Cidadão do mundo

Cidadão do mundo – Lissa Lourenço (Parte 2)

    A Lissa é uma verdadeira “food passion”. Essa veneração vem de família, sua mãe é chef de cozinha e todos fascinados pelo mundo gastronômico. Quando seus pais vieram visitá-la, no ano passado, ela propôs uma programação diferenciada. A renomada faculdade Le Cordon Bleu Paris, rede mundial de instituições de ensino, oferece semanalmente cursos curtos de culinária. Esses workshops são ministrados por professores do campus e os ajudantes são alunos em formação. A sala recebe grupos de até 15 pessoas, portanto precisa se programar com antecedência. Ela descreveu um pouco da sua experiência, “ a aula prática não é voltada ao chef de cozinha, qualquer pessoa pode fazer. Todos os ingredientes e equipamentos necessários são fornecidos, incluindo um avental. Na bancada da frente, fica o professor e há um espelho no teto para facilitar a visualização. Lá ele ensina como preparar três pratos: entrada, principal e sobremesa. Para todas as comidas, há um somelier na sala que indica o melhor vinho acompanhante. Todo o curso é ministrado em francês, porém há um interprete na sala traduzindo em inglês. Nós participamos de um curso voltado para harmonização do vinho e comida. A região escolhida foi Borgonha, sul da Franca”. Depois da preparação dos alimentos, há uma degustação dos pratos. Estes programas de descobertas da culinária, são cursos curtos, de algumas horas ou um dia.  Outras aulas disponíveis são, por exemplo: os segredos do maccaron, quiches e tortas salgadas, verrines e sobremesas de chocolate. Os cursos de duas horas custam 90 euros e os de um dia 175 euros, por pessoa.

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    Outra dica legal da Lissa, para quem não quer gastar tanto dinheiro com hospedagem, é o site airbnb.com .Essa plataforma digital proporciona uma interação entre o anfitrião e o hóspede. Pessoas alugam suas próprias casas durante um período em que não estiverem nelas. A ideia central é proporcionar uma hospedagem mais barata, sem a burocracia de um aluguel. Segundo ela, “ é uma comunidade auto regulada, definida por avaliações. E possível criar um perfil e ler todos os reviews da moradia. Morei durante três meses em uma casa própria, em Paris, e foi um experiência fantástica”. Certamente esse site é direcionado para pessoas que pretendem passar um período maior na cidade. Possui um melhor custo beneficio para grupos.

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    Como falei no início deste post, ela é apaixonada por comida e já me deu algumas dicas de Londres, cidade na qual esta morando. “ Fui recentemente no Seven dinner (hamburgueria retro) e amei! Outra indicação do livro “Where the chefs eat” é o Royal China. De acordo com o que disse,  “é o melhor Pato Pequim (crispy) da história e as recomendações do livro nunca decepcionam”.

    E chega ao fim o primeiro post do Cidadão do mundo, e aí gostaram? Lembre-se se você é um cidadão do mundo (ou conhece alguém), me mande um email aqui no contato. Tenho certeza que tais participações farão desta coluna algo muito gratificante para o leitor!

  • Mais informações:

Culinary short courses – Le Cordon Bleu

http://www.lcbparis.com/paris/cuisine-course/en

8 Rue Léon Delhomme
75015 Paris, France

 PS. Bon Voyage!

Cidadão do mundo – Lissa Lourenço

    Lissa

    A primeira cidadã do mundo é uma amiga muito especial. Digamos que ela é a personificação do termo pois, desde quando a conheço, já morou em três países diferentes. Sua primeira experiência foi em Paris aos 19 anos. Passou uma temporada de três meses na cidade para aprender a língua local. No ano de 2013, iniciou um mestrado em Londres e o finalizou em Paris. Agora está de malas prontas para morar em Amsterdã e conhecer uma nova cultura. Convidei-a para compartilhar suas experiências como moradora de Paris e, para nossa alegria, ela topou na hora. Fiquei muito feliz com suas dicas e estou animada para incluí-las na minha próxima viagem a Paris.

    Em Paris, sua residência ficava na zona 11. Uma área etnicamente diversa da cidade que abriga monumentos como a Place de la Bastille e a majestosa Opera house. Longe dessas atrações há um bairro pouco turístico que, segundo ela, “é uma ótima opção para fugir do roteiro básico. Quem for explorar a área vai encontrar uma região com típicos cafés parisienses, bem charmosos e não tão caros como em outros lugares”. Um dos locais mais procurados no bairro é o Septime. O restaurante está entre os melhores do mundo e conseguir uma mesa não é uma tarefa fácil. Suas reservas já estão fechadas para o próximo mês e, para dificultar, não abre aos sábados à noite. Seguindo o estilo de preço fixo, isso quer dizer não tem cardápio, o chefe prepara com louvor o destaque da noite. Outra preciosidade do bairro é o restaurante vietnamita Paris Hanoi. Segunda a Lissa, ” Vale a pena encarar a fila e provar deliciosos pratos da culinária oriental“.

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    Perguntei como eram os seus finais de semana em Paris. Ela disse que costumava eleger uma região para explorar, “ pesquisava antes e ia visitar os museus, parques e as ruas da região”. Adorei a dica que ela deu para hora do almoço,” tenho um livro chamado “where chefs eat” (falei sobre ele no instagram, @ps_bonvoyage – segue lá!) e é fantástico. No livro, os chefs comentam onde costumam comer sem ser em seus próprios restaurantes. Sempre utilizo suas indicações e nunca me decepcionaram”. Outra dica da Lissa é comer um falafel na Rue des Rosiers (métro Saint Paul), distrito de Marais. Segundo ela “São diversos na rua, mas o falafel do L’As du Falafel é especial. É um ótimo programa de domingo, para curar a ressaca do sábado”. Lá perto, fica a Isle St Louis (já dei a dica aqui) e, segundo os parisienses, a ilha possui os melhores sorvetes de Paris. Ela também comentou sobre uma viagem que fez a região da Normandia. ” Mont St Michel, fica a umas 4 horas de carro de Paris e é lindo”. Um lugar com com muita historia e belas paisagens.

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    Um dos eventos que mais gostou de participar na cidade foi o Nuit Blanche (noite branca). É um festival de artes que acontece anualmente e promove diversas manifestações artísticas. Durante a madrugada, é possível visitar galerias de arte, museus e igrejas com uma programação especial. De acordo com o que disse, “É um dos eventos mais bonitos da cidade. Algo que me impressionou muito foi uma projeção de luz na igreja e a fonte toda iluminada que as gotas d’água, de tão finais, formavam uma névoa. São diversos pontos pelos bairros selecionados e uma dica importante que ela me deu foi pegar o mapa para não andar sem rumo. O evento ocorre no mês de Outubro, porém ainda não tem data marcada em 2014.Um verdadeiro culto a arte!

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    Por fim, gostaria de saber o que a motiva morar em outro país. ”O primeiro ponto é a segurança, é uma sensação de liberdade que não temos no Brasil. Além disso, o transporte público funciona, por ex: tenho um aplicativo “London Bus” que informa em quanto tempo o ônibus está chegando. Consigo me programar e sair de casa no horário. Recebo email do metrô quando a linha não vai funcionar, é muito organizado. Porém, sinto falta dos familiares e amigos, não consigo ficar muito próxima das pessoas como no Brasil”.

    E ai, viajantes, o que acharam do primeiro post “cidadão do mundo”?  Na próxima semana, posto as dicas de uma aula pratica na faculdade Le Cordon Bleu que fez com os pais. Um passeio muito legal para quem quer aprender sobre gastronomia!

PS. Bon Voyage! 

Novidades!

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    É com muita alegria que anuncio a todos o lançamento de mais uma categoria aqui no blog – o “cidadão do mundo”. Antes de colocar o primeiro post, gostaria de explicar um pouco mais sobre essa novidade. Quando comecei a sonhar com este espaço, pensei em diversas maneiras de me comunicar com o público. Assim como os demais sites, o objetivo principal é o compartilhamento de experiências. No entanto, me questionava se seriam apenas dicas de viagens, roteiros ou os melhores restaurantes. De fato, tudo isso faz parte do meu mundo off-line, mas não completamente. Minha vontade era explorar um conteúdo mais diversificado e apresentar as diferentes formas de viajar.

    Tenho em mente que as pessoas são motivadas por uma nova causa para realizar a próxima viagem. Muitas querem aproveitar esse tempo para fugir da rotina, outras para conhecer pessoas novas, algumas só querem descansar e outras explorar o máximo da região. Podemos sim ter diferentes motivos para cada viagem, no entanto possuímos um objetivo comum: conhecer novas culturas. Se temos esta finalidade, por que não aprender com pessoas que largaram tudo e foram viver novos aprendizados? É essa a ideia da seção cidadão do mundo, um espaço em que pessoas que moram fora do país compartilhem suas dicas locais. Para nós, viajantes, não há nada mais precioso do que conhecer alguns lugares dos quais apenas um morador pode descobrir.

    Tive a oportunidade de ter esse conhecimento em 2010. Morei durante três meses na cidade de Londres. Saí da minha zona de conforto, larguei meu emprego e fui viver uma nova experiência. Muitas vezes a minha forma de turismo era caminhar sem rumo por uma determinada região e era lá que observava o modo em que as pessoas se comunicavam, novos hábitos e culturas. Absorvi muita coisa e, principalmente, aprendi enxergar o mundo de uma uma forma mais leve.

    A princípio, os cidadãos do mundo serão pessoas que conheço. Mas a minha idéia é que isso ultrapasse fronteiras e que diversas pessoas possam contar suas histórias aqui. Vamos formar uma corrente de dicas especializadas! Por isso, se você é um cidadão do mundo, me mande um email aqui no contato. Tenho certeza que tais participações farão desta coluna algo muito gratificante para o leitor. Amanhã entra o primeiro post com uma amiga que já morou em mais de três países. Estou ansiosa para contar tudo para vocês!

PS. Bon Voyage!

Dicas para um bom voo!

O que é mais cansativo em uma viagem são as intermináveis horas dentro de um avião, certo? Além disso, há o fuso horário, o ar seco, a pressurização e, para voos mais longos, escalas. Por isso, tenho algumas dicas, desde o momento que saio de casa, para que a viagem não seja tão cansativa. São sugestões que fazem a diferença quando chego ao meu destino.

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Kit Sono

Não fico sem o meu kit sono nas viagens. Fui montando-o conforme a necessidade. Sempre que encontro algo interessante, acrescento a novidade na mala de mão. Atualmente ele contém: tapa olho, fone de ouvido, travesseiro inflável e samsonite travel blanket. Para dormir, nada de tomar remédios, opto por chás naturais, tais como: camomila, erva cidreira ou hortelã. Recentemente, comprei um “Tea Voyager” na loja Teavana. No kit, vem um infusor de metal (colocar água quente) e dois pequenos frascos para colocar os chás. Quando entro no avião, peço água quente para aeromoça e já faço o meu chá. Acho super prático e levo em todas as minhas viagens. Não se esqueça: Chá preto atrapalha o sono.

Garrafas de água

Compro algumas já na área de embarque, pois não é permitido ingressar com garrafas d’água. Não costumo beber suco, café ou refrigerantes porque estimulam a desidratação.

Lancheira

Pode parecer hilário, mas não consigo comer comida de avião! Um verdadeiro paradoxo. Por isso, opto em levar minha lancheira abastecida de comidas naturais: frutas, barra de nuts, castanhas e cookies integrais. Quando o voo é mais longo, procuro levar uma salada pronta. Lembrando que é permitido sair do Brasil com alguns alimentos, porém precisa checar a legislação do país de destino para ingressar com os mesmos.

Kit maquiagem

Saio de casa sem maquiagem, apenas com o protetor solar. Durante todo o voo, borrifo água natural no rosto (compra-se na farmácia). Uma dica importante é aplicar um bom hidrante de duas em duas horas para não deixar a pele ressecar. Para os lábios, utilizo o Carmex ou a pomada bepantol (ótima também para ressecamento das mãos e pés, combater olheiras, cutículas e afins). Para os cabelos, faço um coque simples e amarro um lenço durante todo o voo. Isso ajuda a não estimular a produção de oleosidade.

Entretenimento

Antes de qualquer viagem, checo no app Flight Track se o avião possui programação  multimídia. Algumas empresas aéreas encaminham email aos passageiros com a programação dos filmes, ótima iniciativa. Caso não tenha entretenimento, recorro ao Ipad com os meus seriados preferidos (leia-se Breaking Bad– vício) e ao Kindle. Comprei pelo site da amazon americana e mandei entregar no hotel.

Essas são algumas dicas para amenizar o cansaço causado no avião! E vc, viajante, tem alguma rotina? Compartilhe conosco!

 PS. Bon Voyage!