Marrocos – Introdução da viagem

_DSC7892

    Há anos o Marrocos fazia parte da minha lista de “viagens desejo” por conta da sua diferente cultura, religião e costumes. Sempre que via uma foto do lugar já começava a criar um roteiro na minha cabeça e pesquisar as infinitas possibilidades do local. Bom, depois de tanto ler sobre o destino eu sonhava em tomar um chá de menta na movimentada Jeema El Fna, passar uma noite no deserto, me perder pela Medina de Marrakech e observar, apenas observar como os marroquinos se comportavam, o modo de se vestir, de agir e até mesmo a acolhida de quem chegava de outros países. Depois de apenas seis dias conhecendo Marrakech, com direito a uma excursão passando pelas cidades de Ouarzazate, Ourika e uma noite nas cordilheira Asni, posso dizer que o Marrocos foi para o topo, e agora é classificado como o lugar mais diferente e fascinante que já conheci. Hoje compartilho com vocês como foi a minha chegada:

    Comentei nesse post (aqui) que fomos para o Marrocos a partir de Palermo, capital da Sicília. O voo, operado pela cia aérea Vueling, foi tranquilo e, depois de uma jornada de oito horas (contando o tempo de conexão no aeroporto de Barcelona) chegamos no aeroporto internacional Ménara, em Marrakesh. O desembarque foi rápido, pisamos no aeroporto por volta das 22hs e logo seguimos para a fila de imigração. Nenhum brasileiro precisa de visto para entrar no Marrocos, apenas preencher uma ficha com algumas informações básicas. Mas, olha, vou falar para vocês: parecia uma fila de visto – nunca vi oficiais de imigração tão exigentes e preocupados com mínimos detalhes. Com isso, após algumas horas de atraso encontramos o nosso simpático motorista que nos levaria para a primeira hospedagem da viagem: Riad El Fenn. Como de costume, os Riads concentram-se dentro da Medina (parte antiga da cidade) e foi para lá que seguimos. No curto caminho do aeroporto até o local, já é possível já notamos placas escritas em árabe, mulheres usando burcas, turistas para todos os lados e o trânsito mais caótico que já vi na vida. Sim, naquele momento eu senti que estava no Marrocos e a sensação era ótima, pois tinha superado o que eu esperava. Circular de carro dentro da Medina é parcialmente proibido, portanto nosso motorista nos deixou em um ponto onde encontramos o gerente do Riad. Quem costuma viajar com freqüência, sabe o problema que é chegar muito tarde em um hotel, diria que na maioria das vezes é sinônimo de perrengue! Em um Riad isso pode ser elevado ao quadrado, afinal não existe todo aquele staff de grandes hotéis de rede e o mesmo pode ter vários prédios com “quartos” dentro labiríntica Medina, longe da recepção. E claro que o nosso era um desses, longas caminhadas pela madrugada…Depois de mais algumas horas com sobe e desce de malas, chegamos em nosso quarto. 

_DSC7800 _DSC7799 _DSC7811 _DSC7801

    O Riad El Fenn faz parte do grupo de hotéis Virgin Limits. Com apenas 20 quartos, todos possuem uma varanda para o jardim central e cada quarto possui uma arquitetura/decoração completamente diferente. O prédio principal possui os quartos de categoria superior, recepção e três piscinas. No rooftop, último andar, está o restaurante, com uma vista incrível para a Medina. 

_DSC7817 _DSC7889

    Quando comecei a pesquisar sobre a hospedagem no Marrocos, encontrava muitas dicas para ficar nos Riads pela experiência de viver o dia a dia dentro da Medina. De fato, na parte moderna da cidades os costumes são mais ocidentalizados. Ficamos nos dois lugares e posso dizer que são experiências opostas! O Riad parece uma casa de família que você vai passar o fim de semana. Um lugar que transmite uma paz gigantesca, recebe poucas pessoas e tem um clima mais aconchegante. De fato, não é simples encontrar esse tipo de hospedagem em qualquer lugar. No café da manhã, a mesma sensação! Pratos típicos preparados por poucas pessoas e tudo bem caseiro, leia bem caseiro mesmo sem nenhum toque “americanizado“. O que mais fiquei impressionada no Riad El Fenn foi o atendimento, realmente era uma amigo indicando as melhores coisas para fazer, em busca de bons preços e oportunidades. Conseguimos ver uma Marrakesh mais genuína, no qual não existe tanto segredo ou apreensão com as outras pessoas. De fato, o Riad integra o ambiente e completa a experiência da viagem. 

_DSC7856 _DSC7848 _DSC7828

Dicas básicas

Site de turismo do país – www.visitmorocco.com

Informações turísticas – Quase não vi pontos de informações turísticas. Mas sei da existência das Délégations du Tourisme.  Place Abdelmmoumen Ben Ali, Av Mohamed V, Gueliz – Marrakech. Telefone 212 (0) 524-43-61-31/79. dtmarrakech@menera.ma

Moeda – A moeda local é o Dirham marroquino (DH). Em Junho/2015 1 euro estava valendo 11 dirhams.

Câmbio – Há casa de câmbio no aeroporto, ao redor da praça Jeema El Fna e dentro da Medina. Trocamos em uma casa, em frente ao minarete, indicada pelo guia e aconselho o mesmo. Ande sempre com o passaporte em mãos, para caso seja solicitado.

Fuso horário – 03 horas a menos do horário de Brasília.

DDI – 212 / Código de acesso da cidade – 524

Internet – A internet deixa um pouco a desejar, principalmente nos hotéis dentro da medina, onde a maioria funciona apenas no lobby. Uma vantagem é que a maioria dos restaurantes possui wifii, basta pedir a senha. 

Segurança – Sabe as dicas básicas de segurança durante uma viagem? Use todas no Marrocos. Não ande com objetos de valor, coloque sua câmera em uma mochila, guarde bem o seu dinheiro no quarto do hotel, e se tiver cofre não deixe de usá-lo. Se for sair a noite, redobre a atenção. Outra dica importante é visita a Medina com um guia local, eles são respeitados e os vendedores só abordam quando o guia permite.

Roupas – Vale usar o bom senso, afinal estamos visitando um país de cultura muçulmana. No entanto, por conta do calor, é permitido usar shorts, bermudas e vestidos. Não existe muita regra. 

Gorjetas – Não há regra, mas são frequentes.  Ande com moedas para pagar fotos com serpentes, macacos, artistas, e orientações (em um dos dias um garotinho nos ajudou a encontrar uma agência de passeios e assim que chegamos ele estendeu a mão, solicitando a sua gorjeta). Os marroquinos, em especial as mulheres, não gostam de serem fotografados.

Gastronomia – Na Medina e ao redor de toda a Praça Jeema El Fna há vários restaurantes. Não deixe de experimentar os pratos típicos como: cuscuz marroquino, tajine, haurira (sopa marroquina) cordeiro, entre outros.  

Como sair do aeroporto – Um táxi do aeroporto a Praça Jeema El Fna sai por uma média de 15 euros, há também algumas empresas de transfer logo no desembarque.

Língua oficial – Árabe, a segunda língua é o francês, mas não tivemos roblemas com inglês e espanhol.

Companhia aérea – Ryaniar, Iberia, Tap, KLM, British Airways, Royal Air Maroc e Air France.

Empresa de trem – ONCF

Onde ficar – Ficamos hospedados no Club Med Le Palmeraie, que fica a meia hora da Jeema El Fna, onde tudo acontece em Marrakech. Se você busca movimentação e viver 24h a cidade, fique pela Medina. 

Bancos – Os bancos funcionam de segunda a sexta, das 8h15 às 14h15. Há caixas eletrônicos em alguns lugares, mas indico que leve boa parte do seu dinheiro em euro e troque nas casas de câmbio. A maioria dos lugares que aceitam cartão de crédito, convertem o valor da compra em dirham

Vacinas – Não foi solicitado vacina de febre amarela na imigração, mas recomendo tomar e levar o certificado.

Voltagem – 220 V nas novas instalações e 110 V nas antigas, informe-se sempre na recepção. Lembre-se sempre de levar um carregador universal!

Quando ir – No Inverno (Dezembro a Fevereiro) a noite pode chegar a 4ºC, na Primavera (Março a Maio) e Outono (Setembro a Novembro) a média é de agradáveis 25ºC e no Verão (Junho a Agosto) o calor é grande, e chega bem perto dos 40ºC. Pegamos tempo agradável em Junho quando ainda era começo do verão. 

Gostaram desse resuminho com dicas do destino? Vou fazer de todos os lugares que visito!

PS. Bon Voyage! 

2 comentários

  1. Nicolle em Responder

    Olá! faz um tempo que acompanho teu blog, adoro tuas viagens!
    eu adorei essa última ao marrocos, porque é um sonho de infância.
    gostaria que tu fizesse mais post’s sobre coisas que fizeste e visitou por lá.
    chegaste a passar uma noite no deserto?
    beijos :)

    1. Priscila em Responder

      Olá Nicolle, tudo bem?
      Que bacana, fico muito feliz em saber ;) Sim, vou fazer um post com essas dicas! Infelizmente não passei uma noite no deserto, mas fiz o passeio de um dia e vou contar todos os detalhes no blog.
      Beijos

Deixe um comentário