Gol africana) faz voos diretos de Johannesburgo todas as terças-feiras e sábados para a ilha da Tanzânia – Zanzibar. Essa é forma mais prática e barata de se chegar lá, já que são apenas três horas de voo e o valor final foi cerca de US$ 150,00 (por pessoa). Uma boa notícia aos que visitam o Kruger Park é que em Junho do ano passado foi inaugurado mais um aeroporto na savana: Skukuza airport. Com um ambiente bem rústico e atendimento ultra pessoal, o aeroporto é a maneira mais simples de chegar aos Games Lodges na parte sul do parque: Londolozi, Lion Sands, Kapama Game Reserve, antes apenas conectados pelo aeroporto de Nelspruit. O voo, com duração de quarenta minutos, é operado pela companhia aérea SA Air Link em um Embraer ERJ 135 (leia-se pequeno e muito veloz – separa o remédio de enjoo). 

_DSC4600

_DSC4602   A região sul corresponde a apenas um quinto do parque, mas é o coração Kruger Park. É chamada de “o circo”, pois possui muitos turistas, além de uma variedade de vida selvagem. É uma área de grande beleza, principalmente onde o os rios Sabie e Sand se cruzam. Nessa região esta o “camping” do Skukuza, uma alternativa para quem quer fazer safári por conta própria e não tem interesse em ficar hospedado nos lodges de luxo. O lugar cobra uma taxa de 180 rands por dia que permanecer no parque (chamada conservation fee), aproximadamente 22 dólares por pessoa. Para saber mais informações sobre essa hospedagem vale conferir o site oficial do parque

_DSC3920

    Um dos pontos mais complexos do roteiro foi a divisão de dias para cada destino. Devido aos horários dos voos era necessário pernoitar uma noite em Johannesburgo, sendo assim ficou três para Zanzibar e o mesmo para o safári no Kruger Park. Comentei no post do hotel em Zanzibar (AQUI) que os poucos lugares que encontrei informações, diziam para se hospedar ao norte da ilha. Contrariando as dicas, me hospedei na parte sul e foi uma experiência maravilhosa. No entanto, no Kruger Park esse ponto foi mais difícil pelas opções e os altos preços oferecidos. Os lodges costumam cobrar um valor fechado e o pacote inclui: hospedagem, três refeições por dia, bebida (inclui alcóolica), game (safari) manhã e tarde, além de algumas atividades extras. No Lion Sands, onde fiquei hospedada, o valor é em média R7,020.00 por pessoa (por dia) algo em torno de R$ 1.700,00 (sendo que esse valor pode variar). Portanto, uma dica é ficar apenas duas noites na savana por conseguir fazer quatro games e já é possível ver muitos animais! Um movimento muito comum entre os visitantes é conhecer outro lodge ou parque natural durante a viagem. Desta forma, a viagem não fica maçante e é possível explorar uma outra área. 

_DSC5103 _DSC5217

    Todo contato com o Lion Sands foi feito por email. A Claudine (claudine@more.co.za) responsável do lodge me auxilio durante todo o processo e efetuo os pagamentos (via cartão de crédito). 

No proximo post, comento todos os detalhes da experiência na savana.

PS. Bon Voyage!