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Day Tour Eslovenia – Alpes Julianos e arredores

_DSC0516    Apelidada como “Europa em miniatura” a Eslovênia possui um cenário de contos de fadas. Seu território é composto por grandes campos esverdeados, castelos e cavernas. Além disso, algo favorece a região: sua posição geográfica. É nesse local que os Alpes encontram o mediterrâneo, ao centro da Europa na península Balcãs. Com tanta natureza, o povo esloveno está em harmonia com o verde e se orgulha em ser o pioneiro no conceito de alimentos sem agrotóxicos (orgânicos). Sendo assim, o turista tem muitas razões para aproveitar o país ao ar livre e, é no interior do país que esta o seu maior segredo.

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    Quando comecei a buscar ideias para o meu roteiro, sabia que o ponto alto da minha viagem seria essa região. Para me auxiliar durante o tour, contratei o serviço da empresa Slotrips. A companhia é voltada para passeios “radicais” e sua capacitada equipe é treinada para explorar diversas regiões a bordo de bicicletas ou em longas caminhadas. Seu portfolio é bem variado e composto por day tours pelo rio Soca, Alpes Julianos, Lago Bohinj, entre outros. O nosso tour escolhido foi “O melhor dos Alpes Julianos” e abaixo compartilho com vocês detalhes dessa revigorante experiência:

    Os Alpes Julianos revelam os picos mais altos e o sistema montanhoso mais importante da Eslovenia. São 10 mil quilômetros de trilhas demarcadas por dentro das florestas, em planícies, vales e picos de montanhas. Dentre eles, o Triglav, com 2.864 metros, no Parque Nacional do Triglav, próximo às fronteiras com a Itália e a Áustria. A primeira parada do nosso tour foi no cartão postal da Eslovênia: lago de Bled. A cidade fica a 40 minutos da capital Liubliana e possui um ar bucólico e campestre. A pequeno vilarejo também é uma opção de base no país, com simpáticos hotéis na região. As duas principais atrações são o Santuário da Assunção de Nossa Senhora (situado na ilha de Bled) e os castelo de Bled. Muitas placas sinalizam o caminho para chegar ate os pontos e já aviso aos navegantes: Grad significa castelo na língua eslovena. No entanto, como a proposta do nosso tour era explorar, optamos em fazer uma trilha para admirar a vista panorâmica da cidade. Muitos caminhos levam ao ponto mais alto daquela região e a nossa escolhida foi a trilha Osojnica (685m de altitude). Sua subida é rápida {30 minutos} e os dois mirantes são admiráveis.

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     A partir de Bled, seguimos viagem rumo a nossa próxima parada : Slap Pericnik. O pequeno parque possui duas cachoeiras: Spodnji Slap (parte inferior) e Zgornji Slap (parte superior). As quedas d’agua são formadas a partir do lago glacial Vrata Valley e o percurso muda de caminho a todo tempo. Para chegar até o local, seguimos uma trilha de 40 minutas com subidas leves e pouca dificuldade.

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    Após as cachoeiras a próxima parada é a cidade de Bovec. Infelizmente, choveu durante grande parte do nosso passeio. A empolgação da equipe e nossa não foi comprometida em nada, no entanto alguns pontos ficaram difíceis de ser explorados. Programamos um passeio de caiaque pelo rio Soca e devido as condições climáticos foi a nossa última parada. Antes de chegar ao vilarejo de Bovec, passamos pela estrada de Vrsic e o local entrou para a lista de “scenic drives” (estradas cinematográficas). Os caminhos sinuosos chegam a 1.600 metros de altitude e alguns pontos foi possível ver neve, mesmo durante o verão. O gelado rio Soca foi a nossa despedida desse dia que ficará para sempre guardado em nossas memórias.

_DSC0607Observação: Confesso que sou bem exigente com grupos de turismo e serviços contratados durante uma viagem. A equipe da Slotrips demonstrou um profissionalismo difícil de encontrar, desde o primeiro contato a toda atenção oferecida no dia. O passeio foi conduzido de uma forma leve e repleto de informações. Certamente, tornou-se um dos melhores dias da viagem.

No próximo post, comento sobre Piran, uma das cidades mais charmosas da Eslovênia.

PS. Bon Voyage!

Liubliana – O cartão postal da Eslovenia

_DSC0698    A Eslovênia foi a grande surpresa da minha viagem. Considerada um dos menores países da Europa, o local é um reduto de belezas naturais. Escondida entre a Hungria, a Croácia e a Itália, o pedaço de terra ainda possui um trecho cristalino do mar Adriático para emoldurar o seu cenário. O país já é referência na rota de ecoturismo dos viajantes mais antenados e, se você planeja conhecer: o Deserto do Atacama, no Chile; Yosemite Park, na Califórnia, Banff, no Canadá ou Bergen, na Noruega certamente irá se identificar com o destino. Sua paisagem é composta por muitas regiões montanhosas, lagos e grandes campos esverdeados.  Seu povo esta em harmonia com a natureza e pode se orgulhar por ser um dos pioneiros na alimentação orgânica, sem agrotóxico. Algo que me chamou atenção foi a receptividade do povo local, alem do inglês fluente, algo que facilita a comunicação. Abaixo compartilho com vocês detalhes da minha experiência em um dos  países mais bonitos do Leste Europeu:

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    Cortada pelo rio Ljubljanica, a capital da Eslovenia – Liubliana parece ter saído de um livro de história infantil. Seu centro é compacto e possui um clima mais bucólico. Suas principais atracões são facilmente exploradas a pé e o símbolo da cidade é o Ljubljanski grad (castelo medieval). No topo da principal montanha, o prédio é facilmente avistado por qualquer ponto da capital. Para chegar até o lugar, existe duas opcões: o teleférico (valor por pessoa: 4,00 EUR) ou uma trilha de aproximadamente 20 minutos e repleto de belas imagens. O espaço foi totalmente revitalizado e abriga uma coletânea com as principais obras da cultura eslovena. O restaurante é uma boa pedida para tomar uns drinks e apreciar a beleza do lugar. Ainda no castelo, é possível escalar a torre principal pagando apenas 3,00 EUR. Lá de cima, avistam-se paisagens inesquecíveis de Liubliana, além das montanhas que cercam a cidade

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    O ponto central da cidade é a área ao redor da praça Preseren, onde você pode ver a bela Igreja Fransciscana (Franciscan Church) e vários outros prédios, além da Tromostovje ou Ponte Tripla, feita com as pedras de uma ponte antiga da cidade, do ano de 1842. A capital Liubliana também é conhecida como cidade dos dragões, algo que reforça seu clima lúdico. O dragão tem grande importância em Ljubljana, integrando o brasão da cidade, alem de guardar uma das principais pontes: Zmajski most.

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Onde se hospedar?

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    Infelizmente não indico o hotel que fiquei hospedada. O Grand Hotel Union fica em uma região privilegiada, a poucos passos da praça principal. No entanto, deixa a desejar com quartos antigos e café da manha defasado. Procuro me hospedar em lugares que agreguem na minha viagem e ofereçam um bom custo beneficio, algo que não foi encontrado. Recomendo olhar alguns hotéis a beira do rio.

Onde comer?

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    A gastronomia eslovena foi uma grande surpresa.  Os principais restaurantes concentram-se na charmosa rua Stari Trg, paralela ao rio. Muitos dispõem de mesas na calçada e a noite o local fica ainda mais animado. Alguns restaurantes que conheci foram:

  • Spajza 

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    Especializado em comida fusion, com pratos típicos e pitadas europeias. Indico para o almoço, o restaurante possui uma área externa muito charmosa. Veja a resenha completa AQUI.

  • Falafel 

    O povo esloveno aprecia muito um bom falafel, comida típica árabe. Um dos melhores lugares é esse restaurante a poucas quadras do centro. Veja a resenha completa AQUI.

  • Marley & Me

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    Ótimo restaurante para o almoco. Clima casual e preços justos. Veja a resenha completa AQUI.

  • Julija

    Restaurante com um clima romântico e ótimos pratos com massa e risotos. Veja a resenha completa AQUI.

    E ai, viajantes, gostaram do post? No proximo, comento sobre o tour que fiz pela região de Bled, Julian Alpes e Soca River (considerado o rio mais limpo da Europa). 

PS. Bon Voyage!

 

Dicas roteiro – Itália * Eslovenia * Croácia

_DSC1139     Quem me acompanha pelo instagram (@ps_bonvoyage) sabe que acabei de fazer uma viagem por algumas cidades da Itália, Eslovênia e Croácia. Quando comecei a planejar esse roteiro, pensei em fazer uma viagem de carro e ter a oportunidade de conhecer cidades menores e vilarejos durante o caminho. Acredito que esse modelo agrega muito no valor cultural e cria novas experiências. O total da minha jornada foram mais de 1.000 quilômetros rodados, durante 13 dias, e inúmeros vilarejos descobertos. Abaixo compartilho com vocês detalhes da minha viagem:

roteiro_europa    Vocês já devem ter percebido que sou apaixonada por calor e praia. Viajar durante o verão europeu pode não soar tão animador pelo fato de tudo estar lotado e mais movimentado. Realmente isso não é conversa fiada, no entanto uma viagem bem planejado pode trazer benefícios e uma definição com antecedência gera muitas benfeitorias ($) para o seu roteiro. Comecei a elaborar essa viagem com três meses de antecedência, uma boa margem de segurança para encontrar bons preços. Já havia recebido ótimas indicações sobre a Eslovênia e “combinar” o destino com a Itália e Croácia parecia bem interessante. Com isso, a minha primeira definição foi o aéreo. Após muitas pesquisas, comprei as passagens pelo site da Expedia com chegada em Bérgamo (Itália) e retorno por Dubrovnik (Croácia). A cia aérea utilizada foi a Lufthansa, sempre uma ótima experiência. O primeiro carro já foi alugado no aeroporto de Bergamo (sem antecedência). A locadora Avis ofereceu o melhor preço para um carro simples (modelo Smart) e no total foram EUR 200,00 para 4 dias com o carro.

    A primeira parada foi em Lago Di garda, vilarejo italiano entre as cidades: Milão e Veneza. O local preserva ares de interior e o lago possui o título de maior do país. Ao seu redor, inúmeros vilarejos formam uma paisagem convidativa para dias de muito descanso. A minha base foi a cidade de Gargnano, situada ao lado leste do lago. Optei em ficar hospedada no topo das montanhas e o Lefay Resort foi o hotel escolhido. Já havia visto muitas fotos do local e por incrível que pareça, superou todas as minhas expectativas (em breve, faço um post sobre o hotel). Durante três dias percorri algumas cidades como: Limone Sul Garda, Riva del Garda, Malcesine e Sirmione.

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    Outra cidade visitada na Itália foi Veneza. O local mundialmente conhecido por seus canais e romantismo foi um ponto estratégico antes de seguir viagem para a Eslovênia. Em seu centro, não é permitido utilizar veículos. Com isso, devolvi o carro no aeroporto e retirei outro somente quando peguei estrada. Como os países fazem parte da União Européia, transitar entre as cidades é livre. Portanto, não há necessidade de visto e passar pelo “controle de passaporte “. A chegada a Eslovênia foi tranquila e o país, com título de terceiro menor da Europa, me surpreendeu com tamanha beleza.

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_DSC0475    Por fim, a Croácia foi a nossa última parada. Por questão de tempo, utilizamos avião para ir de Zagreb a Split (cidade portuária). O trajeto de 400 quilômetros também pode ser realizado de carro e o grande beneficio é apreciar a beleza da estrada. O voo domestico foi comprado direto pelo site da Skyscanner e realizado pela cia aérea Croatia Airilnes. O voo é muito curto, duração de 40 minutos e ajuda dar uma pitada de emoção na viagem por se tratar de um monomotor. A cidade de Split é o portao de boas vindas do mar Adriático e de lá partem muitos barcos para as famosas ilhas Hvar e Brac. O trajeto é realizado pela empresa Jadrolinija e custa 55,00 Kunas (moeda local) por pessoa. Infelizmente não é permitido comprar pelo site.

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Abaixo compartilho mais detalhes dos hotéis que fiquei hospedada nessa viagem. Nos próximos posts, comento sobre cada lugar visitado e as minhas dicas do que fazer em cada região.

Ficha técnica:

Lefay Resort – Lago di Garda

NH Palazzo Barocci – Veneza

Grand Hotel Union – Liubliana

Esplanade Hotel – Zagreb

Adriana – Hvar

Dubrovnik Palace – Dubrovnik

PS. Bon Voyage!