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Onde comer em Whistler?

“Costumo não tratar comida como alimento, mas sim como cultura”. Li essa frase no guia de restaurantes lançado recentemente  “Boni & Amaral – Guia dos Guiase me identifiquei muito com a observação. Conhecer novos restaurantes é uma forma de agregar valor cultural a uma viagem. Prática cada vez mais comum, os estabelecimentos estão interessados em promover uma sensação única ao seu cliente. Muitas vezes, essa percepção está atrelada à história do local, à música-ambiente ou a um cardápio reinventado por um novo chef. Seguindo esse conceito, nascem algumas companhias que preparam ações inovadoras, em parcerias com os restaurantes e trazem ao cliente uma impressão totalmente fora do cotidiano. Em Whistler, a empresa Canadian Wilderness Adventures une snowmobile e Fondue em uma experiência inusitada. O jantar é oferecido pelo restaurante Crystal Hut no topo da montanha Blackcomb e para chegar ao local, o meio de transporte é o snowmobile. Ao chegar ao restaurante, há uma degustação de fondue de queijo, regado com taças de vinhos escolhidos pelo somelie da casa e, para finalizar, é servida uma torta de maça, de sobremesa.

Seguindo a premissa de sensações únicas, porém sem o toque de aventura, a Vila de Whistler possui diversas opções de restaurantes. No Hotel Fairmont, um dos mais tradicionais do local, o chalé aconchegante – The Chalet oferece um menu de Fondue na temporada de inverno. O lugar só aceita os clientes com reserva e, certamente, será uma experiência memorável, principalmente para o seu paladar.  Outra opção dentro do complexo é o Portobello Market & Fresh Bakery. O local é ponto de partida das famílias esportistas e uma ótima opção para um café da manhã reforçado. Com atmosfera de mercado, ainda há uma padaria artesanal e cafeteria. Não deixe de provar o verdadeiro Hot Chocolate, feito com chocolate belga.

Restaurantes WhistlerNo coração da vila, fica o aclamado restaurante Araxi. Parte do Top Table Restaurant Group, a marca é muito reconhecida, assim como outros quatro premiados restaurantes de Vancouver. O local coleciona admiradores por oferecer menus sazonais aos seus clientes. O conceito se baseia na escolha de um ingrediente em destaque – desde os mais frescos frutos do mar vindos do Oceano Pacífico a carnes de fazendas locais. Concorrendo com o posto de melhor restaurante de Whistler, o Alta Bistro possui um clima intimista e recepção calorosa. Seu menu é restrito e a carta de vinhos bastante variada. Como restaurante que preza excelência, o valor cobrado é compatível à categoria em que se encontra. Para a sobremesa, não deixe de conhecer os sorvetes da loja Cows. No primeiro momento, você encontrará uma loja com diversos produtos com tema “vacas”. Mas o carro chefe são os deliciosos sorvetes! Ótima forma de encerrar o dia e encarar o próximo com muito esqui. E você, viajante, já foi para Whistler? Compartilhe seus restaurantes favoritos!

PS. Bon Voyage!

Mala de inverno – Novidades

    Uma mala de viagem para a neve requer muito cuidado e paciência. Alguns produtos são fundamentais para encarar o frio e outros, muitas vezes, só atrapalham. Neste ano, as temperaturas na América do Norte bateram recordes mínimos. Se você estiver programando ir para lá, se prepare para o frio intenso. Em minha viagem ao Canadá, no último dia, houve nevasca em Toronto chegando aos -40°C. Mas o objetivo desse post não é intimidar o viajante do frio e sim, alertar! Nós gostamos de uma aventura e, encarar temperaturas negativas, rendem muitas histórias para contar. Os itens abaixo me ajudaram muito no dia a dia da minha viagem e espero que possa ajudar vocês.

Kit Sobrevivência

  • Roupas Térmicas: Comprei o conjunto pelo site da Decathlon. A entrega foi rápida e a qualidade das peças acima do esperado. Minha ideia inicial era usar a roupa apenas para esquiar, porém tudo mudou quando a temperatura de Vancouver não passava do zero grau. o ideal é comprar dois conjuntos para usar todos os dias.
  • Hand Warmes: A marca americana Grabber comercializa diversos produtos para aquecer no inverno. Seu portfólio é bem variado: aquecedores de mão, pé, dedão do pé, corpo e outros. Nessa viagem, usei as luvas aquecidas e me ajudaram muito. Para utilizar, basta deixar alguns minutos dentro da luva ou bolso e depois o local ficará aquecido. Eles não indicam o contato direto com a pele.  Encontrei a venda no site da Amazon, você pode comprar e mandar entregar no hotel. 
  • Easy Space: São sacos organizadores a vácuo. Utilizo normalmente para guardar casacos, toalhas e roupas molhadas. O kit “travel bag”, vendido na Kalunga, vêm com três sacos: dois grandes (70cm x 50cm) e um pequeno (55cm x 35cm). Devido ao seu material, pode ser utilizado diversas vezes.
  • Bliss Winter Wonder Hands: Adoro os produtos da marca Bliss, são ótimos e eficazes. Fiquei muito feliz quando encontrei esse kit na loja Sephora. São dois cremes, um de alta intensidade e outro com efeito relaxante para as mãos. Na nécessaire de neve também coloco um hidratante mais power – Effaclar da La Roche e hidratante labial da biotherm.

PS. Bon Voyage!

Whistler,BC – Canadá

Whistler montagem    A 90 minutos de carro de Vancouver localiza-se a maior estação de Ski do Canadá – Whistler.  A estrada que leva até o vilarejo já é uma atração a parte e, conhecida como scenic drive, devido a beleza da região. Durante o trajeto, há diversos pontos para contemplar sua vista: um deles é o Tantaulus Lookout. Para quem pretende passar apenas o dia na estação de Ski, uma opção mais prática e econômica é abastecer-se com mantimentos no caminho. O ícone americano de compre barato – WalMart  possui uma loja na estrada, além de outras redes de supermercados, farmácias e restaurantes fast-food.

Sede das Olimpíadas de inverno em 2010, Whistler atrai esportistas e amadores nas mais de 180 pistas demarcadas. A cidade divide-se entre as montanhas Whistler e Blackcomb e entre elas, há um vilarejo com lojas, restaurantes e supermercado. Durante a temporada de inverno, que se inicia em meados de novembro e termina na ultima semana de abril, há uma variedade de atrações na neve. O principal e mais procurado são os esportes nas montanhas. O preço do Lift ticket varia muito e você pode adquiri-lo conforme a sua necessidade: para aqueles que vão andar de ski ou snow, o ticket para 1 ou 2 dias sai US$ 96,00 (cada); o ticket para 3 dias sai US$  91,00 (cada) e para quem não quer esquiar, existe a opção do ticket sighseeing por US$  48,00 o dia e da direito a fazer o Peak to Peak – bondinho que interliga os dois picos. Cada trajeto dura em média 20 minutos e o passeio é imperdível! Outra opção de Lift ticket é o Late Afternoon, válido somente no período da tarde – a partir das 13hs. Vale alertar que nos meses de novembro à fevereiro, as gôndolas fecham às 15hs, pois começa a escurecer. Somente a partir da última semana de fevereiro, encerram uma hora mais tarde. Os preços listados no texto são vigentes da tabela do ano de 2014 e válidos para adultos entre 19 e 64 anos.

Fiquei hospedada no hotel Hilton, próximo ao Lift da montanha Whistler. Por indicação do hotel, aluguei os equipamentos em uma loja especializada – Summit Sports. O pacote inclui: Ski, botas, óculos e capacete – Diária US$ 80,00 ou US$ 130,00 duas diárias. Uma dica é você ficar sempre atento aos seus equipamentos porque todos são muito parecidos. Caso os perca,  há uma multa de US$ 500,00 (o preço varia por loja) para os equipamentos não encontrados no período de 30 dias e esse valor será debitado no cartão de crédito registrado. Outra dica é fazer um seguro saúde para esportes radicais. Sempre faço pela empresa World Nomads e a indico pela facilidade em contratar o serviço e agilidade da equipe.

O Roundhouse Lodge fica no pico da montanha e é o ponto de encontro dos esquiadores para almoçar. No local, há opção de Buffet ou restaurante À la Carte. O atendimento e o preço do não é o ponto alto e deixa a desejar. Esse aspecto negativo nao se encontra nos restaurantes na vila, cujo serviço e qualidade são impecáveis. No próximo post, irei compartilhar os meus favoritos!

Foto 1 foto 2 foto 3PS. Bon Voyage!

Visto Canadense – Entenda o novo processo!

montagem visto canadense

    Desde a minha primeira viagem, fui nomeada pela minha família como a “agente de viagens”. Monto os roteiros, compro passagens, reservo os restaurantes, alugo os carros e, se há necessidade, faço solicitação de visto. Para a última viagem ao Canadá, no final do ano, foi necessário requerer o visto para toda família. Já havia tirado uma vez quando viajei para Toronto em 2008 e, para minha surpresa, o processo foi alterado.

    Semelhante ao procedimento de visto para os Estados Unidos, foram criados centros de requerimento (VAC) nas capitais: Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. Quando tirei o visto canadense pela primeira vez, utilizei o serviço de um despachante. Desta vez, tive interesse em conhecer o método do VAC para compartilhar aqui no blog. A empresa terceirizada é a VFS GLOBAL, que começou a operar no Brasil desde o dia 04/10/2013. Seguindo os procedimentos anteriores, a companhia recomenda que o viajante dê entrada, ao processo de visto, até seis semanas antes da viagem.

   Para o residente temporário (turista), há duas opções de visto: uma entrada ou múltiplas entradas. A primeira opção tem uma duração menor, de até seis meses de permanência. No entanto, é permitido ingressar várias vezes no Canadá, a partir dos EUA, dentro do período autorizado. A segunda opção, admiti a entrada do turista no país por três anos. Lembrando que o visto não é garantia de entrada em uma país, a decisão final é das autoridades locais.

    O PS. Bon Voyage elaborou um passo a passo do processo com as principais informações. A primeira etapa é reunir toda a documentação necessária. Para facilitar o processo de requerimento, a empresa VFS desenvolveu um checklist para auxiliá-lo no agrupamento dos documentos. A relação inclui:

    Não há necessidade de pré agendamento para a entrega da documentação. Outro ponto: o pagamento da taxa do (VAC R$ 65,00) pode ser pago no local, através de cartão de crédito. Não aceita dinheiro.

    O processo foi bem simples e o atendimento satisfatório. Ao final do auxílio, entregaram-me um recibo, com código rastreador do pedido no site da empresa. Depois de dez dias, os passaportes já estavam aptos para retirada. Fui retirar pessoalmente de toda a família e foi necessária a apresentação de uma autorização.

PS. Bon Voyage!

  • VSF Global São Paulo

Avenida das Nações Unidas, No 12.551,
World Trade Center São Paulo, 18o andar, salas 1809 e 1810.
Brooklin Paulista
São Paulo – SP. Brasil
CEP: 04578-903

  • VSF Global Rio de Janeiro

Av. Américas, 3500, Ed. Le Monde Offices – Hong Kong 1000, Salas 612, 613, 614 e 615.
Barra da Tijuca
Rio de Janeiro – RJ. Brasil
CEP: 22640-102

  • VSF Global Brasília

Brasilia Shopping and Tower,
Quadra 5, Setor Comercial Norte – SCN / lote sala 1126.
Brasilia – DF. Brasil
CEP: 70715-900

Horário de funcionamento: Aberto de segunda a sexta, 09:00hs as 17:00hs.

Restaurantes em Vancouver

    A culinária de um país é definida por suas influências culturais. O hábito alimentar traduz a identidade do local e é baseado em costumes dos seus antepassados. O Canadá, segundo maior país do mundo, em extensão territorial, possui referências dos seus ancestrais indígenas, além de seus colonizadores franceses e britânicos. As influências gastronômicas dos povos chineses, judaicos e italianos também contribuem para sua cultura alimentar. Essa infinidade de estilos faz de Vancouver um dos melhores destinos gastronômicos mundiais. Alguns dos Chefs mais reconhecidos possuem restaurantes na cidade, um deles é o aclamado Jean Georges. No segundo andar do Shangri-Lá Hotel, está o Market. O restaurante é vencedor na categoria Dinner´s Choice Winner do Tripadvisor e se mantém no topo desde então. O bar da entrada é uma ótima opção para drinks e aperitivos, mas a habilidade do chef é comprovada na seleção de pratos principais. Algumas criações simples são transformadas em uma verdadeira explosão de sabores. O filé de salmão real com purê de batata foi a minha escolha, o que parecia ser um prato comum, transformou-se em algo extraordinário, pois é finalizado com trufas negras, ingrediente de origem francesa. Seguindo a linha de chefs celebridades,Hidekazu Tojo lidera a categoria. O que o diferencia é a experiência do chef no bar de sushi e o fato de ser um dos pioneiros no uso de frutos do mar na comida japonesa. O Tojo´s atrai conhecedores de todas as regioes e  a experiência vale cada centavo.

Market montagem

    Agora, se você é fã de comida italiana não deixe de conhecer o Cin Cin, certamente será uma noite memorável. O restaurante fica na badalada rua de compras Robson St. e possui um menu variado, complementado por uma reconhecida carta de vinhos. Para a entrada, não deixe de pedir as pizzas assadas no forno à lenha. O clima aconchegante e intimista traduz muito bem o modo de servir dos canadenses.

    É no bairro de Gastown que se concentram ótimas opções de almoço e jantar. O Flying Pig é um dos melhores endereços no local. Se engana quem pensa que haverá muitas opções de pratos feitos com carne de porco. O nome irreverente do restaurante possui uma história curiosa. O proprietário do lugar, quando novo, trabalhou para uma detestável chefe de cozinha. O destrato com ele era tanto, que após alguns anos, resolveu sair e abrir o seu próprio restaurante. Otimista, quando foi embora, anunciou à patroa que o restaurante dele seria muito melhor, e sabe o que ela respondeu? “Nem se porcos voarem”. Eis que surge o criativo nome. Inovação define muito bem o local, os alimentos são preparados com uma mistura de produtos orgânicos e especiarias. Outra opção no bairro é o clássico The Old spaguetti Factory. Seu preço é acessível (comparado às outras opções). Porém, em face do custo-benefício, as filas são muito comuns. O ponto alto fica para decoração do local, predomina o estilo vintage condizente com a identidade do bairro.

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Acredito que conhecer restaurantes é uma excelente forma de absorver a cultura local. A gastronomia canadense foi algo surpreendente, uma mistura de bom atendimento e excelente produtos para elaboração dos pratos. E você, viajante, conhece algum desses restaurantes? Conte sua experiência!

PS. Bon Voyage!