Tag: dicas

Instruções para o roteiro – NYC

DSC01635    Nova Iorque é um destino cada vez mais procurado pelos brasileiros, certo? isso acontece devido às inúmeras possibilidades que uma cidade cosmopolita oferece. A ilha se reinventa e nela um distrito industrial pode se tornar o bairro mais cool do momento. Em todas as minhas visitas, conheci lugares surpreendentes e a organização prévia foi essencial para uma proveitosa viagem. Separei algumas dicas muito úteis:

  • Planejamento é fundamental em viagens. Elabore um roteiro contemplando uma atração turística, bairro a ser visitado, restaurante, lojas e um passeio diferente. Lembre-se: Inclua os horários de funcionamento.
  • Se o seu roteiro comportar até seis atrações turísticas, vale a pena comprar o New York City Pass. Para adquiri-lo é bem simples, basta acessar o site http://pt.citypass.com/new-york. Após, é só ingressar na fila da primeira atração para retirar o booklet com todos os cupons.
  • Faca reservas dos restaurantes que deseja conhecer. Sempre utilizo o site http://www.opentable.com/home.aspx em minhas viagens aos Estados Unidos. Para reservar, é preciso disponibilizar um e-mail e o telefone para contato.
  • Os melhores dias para visitar os museus da cidade são de terça a sábado. Normalmente, domingo e segunda estão fechados.
  • Confirme se o seu hotel recebe compras online e se cobrará alguma taxa de recebimento. Isso já ocorreu comigo e não foi uma experiência muito agradável.
  • Quer conhecer a estátua da liberdade e não perder muito tempo? Escolha um dia quente e faça o passeio com o water taxi. A facilidade é que com o passe você pode subir e descer onde desejar.
  • Alguns aplicativos facilitarão os seus dias em NYC. Minha dica são os app New York Subway map e Tkts, esse compila todas as promoções que estarão disponíveis no guichê da Times Square e outros. Se vc estiver a procura de algum show, consulte o app Let’s Go site Viagogo.
  • Uma maneira muito prática de conhecer NYC é de bicicleta. Como em muitos países, as bicicletas para aluguel estão em toda parte. O valor da diária é USD 9,95 e para encontrar as estações baixe o app New York Citi Bike (Free).
  • Quer fazer um programa diferente no Central Park? Consulte o site oficial do parque e confira a programação durante a sua estadia. No verão, o parque recebe diariamente um festival chamado “Shakespeare in the Park“. Sao apresentações gratuitas e os ingressos podem ser retirados logo pela manha no Delacorte Theather. 

PS. Bon Voyage!

 

Cidadão do mundo – Lissa Lourenço

    Lissa

    A primeira cidadã do mundo é uma amiga muito especial. Digamos que ela é a personificação do termo pois, desde quando a conheço, já morou em três países diferentes. Sua primeira experiência foi em Paris aos 19 anos. Passou uma temporada de três meses na cidade para aprender a língua local. No ano de 2013, iniciou um mestrado em Londres e o finalizou em Paris. Agora está de malas prontas para morar em Amsterdã e conhecer uma nova cultura. Convidei-a para compartilhar suas experiências como moradora de Paris e, para nossa alegria, ela topou na hora. Fiquei muito feliz com suas dicas e estou animada para incluí-las na minha próxima viagem a Paris.

    Em Paris, sua residência ficava na zona 11. Uma área etnicamente diversa da cidade que abriga monumentos como a Place de la Bastille e a majestosa Opera house. Longe dessas atrações há um bairro pouco turístico que, segundo ela, “é uma ótima opção para fugir do roteiro básico. Quem for explorar a área vai encontrar uma região com típicos cafés parisienses, bem charmosos e não tão caros como em outros lugares”. Um dos locais mais procurados no bairro é o Septime. O restaurante está entre os melhores do mundo e conseguir uma mesa não é uma tarefa fácil. Suas reservas já estão fechadas para o próximo mês e, para dificultar, não abre aos sábados à noite. Seguindo o estilo de preço fixo, isso quer dizer não tem cardápio, o chefe prepara com louvor o destaque da noite. Outra preciosidade do bairro é o restaurante vietnamita Paris Hanoi. Segunda a Lissa, ” Vale a pena encarar a fila e provar deliciosos pratos da culinária oriental“.

IMG_3713

    Perguntei como eram os seus finais de semana em Paris. Ela disse que costumava eleger uma região para explorar, “ pesquisava antes e ia visitar os museus, parques e as ruas da região”. Adorei a dica que ela deu para hora do almoço,” tenho um livro chamado “where chefs eat” (falei sobre ele no instagram, @ps_bonvoyage – segue lá!) e é fantástico. No livro, os chefs comentam onde costumam comer sem ser em seus próprios restaurantes. Sempre utilizo suas indicações e nunca me decepcionaram”. Outra dica da Lissa é comer um falafel na Rue des Rosiers (métro Saint Paul), distrito de Marais. Segundo ela “São diversos na rua, mas o falafel do L’As du Falafel é especial. É um ótimo programa de domingo, para curar a ressaca do sábado”. Lá perto, fica a Isle St Louis (já dei a dica aqui) e, segundo os parisienses, a ilha possui os melhores sorvetes de Paris. Ela também comentou sobre uma viagem que fez a região da Normandia. ” Mont St Michel, fica a umas 4 horas de carro de Paris e é lindo”. Um lugar com com muita historia e belas paisagens.

lissa mont st michel

    Um dos eventos que mais gostou de participar na cidade foi o Nuit Blanche (noite branca). É um festival de artes que acontece anualmente e promove diversas manifestações artísticas. Durante a madrugada, é possível visitar galerias de arte, museus e igrejas com uma programação especial. De acordo com o que disse, “É um dos eventos mais bonitos da cidade. Algo que me impressionou muito foi uma projeção de luz na igreja e a fonte toda iluminada que as gotas d’água, de tão finais, formavam uma névoa. São diversos pontos pelos bairros selecionados e uma dica importante que ela me deu foi pegar o mapa para não andar sem rumo. O evento ocorre no mês de Outubro, porém ainda não tem data marcada em 2014.Um verdadeiro culto a arte!

nuit blanch

    Por fim, gostaria de saber o que a motiva morar em outro país. ”O primeiro ponto é a segurança, é uma sensação de liberdade que não temos no Brasil. Além disso, o transporte público funciona, por ex: tenho um aplicativo “London Bus” que informa em quanto tempo o ônibus está chegando. Consigo me programar e sair de casa no horário. Recebo email do metrô quando a linha não vai funcionar, é muito organizado. Porém, sinto falta dos familiares e amigos, não consigo ficar muito próxima das pessoas como no Brasil”.

    E ai, viajantes, o que acharam do primeiro post “cidadão do mundo”?  Na próxima semana, posto as dicas de uma aula pratica na faculdade Le Cordon Bleu que fez com os pais. Um passeio muito legal para quem quer aprender sobre gastronomia!

PS. Bon Voyage!