Dicas roteiro Africa

_DSC4986   Organizar um roteiro para a África pode parecer um “bicho de sete cabeças” no primeiro momento. Mesmo com tanta informação na internet, ainda não é possível encontrar muitos detalhes sobre os principais destinos, dicas de transportes, hotéis e quanto começa o planejamento para os safáris, aí complica de vez. São poucos horários de voos, aeroportos sem conexão, diversas opções de parques naturais, de fato muitas dúvidas surgem durante o processo. De uma maneira bem informal, vou compartilhar com vocês todos os detalhes da minha organização prévia e mostrar que é possível viajar para o continente de uma forma independente:

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    A companhia aérea South African é a única que oferece voos diários (direto) do Brasil para a África do Sul, operando em média dez frequências semanais entre o Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, e o Aeroporto Internacional O.R. Tambo, em Johanesburgo. O aeroporto é a porta de entrada do continente africano e, a partir de lá, inúmeras companhias locais conectam-se a outros países. Minha pesquisa de voos começou com três meses de antecedência, período que considero bom para encontrar promoções e preços mais competitivos. As passagens foram compradas pela internet através de agência online, no meu caso foi pelo site Expedia, e o valor final foi cerca de US$ 800, já com as taxas. O processo foi muito rápido, a única coisa ruim é que não foi possível escolher os assentos na hora da compra (somente um mês antes do voo).

    A segunda etapa do aéreo ficou para os pontos de conexão: Zanzibar e Kruger Park. A companhia aérea Mango Airlines (uma espécie de Gol africana) faz voos diretos de Johannesburgo todas as terças-feiras e sábados para a ilha da Tanzânia – Zanzibar. Essa é forma mais prática e barata de se chegar lá, já que são apenas três horas de voo e o valor final foi cerca de US$ 150,00 (por pessoa). Uma boa notícia aos que visitam o Kruger Park é que em Junho do ano passado foi inaugurado mais um aeroporto na savana: Skukuza airport. Com um ambiente bem rústico e atendimento ultra pessoal, o aeroporto é a maneira mais simples de chegar aos Games Lodges na parte sul do parque: Londolozi, Lion Sands, Kapama Game Reserve, antes apenas conectados pelo aeroporto de Nelspruit. O voo, com duração de quarenta minutos, é operado pela companhia aérea SA Air Link em um Embraer ERJ 135 (leia-se pequeno e muito veloz – separa o remédio de enjoo). 

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_DSC4602   A região sul corresponde a apenas um quinto do parque, mas é o coração Kruger Park. É chamada de “o circo”, pois possui muitos turistas, além de uma variedade de vida selvagem. É uma área de grande beleza, principalmente onde o os rios Sabie e Sand se cruzam. Nessa região esta o “camping” do Skukuza, uma alternativa para quem quer fazer safári por conta própria e não tem interesse em ficar hospedado nos lodges de luxo. O lugar cobra uma taxa de 180 rands por dia que permanecer no parque (chamada conservation fee), aproximadamente 22 dólares por pessoa. Para saber mais informações sobre essa hospedagem vale conferir o site oficial do parque

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    Um dos pontos mais complexos do roteiro foi a divisão de dias para cada destino. Devido aos horários dos voos era necessário pernoitar uma noite em Johannesburgo, sendo assim ficou três para Zanzibar e o mesmo para o safári no Kruger Park. Comentei no post do hotel em Zanzibar (AQUI) que os poucos lugares que encontrei informações, diziam para se hospedar ao norte da ilha. Contrariando as dicas, me hospedei na parte sul e foi uma experiência maravilhosa. No entanto, no Kruger Park esse ponto foi mais difícil pelas opções e os altos preços oferecidos. Os lodges costumam cobrar um valor fechado e o pacote inclui: hospedagem, três refeições por dia, bebida (inclui alcóolica), game (safari) manhã e tarde, além de algumas atividades extras. No Lion Sands, onde fiquei hospedada, o valor é em média R7,020.00 por pessoa (por dia) algo em torno de R$ 1.700,00 (sendo que esse valor pode variar). Portanto, uma dica é ficar apenas duas noites na savana por conseguir fazer quatro games e já é possível ver muitos animais! Um movimento muito comum entre os visitantes é conhecer outro lodge ou parque natural durante a viagem. Desta forma, a viagem não fica maçante e é possível explorar uma outra área. 

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    Todo contato com o Lion Sands foi feito por email. A Claudine (claudine@more.co.za) responsável do lodge me auxilio durante todo o processo e efetuo os pagamentos (via cartão de crédito). 

No proximo post, comento todos os detalhes da experiência na savana.

PS. Bon Voyage!

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