Roteiro Sudeste Asiático – dicas Hong Kong!

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Hong Kong foi o quarto destino que conhecemos durante a nossa viagem pela Ásia e realmente surpreendeu! Na realidade, a cidade caiu de paraquedas (expressão bem atual rs) no roteiro, devido a proximidade entre os outros países visitados, mas sempre foi um lugar que tinha muita curiosidade e vontade de conhecer. Eis o lugar que serve como uma boa porta de entrada para se habituar ao singular mundo orienta! Conhecida como a “Wall Street da Ásia”, é em Hong Kong que o ocidente e o oriente se encontram. Seu cenário é composto por gigantes arranha-céus, prédios modernos, mas em meio a esse novo é possível encontrar templos e casas tipicamente chinesas. Mas não confunda o povo cantonês com chinês, afinal eles não falam a mesma língua (na china a língua oficial é o mandarim), possuem sistemas econômicos opostos e não utilizam a mesma moeda (em HK é utilizado o dólar de Hong Kong, no restante da china é o Yuan!). 

Ex-colônia britânica, apesar de oficialmente ser parte da China, permanece como uma região administrativa especial, o que lhe rende um alto nível de autonomia, tendo sistema legal, moeda, alfândega, direitos de negociação de tratados e leis de imigração próprias. Constituída por 18 distritos que surgiram a partir de 1997, ano em que retornou ao comando chinês, tem muita personalidade e mistura o antigo com o moderno. A milenar cultura chinesa convive harmoniosamente com o visual high tech dos arranha-céus que formam um cartão postal de um dos destinos mais verticais do mundo

Enquanto para entrar na China é necessário ter visto, para entrar em Hong Kong só é necessário apresentar um passaporte atualizado, com validade mínima de 6 meses e folhas disponíveis para o carimbo. Exatamente a mesma regra aplicada para cidadãos brasileiros em países europeus. Outro ponto importante, apesar do “país” ser composto por mais de 200 ilhas, o circuito turístico é dividido basicamente entre duas ilhas (Lantau e Hong Kong Island) e a península Kowloon. 

Ficamos três noites na cidade e abaixo compartilho algumas dicas:

TRANSPORTE

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Fiquei impressionada com o transporte em Hong Kong! Logo dentro do aeroporto você pode pegar o trem expresso até um dos principais pontos da cidade (Tsim Cha Tsu/Kolloow/Hong Kong) sem nenhuma dificuldade. O guichê com informações para o trem Airport Express fica em frente ao portão de desembarque e o trajeto até o centro demora apenas 24 minutos. O ticket é cobrado por trajeto, no caso o single journey  (só ida) custa 100 dólares de Hong Kong (HKD) (cerca de R$ 22) para partidas da Hong Kong Station e HGD 90 (cerca de R$ 20) para partidas da Kowloon Station. O bilhete de ida e volta tem preços um pouco mais em conta. Comprando os tickets on line, também há um pequeno desconto. 

Para quem vai ficar algum tempo em HK acho vale investir no cartão de transporte que eles vendem por lá. O Octupus Card é o passe recarregável de transportes. Pode ser usado nos ônibus, metrô, balsas (ferries), bondes (trams — inclusive para o The Peak) e até em táxis que tenham o leitor a bordo. O Octupus card pode ser comprado dentro da estação de metro, nos postos de atendimento ao cliente. No guichê, o atendente vai informar o preço do cartão: 150 dólares de Hong Kong  (algo em torno de 40 reais). Após a compra, caso precise de mais crédito, é possível recarregar nas maquinistas expludas pela estação com dinheiro em espécie. Lembrando que 50 dólares desse valor é depositado como caução e o restante para transporte. Ao final da viagem, é possível pegar o reembolso do 50 dólares e o que tiver de crédito no posto de atendimento ao cliente. 

Eu me locomovi todos os dias, e para todos os pontos turísticos, basicamente usando o metrô. Achei fácil de entender, de comprar o ticket e bastante cômodo. Exatamente o oposto do que eu achei do ônibus. Não consegui me entender com as linhas e nem tampouco consegui achar um motorista que falasse inglês e pudesse me ajudar. O metrô foi a melhor saída pra mim.

ONDE SE HOSPEDAR?

Eis uma tarefa dificil! Diferente da Tailândia, paraíso dos mochileiros, Hong Kong tem uma hotelaria diversificada e na maioria das vezes cara. Pense em lugares como Londres, Paris e Nova Iorque em que o valor de uma diária é alta e se você encontra algo muito barato pode desconfiar! Em HK o viajante tem duas opções de hospedagem: na área central de Kowloon (Yau Ma Tei e Mong Kok são os ideais) ou na ilha de Hong Kong. Fiquei hospedada no Cordis Hong Kong at Langham Place na região de Mong Kok (em Kowloon). Um hotel novo, com quartos amplos e uma estação de metro no prédio. Ou seja, bem localizado para quem quer se locomover pela cidade, mas acho que se eu voltasse para HK optaria por algum hotel menor em Hong Kong ou na região de Tsim Cha Tsui. Essas regiões contam com vários restaurantes e uma vida noturna mais agitada. Na ilha de Hong Kong, o Mercer Hong Kong é uma boa opcão e foi recém inaugurado!

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RESTAURANTES

Quando comecei a organizar a minha viagem pela Ásia, tinha em mente que o maior desafio seria a comida por conta dos diferentes hábitos alimentares. No entanto, assim que cheguei em Hong Kong, já fui desafiada em uma prova de sobrevivência (risos). Eram onze horas da noite e maioria dos restaurantes estavam fechados, dessa forma o que me restava era pedir algo no serviço de quarto do hotel ou comprar uma comida pronta na estação. Levando em consideração o meu fascínio por comida japonesa, escolhi comprar um combinado por lá mesmo (preço ótimo e a loja era bem bonitinha). Logo na primeira “degustação” percebi que não teria problema algum com as comidas de lá e, passado a fase de testes, era hora de aproveitar para provar tudo que tinha direito! Vejam só alguns restaurantes que conheci:

  • Tokio Joe: 

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O melhor restaurante de comida japonesa da cidade (prêmio concedido por mim mesma)! Fui em meu segundo dia e a vontade era de voltar todos os outros. O restaurante é pequeno e fica em uma das ruas (leia-se ladeiras) de Hong Kong. Por lá, existem alguns rituais: não é servido bebida alguma durante a refeição, apenas um chá com refil eterno! O serviço é casual e o menu bem autêntico. Uma dica é ficar sentado no balcão e apreciar as criações do chef Joe (proprietário do local). Achamos o preço bem justo, comparado a de outros lugares!

 Veja os comentários do Tripadvisor (aqui)

  • One Dim Sum: 
    Esse é um restaurante de comida tipicamente de HK. O Dim Sum é um tipo de comida chinesa que é pedida em porções. Você escolhe o sabor que quer de uma coisa e eles trazem uma porçãozinha daquilo. Comemos nesse e adoramos. Ele, inclusive, foi indicado pela Time Out como o melhor restaurante de Dim Sum de HK. E além de delicioso é ridiculamente barato. Vale a visita.

 Veja os comentários do Tripadvisor (aqui)

  • Tin Lung Heen (Ritz Hotel):  

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Hong Kong é considerada a cidade Luz da Ásia e a noite quando se torna ainda mais bonita! Seu skyline é repleto de arranha-céus e os melhores restaurantes costumam ficar em seus rooftops. Com isso, a dica é jantar no incrível Tin Lung Heen, localizado no 103º andar do Ritz Hotel, especializado na culinária cantonesa (leia-se Dim Sum and Pato Pekin)! Vista linda e super-romântica.

Veja os comentários do Tripadvisor (aqui)

O QUE FAZER?
  • Sky 100

International Commerce Centre ou simplesmente ICC Tower, localizado em Kowloon, é o 4º prédio mais alto do mundo, perdendo apenas para o Burj Dubai, Taipei 101 (em Taiwan) e Shanghai World Financial Center (Xangai, China). O arranha-céu tem 118 andares e no 100º fica o observatório aberto ao público, chamado Sky 100. O lugar é concorrido e vale visitar em horários alternativos – bem cedo ou por volta das 20hs quando acontece o show de luzes. A melhor vista é para a movimentada baia de Victoria Harbour, que fica entre a ilha de Hong Kong e Kowloon.

  • Buda gigante + cable car – Hong Kong

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Mesmo com tanta modernidade na movimentada Hong Kong, o Buda Gigante é considerado um dos principais cartões postais da cidade. Localizado na ilha de Lantau, o lugar conta com um acesso super charmoso: o Ngong Ping 360 Cable Car – um teleférico que percorre mais de seis quilômetros e oferece uma vista surpreendente de toda a baía. Chegando lá o visitante pode escolher pelo ticket convencional (visita ao Buda) ou com refeição incluso. Quem escolhe a segunda opção, desfruta de um almoço incrível preparado por monges dentro do monastério de Po Lin. Imperdível!

  • Nan Lian Garden

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Um jardim de 35 mil metros quadrados que abriga outras atrações como o Chinese Timber Architeture Gallery, galeria com maquetes feitas com madeiras encaixadas que representam as típicas residências chinesas; um jardim de bonsais; um restaurante vegetariano e uma loja de suvenires finos.

  • Flower Market

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Embora comprar seja uma das atracões favoritas dos turistas em Hong Kong, visitar feiras locais é um dos programas favoritos dos locais. A ilha é repleta de bons lugares e os produtos comercializados são bem variados. No entanto, um lugar ganha a atenção pela graciosidade – a rua Flower Market localizada em Mongkok, Kowloon. Falando nisso, a feira noturna mais famosa de Hong Kong é a Temple Street Night Market ocupa vários quarteirões e vende de tudo.

  • Aqua Luna Cruise Symphony of Lights – Hong Kong

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Quer ter uma experiência única em Hong Kong? Assista à famosa Symphony of Lights (show de luzes) de um junk boat – típico barco chinês. O mini cruzeiro, comandado pela empresa Aqua Luna, tem duração de 40 minutos e passa pelos principais pontos da baía de Hong Kong. Você pode optar em curtir o visual relaxando em um dos chaise dentro do barco ou no deck com música e drinks!

  • Disneyworld em Hong Hong

A mais recente franquia da Disneyworld (tem apenas 8 anos) fica em Hong Kong e pertinho da Lantau Island. O parque é uma miniatura da versão americana, mas oferece boas atracões para as crianças. O local é dividido em seis áreas, alem da Main Street, e ainda tem outra área em construção que será lançada em 2016. 

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E ai, viajantes, gostaram das dicas?

PS. Bon Voyage!

Bucketlist 2016

Todo fim do ano começo a escrever a minha lista de desejos para 2016! é uma espécie de tradição (comigo mesma) que marca o começo de Dezembro. Na minha #bucketlist estão os lugares que desejo conhecer, mas também as apostas para o próximo ano! Aqueles lugares que acho q vão bombar e alguns desconhecidos que podem começar a brilhar nos olhos dos viajantes – foi o caso de Zanzibar e Montenegro esse ano! Esse mundo é enorme e fica difícil escolher só dez lugares, mas olha só a minha lista:

  • Butão

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Quando alguém me pergunta sobre um lugar que gostaria de conhecer, minha resposta imediata é Butão! Esse pequeno país, localizado no sul da China, tornou-se referência nas políticas públicas de bem-estar social que levam em conta a felicidade dos cidadãos. Criado pelo rei Jigme Singye Wangchuk, o Índice de Felicidade Interna Bruta (FIB), é um prova concreta que o país espiritualizado esta totalmente preocupado com a alegria de seus moradores e não é toa que é considerado um dos lugares mais felizes do mundo. Por lá, o turista pode mergulhar na cultura budista, visitar templos e participar de diversos rituais!

Quantos dias devo ficar? Sete dias é um bom tempo no Butão. Comece a viagem em Paro e viaje pelos vilarejos de Wangdiphodrang, Punakha, Trongsa and Bumthang. A dica é contratar um guia local para fazer os passeios e transitar pelo país.

Hospedagem? Amankora (resort fantástico da rede Aman para dias de descanso) e Gangtey Palace em Paro (capital).

Quando ir? Vale a pena visitar o país durante todo o ano, exceto nos meses e Julho e Agosto por conta das chuvas. Em Novembro e Dezembro, o céu esta claro por conta do começo do inverno; entre Março e Maio é o começo da Primavera e Setembro e Outubro é marcado pelo cultivo nos campos de arroz. Um alternativa é visitar o país durante os festivais, algo muito presente na cultura asiática. As datas são baseadas no calendário lunar butanês, mas o Punakha’s festival acontece entre Fevereiro/Março; Paro’s entre Março/Abril e Thimphu’s entre Setembro/Outubro.

  • Mianmar

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Outro pequeno país asiatico que sou completamente apaixonada! Rebatisada como Mianmar, a antiga Birmânia, ainda é palco de alguns conflitos internos pela busca da democratização. O país é comandado pela força militar (vive em regime militar há anos), mas começa a abrir as portas para o turismo mundial. Diferente de alguns países asiáticos como Tailândia  Vietnã e Cambodja, é preciso fazer uma lição de casa antes de visitar. Talvez seja o destino mais polêmico da lista, mas a simpatia das pessoas, as paisagens naturais e o passeio de balão em Bagan fazem parte do meu imaginário. 

Quantos dias devo ficar? No mínimo uma semana (sete dias), por conta do acesso a outras cidades e a dificuldade de se locomover no interior do país. Existe alguns roteiros prontos que são facilmente encontrados na internet, mas não pode deixar de visitar Bagan, Mandalay, Inle Lake e Yangon.

Hospedagem? Em Yangon, um sugestão é o The Kandawgyi Palace Hotel, em Inle Lake vale se hospedar no Novotel Inle Lake da rede francesa Accor e Aureum Palace em Bagan.  

Quando ir? Dá para visitar o país o ano todo, mas a temporada “seca” vai de outubro a maio e a “molhada” de maio/junho a outubro. Na temporada “molhada” algumas regiões podem ficar inacessíveis, como algumas praias. Em Bagan, chove muito pouco, mas o sobrevôo de balão, por exemplo, não ocorre de maio a outubro devido aos ventos. Abril e maio são os meses mais quentes.

  • Vale do Douro, Portugal

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Portugal é um daqueles destinos que cai bem durante um giro pela Europa! Combina com viagens para a Espanha, França e até mesmo Alemanha, Itália por conta da sua companhia aérea TAP que oferece diversos voos pelo velho continente. Uma viagem que adoramos fazer foi pelo Algarve, região litorânea com belas praias e um super visual. No entanto, o novo hotspot de Portugal é conhecido como Vale do Douro e fica colado em Porto. Essa região vinícola esta em forte crescimento e não para de aparecer bons hotéis para completar o circuito de charme, um deles é o Six Senses Douro Valley – rede luxuosíssima asiática que acaba de aportar em terras lusitanas. 

Quantos dias devo ficar? Vale separar ao menos quatro dias para fazer a “rota de vinhos” pelas principais vinícolas e depois dar uma esticadinha em Porto. 

Hospedagem? O novo Six Senses Douru Valley  ou Hotel Aquapura Douro Valley

Quando ir? é possível visitar essa região durante todo o ano por conta das temperaturas amenas, no entanto os melhores meses são entre Junho e Setembro. 

  • Rússia

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Assim como aconteceu no Brasil, a moeda Russa (rublo) sofreu um forte desvalorização esse ano e, com isso, fortaleceu o setor de turismo. Viajar para o país nunca esteve tão barato e agora é a hora de aproveitar! A dobradinha Moscou e São Petesburgo é uma ótima pedida para descobrir as maravilhas da cultura russa. E não se esqueçam, o famoso strognoff é um prato típico russo, então vale experimentar. Para terminar o dia – ou começar a noite, nada como um espetáculo no Bolshoi ou um concerto nas várias boas casas da cidade.

Quantos dias devo ficar? Ao menos sete dias, para se dividir entre Moscou e São Petesburgo. Vale fazer a viagem entre as cidades de trem e aproveitar o visual. 

Hospedagem? Em Moscou hospede-se no hotel boutique LOTTE Hotel Moscow

Quando ir? De setembro a dezembro, no outono, as temperaturas não estão tão baixas, as cidades ficam mais tranquilas e as árvores ganham um tom amarelo-avermelhado.

  • Belize

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Famoso pelos locais de mergulho em atóis e recifes no mar do Caribe, Belize é um destino de sonho. Situada na América Central, entre o México e Guatemala, o lugar é um paraíso dos mergulhadores por conta do famoso Blue Hole, mas atrai visitantes por conta das ruínas Maia de Altun Ha ou Lamanai e a relaxante ilha Caye Caulker. 

Quantos dias devo ficar? Pelo menos cinco dias em uma das 200 ilhas da região! O principal aeroporto fica em Belize City.

Hospedagem? Localizado em Ambergris Caye, o resort El Secreto é um dos melhores resorts na região.

Quando ir? A época seca, que começa em dezembro e termina em maio, é considerada o melhor período para visitar Belize. Para falar a verdade, em dezembro ainda chove muito, mas não o suficiente para afastar os visitantes que querem passar o ultimo mês do ano no calor dos trópicos. Por isso, entre 15 de dezembro e 15 de janeiro – e por altura da Páscoa – é quando se encontram os preços mais inflacionados.

  • Maldivas

Todo ano esse destino faz parte da lista de desejos! Afinal, quem não tem um sonho de conhecer esse paraíso. As praias de areias claras e o mar azul e quente formam um cenário único e romântico, tudo o que os turistas buscam no arquipélago das Maldivas. Destino certeiro para quem procura por temperaturas altas e belas paisagens, o país é composto de mais de 1190 ilhas divididas em 26 atóis no Oceano Índico. 

Mas atenção: com terras baixas, em média apenas 2 metros acima do nível do mar, as Maldivas correm o risco de desaparecer em decorrência da elevação dos oceanos causada pelo aquecimento global. Então, aproveite, pois este belíssimo país tem todos os ingredientes para aqueles que querem curtir uma lua de mel perfeita, muito sossego para descansar ou, simplesmente, viver um romance em um lugar dos sonhos. Acho melhor correr com esse destino paradisíaco!

Quantos dias devo ficar? Não existe uma recomendação, entre três e sete noites. O principal aeroporto fica na capital Male. 

Hospedagem? Gili Lankanfushi considerado o melhor hotel do mundo pelo site do Tripadvisor em 2015. Outra opção é o Cheval Blanc Randheli hotel do grupo Louis Vuitton com apenas 43 vilas e muita exclusividade

Quando ir? Durante o ano todo tem sol, no entanto vale ficar atento para a época de monções (com fortes ventos e chuvas) de Maio a Novembro.

  • Patagonia, Chile

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A América do Sul é repleta de lugares fantásticos, no entanto tem um país que chama muita atenção pelo seu turismo organizado e paisagens de tirar o fôlego! Se voce pensou em Chile, acertou. Todo ano visitamos alguma região, esse ano foi o Deserto do Atacama, e no próximo ano o nosso sonho é conhecer a Patagônia chilena. Considerado o mais belo parque nacional chileno, o Torres del Paine atrai milhares de pessoas pela combinação única de uma natureza mais selvagem. 

Quantos dias devo ficar? Vale separar pelo menos quatro dias para fazer os principais passeios dentro do parque. Para chegar até o local não é tão simples: primeiro voo até Santiago, de lá um próximo voo de 4h15min até Punta Arenas (tem uma escala em Puerto Montt, mas não precisa descer do avião), por fim um tem um deslocamento terrestre do aeroporto até o parque de 250km (média de três horas de viagem).

Hospedagem? O fantástico Explora Hotel ou Tierra Patagonia Hotel & Spa, ambos dentro do Parque Torres Del Paine.

Quando ir? De Outubro a Março, época mais seca do ano, e quando as temperaturas estão mais razoáveis. Tenha em mente, porém, que toda a região possui um clima totalmente imprevisível, com rajadas de vento com velocidades superiores a 100 km/h, muito sol e neve, tudo podendo acontecer no mesmo dia.

  • Namibia e Botswana

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E o último destino da lista, na realidade são dois porque não consegui escolher apenas um na Africa, é a  Namibia e Botswana. Desde quando fui para a Tanzânia& Africa do Sul no início do ano, a minha vontade de explorar outros destinos africanos ficou ainda mais aguçada! Botswana também é muito procurado devido ao delta do Okavango, que permite incríveis safáris em barcos a remo. As reservas são muito sofisticadas, caras e muito adequadas para extensões de roteiros na África do Sul, para quem procura complementar a experiência de safári. Também estão em Botswana as reservas de Chobe e parte do Kalahari. Outra vantagem é sua posição geográfica, fronteira com a Námibia e ao lado da Victoria Falls (um dos cartões postais da África)

Quantos dias devo ficar? Esse roteiro pode ser realizado em 10 dias, pensando nos dias de safari separados para cada destino e uma noite para visitar a Vistoria Falls. 

Hospedagem? Para uma experiencia luxuosa no deserto, hospede-se no &Beyond Sossuvlei Desert Lodge outra opção é o Wolwedans, ambos na Namibia. 

Quando ir? A Namibia possui um dos desertos mais secos do mais secos do mundo, portanto vale visitar durante todo o ano. Os melhores meses são entre Abril e Maio por não ser tão quente. Entre Junho e Agosto as pancadas de chuva são mais frequentes e a noite é mais fria. Em Botsawana, as chuvas são mais frequentes entre Dezembro e Março. Assim como a Namibia, os melhores meses para visitar é Abril e Maio.

Gostaram dos destinos? Compartilhe aqui o de voces!

PS. Bon Voyage!

Dubrovnik – Bate e voltas que valem a pena!

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A Croácia foi um dos países que mais gostamos de visitar no ano passado e quem acompanha o Instragram sabe disso! Vire e mexe o tema volta a tona e compartilhamos milhares de fotos desse fantástico destino. Por aqui, já comentamos sobre o nosso roteiro (aqui), dicas de Hvar (aqui) e Dubrovnik (aqui). No entanto, como falar de lá nunca é demais (espero que para vocês também!), hoje vamos comentar sobre os possíveis bate-voltas a partir de Dubrovnik – a pérola do Adriático. 

Quem me acompanha desde o inicio do blog, sabe que esse formato de viagem me agrada muito. Fazer muitas bases (paradas/hospedagem) na viagem muitas vezes fica mais cansativo do que simplesmente ir até o lugar, passar o dia e voltar. Obviamente isso implica em condições favoráveis, como bom meio de transporte + curta distância + cidade pequena fácil de explorar – então já sabem, se o destino reúne esses três pré-requisitos, pode fazer uma day trip! Na Croácia, por ser um país pequeno e com ótimas rodovias, o esquema de bate-volta cai como uma luva! Por exemplo, ao norte, a partir de Zadar (cidade super interessante) vale visitar o lagos de Plitvice – umas principais atracões turísticas do país e que fica apenas 40 minutos de carro da cidade. Já um pouco mais ao centro, outras visitas interessantes é a cidade histórica de Trogir (lugar onde está a Fortaleza de Klis – um dos cenários do seriado Game of Thrones) e o Parque Nacional de Krka que fica a 86 Km de Split. 

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No entanto, é a partir de Dubrovnik que estão algumas das paradas obrigatórias no roteiro da Croácia. Devido a sua ótima localizacao geográfica, fronteira com a Bósnia e Montenegro, o lugar é uma espécie de parque de diversões dos viajantes mais acelerados. Além de todas as ilhas incríveis coladas em Dubrovnik, o viajante ganha um plus em poder conhecer essas maravilhas da natureza! 

Montenegro


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Montenegro é uma das belas heranças da antiga Iugoslávia! Com apenas 8 anos de vida (independente da Sérvia em 2006), o local é bem preservado e possui algumas das cidades medievais mais bonitas da Europa.  Seu cenário poderia servir de inspiração para as filmagens da Terra Média, afinal conta com uma bela cadeia montanhosa, fiordes, caniôns e lagos. No entanto, são as cidades de Kotor, Budva e Sveti Stefan que fazem a fama do local e veja só por que: 
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A cidade de Kotor fica a apenas 92km de Dubrovnik, no entanto o trajeto não é tão simples devido a quantidade de túneis e curvas. Como a ideia é visitar outro país, é importante levar o passaporte (original) na viagem por conta da fiscalização na fronteira. O processo pode ser simples, no entanto caso tenho um policial um pouco mais inspirado – o processo irá demorar alguns minutos para impressão e carimbo no documento. A grande atração do vilarejo é a Baía de Kotor – considerada uma das mais bonitas do mundo, e patrimônio não só cultural e histórico, mas também natural da humanidade pela UNESCO. Mesmo se você optar em visitar a cidade de forma independente (aluguel de carro) ou com alguma empresa turística – vale conhecer à Fortaleza de Kotor. E sabe como? Não é de teleférico nem de bondinho. É subindo a pé mesmo por uma escadaria de pedras de nada mais nada menos do que 1350 degraus. Essa proeza exige bom preparo físico. É para os fortes. Especialmente, no calor do verão. O valor do ingresso para a subida é 3 euros. 

  • Budva 

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A apenas 23km de Kotor esta a segunda parada em Montenegro: Budva. A cidade medieval amuralhada e super bem preservada e o principal balneário durante os meses de verão. Suas praias são parecidas com a da Croácia: aguas cristalinas e pedrinhas ao invés de areia. Seu litoral possui mais de 20km de extensão, no entanto uma boa parada é a Becici – que foi escolhida como uma das praias mais bonitas do Mediterrâneo. 

  • Sveti Stefan 

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Por influência da Croácia, a vizinha badalada que é o principal destino turístico dos Balcãs, Montenegro passou a receber muitos turistas. E assim, a ilha de Sv. Stefan foi escolhida pela luxuosa cadeia Aman para instalar esse hotel super exclusivo num lugar paradisíaco e cheio de história. O hotel ocupa toda a ilha de Sv. Stefan (que tem 12.440 metros quadrados) e teve o cuidado de preservar as casas medievais com sua estrutura externa intacta e instalações super confortáveis no interior dos 50 quartos e das 8 suítes. Seu acesso é feito por um istmo, uma espécie de passarela, que conecta a ilha ao continente. Não há outra maneira de entrar no hotel.  Também há algumas acomodações na cidade, na Vila Milocer, onde fica a praia privativa do hotel. E, que praia! Uma daquelas que não dá vontade de ir embora de jeito nenhum. A água é cristalina, pois o fundo é todo de pedras rosadas. Espetacular!

Gostaram das dicas?

PS. Bon Voyage!

Dicas do Leitor – Dubai

    Uma das colunas mais acessadas aqui no blog é a Dicas do Leitor – espaço reservado para os leitores compartilharem suas dicas de viagem. Hoje, a leitora Talita Mourão, médica que ama viajar, contou tudo sobre a sua última experiência em Dubai! Vejam só as suas dicas:

GOPR3617IMG_4675A cidade do superlativo! Sem dúvidas, a melhor definição para o lugar que faz questão de ter “o maior” ou “o melhor” das coisas como mote para atrair os turistas – que se encantam cada vez mais pelas maravilhas do Oriente. Nesta cidade, tamanho é sim documento! E ela concentra o maior número de guindastes do mundo, indicando que o crescimento por lá não para. Prontos para o maior edifício, o maior shopping, o melhor hotel… e por aí vai?! Além de ser uma cidade planejada para o turismo, sua localização estratégica permite combinações com muitos outros destinos da Ásia, Europa Central ou África.

Vamos às dicas de quem já esteve por lá em duas ocasiões distintas e que considera esta a melhor cidade turística que já visitou!

A primeira pergunta é sempre: como chegar? Do Rio ou de São Paulo, saem voos diretos pela companhia aérea Emirates, que duram cerca de 14 horas. Mas você pode optar por outras, de acordo com o lugar que planeja combinar no roteiro. South África e KLM são algumas opções para quem deseja incluir, por exemplo, África ou Europa como escalas. Para entrar em Dubai é necessário ter visto, que é feito online e geralmente enviado ao seu e-mail cerca de 48 horas depois da solicitação.

Uma preocupação frequente do visitante é com roupas e costumes locais. Cerca de 70% da população de Dubai é composta por estrangeiros e expatriados, sendo grande o número de ocidentais pela cidade. Logo, você não precisa andar coberta dos pés à cabeça e muito menos precisará usar a abaya – vestimenta típica das mulheres emirates – para circular pela cidade. Mas as regras para visitar uma mesquita são seguidas à risca e cabelos, ombros ou pernas à mostra não são permitidos!

Quantos dias ficar e o que fazer? Eu diria: fique no mínimo 5 dias… mas, se puder, fique mais! Há muito o que ver e o que fazer por lá!

  • CITY TOUR: faça logo no início, de preferência com guia em português (nas duas visitas fiz com a guia brasileira Natalia Arreguy e não me arrependi nada! Educada e atenciosa, sempre disposta a ajudar!) Você entenderá um pouco da cultura local, irá a cantinhos interessantes da cidade como o mercado do ouro e o de especiarias, além de conhecer a “Veneza de Dubai” e o Miracle Garden – um jardim encantador bem no meio da cidade.

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  • PARQUE AQUÁTICO – HOTEL ATLANTIS: com ou sem crianças, um day use no hotel – cópia quase fiel do Atlantis Bahamas – proporcionará um dia de tranquilidade, divertido e ainda refrescante, o que não é nada mau frente ao calor que faz na cidade.
  • BURJ KHALIFA: o prédio mais alto do mundo conta com o observatório “At the Top”, localizado no 124o andar, que oferece uma vista de 360 graus da cidade. Uma dica para quem quer ver a cidade do alto com mais tranquilidade é reservar uma mesa no restaurante At.mosphere, localizado no 122o andar do edifício. A vista é a mesma, você economiza a entrada e já garante uma excelente refeição – ainda que o preço seja salgado! Mas acho uma troca válida!

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  • SKI DUBAI: uma estação de esqui dentro de um shopping, o Mall Of Emirates… Do calor escaldante ao frio congelante em alguns minutos!
  • DUBAI MALL: o maior shopping do mundo, com todas as grandes grifes e opções gastronômicas interessantes como o Eataly (Sim! Há uma filial do restaurante por lá!). Há ainda um aquário gigante, o Dubai Aquarium, repleto de peixes, tubarões e arraias, e o Underwater Zoo – que faz parte do aquário – com pinguins fofinhos para alegrar a criançada (ou a criança que existe em nós adultos!). Ao final do dia, a dica é procurar um restaurante na parte de fora do shopping (voltada para o Burj Khalifa), onde poderá assistir ao show das águas dançantes – um espetáculo que ocorre a cada 30minutos, onde as águas “bailam” ao som dos mais diferentes ritmos. Imperdível!
  • BURJ AL ARAB: o icônico hotel em forma de vela, considerado um dos mais luxuosos do mundo, cumpre à risca o que promete: fazer o hóspede se sentir especial! Um mordomo à sua disposição e amenities Hermès são alguns exemplos do luxo que é estar hospedado por lá. Mas não… você não precisa estar hospedado para conhecê-lo! Basta fazer uma reserva em qualquer um de seus restaurantes para ver esta beleza bem de perto! Se puder gastar um pouco mais, contrate o “Culinary Flight”: uma experiência por 6 restaurantes do Burj, que termina no Al Mahara – restaurante famoso por seu aquário gigante.

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  • SAFARI NO DESERTO: uma aventura pelas dunas do deserto, a bordo de um 4×4, que tem início ao final da tarde. Há uma parada estratégica para apreciar o pôr do sol no meio das dunas e depois o passeio segue até uma espécie de acampamento árabe, onde você poderá apreciar a comida local, assistir a espetáculos de dança, fumar a shisha (narguilé) ou até dar uma volta de camelo.

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  • HOSPEDAGEM NO DESERTO: se você dispõe de um pouco mais de tempo, troque o Safari por dois dias hospedados no próprio deserto… Experiência única! Há algumas boas opções de hotéis, mas minha dica é o Al Maha – resort encantador, com tendas árabes sofisticadas e vista de 180 graus do deserto, onde você pode apreciar as gazelas correndo pelas areias ou bebendo água em sua piscina particular. Há passeios como o rali em uma 4×4 para ver o amanhecer ou o “rali” em um camelo para apreciar o pôr do sol (incluídos no preço). Mas o diferencial deste hotel é mesmo a gastronomia – das melhores que já provei! Luxo total… por um precinho nada camarada… Mas vale cada centavo!
  • ABU DHABI: vizinha de Dubai, merece um dia de dedicação exclusiva! Contrate um passeio até lá (individual se não quiser perder nada) e comece o dia pela Grand Mosque, a mesquita branca de Abu Dhabi. Em uma ou duas horas é possível visitar as salas de reza e andar pelos corredores, apreciando o colorido suave de chãos e paredes– algo difícil de ser descrito, de tão belo! Depois de tanta paz… hora de adrenalina! Faça uma visita à Yas Marina, onde poderá apreciar o circuito de Fórmula 1 (atenção amantes de automobilismo: é possível andar em alta velocidade pelo circuito… e você pode estar ao volante!) e depois divirta-se no Ferrari World, parque temático da famosa escuderia italiana, onde você encontra, entre outras atrações, a montanha russa mais veloz do mundo – a arrancada simula a largada de uma F1 e em 3 segundos você alcança 240Km/h. Adrenalina pura!

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Agora que você já está por dentro do que fazer por lá… Só mais uma dica: Divirta-se muito!                          

Com carinho, Talita Mourão

Valle de Uco – o novo hotspot argentino

    Da América do Sul à Nova Zelândia, em quase todos os cantos do mundo há opções interessantes de passeios para os apreciadores de vinho. O entoturismo, como é chamado o turismo dedicado a amantes de vinho, vem ganhando força nos últimos anos por unir duas paixões: apreciação do aroma do vinho + cultura da localidades que produzem esta bebida. Entre os destinos mais procurados pelos brasileiros estão Mendoza, na Argentina, e a região do Valle de Colchagua, no Chile, por conta da proximidade e do custo menor da viagem. No entanto, alguns países na Europa também oferecem ótimas rotas de vinho e os lugares mais visitados são: Champagne, é somente nesta cidade francesa que saem as famosas garrafas de Champagne. Para receber esse nome, a bebida deve ser produzida com uvas cultivadas na região e seguir rigorosas normas de engarrafamento; La Rioja, é a mais famosa e que mais representa o estilo espanhol de fazer vinho. Embora chamada de “Bordeaux Ibérica”, os tintos de Rioja possuem mais a delicadeza da Borgonha que a potência de Bordeaux, e por fim Toscana: as colinas toscanas produzem alguns dos mais famosos vinhos do mundo, como o Brunello di Montalcino. Temperatura adequada e solo propício trabalham juntos para a obtenção de diversos tipos de uva com máxima qualidade.

Hoje vamos comentar sobre uma região próxima do Brasil e que vale a pena visitar:

MENDOZA

Com clima seco e terras de boa qualidade, Mendoza, no meio da Cordilheira dos Andes, produz 70% dos vinhos argentinos e é considerada o novo hotspot do país. Um fato curioso é que até 15 anos atrás o local era um grande campo desértico, no entanto com as mudanças climáticas e a forte influência da Cordilheira dos Andes o local tornou-se mais úmido e essa combinação favoreceu o desenvolvimento da vinicultura. 

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hero-owners MendozaAtualmente o número impressiona: são mais de 1.200 vinícolas em toda a província, porém apenas 130 estão aberta a visitação. O local é dividido em três regiões: Luján de Cuyo (a 20 km da cidade de Mendoza), Valle de Uco (80 km) e Maipú (15 km) – nomes certamente familiares para os apreciadores da bebida, já que aparecem estampados em muitos rótulos. Malbec, a uva mais característica da província, é originária das regiões Luján de Cuyo e Valle de Uco, onde a altitude varia entre 850 e 1.520 metros. Mas não é só de Malbec que é feita a produção de vinhos em Mendoza, que hoje produz com ótima qualidade também Cabernet Sauvignon, Chardonnay, Torrontes, Merlot, Pinot Noir e Semillon.

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Os serviços e programas dedicados aos visitantes das vinícolas são tão diversos quanto à variedade de suas uvas. Com tanta oferta, as produtoras começaram a investir também em novas experiências para o consumidor que vão além da degustação e incluem piquenique nas propriedades, tratamentos de spa e até exposições de arte.

COMO CHEGAR?

Desde de Julho de 2015, a companhia aérea Gol oferece dois voos diretos por semana (aos sábados e quartas) com saída de São Paulo para Mendoza. Os vôos partem às 10h10 e chegam a Mendoza às 14h. Na volta, o avião decola de Mendoza às 16h45 e chega em São Paulo às 20h. Para os outros estados, para chegar por via aérea há basicamente duas opções: de Buenos Aires (Aerolineas Argentinas) ou de Santiago (LAN).

HOTEIS

Graças ao desenvolvimento do vinho na região, surgiram vários empreendimentos eno-gastronômicos e hoje possível encontrar na região de Mendoza vinícolas futuristas com arquitetura arrojada, charmosas Bodegas de Boutique, experimentar vinhos excelentes, provar uma comida maravilhosa, seja em restaurantes sofisticados ou rústicos em meio aos vinhedos, sempre harmonizados com os vinhos do vale, e ainda se quiser, jogar golfe, polo ou pescar. O viajante pode optar em se hospedar em Mendoza e fazer um bate e volta pelas principais vinícolas ou se hospedar em uma e ter uma experiência completa na rota do vinho argentino.

Localizado no Valle do Uco, essa vinícola&Resort é uma das melhores opções de hospedagem em Mendoza. Inaugurado em 2005 por dois amigos espanhóis, o The Vines of Mendoza já vendeu Private Vineyards (vinhedos privados) para mais de 120 donos, de todas as partes do mundo e ainda ganhou o selo de qualidade máxima de hospedagem do Leading Hotels. Além de quartos ultra charmosos, piscinas, spa, o hotel oferece ao hospede várias atividades pelas vinícolas da região. Por fim, é no The Vines que está instalado o mais recente restaurante do famoso chef Francis Mallman: Siete Fuegos, especializado em churrasco argentino (aberto para não hóspede).

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E recomendado ficar pelo menos três noites para fazer os passeios mais básicos e a diária sai em média USD 500,00 por quarto duplo.

Localizado no Valle de Uco, essa propriedade conta com um vinícola e um resort exclusivo. Com as cordilheiras de pano de fundo, o hotel possui piscina ao ar livre, spa e passeios inclusos no valor da diária. Seus quartos são divididos em três categorias e acomodam ate três pessoas. O hotel está localizado próximo as principais vinícolas e a 10km de distancia da Reserva Natural de Manzano.  

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PASSEIOS

Talvez o mais importante nessa viagem seja a logística das visitas às vinícolas. É essencial reservar absolutamente todas as visitas e almoços com antecedência. Para isso, você pode contratar uma empresa local (como a Malbec SymphonyAmpora Wine ToursTasting MendozaTrout and WineAymará etc.) ou optar por contratar um motorista/concierge particular. O indicado é separar ao menos três dias para fazer os principais passeios: um dia para o Vale de Uco (que fica a cerca de 1h30 do centro) e outro para o Vale Central (que fica a 40 minutos do centro), sendo interessante escolher duas bodegas para visitação e uma terceira para um almoço harmonizado. No Vale de Uco, a sugestão é a vinícola Andeluna, Salentein (almoço) e O.Fournier; já no Vale Central: Terrazas de Los Andes,  Chandon (almoço), Bodega Norton. Se sobrar um dia, vá para a região de Maipú onde esta a vinícola Família Zuccardi – uma das principais da Argentina.

Outro passeio que não dá pra deixar de fora da lista é o tour da montanha. Para chegar lá são mais ou menos 2h30 de paisagens áridas, montanhas e neve. Os pontos de interesse ao longo do passeio são o dique Potrerillos, que fornece água potável para a cidade de Mendoza, a Puente del Inca, uma interessante formação natural de componentes biominerais, e o trekking de 45 minutos dentro do parque provincial do Aconcagua. Uma dica que recebemos foi não almoçar nesse passeio, pois os restaurantes da região não são dos melhores. Vale a pena levar um lanche ou até mesmo fazer um piquenique no parque.

PS. Bon Voyage!