Organização roteiro Ásia

_DSC0017   Quem me acompanha pelo insta sabe que acabei de voltar de uma viagem de vinte dias pela Ásia. Estava ansiosa para visitar esse lado do mundo, até então inexplorado, e conhecer um pouco da fascinante cultura oriental. No começo do ano, fiz um post (aqui) com os destinos que estavam em primeiro lugar na minha Bucket List (lista de desejos) e foi uma delícia poder conhecer alguns deles! Essa foi a minha primeira vez no continente e, segurando a vontade de fazer 10 países em 20 dias, visitei apenas quatro! Sim, talvez, esse seja um dos maiores desafios encontrados na hora de organizar uma viagem para o continente asiático, afinal por lá é muito fácil encontrar: voos baratos + curto deslocamento – uma equação perfeita para os viajantes mais acelerados! Vou começar a série de posts contando um pouco da minha organização prévia, depois faço o review dos hotéis e, por fim, atrações & restaurantes! 

    Já comentei por aqui que acredito que o destino costuma escolher o viajante, não ao contrário. Mas em tempos de crise prefiro dizer que uma passagem aérea promocional é o fator decisivo para conhecer um novo destino! Brincadeiras à parte, com a cotação alta do dólar e euro, achar uma passagem com um bom preço é um grande desafio. Sempre acompanho as promoções do site Passagens Imperdíveis e quando vi uma promoção para Bangkok, pensei “É essa mesmo”. A cidade é atualmente a mais visitada na Ásia e tem um grande diferencial: custo baixo para o viajante e um aeroporto que é ponto de chegada & partidas das principais cia aéreas da Ásia, ou seja, tem voos para todos os lugares. Essa é uma boa linha de raciocínio para encontrar voos de companhia aérea low cost (mais barata) e reduzir custo no planejamento! O voo que comprei é operado pela Delta e tinha duas escalas: em Nova York (JFK) e Toquio (Narita). E vocês me perguntam, cansativo? Sim, muito! Mas com conexões folgadas deu tempo até para descansar! De um modo geral, todos os voos foram muito tranquilos e o crew da Delta Pacific está de parabéns – simpáticos e extremamente educados! 

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   Depois da passagem, começa o momento de maior indecisão do roteiro: para onde ir? Costumo ter sempre em mente uma regra que aprendi com o oráculo dos viajantes – Ricardo Freire: “Use o método clássico recomendado para arrumar malas: selecione todos os lugares que você gostaria de visitar, e então reduza à metade. Ou a um terço. Na excitação da montagem do roteiro, nossa tendência é empilhar todos os lugares que estejam no caminho (e fazer longos desvios para chegar a outros). No mapa, tudo parece perto. Mas números frios, como quilometragens e durações de vôos, não levam em consideração o tempo que se gasta em arrumar a mala, fechar a conta do hotel, deslocar-se ao aeroporto (e chegar com a antecedência necessária para o check-in), vencer o trânsito dos anéis viários para sair de cada cidade e entrar na próxima (em viagens de carro), encontrar o próximo hotel, fazer o check-in, subir com as malas“. Sim, é importante pensar que vale ficar pelo menos três noites em cada lugar e, se for cidade grande, separe quatro. Pode parecer exagero, mas esse é um método para otimizar o tempo de viagem e claro reduzir custos: menos deslocamentos, taxas de hotel, táxi e por aí vai. 

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ROTEIRO

  O nosso roteiro ficou dividido da seguinte forma: 1 noite em Bangkok, 1 noite no barco em Halong Bay, 2 noites em Hanoi, 3 noites em Hong Kong, 3 noites em Cingapura e 4 noites em Bali! Por fim, ficamos mais uma noite em Bangkok apenas para dormir antes de pegar o voo de volta para o Brasil. Esse é o tipo de viagem que tem vale fazer pelo menos 15 dias para não ficar tão cansativo! Mesmo com a facilidade de voos na Asia, o processo é trabalhoso e dia de deslocamento é sempre perdido. 

VOOS INTERNOS

    Além disso, para definir o roteiro levamos em consideração lugares que gostaríamos de conhecer, próximos entre si, e não afetados pelas monções – fenômeno climático típico do Sudeste Asiático com muito vento e chuvas! Dessa forma, desconsideramos ficar na Tailândia (a melhor época para visitar é entre Novembro e Fevereiro) e optamos por Vietnã, Hong Kong, Cingapura e Bali. Em cada lugar ficamos três noites e o deslocamento foi feito de avião pela cia aérea Jetstar (filha mais nova da gigante Qantas, sabem?) com tempo de voo de no máximo 2h30min. Sempre compro pelo site da Skyscanner e não tem erro. 

VACINAS

    Um ponto importante para a organização do roteiro para a Ásia são as vacinas e vistos. No caso da Tailândia, qualquer brasileiro é obrigado a entrar no país com o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia e a vacina de febre amarela válida. Para adquirir o CIVP é bem simples: fazer um pré-cadastro no site da Anvisa e depois comparecer a um dos centros de atendimento (lista completa aqui) com a seu certificado de vacinação que recebeu no posto de saúde (com a vacina de febre amarela) e RG. O número da identidade será incluso no CIVP (não faça com o número do passaporte por conta da validade). Ao chegar no aeroporto de Bangkok, antes de ir para a fila da imigração, é obrigatório passar pelo health control e preencher um formulário (diferente do que você receberá dentro do avião) com algumas informações básicas. Após isso, é só entregar esse formulário com o CIVP no guichê e receber um carimbo! 

VISTOS

    De todos os países que visitei, apenas o Vietnã solicitava um visto de entrada no país (lembrando que Hong Kong é o único lugar na China que não pede visto, o restante sim). No Vietna, existe duas opções disponíveis para nos brasileiros: a primeira via consulado que fica em Brasilia e a segunda por um site que emite o certificado de Visa on Travel. Pensando no método mais fácil (e rápido) escolhemos a segunda opção e foi ótimo! Para adquirir o pré visto foi bem simples: basta acessar o link (aqui), preencher o formulário disponível, efetuar o pagamento (uma taxa de serviço que é comprado pelo site de 19 USD) e aguardar pelo envio da Carta de Aprovação (Approval letter) para o seu e-mail. Essa carta deverá ser apresentada na chegada ao Vietnã – num balcão identificado como Landing Visa Counter – acompanhada de duas fotos de passaporte (tirei no aeroporto de Bangkok porque esqueci de levar do Brasil). Em seguida, os custos do visto deverão ser pagos. O valor a ser desembolsado na hora, por pessoa, varia de 45 USD a 65 USD, dependendo da entrada – se é única ou se são múltiplas.

MOEDA

   A moeda normalmente é um assunto polêmico para os viajantes! Muitos acreditam que vale a pena trocar o dinheiro já em espécie no Brasil, outros que é melhor gastar no cartão de crédito (o IOF é 0,38% para o dinheiro vivo, 6,38% para todas as outras modalidades) e, por fim, tem quem acredita que o cartão pré-pago é a melhor solução! Todas as opiniões são respeitadas, mas tenho uma fórmula de viajar há algum tempo que costuma dar certo: levo 60% do dinheiro em espécie e 40% fica previsto para eventuais gastos no cartão de crédito. Esse mix funciona para não ficar com tanto dinheiro em mãos e gastar no cartão só se realmente precisar. No meu caso, levei dólares e troquei em casas de câmbio em cada país visitado. No atual momento, o dólar é uma moeda muito forte e aceita em muitos lugares na Ásia. Provavelmente perde um pouco na conversão, mas mesmo assim vale a pena.

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HOTEIS

     Esse é um capitulo a parte da nossa história! Tive a oportunidade de visitar quatro e ficar hospedada em um barco-hotel em Halong Bay, Vietnã. Vou comentar sobre cada nos próximos posts!

E aí, viajantes, gostaram das dicas? 

PS. Bon Voyage!




4 comentários

  1. GÉSSICA em Responder

    Pri, adorei as dicas.
    jÁ QUERO LÊ OS PRÓXIMOS CAPÍTULOS.

    ;)

    1. Priscila em Responder

      Que ótimo!! Já já tem mais :) Beijps

  2. Betina Neves em Responder

    Vou ler tuuuudo pra minha viagem pra ásia no fim do ano! Pri se der dá uma passada lá no blog> http://www.carpemundi.com.br :)

  3. TALITA MOURÃO em Responder

    DICAS PRECIOSAS!!!
    SÓ AUMENTANDO MINHA ANSIEDADE PELOS PRÓXIMOS… CHEGA LOGO SINGAPURA! :)

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