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Guia de viagem – Queenstown

Hoje vou comentar sobre um dos destinos mais surpreendentes da minha viagem pela Austrália e Nova Zelândia. Sabe aquele lugar que você não sabe muito bem o que esperar e depois de alguns dias fica totalmente apaixonado? Então este caso de amor a primeira vista foi em Queenstown – cidade localizada na ilha sul, a 2hs de voo de Auckland, que fica as margens do lago Wakatipu – um lago cristalino cercado por montanhas. Essa mistura de lagos e montanhas faz com que a cidade tenha uma paisagem única e pode ser aproveitada em qualquer época do ano. No verão, a prática de esportes ao ar livre são muito bem vindas e durante o inverno há uma grande oferta de estações de esqui. 

No entanto, a Nova Zelândia encantou de um modo geral e, literalmente, ganhou o coração! Vou explicar os motivos: seu território é dividido entre duas grandes ilhas, Norte e Sul. A ilha sul é mais montanhosa e lá esta maior montanha do país é o Monte Cook, com 3.754 metros de altitude. Seu cenário é composto por mais de oito parques nacionais, ou seja, já dá para ter uma ideia que tem muita natureza. Esses parques são aberto ao público, mas possuem uma atmosfera intocada! A Nova Zelândia é conhecida como a Terra Média, pois foi lá que foram rodados todos os filmes da Trilogia do Senhor dos Anéis e tem algo místico em seu cenário. Além disso, o povo local é super hospitaleiro e está acostumado com a quantidade de turistas no país. Resumindo, um lugar fantástico! Hoje vou compartilhar meu roteiro pela ilha sul:

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Como chegar 

Nós voamos de Melbourne para Queenstown em um voo operado pela cia aérea Air New Zealand. O voo teve uma curta duração, apenas 2h10min, e foi super tranquilo até minutos antes da aterrizagem. Sinto trazer uma má noticia a todos que pretendem conhecer a ilha Sul, mas a chegada é repleta de emoções! Devido as montanhas ao redor e a forte troca de massas de ar (palavras do piloto, ok?) o voo costuma ter sempre muita turbulência na descida. São apenas 20 minutos de turbulência, semelhante quando esta passando pelas Cordilheira dos Andes no Chile, mas garanto que dá para sentir um friozinho na barriga. Enfim, após a emoção, a chegada já garante uma grata surpresa: o pequeno aeroporto tem um visual incrível para as montanhas de picos nevados. O desembarque é feito na própria pista e de lá basta seguir um pequeno trecho até a fila de imigração. A entrada no país não demora mais de 30 minutos e considero uma das mais tranquilas que já passei: rápido, prático e indolor. Além da cia local Air New Zealand, outras cias aereas costumam operar voo para quem vem da Austrália, como Jetstar e Virgin Austrália. Uma dica é fazer uma pesquisa no site do Skyscanner e buscar o melhor preço. 

Visto

Já comentei no post de introdução ao roteiro (veja mais detalhes aqui) que brasileiros não necessitam de de visto para entrar na Nova Zelândia. A imigração tem um processo simples: você precisará preencher um Cartão de Desembarque de Passageiro antes de passar pelo Controle Alfandegário de Passaporte. O cartão de desembarque de passageiro será fornecido durante seu voo; caso não seja, haverá cartões disponíveis na área de desembarque.

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Aluguel de carro

Em todas as nossas viagens alugamos o carro com a empresa Rental Cars (parceira do blog). O site, que reúne as principais locadoras do mundo, sempre busca o melhor preço para o período desejado. De um modo geral, o valor do aluguel na Nova Zelândia é baixo – os preços começam a partir de 30 NZD/dia. Nós optamos pela empresa Go Rental e foi uma ótima surpresa. Assim que chegamos no aeroporto o funcionário já estava aguardando, o processo do aluguel foi extremamente rápido e objetivo. Alugamos um carro da categoria simples, porém novo e com ar condicionado. O aluguel de carro é fundamental para quem quer explorar a ilha sul do país, afinal as atrações não ficam próximas entre si e a cidade de Queenstown é muito espalhada. Em quatro noites na cidade rodamos aproximadamente 1.200km, passando por muitos lugares com uma paisagem indescritível.

/// Documentação: lembrando que é necessário na Nova Zelândia possuir a PID (permissão internacional para dirigir) para alugar o carro e rodar pelas estradas. A fiscalização na ilha sul é bem eficaz e fomos parados mais de uma vez por policiais a paisana. Aqui no blog já comentei como fazer a PID (clique AQUI para ler o post completo). 

Hotel

Em Queenstown nós ficamos hospedados no belíssimo Hilton Queenstown Resort & Spa. Situado em frente ao lago Wakatipu, o hotel está a 10 minutos de distância do centro da cidade e oferece transfer gratuito para todos os hóspedes. O quarto segue o padrão Hilton: espaçoso, com uma cama grande e uma aérea reservada com sofás e poltronas. O banheiro também é bem espaçoso e possui ducha e banheira separados (agradecemos!). O café está incluso no valor da diária e o restaurante possui uma ampla variedade de alimentos. Com inicio as 06hs e termino as 11hs, é possível encontrar os clássicos: pães, frios, frutas, iogurtes, além de omeletes preparada na hora e diversos pratos quentes (para os asiáticos que adoram!). O estacionamento também esta inclusco no valor da diária, porem o edificio garagem fica afastado da recepcao do hotel. Sendo assim, o hotel oferece um servico de manobrista cobrado a parte – 15 NZD/dia. O hotel ainda conta com um spa, piscina aquecida, academia e area de recreação para as criancas.

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Comentei no post de introdução (AQUI) que existe algumas boas opções de hotéis próximo ao centro, porém é preciso reservar com muito tempo de antecedência durante a alta temporada, pois são os primeiros a esgotar. Vejam algumas opções:

*** VILLA DEL LAGO (diárias desde NZD 280,00)

É muito comum entre as pessoas que visitam Queenstown optarem por apartamentos durante a estadia. Sendo assim, uma das melhores opções é o Villa Del Lago – localizado em frente ao lago e a uma curta distância do centro da cidade. O apartamento é espaçoso e conta com quarto, cozinha, banheiro, além de uma varanda. 

*** QUEENSTOWN PARK BOUTIQUE HOTEL (diárias desde NZD 500,00)

Hotel boutique localizado bem próximo do centro de Queenstown. Possui quartos amplos e confortáveis, decoração contemporânea e café da manhã incluso no valor da diária. Sua avaliação é excelente no Tripadvisor.

*** THE REES HOTEL & LUXURY APARTMENT (diárias desde NZD 600,00)

Considerado um dos hotéis mais luxuosos de Queenstown, o The Rees prioriza o conforto e atendimento de seus hóspedes. Localizado próximo ao centro, o hotel oferece acomodações a beira do lago com uma vista espetacular. 

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Segurança

A Nova Zelândia é um dos paises mais seguros do mundo e possui muitas regras para quem circula pelo seu interior. As estradas são sinalizadas e com muito policiamente. Diferente do que estamos acostumados, os policias ficam circulando pela estrada com um equipamento para identificar quem está em alta velocidade e, assim como muitos países de colonização britânica, qualquer intercorrência é resolvida na corte. Portanto vale ficar em alerta para regras como dirigir do lado esquerdo, não ultrapassar carros na linha amarela, não passar no sinal vermelho, além de não beber na rua, jogar lixo em lugar inapropriado e fumar em áreas proibidas. Devido a sua segurança, o país é um lugar altamente recomendado para quem quer viajar sozinho ou mulheres desacompanhadas

Clima

clima de Queenstown costuma agradar gregos e troianos. Apesar de fazer calor, as temperaturas no verão (entre Novembro e Março) raramente passam dos 30° C. No inverno (entre Junho e Agosto), faz frio, mas dificilmente neva na cidade em si, apenas nas montanhas e nos picos mais altos. Além disso, as quatro estações do ano são bem definidas e mudam a paisagem da cidade. São praticamente quatro destinos diferentes em um só.

Passeios 

Chegamos a melhor parte do post, os passeios pela Nova Zelândia. O país é famoso pela sua ampla gama de atividades ao ar livre e experiências ligadas a natureza. No entanto, em Queenstown, conhecida como a “capital dos esportes radicais”, é possível fazer qualquer coisa ligada a esportes de aventura. Sua fama ganhou o mundo com o AJ Hackett – neozelandês criador do primeiro lugar para salto de Bungee Jump do mundo. Hoje a cidade possui três lugares oficias para o salto, sendo que um deles esta listado no Guiness como o “mais alto do mundo” (apenas 134m). Além disso, em Queenstown é possível fazer rafting em rios cristalinos, salto de paraquedas, SkyDrive, passeios de bicicleta por vinícolas, entre outros. Vejam alguns que tivemos a oportunidade de conhecer:

Dart River – Wilderness Jet 

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Este foi o primeiro passeio que fizemos em Queenstown. Seguimos de carro para Glenorchy (cidade a aproximadamente 40 minutos de Queenstown) e de lá pegamos o barco para o Dart River. Assim que chegamos, o guia passou todas as instruções do passeio e as normas de segurança, afinal um passeio de barco na NZ é sempre mais radical do que se pode imaginar! Um ônibus da empresa levou todos do grupo até a nascente do rio Dart River e a partir de lá começou a aventura. O lugar tem uma beleza intocável composta por montanhas cobertas de neve, cachoeiras e durante diversos momentos o guia faz uma pausa com o barco para compartilhar curiosidades da localização. Em um dos trechos é possível conhecer o cenário de gravação de famosos filmes como Crônicas de Nárnia, X-men e Senhor dos Anéis. O passeio tem duração de três horas de muita emoção, pois são diversos “cavalinhos de pau” e tiros de alta velocidade pelas margens do rio. 

** Mais informações: o passeio custa 229 NZD por pessoa e pode ser reservado direto pelo SITE

BUNGY JUMP KAWARAU RIVER – AJ HACKETT

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Um dos passeios mais comentados em Queenstown é o salto de Bungy Jump. Devido a sua fama mundial, uma pessoa que visita Queenstown e não salta de bungy jump não viveu a experiência mais autêntica da cidade! Mas para isso precisa de muita coragem, afinal não é para qualquer que encara a altura. Confesso que quando estava montando o roteiro da minha viagem, falava que em hipótese alguma iria saltar de bungy jump. Nunca fui muito fã de esportes radicais e achava uma verdadeira loucura! Já o meu marido não via a hora de conhecer e, assim que pisamos no aeroporto, ele já foi se informar de todos os detalhes para saltar no dia seguinte da nossa chegada! Dito e feito, logo pela manhã seguimos de carro para o centro de salto do AJ Hackett Kawarau a 43m de altura, para o meu marido realizar o salto (que seria o primeiro do dia!). E sabem o que aconteceu? Assim que começou toda a preparação para o salto e fui acompanhando a organização, estrutura e preocupação dos funcionários para que tudo corresse super bem, fui ficando com uma vontade muito grande saltar. Realmente o clima do lugar é envolvente! No fim, saltei no mesmo dia a tarde e foi uma experiência incrível.  

** Mais informações: o valor do salto individual custa 195 NZD por pessoa e pode ser reservado direto pelo SITE

Gibbston Wine Tour

Se engana quem pensa que no paraíso dos esportes radicais não tem opções mais tranquilas! A cidade de Queenstown está situada na prestigiada região de Otago que conta com uma enorme quantidade de vinícolas. Famosa pela produção de vinhos da uva pinot noir, visitar suas vinícolas é um excelente programa para os dias de descanso entre uma aventura e outra. Sendo assim, uma sugestão é a vinícola Gibbson localizada no vale do mesmo nome, também conhecido como o “vale das videiras”. O passeio de bicicleta inclui uma visita pela área da vinícola e sua produção. O mais fascinante é que o Gibbston Winery fica ao lado da ponte Kawarau – onde acontece os saltos de bungy jump. Então é possível cruzar a ponte e ver todo o movimento dos saltos. 

** Mais informações: os passeios começam a partir de 99 NZD e pode ser reservado direto pelo SITE.

Skyline Gondola 

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Uma das atracões mais populares de Queenstown é a Skyline Gondola – um teleférico que leva até o pico da montanha Bob’s Peak, a 456 metros do chão, de onde tem uma vista cinematográfica de toda a cidade. Mas se engana quem pensa que é apenas um teleférico, a atração é super completinha. Sua estatura é composta por um restaurante, bar e lojas de souvenir. Para os mais corajosos, o lugar é sede do The Ledge Bungy – a segunda casa da famosa empresa AJ Hackett e com uma queda livre de 47m de altura. Além disso, o visitante aventureiro ainda encontra uma pista para voos de paraglider e um local para pratica de mountain bike. No entanto, a atração mais bacana do local é o Luge – uma espécie de carrinho de rolimã que desde por duas pistas de aproximadamente 800 metros. A chamada pista cênica, obrigatória para quem desce pela primeira vez, tem uma inclinação menor, já na outro a inclinação é maior e as curvas são mais acentuadas. Por fim, o local ainda conta com um espaço cultural onde acontece um show de Haka – dança típica do povo Maori. 

** Mais informações: o skyline gondola está localizado no final da Brecon St. (próximo ao centro da cidade) e funciona diariamente das 09hs até a noite. Seu ingresso começa a partir de NZD 25,00 (somente para o teleférico) ou pode ser combinado com o combo teleférico + Luge (NZD 33,00 uma volta/ 38,00 NZD duas voltas). O ingresso pode ser reservado direto pelo SITE

Restaurantes

vida noturna de Queenstown está concentrada no centro, onde também estão os melhores restaurantes e cafés. Na rua que margeia o lago há bons estabelecimentos de cozinha neozelandesa e os ingredientes que englobam a culinária típica vão de queijos, carne e costela de carneiro a frutos do mar (vide o fish&tips que é herança da colonização britânica). Fora da orla do lago, dá para encontrar restaurantes mais baratos de comida internacional e asiática.

Fergburger

Um dos clássicos de Queenstown! Não tem como visitar a cidade e não parar para provar um verdadeiro hambúrguer neozelandês. O lugar está sempre cheio, leia-se filas, mas vale a espera. Um dos carros chefes é o hambúrguer de cordeiro (Little Lamby) acompanhado da tradicional batata frita da casa.

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Patagonia Chocolate

Esta doceria & sorveteria fica a algumas quadras da rua principal (Shotover St.) e oferece os melhores chocolates da cidade. Vale uma parada no fim do dia!

FLAME BAR AND GRILL

Localizado a poucos passos da Patagonia Chocolate, de frente para o lago, este restaurante é especializado em costela de porco e variados. Seu ambiente é bem agradável, lembra o Outback no Brasil, e todos os pratos são bem saborosos! 

PEDRO’S HOUSE OF LAMB

Quem visita Queenstown percebe que o lugar é repleto de restaurantes no estilo “Take Away” – onde a comida não é consumida no local! Talvez isso aconteça para atender o publico que sempre esta correndo de um lado para o outro atras de aventuras radicais. Dentre as nossas descobertas, um dos lugares mais surpreendentes foi o Pedro’s house of lamb – como o próprio nome diz, especializado em carneiro! O Pedro, proprietário do local, oferece três tamanhos de marmita para ser consumida em casa e o único prato é o carneiro ensopado com batatas cozido por mais de 48hs. Uma iguaria deliciosa!

AMSFIELD WINERY BISTRO

Esta vinícola, localizada a apenas 15 minutos de carro do centro de Queenstown, é o lugar ideal para um almoço acompanhado de um bom vinho. Seu chef, Vaighan Mabee, passou por diversos restaurantes premiados no mundo (entre eles o Noma na Dinamarca) e faz um menu surpreendente chamado “Trust the Chef Menu”. No almoço o valor é NZD 75,00 por pessoa e inclui entrada + quatro pratos. Tambem é possível visitar durante o jantar! Leia mais no site oficial AQUI

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La Rumbla (Arrowtown)

Considerado um dos melhores da região, o La Rumbla é um restaurante especializado na culinária espanhola localizado na pequena cidade de Arrowtown. Seu cardápio é bem variado e recheado de opções de tapas. Não é possível reservar e o local só abre para o jantar. 

Ratã

Um dos lugares mais chiques que visitamos durante a nossa viagem por Queenstown. O restaurante, do chef estrelado Josh Emmet (ele é um dos jurados do masterchef local), possui releituras de pratos típicos neozolandes com muita qualidade. Nós deixamos este restaurante para a última noite e valeu a pena!

Essas são as dicas de Queenstown! No próximo post comento sobre Auckland – a cidade mais cosmopolita da ilha norte!

PS. Bon Voyage!

Roteiro Sudeste Asiático – dicas do Vietnã

    Depois de um dia corrido por Bangkok (para ler clique aqui) seguimos para a primeira parada (oficial) do nosso roteiro pela Ásia: Vietnã. Para chegar até la, pegamos um voo no primeiro horário, as 06:45hs, da cia aérea Jetsar no aeroporto Suvarnabhumi (bangkok) e em apenas 1h50min chegamos no moderno e recém reformado aeroporto internacional de Hanói. O desembarque foi muito rápido e de lá corremos para o guichê Visa On Arrival para entregar a carta de pré solicitação do visto e pegar o carimbo no passaporte (expliquei como fiz nesse post aqui). 

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Visa on arrival - esse procedimento é muito convencional quando os turistas chegam ao Vietnã pelo aeroporto, no entanto quem pretende fazer o trajeto terrestre ou de barco, é  recomendado solicitar o visto pela embaixada em Brasília.

    O Vietnã era um dos destinos que estava mais curiosa para conhecer, afinal não sabia muito bem o que iria encontrar chegando lá. Costumo dizer que o primeiro choque da Ásia foi na Tailândia, um encontro com um continente até então nunca visitado, com diferentes culturas e costumes! Mas como seria visitar um país que sofreu tanto com a guerra, foi totalmente reconstruído e que estava celebrando (esse ano) seu 70º aniversário de independência. Posso dizer que foi incrível e um dos destinos mais surpreendentes da viagem!

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_DSC8917    Para quem não sabe, o país é repleto de boas atrações e definir o roteiro não é uma tarefa tão simples! Quando comecei a pesquisar sobre o local fiquei impressionada com tantos lugares e que certamente 5 dias seria muito corrido para lá. Para vocês terem uma ideia: ao norte do país está a capital Hanoi e uma das sete maravilhas da natureza: Halong Bay

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    Um pouco mais ao centro está uma das preciosidades do Vietnã: Hoi An – cidade declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco que por muitos séculos foi um importante porto comercial da Ásia. O que mais chama a atenção são as suas casinhas baixas, pintadas em tons amarelos, conservadas com muito cuidado nos dias de hoje. É nesse lugar que o estereótipo vietnamita realmente ganha vida! É comum ver pessoas caminhando calmamente com seus Nón Lá (chapéu de folhas em formato de cone) e segurando o Yoke (dois cestos presos a um pedaço de madeira, equilibrados sobre os ombros) que são utilizados em zonas rurais. O mercado junto ao porto é um importante ponto para quem gosta de fotografia! O cenário é formado por tradicionais barcos de madeira e os vendedores sentados no chão com a comida dentro de cestos. Não faltam as “casas-museu”, moradias que permitem ao turista entrar e vislumbrar a arquitetura tradicional vietnamita. Além da beleza, a cidade atrai pelos variados spas que se espalham pelas ruas, prontos para garantir bons minutos de relaxamento ao visitante. Um destaque é o Palmarosa Spa situado bem no centro e oferece tratamentos com duração de 40 minutos por R$ 50,00. Uma dica é fazer a viagem coincidir com o dia 14 de qualquer mês quando se celebra o festival da Lua Cheia (Full Moon Festival). Todos os estabelecimentos da cidade antiga têm suas luzes apagada e as lanternas coloridas iluminam toda a região. 

    A porta de entrada do sul do Vietnã é Ho Chi Minh, considerada a maior cidade do Vietnã com mais de 6 milhões de habitantes e surpreendentemente moderna. Até o ano de 1975 era chamada de Saigon, mas depois da guerra foi rebatizada em homenagem a um grande revolucionário comunista. Por fim, Nha Trang, é a praia mais bonita e o lugar ideal para quem que finalizar o roteiro do Vietnã com passeios de barco e esportes radicais como o parasailing. É lá que está localizado um dos hotéis mais luxuoso e cinematográfico do país: Six Senses na praia de Ninh Van Bay. 

VIETNÃ

Fuso Horário: Hanói, a capital, tem 10 horas a mais em relação ao horário de Brasília.

Clima: Entre novembro e março, o norte é relativamente frio (média de 17 ºC), enquanto o sul é seco e quente (em torno de 25 ºC). De abril a novembro, as monções trazem chuva e umidade. Abril, maio e outubro são os melhores meses para conhecer o norte. O período de novembroa março é o ideal para conhecer o sul.

Moeda: A moeda utilizada no Vietnã é o DONG vietnamita (VND). Em Setembro/15 a cotação estava R$ 1,00 equivale a 5.976,00 VDN. E possível trocar a moeda em casa de cambio dentro do aeroporto internacional de Hanoi. O dólar é aceito na maioria dos lugares turísticos, mas é sempre recomendado ter um pouco de moeda em espécie!

Algo surpreendente no Vietnã é o preço do hotéis, atrações e restaurantes. Para ter uma ideia, com VND 630.000 (dongs) por dia, o equivalente a 30 USD, é possível aproveitar muito da cidade, comer bem pagando de 5 a 10 USD (por refeição) e visitar monumentos e museus desembolsando menos de 2 USD. Lembrando que o idioma oficial é o vietnamita, porém o inglês é uma língua bastante difundida na área turística. 

No próximo post, tem todos os detalhes da nossa viagem pelo Halong Bay!

PS. Bon Voyage!

Roteiro Califórnia | Parte 1

foto 2    Fazer uma viagem de carro pela costa oeste americana sempre foi um dos tópicos da minha “bucket list”. A Califórnia fazia parte do meu imaginário desde quando era adolescente, certamente pelos inúmeros seriados e filmes que eram rodados por lá. De fato, o estado possui uma beleza indiscutível e suas praias são conhecidas mundialmente. Sendo assim, a tarefa mais difícil é montar o roteiro! São inúmeras possibilidades de paradas, cidades escondidas e vilarejos charmosos. Além de sempre vir à tona a ideia “já que estou na Califórnia por que não dar um pulo até tal lugar?”. Aquela nossa mania de querer completar mil destinos em uma única viagem, digo nossa porque também sou assim! Comentei no post anterior (AQUI), que o motivo da minha viagem à Califórnia foi para procurar o meu vestido de noiva em Los Angeles. No entanto, o motivo do meu marido (na época noivo) era conhecer Las Vegas. Pensando na necessidade de cada um, e a viagem de carro, criei o meu roteiro. Abaixo compartilho como comecei a elaborá-lo:

   Geralmente o percurso começa em uma das grandes cidades com aeroportos internacionais da região: Los Angeles, São Francisco ou Las Vegas. No meu caso, após uma pesquisa detalhada, a melhor passagem encontrada foi ida por Las Vegas e volta por São Francisco. Os sites (submarino viagens, expedia, kayak), que reúnem passagens de várias companhias aéreas, são uma boa ferramenta de pesquisa e disponibilizam muitas tarifas promocionais que não são encontradas no endereço da própria empresa. Mas não se iluda, esses portais trabalham como agências de viagem e cobram taxas extras pela “ajuda”. Por isso, vale a pena checar nos dois e comparar o melhor preço final. O segundo ponto dessa viagem é separar a quantidade de dias para cada cidade. Minha dica é sempre ter em mente o pensamento “Quem quer conhecer tudo, não conhece nada”. A variedade é um grande atrativo, mas nesse caso pode atrapalhar. Com isso, a minha métrica foi a seguinte: 3 a 4 dias para as cidades maiores, 2 dias cidades menores e 1 dia para ponto de parada. O terceiro ponto é: qual o meio de transporte para percorrê-las? Como gostaria de fazer a viagem de carro, aluguei o veiculo no meu último dia em Las Vegas e devolvi em São Francisco. No total foram sete dias e muitas locadoras como a Enterprise, Dollar e Alamo, cobram 600 dólares por uma semana de carro. Com isso meu roteiro ficou assim:

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    Outra maneira de elaborar esse roteiro é a seguinte: incluir uma cidade de praia, uma cidade montanhosa e uma atração principal. Nesse caso, o roteiro é personalizado e atende a necessidade individual do viajante.

Quais praias devo visitar?

A Califórnia possui as praias mais conhecidas do país e algumas são imperdiveis: Laguna BeachVenice BeachMalibu BeachHuntington BeachEl Matador BeachParadise Cove Beach e Zuma Beach. Todas ficam muito próximas entre si e o melhor local para hospedagem é Santa Monica ou LA.

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Cidades montanhosas?

Nem só de verão vive a Califórnia! O estado nos remete a calor e praia, mas oferece algumas alternativas aos que preferem fugir dessa combinação. Um dos lugares mais procurados, durante o inverno, é o Lake Tahoe. O local possui a melhor estação de ski da Califórnia e uma ótima infra estrutura. Outra opção é o Yosemite Park, região montanhosa próxima de Sao Francisco. O parque nacional é muito visitado e agrada aos aventureiros e alpinistas. Vale separar de 2 a 3 dias na região.

O que quero dizer com atracão principal?

Algo direcionado ao seu interesse! Se vc é jovem e procura um lugar mais badalado, pense em incluir Las Vegas, Los Angeles, San Diego ou Venice Beach em seu cronograma. No entanto, aos casais apaixonados vale pensar em Napa Valley ou Carmel. Outro ponto: se vc é praticante de esportes vale pensar em Grand Canyon e Pebble Beach, local preferido dos golfistas.

    O indicado para um viagem proveitosa na Califórnia são 14 (quatorze) dias. Não pense em jamais fazer o trajeto Los Angeles – Sao Francisco de uma tacada só. Não vale a pena! O mínimo que você precisa nesse trajeto é uma pernoite em algum ponto da viagem. Isso também vale para as outras opcões que sugeri para o roteiro personalizado! No próximo post, comento sobre cada lugar que conheci nessa viagem!

PS. Bon Voyage!

Cascais e Estoril – Balneários portugueses

    Comentei no post anterior sobre Sintra, a cidade “interiorana” mais próxima de Lisboa. Devido a sua ótima localização geográfica, a capital portuguesa possui muitas cidades vizinhas e com isso, há vários lugares para visitar. Longe de qualquer comparação, o transporte público em Portugal funciona. As estradas são bem sinalizadas, o bondinho percorre todos os bairros e a malha ferroviária é extensa. Com isso, viajar para outras cidades é o grande atrativo dessa viagem e as curtas distâncias entre os pontos são uma boa alternativa para o descanso. Por exemplo, ao Norte, Porto e Coimbra estão a 2horas de Lisboa; ao Sul, o litoral Algarve está a 3horas e Estoril e Cascais, estão a 40 minutos. Hoje comento sobre essas duas cidades que possuem algo em comum: belas praias, águas transparentes e impressionantes falésias.

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    Durante o verão, ambas ganham o status de balneário. Mesmo quem não gosta de praia, a região litorânea é uma ótima alternativa para refrescar o roteiro devido ao clima mais úmido e fresco. A melhor forma de chegar as cidades é de trem, o “comboio” parte da estação do Cais do Sodré e o bilhete custa € 1,65. A viagem é uma linha reta e o trem despede-se da capital à beira-rio e acompanha os últimos passos do Tejo rumo ao Atlântico. A distância entre as estações é de apenas três quilômetros e quem se organiza, consegue conhecer as cidades no mesmo dia. Certamente, é indicado estender o roteiro no local e o viajante é recompensado com ótimos dias em uma região tranquila e agradável.

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    Em Cascais, a principal atração é o Farol Museu de Santa Marta. O local proporciona uma vista exuberante de toda a vila e, uma ótima pedida, é caminhar por seu interior. A poucos passos do farol está uma das construções mais antigas da cidade, Casa da Guia com diversas lojinhas e restaurantes. O Museu Paula do Rego também merece uma visita, afinal expõe obras de uma das artistas portuguesas mais reconhecidas mundialmente. Falando em praia, a mais bonita é a praia do Guincho. Meca dos amantes do surf, o local é palco de diversos campeonatos da modalidade. Devido a sua localização, venta bastante e água mais fria. De um modo geral, o mar do Atlântico é bem frio exceto no Algarve, onde é possível entrar no mar.

   Um dos pontos mais favoráveis em uma viagem a Portugal é a gastronomia. Os visitantes desta região são brindados com ótimos restaurantes e bares à beira mar. Em cascais, seu centrinho histórico possui ofertas para todos os gostos e estilos. A lista começa pelo bem frequentado Gulli, especializado em pratos italianos, ao tradicional Dom Pedro I e o detentor de uma estrela michelin Fortaleza do Guincho.

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     No caso de Estoril, todas as atenções estão voltadas para o seu Casino. O local possui o título de maior casino da Europa e recebe milhares de visitantes por conta disso. A região possui um ambiente de Mediterrâneo no Atlântico, com ótimas praias, restaurantes a beira mar e um charmoso centrinho histórico. Para finalizar o dia, a dica é o restaurante Alcatruz. Um pouco afastado das principais atracões e indicado para relaxar após um longo dia de caminhada.

PS. Bon Voyage!

Sintra – Um charme português

    Localizada a apenas 31 quilômetros de Lisboa, a charmosa Sintra é um dos vilarejos mais próximos da capital. Com uma atmosfera interiorana e uma gama de estilos arquitetônicos, a cidade está listada como Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco, desde 1995. Palácios, castelos e paisagens bucólicas emolduram a cidade e constroem uma viagem ao tempo da era real portuguesa. A melhor forma de chegar a Sintra é de trem. O transporte sai da estação do Rossio e leva cerca de 45 minutos até a estação final da cidade. O trecho completo, ida e volta, custa 3,50 Euros.

DSC01849    A estação ferroviária de Sintra está a aproximadamente 1km do centro e a partir da praça Augusta que saem todos os transportes para as atrações turísticas. Quem visita a cidade deve estar preparado para caminhar, em ruas de fortes subidas e descidas. Construída entre colinas, os principais monumentos encontram-se no topo e haja fôlego para explorá-los. É o caso do Palácio da Pena, uma das principais construções portuguesas. O local pode ser o ponto de partida do roteiro e disponibiliza uma exuberante vista da cidade. Próximo do local está o Castelo dos Mouros e Quinta da Regaleira. Além de possuir muitos elementos da época real, a cidade de Sintra se orgulha em ter o Cabo da Roca considerado o extremo da Europa Ocidental. O poeta Luiz Camões definiu o local como “onde a terra se acaba e o mar começa” e a imensidão do oceano deixa qualquer um enfeitiçado.

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DSC01852 DSC01858    Seu centro é enxuto e concentra algumas lojas de artesanato, um convite a distração e, restaurantes com a legítima gastronomia portuguesa. No caso de Sintra, o charme fica por conta da arquitetura das casas coloridas e elementos retrôs. A Rua das Padarias, na verdade a ladeira das Padarias, concentra os principais restaurantes e a minha dica é o Alcobaca – local com bom atendimento e preço justo. Porém, a visita não termina sem uma passada no café Piriquita. O lugar é um ícone da cidade e os travesseiros de Sintra são irresistíveis.

    A cidade pode ser explorada em apenas um dia, porém a minha recomendação é que você se organize bem antes de explorá-la. Sintra é pequena e chegar cedo é essencial para um dia proveitoso e prazeroso. Não esqueçam de ir com calçados confortáveis e muita água para hidratação.

PS. Bon Voyage!