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Roteiro Sudeste Asiático – dicas Hong Kong!

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Hong Kong foi o quarto destino que conhecemos durante a nossa viagem pela Ásia e realmente surpreendeu! Na realidade, a cidade caiu de paraquedas (expressão bem atual rs) no roteiro, devido a proximidade entre os outros países visitados, mas sempre foi um lugar que tinha muita curiosidade e vontade de conhecer. Eis o lugar que serve como uma boa porta de entrada para se habituar ao singular mundo orienta! Conhecida como a “Wall Street da Ásia”, é em Hong Kong que o ocidente e o oriente se encontram. Seu cenário é composto por gigantes arranha-céus, prédios modernos, mas em meio a esse novo é possível encontrar templos e casas tipicamente chinesas. Mas não confunda o povo cantonês com chinês, afinal eles não falam a mesma língua (na china a língua oficial é o mandarim), possuem sistemas econômicos opostos e não utilizam a mesma moeda (em HK é utilizado o dólar de Hong Kong, no restante da china é o Yuan!). 

Ex-colônia britânica, apesar de oficialmente ser parte da China, permanece como uma região administrativa especial, o que lhe rende um alto nível de autonomia, tendo sistema legal, moeda, alfândega, direitos de negociação de tratados e leis de imigração próprias. Constituída por 18 distritos que surgiram a partir de 1997, ano em que retornou ao comando chinês, tem muita personalidade e mistura o antigo com o moderno. A milenar cultura chinesa convive harmoniosamente com o visual high tech dos arranha-céus que formam um cartão postal de um dos destinos mais verticais do mundo

Enquanto para entrar na China é necessário ter visto, para entrar em Hong Kong só é necessário apresentar um passaporte atualizado, com validade mínima de 6 meses e folhas disponíveis para o carimbo. Exatamente a mesma regra aplicada para cidadãos brasileiros em países europeus. Outro ponto importante, apesar do “país” ser composto por mais de 200 ilhas, o circuito turístico é dividido basicamente entre duas ilhas (Lantau e Hong Kong Island) e a península Kowloon. 

Ficamos três noites na cidade e abaixo compartilho algumas dicas:

TRANSPORTE

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Fiquei impressionada com o transporte em Hong Kong! Logo dentro do aeroporto você pode pegar o trem expresso até um dos principais pontos da cidade (Tsim Cha Tsu/Kolloow/Hong Kong) sem nenhuma dificuldade. O guichê com informações para o trem Airport Express fica em frente ao portão de desembarque e o trajeto até o centro demora apenas 24 minutos. O ticket é cobrado por trajeto, no caso o single journey  (só ida) custa 100 dólares de Hong Kong (HKD) (cerca de R$ 22) para partidas da Hong Kong Station e HGD 90 (cerca de R$ 20) para partidas da Kowloon Station. O bilhete de ida e volta tem preços um pouco mais em conta. Comprando os tickets on line, também há um pequeno desconto. 

Para quem vai ficar algum tempo em HK acho vale investir no cartão de transporte que eles vendem por lá. O Octupus Card é o passe recarregável de transportes. Pode ser usado nos ônibus, metrô, balsas (ferries), bondes (trams — inclusive para o The Peak) e até em táxis que tenham o leitor a bordo. O Octupus card pode ser comprado dentro da estação de metro, nos postos de atendimento ao cliente. No guichê, o atendente vai informar o preço do cartão: 150 dólares de Hong Kong  (algo em torno de 40 reais). Após a compra, caso precise de mais crédito, é possível recarregar nas maquinistas expludas pela estação com dinheiro em espécie. Lembrando que 50 dólares desse valor é depositado como caução e o restante para transporte. Ao final da viagem, é possível pegar o reembolso do 50 dólares e o que tiver de crédito no posto de atendimento ao cliente. 

Eu me locomovi todos os dias, e para todos os pontos turísticos, basicamente usando o metrô. Achei fácil de entender, de comprar o ticket e bastante cômodo. Exatamente o oposto do que eu achei do ônibus. Não consegui me entender com as linhas e nem tampouco consegui achar um motorista que falasse inglês e pudesse me ajudar. O metrô foi a melhor saída pra mim.

ONDE SE HOSPEDAR?

Eis uma tarefa dificil! Diferente da Tailândia, paraíso dos mochileiros, Hong Kong tem uma hotelaria diversificada e na maioria das vezes cara. Pense em lugares como Londres, Paris e Nova Iorque em que o valor de uma diária é alta e se você encontra algo muito barato pode desconfiar! Em HK o viajante tem duas opções de hospedagem: na área central de Kowloon (Yau Ma Tei e Mong Kok são os ideais) ou na ilha de Hong Kong. Fiquei hospedada no Cordis Hong Kong at Langham Place na região de Mong Kok (em Kowloon). Um hotel novo, com quartos amplos e uma estação de metro no prédio. Ou seja, bem localizado para quem quer se locomover pela cidade, mas acho que se eu voltasse para HK optaria por algum hotel menor em Hong Kong ou na região de Tsim Cha Tsui. Essas regiões contam com vários restaurantes e uma vida noturna mais agitada. Na ilha de Hong Kong, o Mercer Hong Kong é uma boa opcão e foi recém inaugurado!

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RESTAURANTES

Quando comecei a organizar a minha viagem pela Ásia, tinha em mente que o maior desafio seria a comida por conta dos diferentes hábitos alimentares. No entanto, assim que cheguei em Hong Kong, já fui desafiada em uma prova de sobrevivência (risos). Eram onze horas da noite e maioria dos restaurantes estavam fechados, dessa forma o que me restava era pedir algo no serviço de quarto do hotel ou comprar uma comida pronta na estação. Levando em consideração o meu fascínio por comida japonesa, escolhi comprar um combinado por lá mesmo (preço ótimo e a loja era bem bonitinha). Logo na primeira “degustação” percebi que não teria problema algum com as comidas de lá e, passado a fase de testes, era hora de aproveitar para provar tudo que tinha direito! Vejam só alguns restaurantes que conheci:

  • Tokio Joe: 

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O melhor restaurante de comida japonesa da cidade (prêmio concedido por mim mesma)! Fui em meu segundo dia e a vontade era de voltar todos os outros. O restaurante é pequeno e fica em uma das ruas (leia-se ladeiras) de Hong Kong. Por lá, existem alguns rituais: não é servido bebida alguma durante a refeição, apenas um chá com refil eterno! O serviço é casual e o menu bem autêntico. Uma dica é ficar sentado no balcão e apreciar as criações do chef Joe (proprietário do local). Achamos o preço bem justo, comparado a de outros lugares!

 Veja os comentários do Tripadvisor (aqui)

  • One Dim Sum: 
    Esse é um restaurante de comida tipicamente de HK. O Dim Sum é um tipo de comida chinesa que é pedida em porções. Você escolhe o sabor que quer de uma coisa e eles trazem uma porçãozinha daquilo. Comemos nesse e adoramos. Ele, inclusive, foi indicado pela Time Out como o melhor restaurante de Dim Sum de HK. E além de delicioso é ridiculamente barato. Vale a visita.

 Veja os comentários do Tripadvisor (aqui)

  • Tin Lung Heen (Ritz Hotel):  

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Hong Kong é considerada a cidade Luz da Ásia e a noite quando se torna ainda mais bonita! Seu skyline é repleto de arranha-céus e os melhores restaurantes costumam ficar em seus rooftops. Com isso, a dica é jantar no incrível Tin Lung Heen, localizado no 103º andar do Ritz Hotel, especializado na culinária cantonesa (leia-se Dim Sum and Pato Pekin)! Vista linda e super-romântica.

Veja os comentários do Tripadvisor (aqui)

O QUE FAZER?
  • Sky 100

International Commerce Centre ou simplesmente ICC Tower, localizado em Kowloon, é o 4º prédio mais alto do mundo, perdendo apenas para o Burj Dubai, Taipei 101 (em Taiwan) e Shanghai World Financial Center (Xangai, China). O arranha-céu tem 118 andares e no 100º fica o observatório aberto ao público, chamado Sky 100. O lugar é concorrido e vale visitar em horários alternativos – bem cedo ou por volta das 20hs quando acontece o show de luzes. A melhor vista é para a movimentada baia de Victoria Harbour, que fica entre a ilha de Hong Kong e Kowloon.

  • Buda gigante + cable car – Hong Kong

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Mesmo com tanta modernidade na movimentada Hong Kong, o Buda Gigante é considerado um dos principais cartões postais da cidade. Localizado na ilha de Lantau, o lugar conta com um acesso super charmoso: o Ngong Ping 360 Cable Car – um teleférico que percorre mais de seis quilômetros e oferece uma vista surpreendente de toda a baía. Chegando lá o visitante pode escolher pelo ticket convencional (visita ao Buda) ou com refeição incluso. Quem escolhe a segunda opção, desfruta de um almoço incrível preparado por monges dentro do monastério de Po Lin. Imperdível!

  • Nan Lian Garden

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Um jardim de 35 mil metros quadrados que abriga outras atrações como o Chinese Timber Architeture Gallery, galeria com maquetes feitas com madeiras encaixadas que representam as típicas residências chinesas; um jardim de bonsais; um restaurante vegetariano e uma loja de suvenires finos.

  • Flower Market

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Embora comprar seja uma das atracões favoritas dos turistas em Hong Kong, visitar feiras locais é um dos programas favoritos dos locais. A ilha é repleta de bons lugares e os produtos comercializados são bem variados. No entanto, um lugar ganha a atenção pela graciosidade – a rua Flower Market localizada em Mongkok, Kowloon. Falando nisso, a feira noturna mais famosa de Hong Kong é a Temple Street Night Market ocupa vários quarteirões e vende de tudo.

  • Aqua Luna Cruise Symphony of Lights – Hong Kong

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Quer ter uma experiência única em Hong Kong? Assista à famosa Symphony of Lights (show de luzes) de um junk boat – típico barco chinês. O mini cruzeiro, comandado pela empresa Aqua Luna, tem duração de 40 minutos e passa pelos principais pontos da baía de Hong Kong. Você pode optar em curtir o visual relaxando em um dos chaise dentro do barco ou no deck com música e drinks!

  • Disneyworld em Hong Hong

A mais recente franquia da Disneyworld (tem apenas 8 anos) fica em Hong Kong e pertinho da Lantau Island. O parque é uma miniatura da versão americana, mas oferece boas atracões para as crianças. O local é dividido em seis áreas, alem da Main Street, e ainda tem outra área em construção que será lançada em 2016. 

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E ai, viajantes, gostaram das dicas?

PS. Bon Voyage!

Dicas do Leitor – Dubai

    Uma das colunas mais acessadas aqui no blog é a Dicas do Leitor – espaço reservado para os leitores compartilharem suas dicas de viagem. Hoje, a leitora Talita Mourão, médica que ama viajar, contou tudo sobre a sua última experiência em Dubai! Vejam só as suas dicas:

GOPR3617IMG_4675A cidade do superlativo! Sem dúvidas, a melhor definição para o lugar que faz questão de ter “o maior” ou “o melhor” das coisas como mote para atrair os turistas – que se encantam cada vez mais pelas maravilhas do Oriente. Nesta cidade, tamanho é sim documento! E ela concentra o maior número de guindastes do mundo, indicando que o crescimento por lá não para. Prontos para o maior edifício, o maior shopping, o melhor hotel… e por aí vai?! Além de ser uma cidade planejada para o turismo, sua localização estratégica permite combinações com muitos outros destinos da Ásia, Europa Central ou África.

Vamos às dicas de quem já esteve por lá em duas ocasiões distintas e que considera esta a melhor cidade turística que já visitou!

A primeira pergunta é sempre: como chegar? Do Rio ou de São Paulo, saem voos diretos pela companhia aérea Emirates, que duram cerca de 14 horas. Mas você pode optar por outras, de acordo com o lugar que planeja combinar no roteiro. South África e KLM são algumas opções para quem deseja incluir, por exemplo, África ou Europa como escalas. Para entrar em Dubai é necessário ter visto, que é feito online e geralmente enviado ao seu e-mail cerca de 48 horas depois da solicitação.

Uma preocupação frequente do visitante é com roupas e costumes locais. Cerca de 70% da população de Dubai é composta por estrangeiros e expatriados, sendo grande o número de ocidentais pela cidade. Logo, você não precisa andar coberta dos pés à cabeça e muito menos precisará usar a abaya – vestimenta típica das mulheres emirates – para circular pela cidade. Mas as regras para visitar uma mesquita são seguidas à risca e cabelos, ombros ou pernas à mostra não são permitidos!

Quantos dias ficar e o que fazer? Eu diria: fique no mínimo 5 dias… mas, se puder, fique mais! Há muito o que ver e o que fazer por lá!

  • CITY TOUR: faça logo no início, de preferência com guia em português (nas duas visitas fiz com a guia brasileira Natalia Arreguy e não me arrependi nada! Educada e atenciosa, sempre disposta a ajudar!) Você entenderá um pouco da cultura local, irá a cantinhos interessantes da cidade como o mercado do ouro e o de especiarias, além de conhecer a “Veneza de Dubai” e o Miracle Garden – um jardim encantador bem no meio da cidade.

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  • PARQUE AQUÁTICO – HOTEL ATLANTIS: com ou sem crianças, um day use no hotel – cópia quase fiel do Atlantis Bahamas – proporcionará um dia de tranquilidade, divertido e ainda refrescante, o que não é nada mau frente ao calor que faz na cidade.
  • BURJ KHALIFA: o prédio mais alto do mundo conta com o observatório “At the Top”, localizado no 124o andar, que oferece uma vista de 360 graus da cidade. Uma dica para quem quer ver a cidade do alto com mais tranquilidade é reservar uma mesa no restaurante At.mosphere, localizado no 122o andar do edifício. A vista é a mesma, você economiza a entrada e já garante uma excelente refeição – ainda que o preço seja salgado! Mas acho uma troca válida!

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  • SKI DUBAI: uma estação de esqui dentro de um shopping, o Mall Of Emirates… Do calor escaldante ao frio congelante em alguns minutos!
  • DUBAI MALL: o maior shopping do mundo, com todas as grandes grifes e opções gastronômicas interessantes como o Eataly (Sim! Há uma filial do restaurante por lá!). Há ainda um aquário gigante, o Dubai Aquarium, repleto de peixes, tubarões e arraias, e o Underwater Zoo – que faz parte do aquário – com pinguins fofinhos para alegrar a criançada (ou a criança que existe em nós adultos!). Ao final do dia, a dica é procurar um restaurante na parte de fora do shopping (voltada para o Burj Khalifa), onde poderá assistir ao show das águas dançantes – um espetáculo que ocorre a cada 30minutos, onde as águas “bailam” ao som dos mais diferentes ritmos. Imperdível!
  • BURJ AL ARAB: o icônico hotel em forma de vela, considerado um dos mais luxuosos do mundo, cumpre à risca o que promete: fazer o hóspede se sentir especial! Um mordomo à sua disposição e amenities Hermès são alguns exemplos do luxo que é estar hospedado por lá. Mas não… você não precisa estar hospedado para conhecê-lo! Basta fazer uma reserva em qualquer um de seus restaurantes para ver esta beleza bem de perto! Se puder gastar um pouco mais, contrate o “Culinary Flight”: uma experiência por 6 restaurantes do Burj, que termina no Al Mahara – restaurante famoso por seu aquário gigante.

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  • SAFARI NO DESERTO: uma aventura pelas dunas do deserto, a bordo de um 4×4, que tem início ao final da tarde. Há uma parada estratégica para apreciar o pôr do sol no meio das dunas e depois o passeio segue até uma espécie de acampamento árabe, onde você poderá apreciar a comida local, assistir a espetáculos de dança, fumar a shisha (narguilé) ou até dar uma volta de camelo.

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  • HOSPEDAGEM NO DESERTO: se você dispõe de um pouco mais de tempo, troque o Safari por dois dias hospedados no próprio deserto… Experiência única! Há algumas boas opções de hotéis, mas minha dica é o Al Maha – resort encantador, com tendas árabes sofisticadas e vista de 180 graus do deserto, onde você pode apreciar as gazelas correndo pelas areias ou bebendo água em sua piscina particular. Há passeios como o rali em uma 4×4 para ver o amanhecer ou o “rali” em um camelo para apreciar o pôr do sol (incluídos no preço). Mas o diferencial deste hotel é mesmo a gastronomia – das melhores que já provei! Luxo total… por um precinho nada camarada… Mas vale cada centavo!
  • ABU DHABI: vizinha de Dubai, merece um dia de dedicação exclusiva! Contrate um passeio até lá (individual se não quiser perder nada) e comece o dia pela Grand Mosque, a mesquita branca de Abu Dhabi. Em uma ou duas horas é possível visitar as salas de reza e andar pelos corredores, apreciando o colorido suave de chãos e paredes– algo difícil de ser descrito, de tão belo! Depois de tanta paz… hora de adrenalina! Faça uma visita à Yas Marina, onde poderá apreciar o circuito de Fórmula 1 (atenção amantes de automobilismo: é possível andar em alta velocidade pelo circuito… e você pode estar ao volante!) e depois divirta-se no Ferrari World, parque temático da famosa escuderia italiana, onde você encontra, entre outras atrações, a montanha russa mais veloz do mundo – a arrancada simula a largada de uma F1 e em 3 segundos você alcança 240Km/h. Adrenalina pura!

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Agora que você já está por dentro do que fazer por lá… Só mais uma dica: Divirta-se muito!                          

Com carinho, Talita Mourão

Singapura – uma viagem ao futuro!

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    Depois de alguns dias em Hong Kong, chegamos em Singapura – a cidade/estado mais tecnológica da Ásia! O lugar foi a terceira parada do nosso roteiro e assim que pisamos no aeroporto Changi (eleito pela segunda vez consecutiva como o melhor do mundo) entendemos que a nossa experiência por lá seria totalmente diferente! Lembram que comentei sobre o choque cultural em Bangkok e o refúgio natural que foi o Vietnã? Esqueça! Cingapura parece uma cidade que representa a evolução da Ásia – uma viagem ao futuro onde tudo funciona, é milimetricamente projetado e organizado!

    No entanto, se engana quem pensa que a cidade foi sempre assim! Quando contei para a minha avó Luiza (aka coluna da vovó) que iria conhecer Singapura, ela me disse “Nossa! você não imagina como aquela cidade parecia um mangue“. Sim, essas foram as palavras dela e ainda teve mais – disse que o lugar era muito sujo, repleto de encantadores de cobra e um rio MUITO fedido. Passado 45 anos, a cidade está irreconhecível! Lá na década de 70, Singapura iniciou sua política de planejamento urbano, tornou-se independente dos malaios e mudou. O local que o mapa antigo indicava como sendo a Bacia Telok Ayer foi inundado pelo rio Singapura, dando origem à Marina Bay, e essas não foram as únicas mudanças! O rio Singapura (aquele mal cheiroso) foi despoluído e recebeu um investimento milionário para virar uma atração turística! 

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    Uma curiosidade de Singapura, que comprova a sua obsessão por organização, são as multas para pessoas físicas! Isso mesmo, por lá é proibido: fumar, comer, beber, andar com animais, mascar chiclete e portar líquidos inflamáveis, em transportes e alguns lugares públicos marcados, sob pena de multa que variam de R$ 650,00 a R$ 6.500,00. Se você pensa que as leis só são aplicadas aos moradores, esqueça! Os turistas precisamos ficar bem atentos as regras, afinal são aplicadas a qualquer pessoa. Tenho até um depoimento trágico/cômico do meu primeiro dia em Singapura – “estava aguardando o metro quando tive a brilhante ideia de abrir uma garrada d’agua! Eis que em um passe de mágica aparece um morador dizendo que beber água naquele local era proibido e que seria multada por algum oficial a paisana caso me encontrasse” Por sorte, guardei a água a tempo, mas vocês já imaginam qual seria o final da história!

    Muitos dizem que Singapura é uma cidade sem alma, afinal foi colonizada pelos britânicos, dominada pelos malaios e atualmente especula-se que três em cada cinco habitantes são estrangeiros! Ao meu ver, a cidade consegue englobar tudo aquilo que tem de melhor na Ásia e é uma ótima parada antes de desvendar esse mundo oriental! Por lá, é possível encontrar um bairro dedicado aos chinêses – Chinatown, aos árabes – Arab Quarter e aos indianos – Little India. Nesses lugares as religiões, raças e línguas convivem harmoniosamente – ditando a homogeneidade da cidade.  

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Programe a sua viagem: tudo o que você precisa saber antes de ir a Singapura!     

COMO CHEGAR?

Singapura é um dos maiores hubs de aviação do sudeste asiático. Há voos partindo e chegando da Ásia, da Europa e até da Oceania. As principais companhias aéreas do mundo: British Airways, Emirates, Qatar Airways, Luthtansa, entre outras, voam para lá com escala na Europa ou Dubai. Com saída do Brasil (São Paulo), a estatal Singapore Airlines é a principal companhia aérea do país e faz três voos semanais sem escalas.

VISTOS E VACINAS:

Para permanecer até 30 dias em Singapura não é necessário visto. Contudo, exige-se passaporte com validade mínima de 6 meses e vacina de febre amarela. Lembrando que é de extrema importância levar em sua viagem para a Asia uma carteira de vacina internacional – Veja mais detalhes de como fazer nesse post AQUI

MOEDA

A moeda utilizada em Cingapura é o Dólar de Singapura (SGD). Existem várias casas de cambio espalhadas pela cidade e é bem fácil trocar dólar americano e euro. Para ter uma ideia da cotação, no mês de setembro/2015, a cotação do Real estava, em média, 0,37 Dólares de Singapura. Já 1 Dolár americano valia 1,41 Dólares de Singapura. 

Vale lembrar que Singapura é uma das cidades mais caras do mundo, portanto não se assuste com os preços elevados dos produtos! 

COMO SE LOCOMOVER?

Como Singapura é uma cidade muito organizada, a locomoção é fácil e o transporte é eficiente e rápido. Metrô, táxi, ônibus ou trens: fica a sua escolha. O metrô é excelente, possui cinco linhas e mais de 80 estações. Nós utilizamos o metro todo dia e foi uma ótima alternativa de transporte. O Singapore Mass Rapid Transit (conhecido também pela sua abreviatura MRT) oferece duas opções de bilhetes: individuais ou o EZ link, um cartão em que são depositados créditos em dólares de Cingapura e que permite pagar com comodidade suas viagens. Em todas as estações é possível comprar o bilhete em máquinas ou na cabine com um funcionário do local.  O preço da viagem depende da distância percorrida e  na página Fares do website oficial do metrô é possível calcular o valor de uma viagem entre duas estações da rede de forma antecipada. Um outro meio de transporte são os táxis! é possível encontrar diversos na rua, mas só é possível pegar no pontos e lugares marcados. Em geral, as corridas ficam menos de SGD 10 (pouco menos de R$ 20). 

Se optar pelo transporte público, considere comprar o Singapore Tourist Pass, um passe que dá direito à utilização ilimitada de ônibus e trens por um, dois ou três dias. O custo é de SGD 8, 16 e 24, de acordo com a quantidade de dias. Há um custo adicional de SGD 10, reembolsável após a devolução do cartão.

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Vou dividir os posts de Singagura porque tem muitas informações! Ja ja compartilho sobre as opcões de hospedagem, restaurantes e passeios!

PS. Bon Voyage!

Roteiro Sudeste Asiático – dicas do Vietnã

    Depois de um dia corrido por Bangkok (para ler clique aqui) seguimos para a primeira parada (oficial) do nosso roteiro pela Ásia: Vietnã. Para chegar até la, pegamos um voo no primeiro horário, as 06:45hs, da cia aérea Jetsar no aeroporto Suvarnabhumi (bangkok) e em apenas 1h50min chegamos no moderno e recém reformado aeroporto internacional de Hanói. O desembarque foi muito rápido e de lá corremos para o guichê Visa On Arrival para entregar a carta de pré solicitação do visto e pegar o carimbo no passaporte (expliquei como fiz nesse post aqui). 

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Visa on arrival - esse procedimento é muito convencional quando os turistas chegam ao Vietnã pelo aeroporto, no entanto quem pretende fazer o trajeto terrestre ou de barco, é  recomendado solicitar o visto pela embaixada em Brasília.

    O Vietnã era um dos destinos que estava mais curiosa para conhecer, afinal não sabia muito bem o que iria encontrar chegando lá. Costumo dizer que o primeiro choque da Ásia foi na Tailândia, um encontro com um continente até então nunca visitado, com diferentes culturas e costumes! Mas como seria visitar um país que sofreu tanto com a guerra, foi totalmente reconstruído e que estava celebrando (esse ano) seu 70º aniversário de independência. Posso dizer que foi incrível e um dos destinos mais surpreendentes da viagem!

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_DSC8917    Para quem não sabe, o país é repleto de boas atrações e definir o roteiro não é uma tarefa tão simples! Quando comecei a pesquisar sobre o local fiquei impressionada com tantos lugares e que certamente 5 dias seria muito corrido para lá. Para vocês terem uma ideia: ao norte do país está a capital Hanoi e uma das sete maravilhas da natureza: Halong Bay

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    Um pouco mais ao centro está uma das preciosidades do Vietnã: Hoi An – cidade declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco que por muitos séculos foi um importante porto comercial da Ásia. O que mais chama a atenção são as suas casinhas baixas, pintadas em tons amarelos, conservadas com muito cuidado nos dias de hoje. É nesse lugar que o estereótipo vietnamita realmente ganha vida! É comum ver pessoas caminhando calmamente com seus Nón Lá (chapéu de folhas em formato de cone) e segurando o Yoke (dois cestos presos a um pedaço de madeira, equilibrados sobre os ombros) que são utilizados em zonas rurais. O mercado junto ao porto é um importante ponto para quem gosta de fotografia! O cenário é formado por tradicionais barcos de madeira e os vendedores sentados no chão com a comida dentro de cestos. Não faltam as “casas-museu”, moradias que permitem ao turista entrar e vislumbrar a arquitetura tradicional vietnamita. Além da beleza, a cidade atrai pelos variados spas que se espalham pelas ruas, prontos para garantir bons minutos de relaxamento ao visitante. Um destaque é o Palmarosa Spa situado bem no centro e oferece tratamentos com duração de 40 minutos por R$ 50,00. Uma dica é fazer a viagem coincidir com o dia 14 de qualquer mês quando se celebra o festival da Lua Cheia (Full Moon Festival). Todos os estabelecimentos da cidade antiga têm suas luzes apagada e as lanternas coloridas iluminam toda a região. 

    A porta de entrada do sul do Vietnã é Ho Chi Minh, considerada a maior cidade do Vietnã com mais de 6 milhões de habitantes e surpreendentemente moderna. Até o ano de 1975 era chamada de Saigon, mas depois da guerra foi rebatizada em homenagem a um grande revolucionário comunista. Por fim, Nha Trang, é a praia mais bonita e o lugar ideal para quem que finalizar o roteiro do Vietnã com passeios de barco e esportes radicais como o parasailing. É lá que está localizado um dos hotéis mais luxuoso e cinematográfico do país: Six Senses na praia de Ninh Van Bay. 

VIETNÃ

Fuso Horário: Hanói, a capital, tem 10 horas a mais em relação ao horário de Brasília.

Clima: Entre novembro e março, o norte é relativamente frio (média de 17 ºC), enquanto o sul é seco e quente (em torno de 25 ºC). De abril a novembro, as monções trazem chuva e umidade. Abril, maio e outubro são os melhores meses para conhecer o norte. O período de novembroa março é o ideal para conhecer o sul.

Moeda: A moeda utilizada no Vietnã é o DONG vietnamita (VND). Em Setembro/15 a cotação estava R$ 1,00 equivale a 5.976,00 VDN. E possível trocar a moeda em casa de cambio dentro do aeroporto internacional de Hanoi. O dólar é aceito na maioria dos lugares turísticos, mas é sempre recomendado ter um pouco de moeda em espécie!

Algo surpreendente no Vietnã é o preço do hotéis, atrações e restaurantes. Para ter uma ideia, com VND 630.000 (dongs) por dia, o equivalente a 30 USD, é possível aproveitar muito da cidade, comer bem pagando de 5 a 10 USD (por refeição) e visitar monumentos e museus desembolsando menos de 2 USD. Lembrando que o idioma oficial é o vietnamita, porém o inglês é uma língua bastante difundida na área turística. 

No próximo post, tem todos os detalhes da nossa viagem pelo Halong Bay!

PS. Bon Voyage!

Roteiro Sudeste Asiático – dicas de Bangkok

_DSC8829 _DSC8834 _DSC8840 _DSC8848 _DSC8869    Bangkok é a cidade mais visitada da Ásia e foi a nossa primeira parada no continente! Comentei (aqui) que a Tailândia foi o nosso ponto de chegada e partida, mas por conta das monções optamos em explorar o destino durante uma próxima viagem. No entanto, ficamos dois dias inteiros na capital e colhemos dicas de amigos (e sites) para fazer o máximo de atividades em pouquíssimo tempo! Quem vai para lá não precisa seguir um roteiro tão frenético (afinal a cidade já tem um ritmo bem acelerado) mas não pode deixar de visitar as atrações abaixo:

    O mais fascinante de Bangkok são os seus templos budistas e rituais religiosos. A cidade não é propriamente “linda” e tem cenários maravilhosos, mas os seus monumentos sagrados são um capitulo à parte. Esses lugares são considerados um “oásis sagrado” em meio a atmosfera vibrante e trânsito caótico da cidade. Sim, vá preparado para enfrentar alguns engarrafamentos, pois é enorme a quantidade de carros nas ruas, sem falar nos tuk-tuks – triciclos motorizados com cabine para dois ou mais passageiros. Por outro lado, maravilhe-se com o moderno sistema BTS Skytrain, meio de transporte público que é quase uma atração turística local, além de eficiente e muito barato! Esse trem suspenso atende a maior parte do centro da cidade. São duas linhas que se conectam na Siam Square e cruzam Bangkok de norte a sul, além de conectar com o sistema de barcos na estação Sathorn Pier.

De fato, a principal atração turística em Bangkok merece uma atenção especial! A vantagem que todos ficam próximos entre si e ao lado do rio Chao Phraya, principal artéria da cidade. Por ele chega-se até Ayutthaya, capital do antigo Reino de Sião, hoje tombada como patrimônio mundial, que concentra ruínas de palácios reais, templos e estátuas do período entre 1350 e 1767. Mas falando sobre os templos, um roteiro bacana pela cidade começa no Grand Palace, um complexo com 100 edifícios do século 18 que ocupam uma área significativa no centro de Bangkok. O palácio principal, que dá nome ao conjunto, foi construído para ser residência do rei e rainha, mas hoje no local acontece alguns eventos da família real. Como a maioria dos templos budistas, não é permitido entrar com roupas curtas ou braços de fora, portanto vá coberto! Mas se o calor estiver de matar (temperatura recorrente) é possível “alugar” uma camisa e sari na entrada dos templos, sem cobrança nenhuma adicional – apenas o pagamento de uma valor simbólico e devolvido após a devolução das roupas. 

    Ao lado do complexo, a apenas 900 metros de caminhada, esta outro templo que merece atenção: Wat Pho. Datado do século 16, é o mais antigo da cidade e abriga um descomunal Buda de ouro e madrepérola inclinado, com 46 metros de comprimento e 15 metros de altura. Neste templo, aproveite para relaxar na Escola de Massagem. Por fim, inclua no roteiro religioso o templo de Wat Arun, que tem uma torre de 80 metros de altura decorada por mosaicos com porcelana chinesa. O templo fica às margens do rio Chao Phraya River e para chegar lá basta atravessar de ferry. Vale deixar esse templo para o fim do dia e aproveitar o visual do por do sol.

    Uma das atrações mais típicas de Bangkok são os mercados flutuantes localizados nos arredores da cidade. A aproximadamente 100 quilômetros do centro, o de Damnoen Saduak é fácil de chegar de ônibus. De volta à terra firme da capital, conheça o enorme mercado Chatuchak, que, nos finais de semana, reúne 15 mil bancas de esculturas, porcelanas, suvenires e artesanatos – tudo sempre “pechinchável”.

RESTAURANTES

Nesse post aqui comentamos sobre os clássicos restaurantes de Bangkok! São os que estão localizados no topo dos hotéis e oferecem uma vista noturna incrível. Abaixo mais algumas opções para incluir no roteiro:

Restaurante especializado em culinária tailandesa, o lugar oferece os clássicos e pratos típicos memoráveis. 

Ambiente lindo, despretensioso e especializado na culinária italiana! Sim, essa é para quem quer dar uma pausa na culinária asiática.

Restaurante localizado dentro de um hotel boutique e que oferece uma visita incrível para o templo Wat Arun. Esse lugar precisa de reserva e vale pedir para sentar na varanda!

Especializado em comida tailandesa. Ambiente simples e pratos bem servidos.

Essa é para quem ama comida japonesa! Restaurante com pratos criativos e ótima qualidade dos peixes.

Um toque francês em Bangkok! Bistro com pratos típicos franceses, lindos e saborosos.

Atualmente o restaurante mais badalado de Bangkok! Atualmente considerado o 13º melhor restaurante da Asia, o lugar oferece um menu degustação com pratos criativos e bem elaborados. Vale reservar com bastante tempo de antecedência! 

VOOS INTERNOS

    A aeroporto Bangkok Suvarnabhumi é ponto de partida para todos os voos internos na Tailândia e para quem quer completar o roteiro com Camboja, Laos e Vietnã. A cia aérea principal do país é a Thai e oferece ótimos voos em aviões novos e tripulação atenciosa. Compramos as nossas passagens pelo site do skyscanner e uma dica antes de embarcar é sempre fazer o check-in online! facilita muito no dia da viagem.

HOTEIS

A cidade de Bangkok é muito bem servida de hotéis com ótima qualidade e preços relativamente mais baixos que outros lugares na Asia. Por lá, é possível encontrar hotéis de bandeiras internacionais e hotéis boutiques com ambiente simples e confortável. Veja só algumas opções:

Situado bem no centro da cidade, esse hotel oferece estatura moderna, wifii em todos os quartos e shuttle para a estação de trem suspensa mais próxima: Chidlom BTS Skytrain Station. Um diferencial é o café da manha incluso na tarifa servido no restaurante Café Claire. 

Com instalações modernas e serviço diferenciado, o hotel da rede Sofitel é uma ótima opção em Bangkok. Localizado no centro da cidade, tem fácil acesso as principais atracões e transporte publico. Para ter uma ideia, o valor da diária nos meses mais movimentados (Nov a Março) é de R$ 450, 00 o quarto para o casal!

E aí, viajantes, gostaram das dicas de Bangkok? 

PS. Bon Voyage!