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Roteiro Sudeste Asiático – dicas Hong Kong!

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Hong Kong foi o quarto destino que conhecemos durante a nossa viagem pela Ásia e realmente surpreendeu! Na realidade, a cidade caiu de paraquedas (expressão bem atual rs) no roteiro, devido a proximidade entre os outros países visitados, mas sempre foi um lugar que tinha muita curiosidade e vontade de conhecer. Eis o lugar que serve como uma boa porta de entrada para se habituar ao singular mundo orienta! Conhecida como a “Wall Street da Ásia”, é em Hong Kong que o ocidente e o oriente se encontram. Seu cenário é composto por gigantes arranha-céus, prédios modernos, mas em meio a esse novo é possível encontrar templos e casas tipicamente chinesas. Mas não confunda o povo cantonês com chinês, afinal eles não falam a mesma língua (na china a língua oficial é o mandarim), possuem sistemas econômicos opostos e não utilizam a mesma moeda (em HK é utilizado o dólar de Hong Kong, no restante da china é o Yuan!). 

Ex-colônia britânica, apesar de oficialmente ser parte da China, permanece como uma região administrativa especial, o que lhe rende um alto nível de autonomia, tendo sistema legal, moeda, alfândega, direitos de negociação de tratados e leis de imigração próprias. Constituída por 18 distritos que surgiram a partir de 1997, ano em que retornou ao comando chinês, tem muita personalidade e mistura o antigo com o moderno. A milenar cultura chinesa convive harmoniosamente com o visual high tech dos arranha-céus que formam um cartão postal de um dos destinos mais verticais do mundo

Enquanto para entrar na China é necessário ter visto, para entrar em Hong Kong só é necessário apresentar um passaporte atualizado, com validade mínima de 6 meses e folhas disponíveis para o carimbo. Exatamente a mesma regra aplicada para cidadãos brasileiros em países europeus. Outro ponto importante, apesar do “país” ser composto por mais de 200 ilhas, o circuito turístico é dividido basicamente entre duas ilhas (Lantau e Hong Kong Island) e a península Kowloon. 

Ficamos três noites na cidade e abaixo compartilho algumas dicas:

TRANSPORTE

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Fiquei impressionada com o transporte em Hong Kong! Logo dentro do aeroporto você pode pegar o trem expresso até um dos principais pontos da cidade (Tsim Cha Tsu/Kolloow/Hong Kong) sem nenhuma dificuldade. O guichê com informações para o trem Airport Express fica em frente ao portão de desembarque e o trajeto até o centro demora apenas 24 minutos. O ticket é cobrado por trajeto, no caso o single journey  (só ida) custa 100 dólares de Hong Kong (HKD) (cerca de R$ 22) para partidas da Hong Kong Station e HGD 90 (cerca de R$ 20) para partidas da Kowloon Station. O bilhete de ida e volta tem preços um pouco mais em conta. Comprando os tickets on line, também há um pequeno desconto. 

Para quem vai ficar algum tempo em HK acho vale investir no cartão de transporte que eles vendem por lá. O Octupus Card é o passe recarregável de transportes. Pode ser usado nos ônibus, metrô, balsas (ferries), bondes (trams — inclusive para o The Peak) e até em táxis que tenham o leitor a bordo. O Octupus card pode ser comprado dentro da estação de metro, nos postos de atendimento ao cliente. No guichê, o atendente vai informar o preço do cartão: 150 dólares de Hong Kong  (algo em torno de 40 reais). Após a compra, caso precise de mais crédito, é possível recarregar nas maquinistas expludas pela estação com dinheiro em espécie. Lembrando que 50 dólares desse valor é depositado como caução e o restante para transporte. Ao final da viagem, é possível pegar o reembolso do 50 dólares e o que tiver de crédito no posto de atendimento ao cliente. 

Eu me locomovi todos os dias, e para todos os pontos turísticos, basicamente usando o metrô. Achei fácil de entender, de comprar o ticket e bastante cômodo. Exatamente o oposto do que eu achei do ônibus. Não consegui me entender com as linhas e nem tampouco consegui achar um motorista que falasse inglês e pudesse me ajudar. O metrô foi a melhor saída pra mim.

ONDE SE HOSPEDAR?

Eis uma tarefa dificil! Diferente da Tailândia, paraíso dos mochileiros, Hong Kong tem uma hotelaria diversificada e na maioria das vezes cara. Pense em lugares como Londres, Paris e Nova Iorque em que o valor de uma diária é alta e se você encontra algo muito barato pode desconfiar! Em HK o viajante tem duas opções de hospedagem: na área central de Kowloon (Yau Ma Tei e Mong Kok são os ideais) ou na ilha de Hong Kong. Fiquei hospedada no Cordis Hong Kong at Langham Place na região de Mong Kok (em Kowloon). Um hotel novo, com quartos amplos e uma estação de metro no prédio. Ou seja, bem localizado para quem quer se locomover pela cidade, mas acho que se eu voltasse para HK optaria por algum hotel menor em Hong Kong ou na região de Tsim Cha Tsui. Essas regiões contam com vários restaurantes e uma vida noturna mais agitada. Na ilha de Hong Kong, o Mercer Hong Kong é uma boa opcão e foi recém inaugurado!

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RESTAURANTES

Quando comecei a organizar a minha viagem pela Ásia, tinha em mente que o maior desafio seria a comida por conta dos diferentes hábitos alimentares. No entanto, assim que cheguei em Hong Kong, já fui desafiada em uma prova de sobrevivência (risos). Eram onze horas da noite e maioria dos restaurantes estavam fechados, dessa forma o que me restava era pedir algo no serviço de quarto do hotel ou comprar uma comida pronta na estação. Levando em consideração o meu fascínio por comida japonesa, escolhi comprar um combinado por lá mesmo (preço ótimo e a loja era bem bonitinha). Logo na primeira “degustação” percebi que não teria problema algum com as comidas de lá e, passado a fase de testes, era hora de aproveitar para provar tudo que tinha direito! Vejam só alguns restaurantes que conheci:

  • Tokio Joe: 

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O melhor restaurante de comida japonesa da cidade (prêmio concedido por mim mesma)! Fui em meu segundo dia e a vontade era de voltar todos os outros. O restaurante é pequeno e fica em uma das ruas (leia-se ladeiras) de Hong Kong. Por lá, existem alguns rituais: não é servido bebida alguma durante a refeição, apenas um chá com refil eterno! O serviço é casual e o menu bem autêntico. Uma dica é ficar sentado no balcão e apreciar as criações do chef Joe (proprietário do local). Achamos o preço bem justo, comparado a de outros lugares!

 Veja os comentários do Tripadvisor (aqui)

  • One Dim Sum: 
    Esse é um restaurante de comida tipicamente de HK. O Dim Sum é um tipo de comida chinesa que é pedida em porções. Você escolhe o sabor que quer de uma coisa e eles trazem uma porçãozinha daquilo. Comemos nesse e adoramos. Ele, inclusive, foi indicado pela Time Out como o melhor restaurante de Dim Sum de HK. E além de delicioso é ridiculamente barato. Vale a visita.

 Veja os comentários do Tripadvisor (aqui)

  • Tin Lung Heen (Ritz Hotel):  

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Hong Kong é considerada a cidade Luz da Ásia e a noite quando se torna ainda mais bonita! Seu skyline é repleto de arranha-céus e os melhores restaurantes costumam ficar em seus rooftops. Com isso, a dica é jantar no incrível Tin Lung Heen, localizado no 103º andar do Ritz Hotel, especializado na culinária cantonesa (leia-se Dim Sum and Pato Pekin)! Vista linda e super-romântica.

Veja os comentários do Tripadvisor (aqui)

O QUE FAZER?
  • Sky 100

International Commerce Centre ou simplesmente ICC Tower, localizado em Kowloon, é o 4º prédio mais alto do mundo, perdendo apenas para o Burj Dubai, Taipei 101 (em Taiwan) e Shanghai World Financial Center (Xangai, China). O arranha-céu tem 118 andares e no 100º fica o observatório aberto ao público, chamado Sky 100. O lugar é concorrido e vale visitar em horários alternativos – bem cedo ou por volta das 20hs quando acontece o show de luzes. A melhor vista é para a movimentada baia de Victoria Harbour, que fica entre a ilha de Hong Kong e Kowloon.

  • Buda gigante + cable car – Hong Kong

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Mesmo com tanta modernidade na movimentada Hong Kong, o Buda Gigante é considerado um dos principais cartões postais da cidade. Localizado na ilha de Lantau, o lugar conta com um acesso super charmoso: o Ngong Ping 360 Cable Car – um teleférico que percorre mais de seis quilômetros e oferece uma vista surpreendente de toda a baía. Chegando lá o visitante pode escolher pelo ticket convencional (visita ao Buda) ou com refeição incluso. Quem escolhe a segunda opção, desfruta de um almoço incrível preparado por monges dentro do monastério de Po Lin. Imperdível!

  • Nan Lian Garden

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Um jardim de 35 mil metros quadrados que abriga outras atrações como o Chinese Timber Architeture Gallery, galeria com maquetes feitas com madeiras encaixadas que representam as típicas residências chinesas; um jardim de bonsais; um restaurante vegetariano e uma loja de suvenires finos.

  • Flower Market

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Embora comprar seja uma das atracões favoritas dos turistas em Hong Kong, visitar feiras locais é um dos programas favoritos dos locais. A ilha é repleta de bons lugares e os produtos comercializados são bem variados. No entanto, um lugar ganha a atenção pela graciosidade – a rua Flower Market localizada em Mongkok, Kowloon. Falando nisso, a feira noturna mais famosa de Hong Kong é a Temple Street Night Market ocupa vários quarteirões e vende de tudo.

  • Aqua Luna Cruise Symphony of Lights – Hong Kong

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Quer ter uma experiência única em Hong Kong? Assista à famosa Symphony of Lights (show de luzes) de um junk boat – típico barco chinês. O mini cruzeiro, comandado pela empresa Aqua Luna, tem duração de 40 minutos e passa pelos principais pontos da baía de Hong Kong. Você pode optar em curtir o visual relaxando em um dos chaise dentro do barco ou no deck com música e drinks!

  • Disneyworld em Hong Hong

A mais recente franquia da Disneyworld (tem apenas 8 anos) fica em Hong Kong e pertinho da Lantau Island. O parque é uma miniatura da versão americana, mas oferece boas atracões para as crianças. O local é dividido em seis áreas, alem da Main Street, e ainda tem outra área em construção que será lançada em 2016. 

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E ai, viajantes, gostaram das dicas?

PS. Bon Voyage!