Arquivo mensal: July 2015

Marrocos – Introdução da viagem

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    Há anos o Marrocos fazia parte da minha lista de “viagens desejo” por conta da sua diferente cultura, religião e costumes. Sempre que via uma foto do lugar já começava a criar um roteiro na minha cabeça e pesquisar as infinitas possibilidades do local. Bom, depois de tanto ler sobre o destino eu sonhava em tomar um chá de menta na movimentada Jeema El Fna, passar uma noite no deserto, me perder pela Medina de Marrakech e observar, apenas observar como os marroquinos se comportavam, o modo de se vestir, de agir e até mesmo a acolhida de quem chegava de outros países. Depois de apenas seis dias conhecendo Marrakech, com direito a uma excursão passando pelas cidades de Ouarzazate, Ourika e uma noite nas cordilheira Asni, posso dizer que o Marrocos foi para o topo, e agora é classificado como o lugar mais diferente e fascinante que já conheci. Hoje compartilho com vocês como foi a minha chegada:

    Comentei nesse post (aqui) que fomos para o Marrocos a partir de Palermo, capital da Sicília. O voo, operado pela cia aérea Vueling, foi tranquilo e, depois de uma jornada de oito horas (contando o tempo de conexão no aeroporto de Barcelona) chegamos no aeroporto internacional Ménara, em Marrakesh. O desembarque foi rápido, pisamos no aeroporto por volta das 22hs e logo seguimos para a fila de imigração. Nenhum brasileiro precisa de visto para entrar no Marrocos, apenas preencher uma ficha com algumas informações básicas. Mas, olha, vou falar para vocês: parecia uma fila de visto – nunca vi oficiais de imigração tão exigentes e preocupados com mínimos detalhes. Com isso, após algumas horas de atraso encontramos o nosso simpático motorista que nos levaria para a primeira hospedagem da viagem: Riad El Fenn. Como de costume, os Riads concentram-se dentro da Medina (parte antiga da cidade) e foi para lá que seguimos. No curto caminho do aeroporto até o local, já é possível já notamos placas escritas em árabe, mulheres usando burcas, turistas para todos os lados e o trânsito mais caótico que já vi na vida. Sim, naquele momento eu senti que estava no Marrocos e a sensação era ótima, pois tinha superado o que eu esperava. Circular de carro dentro da Medina é parcialmente proibido, portanto nosso motorista nos deixou em um ponto onde encontramos o gerente do Riad. Quem costuma viajar com freqüência, sabe o problema que é chegar muito tarde em um hotel, diria que na maioria das vezes é sinônimo de perrengue! Em um Riad isso pode ser elevado ao quadrado, afinal não existe todo aquele staff de grandes hotéis de rede e o mesmo pode ter vários prédios com “quartos” dentro labiríntica Medina, longe da recepção. E claro que o nosso era um desses, longas caminhadas pela madrugada…Depois de mais algumas horas com sobe e desce de malas, chegamos em nosso quarto. 

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    O Riad El Fenn faz parte do grupo de hotéis Virgin Limits. Com apenas 20 quartos, todos possuem uma varanda para o jardim central e cada quarto possui uma arquitetura/decoração completamente diferente. O prédio principal possui os quartos de categoria superior, recepção e três piscinas. No rooftop, último andar, está o restaurante, com uma vista incrível para a Medina. 

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    Quando comecei a pesquisar sobre a hospedagem no Marrocos, encontrava muitas dicas para ficar nos Riads pela experiência de viver o dia a dia dentro da Medina. De fato, na parte moderna da cidades os costumes são mais ocidentalizados. Ficamos nos dois lugares e posso dizer que são experiências opostas! O Riad parece uma casa de família que você vai passar o fim de semana. Um lugar que transmite uma paz gigantesca, recebe poucas pessoas e tem um clima mais aconchegante. De fato, não é simples encontrar esse tipo de hospedagem em qualquer lugar. No café da manhã, a mesma sensação! Pratos típicos preparados por poucas pessoas e tudo bem caseiro, leia bem caseiro mesmo sem nenhum toque “americanizado“. O que mais fiquei impressionada no Riad El Fenn foi o atendimento, realmente era uma amigo indicando as melhores coisas para fazer, em busca de bons preços e oportunidades. Conseguimos ver uma Marrakesh mais genuína, no qual não existe tanto segredo ou apreensão com as outras pessoas. De fato, o Riad integra o ambiente e completa a experiência da viagem. 

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Dicas básicas

Site de turismo do país – www.visitmorocco.com

Informações turísticas – Quase não vi pontos de informações turísticas. Mas sei da existência das Délégations du Tourisme.  Place Abdelmmoumen Ben Ali, Av Mohamed V, Gueliz – Marrakech. Telefone 212 (0) 524-43-61-31/79. dtmarrakech@menera.ma

Moeda – A moeda local é o Dirham marroquino (DH). Em Junho/2015 1 euro estava valendo 11 dirhams.

Câmbio – Há casa de câmbio no aeroporto, ao redor da praça Jeema El Fna e dentro da Medina. Trocamos em uma casa, em frente ao minarete, indicada pelo guia e aconselho o mesmo. Ande sempre com o passaporte em mãos, para caso seja solicitado.

Fuso horário – 03 horas a menos do horário de Brasília.

DDI – 212 / Código de acesso da cidade – 524

Internet – A internet deixa um pouco a desejar, principalmente nos hotéis dentro da medina, onde a maioria funciona apenas no lobby. Uma vantagem é que a maioria dos restaurantes possui wifii, basta pedir a senha. 

Segurança – Sabe as dicas básicas de segurança durante uma viagem? Use todas no Marrocos. Não ande com objetos de valor, coloque sua câmera em uma mochila, guarde bem o seu dinheiro no quarto do hotel, e se tiver cofre não deixe de usá-lo. Se for sair a noite, redobre a atenção. Outra dica importante é visita a Medina com um guia local, eles são respeitados e os vendedores só abordam quando o guia permite.

Roupas – Vale usar o bom senso, afinal estamos visitando um país de cultura muçulmana. No entanto, por conta do calor, é permitido usar shorts, bermudas e vestidos. Não existe muita regra. 

Gorjetas – Não há regra, mas são frequentes.  Ande com moedas para pagar fotos com serpentes, macacos, artistas, e orientações (em um dos dias um garotinho nos ajudou a encontrar uma agência de passeios e assim que chegamos ele estendeu a mão, solicitando a sua gorjeta). Os marroquinos, em especial as mulheres, não gostam de serem fotografados.

Gastronomia – Na Medina e ao redor de toda a Praça Jeema El Fna há vários restaurantes. Não deixe de experimentar os pratos típicos como: cuscuz marroquino, tajine, haurira (sopa marroquina) cordeiro, entre outros.  

Como sair do aeroporto – Um táxi do aeroporto a Praça Jeema El Fna sai por uma média de 15 euros, há também algumas empresas de transfer logo no desembarque.

Língua oficial – Árabe, a segunda língua é o francês, mas não tivemos roblemas com inglês e espanhol.

Companhia aérea – Ryaniar, Iberia, Tap, KLM, British Airways, Royal Air Maroc e Air France.

Empresa de trem – ONCF

Onde ficar – Ficamos hospedados no Club Med Le Palmeraie, que fica a meia hora da Jeema El Fna, onde tudo acontece em Marrakech. Se você busca movimentação e viver 24h a cidade, fique pela Medina. 

Bancos – Os bancos funcionam de segunda a sexta, das 8h15 às 14h15. Há caixas eletrônicos em alguns lugares, mas indico que leve boa parte do seu dinheiro em euro e troque nas casas de câmbio. A maioria dos lugares que aceitam cartão de crédito, convertem o valor da compra em dirham

Vacinas – Não foi solicitado vacina de febre amarela na imigração, mas recomendo tomar e levar o certificado.

Voltagem – 220 V nas novas instalações e 110 V nas antigas, informe-se sempre na recepção. Lembre-se sempre de levar um carregador universal!

Quando ir – No Inverno (Dezembro a Fevereiro) a noite pode chegar a 4ºC, na Primavera (Março a Maio) e Outono (Setembro a Novembro) a média é de agradáveis 25ºC e no Verão (Junho a Agosto) o calor é grande, e chega bem perto dos 40ºC. Pegamos tempo agradável em Junho quando ainda era começo do verão. 

Gostaram desse resuminho com dicas do destino? Vou fazer de todos os lugares que visito!

PS. Bon Voyage! 

Top 10 restaurantes em São Paulo

São Paulo é o reduto gastronômico no Brasil e não tem como negar. Morei na capital durante oito anos e descobrir novos restaurantes sempre foi o meu passatempo favorito. Hoje vivo no interior, mas o meu bloco de notas do celular vive repleto de novidades e indicações de amigos e, cada vez que vou a São Paulo, faço uma verdadeira maratona gastronômica. A cidade tem todo tipo de culinária e não é exagero de paulistano! Por lá é fácil encontrar um excelente restaurante indiano, grego, armênio e por aí vai. Mas tem uma coisa que é fato: também adoro voltar aos restaurantes que já conheço e hoje mostro para vocês uma lista com os meus dez favoritos! Bon appétit :)

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Já comentei no IG que o Maní é o meu restaurante favorito devido a culinária simples e despretensiosa. Situado em uma charmosa casa no bairro de Pinheiros, o restaurante agrada pelo ambiente e variedade dos pratos. Um dos carros chefes é o talharim de pupunha com azeite trufado, um espetáculo. Vale mencionar que a família Mani cresceu: na esquina fica a Padoca do Mani, lugar ideal para um café da manhã reforçado e o Manioca, novo restaurante do shopping Iguatemi. 

Endereço: Rua Joaquim Antunes, 210 | Pinheiros, São Paulo

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O Tappo é considerado um exemplo de cozinha italiana em São Paulo e não é por menos. O lugar lembra muito as trattorias italianas com autênticos ingredientes no cardápio. Uma dica é chegar cedo, afinal o lugar conta com pouquíssimas mesas.

Endereço: Rua da Consolação, 2967 | Jardins, São Paulo

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O Bar da Dona Onça faz uma releitura contemporânea da rica gastronomia do interior, afinal o marido da chef Janaina, o chef Jefferson Rueda, é de São José do Rio Pardo. Ingredientes de todos os cantos do estado se misturam e resultam em uma grande variedade de petiscos e pratos! Com intenção de popularizar o vinho, a casa sugere tintos e brancos em taça no lugar do tradicional chopp.

Endereço: Av. Ipiranga, 200 – Edifício Copan | Centro, São Paulo 

A chef gaúcha Carla Pernambuco tem uma criatividade invejável. Em sua cozinha multicultural, a gastronomia internacional é misturada à culinária típica brasileira. Os resultados são surpreendentes! Tenho que confessar um segredo, sempre que vou faço o mesmo pedido: risoto de camarão e brie com um lulas grelhadas, inexplicável a combinação. 

Endereço: Rua Sergipe 753 | Higienópolis, São Paulo

 O restaurante é clássico, elegante, chique na melhor acepção do termo (ou seja, sem afetação nem novoriquismo). Os preços não são baixos, como pode se supor pela escolha de matérias primas de primeira, serviço atentíssimo, guardanapos de linho, etc., mas valem cada centavo de real.

Endereço: Rua Melo Alves, 674 | JardinsSão Paulo 

  • Sainte Marie Gastronomia

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Esse foi um dos achados de São Paulo que conheci através de um casal de amigos. O restaurante fica afastado dos bairros gastronômicos da cidade, mas oferece pratos de primeira qualidade! A especialidade é comida armênia com um toque árabe. Vale chegar cedo no local porque é muito concorrido e experimentar o quibe com camadas de coalhada. 

Endereço: Rua Dom Joäo Bastista Costa, 70 | Vila SôniaSão Paulo

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Quando penso em um restaurante japonês é esse que vem em mente! Seu ambiente é inimista e acolhedor, mas o grande destaque do local é o sushiman Juraci que trabalhou por uma década como braço-direito do craque Jun Sakamoto. A vantagem de sentar no balcão é poder observar toda a desenvoltura do Jura, assim como é conhecido, e comer com as mãos, sem cerimônia. 

Endereço: Rua Pedroso de Moraes, 141 | Pinheiros, São Paulo

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O Taberna 474 está inspirado nas tascas lisboetas e tem como foco a culinária da orla portuguesa, sem deixar de lado um tempero brasileiro. Além dos bolinhos de bacalhau e das sardinhas grelhadas, as opções de cardápio inclui porções frias e quentes, como as Ostras de Sta Catarina, o Prato de Peixes frescos e Lulas na chapa com salsa verde.

Endereço: Rua Maria Carolina 474 | Jardim PaulistanoSão Paulo

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Referencia na cidade quando o assunto é culinária orgânica. Com um ambiente rústico e despretensioso, o cardápio oferece uma variedade de alimentos saudáveis e combinações para qualquer momento do dia. Meu prato favorito é a Jambalaya de camarão: risolo de curry com queijo, banana e camarões.

Endereço: R. Domingos Fernandes 608 | Vila Nova Conceição, São Paulo

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Quando se fala em restaurante argentino não tem para ninguém! O 348 vence em todas as categorias: ambiente, comida e bebidas nota 10. Considero o lugar ideal para um almoço com amigos bem longo no fim de semana.

Endereço: Rua Comendador Miguel Calfat,  348 | Vila Olimpia, São Paulo (Ainda tem unidades no jardins, jardim Europa e Higienópolis)

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Não poderia deixar de fora, um clássico na cidade que agrada em qualquer situação! Almoço de trabalho durante a semana ou drinks a noite. Sempre gostoso, sempre alegre.

Endereço: Al. Ministro Rocha Azevedo, 72 | Jardins, São Paulo

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Confesso que demorei para conhecer os restaurantes do renomado chef Rodrigo Oliveira. Como está situado um pouco afastado e a condição sine qua non para sentar é chegar cedo, a ida até o local era sempre postergada. Conheci no começo desse ano e fiquei me perguntando algumas vezes por que não tinha ido antes! Ambiente simples, ótimas entradas, bebida idem e os pratos, sem comentários! A combinação perfeita da culinária nordestina contemporânea.  

Endereço: Avenida Nossa Senhora do Loreto, 1108, Vila MedeirosSão Paulo 

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Outra descoberta desse ano! Uma casinha em Pinheiros com pratos de extrema qualidade. O lugar oferece um affordable food, pratos com boa qualidade e preços justos! Uma tendência que deveria continuar em São Paulo.

Endereço: Rua Fradique Coutinho, 47 | PinheirosSão Paulo 

  • Bottega Bernacca

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Por fim, mais um italiano para incrementar essa lista: Bottega Bernacca. Uma pontinha no jardins, com poucas mesas e pratos típicos italianos. Aquele lugar perfeito para um jantar romântico!

 Endereço: Rua Padre Joao Manuel, 826 | Cerqueira Cesar – Sao Paulo

PS. Bon voyage!

Sicília – a badalada Panarea

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   Um dos lugares mais bonitos da região da Sicília é a ilha de Panarea no arquipélago eólico. Situada bem em frente a ilha vulcânica Stromboli, o lugar é um refúgio romântico e delicioso durante o verão europeu. Seu cenário é composto por casinhas brancas e azul que muitas vezes lembram a paisagem das ilhas gregas e essa não é a única coincidência: o mar mediterrâneo com águas cristalinas também envolve toda a ilha. Como o único acesso é pelo pequeno porto, Panarea preserva os ares de vila de pescadores dos anos 60 e, por lá, o único meio de transporte são os carros elétricos. Mas é a noite quando o lugar ganha um charme extra, afinal é preciso andar com lanternas porque não existe luz elétrica nas ruas. _DSC7570

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    Algo que me motivou a conhecer a ilha foi a descrição cinematográfica de uma amiga sobre o hotel Raya. Segundo ela, ” um lugar com poucos quartos, rústico, com atendimento super atencioso e lindo de morrer”. Sim, essas foram as palavras dela e não estava mentindo! Assim que chegamos no pequeno porto de Panarea, me encantei com a recepção: havia um motorista do hotel nos aguardando com um carrinho elétrico para acompanhar até a recepção. Fomos recebidos pelo gerente do hotel Sebastiano com um welcome drink (bebida típica a base de limão siciliano) e alguns petiscos. Enquanto degustávamos, ele compartilhou algumas dicas e passou informações valiosas sobre a Sicília! Outro ponto positivo foi que não precisamos preencher nada, pois todo o pagamento e informações já haviam sido acordadas por email e quando chegamos em nosso quarto as malas já estavam em seus devidos lugares como um passe de mágica! 

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    O hotel Raya se espalha em várias camadas e se transforma em um verdadeiro conglomerado na face leste da ilha. Próximo ao porto fica a recepção, o restaurante, a boate, o deck para o mar e o bar. Saindo de lá e andando pelas ruazinhas em direção a montanha tem primeiro uma lojinha com roupas artesanais, um antiquário e dois tipos diferentes de chalés. Na última parte do hotel, estão os quartos da categoria premium localizados bem no alto da montanha com uma vista panorâmica belíssima do mar mediterrâneo.  O restaurante do café da manhã e quatro tipos de piscinas também ficam nessa parte, sendo que uma delas é composta com a água do vulcão que sai a 90°C e é resfriada até 30°C para ser suportável na piscina.

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    O mais fascinante do hotel é que todos os produtos servidos são orgânicos – desde as comidas nos restaurantes ao shampoo dos quartos. Durante a caminhada até o lugar do café da manhã é possível observar várias plantações e hortas que deixam o trajeto ainda mais interessante. Pode até parecer estranho produtos integrais e orgânicos na culinária italiana, mas garanto que a combinação é uma delícia. No primeira refeição do dia, inclusa no valor da diária, tinha uma granola incrível e iogurte, todos feitos no local, além de três tipos de bolos feitos na hora, pães e biscoitos.

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    Em Panarea, a principal atividade é alugar um barco para visitar as ilhas mais próximas. Isso acontece pela ausência de praias ao redor da ilha e, por não ventar bastante, o mar se transforma em uma piscina. Em nosso primeiro dia na ilha, deixamos combinado com o simpático gerente da hotel Raya – Sebastiano um passeio para Stromboli e Salina no dia seguinte! Tudo foi combinado em nossa chegada, sem nenhum pagamento antecipado, apenas definimos o horário. O hotel ficou responsável pela negociação e para nossa surpresa um barco de médio porte, com cinco horas de passeio e almoço para duas pessoas ficou no total 100EUR. 

    Nossos dias em Panarea foram memoráveis e, nesse caso, a hospedagem fez toda a diferença! O hotel tem uma localização perfeita, vistas memoráveis e atendimento cordial. Não vemos a hora de voltar!

PS. Bon Voyage!

 

Sicília – a surpreendente Favignana

    Visitar a Sicília é descobrir uma Itália completamente diferente do convencional. Um lugar que não é genuinamente italiano por conta das referências e influências dos outros povos. Por lá é possível encontrar teatros gregos, vales dos templos, diversas montanhas e o maior vulcão ativo da Europa, tudo envolvido por um aroma de limão siciliano. De fato, toda essa mistura é compreensível, afinal com quase 26 mil km², a Sicília é a maior ilha do Mar Mediterrâneo e a maior região italiana.

    Conhecemos a região em Jun/2015, considerado um período ótimo por conta do começo do verão, mas o melhor mês para eles é Agosto. Já comentei por aqui sobre a nossa experiência na Turquia e, depois de alguns dias por lá, iniciamos a segunda etapa da nossa viagem pelo sul da Itália. Devido ao seu tamanho, visitar a região da Sicília exige tempo. É aquele lugar que não vale a pena reservar menos de 10 dias, principalmente pelos longos deslocamentos. Por conta disso, a ideia inicial era distribuir as oito noites disponíveis somente na costa leste da ilha, lugar que concentra a grande parcela de visitantes: Ilhas eólicas, Siracusa e Taormina (post aqui), no entanto ao deparar com o nome da praia Calla Rosa em um dos primeiros lugares na lista “As melhores praias da Europa” pelo Tripadvisor, a programação mudou. Sim, como uma fascinada por novos lugares e aventuras, não fazia sentido estar tão perto do paraíso e não ir lá conferir com os próprios olhos!

E sobre esse lugar que vamos falar hoje. 

Captura de Tela 2015-07-09 às 10.37.31    Depois de alguns dias em Taormina e Panarea, seguimos para a costa oeste da Sicília. Como a maioria das estradas européias, circular de carro acaba sendo uma tarefa fácil por conta da ótima sinalização e qualidade do asfalto. O trecho Milazzo – Palermo tem um total de 200km e em duas horas chegamos na capital. A ideia era montar a base por lá e explorar as belas praias ao redor, foi exatamente isso que aconteceu: chegamos em nosso hotel pela manhã, fizemos check-in, deixamos a mala e já seguimos para Trapani. A cidade portuária da costa oeste é ainda mais bonita e desenvolvida, com um ótimo centro de atendimento ao turista e muitos restaurantes na orla. Por lá, as empresas Siremar e Ustica Lines dominam o cenário marítimo e oferecem barcos praticamente o dia todo para o arquipélago de Egadi: Favignana, Levanzo e Marettimo. Como havíamos separado apenas um dia para conhecer as ilhas, concentramos as atenções em Favignana, ilha da aclamada Calla Rossa. Assim como fizemos em outros lugares, deixamos para comprar o ticket na hora e o valor para ida/volta foi de 22,00EUR por pessoa. Vale falar que algumas pessoas optam em fazer esse trajeto de ferryboat e aproveitar para ficar com o carro na ilha, é possível encontrar todos os detalhes (aqui)

    A viagem de alíscafo (uma espécie de barco rápido oferecido pela Ustica Airlines) até a pequena ilha dura apenas trinta minutos. Assim que chegamos no pequeno porto, caminhamos cerca de dez minutos até o centro da cidade em busca de informação sobre os melhores meios de transporte para o litoral. Devido ao seu tamanho, o transporte mais popular (leia-se mais barato) é a bicicleta. Por lá, é possível alugar em diversos pontos na cidade e o valor para o dia inteiro não sai mais de 5,00 EUR por pessoa. Muitas pessoas vão para as praias de bike e o trajeto pela costa tem um total de 16km – lembrando que precisa estar com o academia em dia!

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    Como um típico vilarejo italiano, e Favignana não é diferente, o centro é formado por uma igreja central, restaurantes e lojas de souvenirs. A Via Roma concentra as principais agências de turismo com opções de passeios de barco para as praias mais famosas da ilha: Cala Azzurra, Cala Rossa, Lido Burroni (indicado para crianças) e Cala del Bue Marino. A agência Brezza Marina, muito bem avaliada no tripadvisor, oferece diversos passeios pela ilha, incluindo mergulhos nas principais grutas. Recebemos ótimas indicações da empresa e fechamos o nosso tour rápido para as praias com eles. A ideia era conhecer as praias e aproveitar para mergulhar na aclamada Cala Rossa. Desde o primeiro momento, os atendentes foram muito prestativos e explicaram como funcionava o serviço de transfer e, para nossa felicidade, aceitaram começar o passeio depois do nosso almoço! Com isso, caminhamos até o restaurante Camarillo Brillo, que fica bem no centro para experimentar pratos típicos sicilianos. Sempre falo isso por aqui, mas não custa informar de novo: lembre-se em sempre deixar o horário do almoço definido em seu roteiro porque os restaurantes italianos fecham normalmente as 14:30hs e só retornam as 19hs.

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Bar bem localizado no centro da cidade com ótimos drinks e pratos com pequenas porções. 


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    Após o almoço, no horário marcado, o motorista da agência Brezza Marina estava no local aguardando para a primeira parada: Cala Azzurra. Essa praia, diferente das outras, não tem acesso por terra, apenas por mar! Como a ideia era apenas visitar, descemos uma trilha de pedras até o mar (não indico para todas as pessoas) e tiramos algumas fotos. Outra opção é seguir do estacionamento para o mirante, lugar com um super visual!

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    De lá seguimos para a Grotte del Bue Marino. O lugar é uma espécie de cartão postal de Favignana e tem uma das grutas mais famosas do local. No alto verão, em Agosto, algumas empresas organizam festas dentro da Gruta, super animado até altas horas. Para quem é fã de mergulho, esse é o lugar ideal! Mas já aviso que é necessário chegar cedo porque a tarde começa um vento bem forte e pode atrapalhar a programação. Por fim, seguimos para a Cala Rossa! A praia fica do outro lado da ilha e tem um vegetação árida – completamente diferente das demais. A entrada da praia é bem simples, sem trilha, e ao chegar no mar é aquela sensação de “cheguei no paraíso”. Um lugar calma, com uma agua tão azul e muitoo gelada. Sim, algumas pessoas me perguntaram no insta e fique de explicar melhor por aqui. Para os sicilianos, a temperatura ideal do mar é no mêss de Agosto quando fica mais quente e não tem tanto vento, mas tem um porém: é o período de ferias dos europeus e a ilha fica lotada! Mas posso dizer, isso não atrapalhou em nada – certamente uma das praias mais bonitas que tivemos a oportunidade de conhecer.

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    Nosso passeio terminou por volta de umas 18hs e seguimos para uma visita no hotel Cave Biache. O hotel conta com o melhor restaurante da ilha – Nelle Cave, com um visual fantástico. Infelizmente a nossa partida de volta para Trapani estava programada para 20:30hs e não ficamos para o jantar. Realmente indico ficar pelo menos uma noite na ilha para visitar outros pontos no arquipélago de Egadi e desfrutar de mais alguns minutos em Favignana!

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    Momento blogueira de moda para dar dica de uma super loja em Favignana: Stefania. Uma loja incrível que fica dentro do hotel I Pretti Resort, bem em frente ao porto. O lugar conta com uma seleção impecável, digna de loja em Milao, com marcas renomadas como Celine, YSL, Valentino, Chloé, entre outras. A loja também conta com uma unidade em Trapani!

PS. Bon Voyage!

Sicília – a bela Taormina

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    A segunda parada da nossa viagem realizada em Jun/15 foi na bela Sicília, região localizada no Sul da Itália. Após alguns dias na movimentada Istambul, seguimos de avião para Catânia – uma pequena cidade na costa leste com o segundo maior aeroporto da ilha. Como contei nesse post (aqui) chegamos no aeroporto e seguimos direto para Taormina com um transfer já contratado pelo Brasil. A empresa New Travel Services oferece carros para diversos pontos naquela região, inclusive até Milazzo – cidade portuária com saídas diárias para as famosas ilhas eólicas. A pagamento foi realizado via paypal (quantia de 65 EUR – 3pax) rápido e sem nenhuma dor de cabeça. No entanto, sempre gosto de compartilhar uma alternativa de transporte e, nesse caso, uma outra opção para esse trajeto é o ônibus circular com saídas de uma em uma hora na estação do Catania Fontanarossa.

    Ao sair do aeroporto já deparamos com a principal atração daquela parte da ilha: o vulcão Etna. Considerado o mais ativo da Europa, ele é o simbolo da região e o pano de fundo da bela Taormina. A cidade, situada no alto do Monte Tauro, foi a nossa primeira parada na Sicília e foi uma grande surpresa da viagem. Seu ambiente é repleto de influências dos povos gregos, normandos e bizantinos e muitos dizem que é uma das cidades menos italiana de toda a Itália, mas esse ponto eu discordo. O lugar encanta com vielas charmosas, restaurantes com mesas na rua e a badalada Corso Umberto que mais parece uma ruela de Milão com uma ótima seleção de lojas.

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    O mais fascinante de Taormina é seu cenário dividido, no alto estão os hotéis mais tradicionais, próximos do centro e restaurantes. No entanto, é na baía Mazzaró que está a outra parte da cidade. Situada à beira do mar jônico, o lugar conta com boas opções de hotéis e uma variedade de restaurantes. Quem fica nesse ponto da cidade tem o privilégio de observar outro símbolo da região: Isola Bella. A ilha é a principal atração durante o verão por conta do seu litoral com águas quentes e cristalinas. De um modo geral, o local possui uma pequena praia e grande parte do seu ambiente é ocupado pelos lidos (um espécie de lounge com espreguiçadeiras e guarda-sóis que custam uma média de dez euros por pessoa). Mas a grande atração marítima de Taormina são as suas grutas e para conhecê-las é bem simples: na praia é possível encontrar barquinhos que oferecem passeios a  Grotta Azzurra com duração de uma hora e um custo médio de 20 EUR. É só chegar, negociar e fechar o passeio na hora. 

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    Mas nenhum lugar em Taormina é tão bonito quanto o Teatro Grego. A atração, construída pelos gregos no século V A.C, possui uma vista impressionante – de um lado o mar jônico e o do outro o vulcão Etna. Durante o verão, o teatro é palco de diversas apresentações culturais. Normalmente o Taormina Festival começa na primeira semana de Julho e apresenta diversos clássicos da filmografia italiana (mais detalhes aqui). No entanto, visitar esse lugar sem conhecer a sua história é deixar de lado uma grande parte da origem da cidade e para não deixar esse buraco de conhecimento o tour oferecido pela empresa Experience Taormina é altamente indicado. Fizemos esse passeio em nosso segundo dia na cidade e foi uma das melhores experiências da viagem. Além de toda a bagagem cultural do teatro antigo, ainda visitamos pontos como o  Palazzo Corvaja, Odeon – um pequeno teatro romano, a igreja Saint Catherine, Vicolo Stretto – a rua mais estreita de Taormina e a Piazza IX Aprile, local onde é possivel ter uma ótima vista para o Etna e o belo mar jônico. Para nossa felicidade, o passeio não terminou por aí! Co  duração total de quatro horas, no final visitamos um típico bar siciliano para provar um vinho produzido na região. 

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Circulando pela cidade: Taormina é bem pequena e você pode fazer tudo a pé, até porque andar de carro por lá é desperdiçar a paisagem! Na cidade há uma rodoviária onde você pode pegar ônibus para Siracusa, cidade próxima que vale a pena ser visitada; Castelmola, um vilarejo super charmoso que você chega em 15 minutos. Para acessar a parte do litoral da cidade, é indicado pegar o funicular no centro da cidade (custo por trecho: 3,00 EUR)

Dicas de restaurantes: 

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Lido La Pigna: Restaurante localizado na parte baixa de Taormina e ideal para visitar após uma manhã na praia ou grutas. Ótima seleção de peixes, massas e famoso pela pizza!

Ristorante Vicolo Stretto: Restaurante localizado na rua mais estreita de Taormina e com um ambiente bem charmoso. Aberto durante o almoço e jantar e só aceita reservas.

Trattoria Don Ciccio: Típica trattoria italiana localizada no centro de Taormina. Pratos bem servidos com ambiente e atendimento agradável.

Il Barcaiolo: Restaurante localizado na parte baixa de Taormina e com uma ótima seleção de peixes. O lugar é indicado para almoço ou jantar e oferece uma linda vista da praia. 

 Dicas de hotéis:  

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 O hotel escolhido em Taormina foi o Villa Belvedere localizado na parte superior da cidade. O hotel surpreendeu com o atendimento simpático, quartos espaçosos e uma ótima seleção no cafe da manhã. Localizado a apenas 5 minutos a pé do certinho de Taormina, o lugar fica colado no jardim botânico, é aquele lugar que não precisa de carro para nada. O valor da diária também é bem interessante, uma media de 150 EUR para um quarto triplo. 

    No próximo post, continuo com os textos da serie Sicília! Ainda vamos falar sobre a hospedagem em Panarea e ilhas eólicas e sobre o outro lado da ilha: Favignana, San Vito Lo Capo e Castellmare del Golfo!

PS. Bon Voyage!