Valle de Uco – o novo hotspot argentino

    Da América do Sul à Nova Zelândia, em quase todos os cantos do mundo há opções interessantes de passeios para os apreciadores de vinho. O entoturismo, como é chamado o turismo dedicado a amantes de vinho, vem ganhando força nos últimos anos por unir duas paixões: apreciação do aroma do vinho + cultura da localidades que produzem esta bebida. Entre os destinos mais procurados pelos brasileiros estão Mendoza, na Argentina, e a região do Valle de Colchagua, no Chile, por conta da proximidade e do custo menor da viagem. No entanto, alguns países na Europa também oferecem ótimas rotas de vinho e os lugares mais visitados são: Champagne, é somente nesta cidade francesa que saem as famosas garrafas de Champagne. Para receber esse nome, a bebida deve ser produzida com uvas cultivadas na região e seguir rigorosas normas de engarrafamento; La Rioja, é a mais famosa e que mais representa o estilo espanhol de fazer vinho. Embora chamada de “Bordeaux Ibérica”, os tintos de Rioja possuem mais a delicadeza da Borgonha que a potência de Bordeaux, e por fim Toscana: as colinas toscanas produzem alguns dos mais famosos vinhos do mundo, como o Brunello di Montalcino. Temperatura adequada e solo propício trabalham juntos para a obtenção de diversos tipos de uva com máxima qualidade.

Hoje vamos comentar sobre uma região próxima do Brasil e que vale a pena visitar:

MENDOZA

Com clima seco e terras de boa qualidade, Mendoza, no meio da Cordilheira dos Andes, produz 70% dos vinhos argentinos e é considerada o novo hotspot do país. Um fato curioso é que até 15 anos atrás o local era um grande campo desértico, no entanto com as mudanças climáticas e a forte influência da Cordilheira dos Andes o local tornou-se mais úmido e essa combinação favoreceu o desenvolvimento da vinicultura. 

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hero-owners MendozaAtualmente o número impressiona: são mais de 1.200 vinícolas em toda a província, porém apenas 130 estão aberta a visitação. O local é dividido em três regiões: Luján de Cuyo (a 20 km da cidade de Mendoza), Valle de Uco (80 km) e Maipú (15 km) – nomes certamente familiares para os apreciadores da bebida, já que aparecem estampados em muitos rótulos. Malbec, a uva mais característica da província, é originária das regiões Luján de Cuyo e Valle de Uco, onde a altitude varia entre 850 e 1.520 metros. Mas não é só de Malbec que é feita a produção de vinhos em Mendoza, que hoje produz com ótima qualidade também Cabernet Sauvignon, Chardonnay, Torrontes, Merlot, Pinot Noir e Semillon.

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Os serviços e programas dedicados aos visitantes das vinícolas são tão diversos quanto à variedade de suas uvas. Com tanta oferta, as produtoras começaram a investir também em novas experiências para o consumidor que vão além da degustação e incluem piquenique nas propriedades, tratamentos de spa e até exposições de arte.

COMO CHEGAR?

Desde de Julho de 2015, a companhia aérea Gol oferece dois voos diretos por semana (aos sábados e quartas) com saída de São Paulo para Mendoza. Os vôos partem às 10h10 e chegam a Mendoza às 14h. Na volta, o avião decola de Mendoza às 16h45 e chega em São Paulo às 20h. Para os outros estados, para chegar por via aérea há basicamente duas opções: de Buenos Aires (Aerolineas Argentinas) ou de Santiago (LAN).

HOTEIS

Graças ao desenvolvimento do vinho na região, surgiram vários empreendimentos eno-gastronômicos e hoje possível encontrar na região de Mendoza vinícolas futuristas com arquitetura arrojada, charmosas Bodegas de Boutique, experimentar vinhos excelentes, provar uma comida maravilhosa, seja em restaurantes sofisticados ou rústicos em meio aos vinhedos, sempre harmonizados com os vinhos do vale, e ainda se quiser, jogar golfe, polo ou pescar. O viajante pode optar em se hospedar em Mendoza e fazer um bate e volta pelas principais vinícolas ou se hospedar em uma e ter uma experiência completa na rota do vinho argentino.

Localizado no Valle do Uco, essa vinícola&Resort é uma das melhores opções de hospedagem em Mendoza. Inaugurado em 2005 por dois amigos espanhóis, o The Vines of Mendoza já vendeu Private Vineyards (vinhedos privados) para mais de 120 donos, de todas as partes do mundo e ainda ganhou o selo de qualidade máxima de hospedagem do Leading Hotels. Além de quartos ultra charmosos, piscinas, spa, o hotel oferece ao hospede várias atividades pelas vinícolas da região. Por fim, é no The Vines que está instalado o mais recente restaurante do famoso chef Francis Mallman: Siete Fuegos, especializado em churrasco argentino (aberto para não hóspede).

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E recomendado ficar pelo menos três noites para fazer os passeios mais básicos e a diária sai em média USD 500,00 por quarto duplo.

Localizado no Valle de Uco, essa propriedade conta com um vinícola e um resort exclusivo. Com as cordilheiras de pano de fundo, o hotel possui piscina ao ar livre, spa e passeios inclusos no valor da diária. Seus quartos são divididos em três categorias e acomodam ate três pessoas. O hotel está localizado próximo as principais vinícolas e a 10km de distancia da Reserva Natural de Manzano.  

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PASSEIOS

Talvez o mais importante nessa viagem seja a logística das visitas às vinícolas. É essencial reservar absolutamente todas as visitas e almoços com antecedência. Para isso, você pode contratar uma empresa local (como a Malbec SymphonyAmpora Wine ToursTasting MendozaTrout and WineAymará etc.) ou optar por contratar um motorista/concierge particular. O indicado é separar ao menos três dias para fazer os principais passeios: um dia para o Vale de Uco (que fica a cerca de 1h30 do centro) e outro para o Vale Central (que fica a 40 minutos do centro), sendo interessante escolher duas bodegas para visitação e uma terceira para um almoço harmonizado. No Vale de Uco, a sugestão é a vinícola Andeluna, Salentein (almoço) e O.Fournier; já no Vale Central: Terrazas de Los Andes,  Chandon (almoço), Bodega Norton. Se sobrar um dia, vá para a região de Maipú onde esta a vinícola Família Zuccardi – uma das principais da Argentina.

Outro passeio que não dá pra deixar de fora da lista é o tour da montanha. Para chegar lá são mais ou menos 2h30 de paisagens áridas, montanhas e neve. Os pontos de interesse ao longo do passeio são o dique Potrerillos, que fornece água potável para a cidade de Mendoza, a Puente del Inca, uma interessante formação natural de componentes biominerais, e o trekking de 45 minutos dentro do parque provincial do Aconcagua. Uma dica que recebemos foi não almoçar nesse passeio, pois os restaurantes da região não são dos melhores. Vale a pena levar um lanche ou até mesmo fazer um piquenique no parque.

PS. Bon Voyage!

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