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Carnaneve 2016 – Zermatt

Quem acompanhou o Ps. Bon Voyage pelo Instagram, viu que tivemos um carnaval bem atípico esse ano! Fugimos do calor e agito do Brasil para uma viagem com amigos para a Suíça. Essa foi a primeira vez que escolhemos um destino no inverno para passar o carnaval, mas para esse nosso grupo de amigos já é tradição há mais de cinco anos. Na realidade, a proposta da viagem é escolher uma estação de esqui (em qualquer parte do mundo) que tenha uma boa estrutura de cidades e pistas para passar a semana. Digamos que não falta opções nessa época, afinal é inverno nos Estados Unidos/Europa e um período com  muita neve! Quando começamos a pensar sobre qual lugar visitar, veio logo a ideia de Zermatt – a estação de esqui mais democrática da Suíça. Hoje vou compartilhar com vocês as principais dicas para visitar o destino! 

                 # Como chegar #

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Zermatt é uma cidadezinha alpina com apenas 3.500 habitantes localizada no sul da Suíça. O vilarejo fica na fronteira entre a Suiça – Itália (por isso é comum encontrar italianos) e possui em seu cenário a montanha mais fotografada do país: o Matterhorn – símbolo do chocolate TobleroneEm Zermatt é proibido a circulação de carros nas ruas, com isso o trem é a maneira mais fácil (e única!) de chegar. Na Suíça, a malha ferroviária funciona de forma integrada, tornando um excelente meio de transporte. Qualquer não-residente pode adquirir o  Swiss Pass (vendido direto pelo site da companhia SBB) e ter acesso a todas as linhas de trem normais do país (exceto as rotas especiais, panorâmicas de montanha), e todos os bilhetes de transporte público dentro das cidades, incluindo barcos, ônibus, trams, além de entrada em mais de 400 museus.

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Para chegar até a estação de esqui, é possível pegar o trem nas principais cidades suíças: Zurique, Genebra, Lucerna e St. Moritz. Nós fizemos a viagem de trem a partir de Zurique (cidade mais populosa da Suíça) e indicamos pela beleza do trajeto. A viagem tem uma duração total de três horas com a necessidade de uma baldeação para troca de trem. A viagem é dividida em dois trechos: o primeiro de Zurique até a cidade de Visp (duração de duas horas) e a segunda etapa é de Visp até Zermatt que é um pedaço da rota do Glacier Express – o mais famoso trem panorâmico do país.

Glacier

O trajeto original do Glacier (fala: Glêixar) é de St. Moritz a Zermatt (conforme foto acima), tem uma duração de sete horas e quarenta minutos – e considerado o “trem expresso mais lento do mundo”! Porém, em apenas alguns horários do dia a rota é feita sem baldeações, num trem megapanorâmico, com serviço de bordo especial. Este é o Glacier Express — e para subir nele você precisa reservar e, mesmo com Swiss Pass, pagar um extra para escolha dos assentos. Uma alternativa é fazer a viagem em trens regionais (são eles: de Zermatt a Visp; de Visp a Disentis ou Chur; e finalmente de Disentis ou Chur a St. Moritz) e aproveitar o visual dos vales alpinos! O ticket para esse trem é uma média de 123 CHF (francos suíços) e pode ser adquirido direto pelo site do SBB.

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No entanto, aos que fazem uma viagem de carro pelo interior do país, uma alternativa é estacionar o veículo num vilarejo próximo (a melhor opção é a cidade de Täsch) e ir de trem até Zermatt. Em Täsch há vários estacionamentos, mas o melhor é o estacionamento dentro da estação de trem, que é o mais cômodo e com bom preço: Matterhorn Terminal Täsch (custa cerca de 15 francos a diária). Pode ficar tranquilo estacionando lá, é estacionamento coberto, protegido e ali mesmo você compra o bilhete de trem para Täsch, que sai a cada 20 minutos. O bilhete custa cerca de 17 francos por pessoa, ida a volta.

                # O que fazer #    

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A cidade de Zermatt é totalmente preparada para quem pretende fazer uma viagem de esqui, no entanto é possível visitar o vilarejo e aproveitar suas lojas, bares e restaurantes! Sendo assim, para se localizar na cidade vale uma caminhada pela Bahnhofstrasse – principal rua comercial de Zermatt. Seu inicio é em frente a estação de trem e percorre grande parte do vilarejo. No local, é possível encontrar um kit sobrevivência para os primeiros dias na cidade: supermercado, farmácias e lojas de chocolate (quem disse que não é questão de sobrevivência?), além de diversas lojas de roupas de esqui – da democrática Bayard a badalada Moncler. Na rua também estão os três principais hotéis do vilarejo alpino: o histórico Monte Rosa, o tradicional Mont Cervin e o moderno The Omnia. As tarifas de hotel em Zermatt variam ao longo de todo o ano. Na temporada de esqui (a partir de Dezembro a Março) os valores são mais altos e nesses hotéis a media é de 450,00 EUR por dia. 

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Atravessando a rua, ou melhor um rio de águas calmas que corta a cidade, esta uma área com hotéis mais democráticos. A lista começa com o badalado Bristol – hotel categoria médio padrão, três estrelas e que fica a poucos passos do ponto de ônibus para as gôndolas de esqui. A maioria dos hotéis suíços oferecem café da manhã no valor da diária (ponto muito positivo!), além de spa e serviço de locker para os equipamentos alugados.

Em Zermatt, uma das principais atrações para quem não esquia e uma visita ao topo da montanha Matherhorn a bordo de um trem de cremalheira. A ferrovia Gornergrat Bahn foi a primeira ferrovia de cremalheira do mundo completamente elétrica. Hoje, moderna e super eco-friendly, é equipada com um sistema inteligente que gera energia na própria descida do trem e leva visitantes do centro de Zermatt ao topo do Gornergrat em todos os 365 dias do ano. A viagem panorâmica montanha acima dura 33 minutos e faz uma sensacional ascensão de quase mil e quinhentos metros de altitude ao longo da jornada enquanto a ferrovia serpenteia sobre pontes, galerias e dentro de túneis, por entre pinheiros, rochedos e lagos.

# Dica: vale a pena comprar o ski pass (bilhete unico de acesso as gondolas de esqui) para fazer esse passeio. O ticket custa 79 CHF por pessoa e dá acesso a todos os trens e estações de esqui.

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O visual do alto é lindo e emocionante ver o Matherhorn lá de pertinho. É no topo do Gornergrat que fica o mais alto hotel de toda a Europa, o 3100 Kulmhotel Gornergrat. As facilidades por ali incluem também um restaurante aberto ao público em geral, observatório astronômico e lojinhas. Passar a noite num local tão especial pode ser uma sensacional experiência.

                      # Hotel #

Nós ficamos no Aristella Swissflair e foi uma excelente escolha! Contando um pouco da nossa experiência: assim que chegamos na estação de trem em Zermatt, fomos recebidos por um simpático motorista português. Como na cidade só possível circular carros elétricos, nossas malas foram acomodadas no pequeno porta-mala e seguimos para o curto caminho até o hotel. Nesse momento, o senhor comentou sobre a previsão de neve para os próximos dias e como a cidade estava lotada de europeus! Apenas 5 minutos de corrida, chegamos no hotel e a recepção foi igualmente simpática por uma senhora italiana. A reserva tinha sido realizada no site do Booking (sempre uso e recomendo) e por sorte havíamos ganhado um upgrade na categoria do quarto!

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O hotel possui apenas 27 quartos divididos em três categorias: econômico, moderno e deluxe com vista para o Matterhorn. Todos os quartos são novos, bem iluminados, espaçosos e possuem uma decoração linda – bem típica suíça com muita madeira e parquet. O banheiro (algo tão importante em uma estação de esqui!) possui o chão aquecido e chuveiro com banheira, além de ótimos amenities! Não posso deixar de comentar sobre o café da manhã, simples e gostoso! Como uma típica refeição suíça, não pode faltar: seleção de queijos, pães variados e chocolate quente! O hotel também agradou pelo ótimo atendimento dos funcionários – sempre atenciosos e solícitos!  

No próximo post comento todos os detalhes dos nossos dias no esqui!

PS. Bon Voyage!             

Destinos italianos – Cinque Terre

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Ahh la bella Itália, um destino que encanta os turistas com suas belas paisagens, sua riqueza cultural e, claro, sua deliciosa gastronomia! Nós somos apaixonados por esse pedacinho da Europa e aqui no blog já dividimos com vocês diversos posts das nossas viagens para lá! (veja mais: Veneza, Verona, 10 vilarejos supreendentes, Lago di Garda, Lago di Como, Taormina, Panarea e Favignana). O mais interessante é que a Itália pode ser visitada em qualquer época do ano, pois possui ótimas atrações em ambas estações. Por ex: durante os meses mais quentes, cidades como Capri, a região da Costa Amalfitana, Isola dei Conigli, a ilha da Sardenha, a Cinque Terre, a bela Taormina e as ilhas eólicas na Sicília são destinos que oferecem o pacote formado por belas praias do mediterrâneo + vilarejos charmosos . Nos meses mais frios, a Toscana, Florença, Veneza, Roma, a região da Puglia (Alberobello), Milão e as Dolomites tornam-se encantadoras e são uma ótima pedida. Hoje vou compartilhar por aqui dicas de um lugar maravilhoso: Cinque Terre!

                  # Como chegar #

Localizado a cem quilômetros de Gênova, entre Levanto e La Spezia, está um dos tesouros da Itália – Cinque Terre. Monterosso, Vernazza, Corniglia, Manarola e Riomaggiore são os cinco povoados medievais, todos destinos românticos por excelência, localizados dentro de um parque nacional considerado patrimônio mundial da UNESCO. Sendo assim, seu cenário é único, pois os vilarejos estão situados sobre falésias à beira do mar e todos são conectados por uma triha ecológica de 12km repleta de subidas e descidas pelas montanhas. Cada vilarejo tem uma característica, mas todos são abastecidos por uma grande variedade de hotéis, restaurantes e bares. 

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[MEIO DE TRANSPORTE]

/// TREM

A maneira mais fácil de chegar a região da Cinque Terre é de trem, pois o uso de carro não é permitido no centro dos vilarejos. A região é abastecida por ótimas estações de trem e esta localizada a cem quilômetros de Genova, entre Levanto e La Spezia. Uma opção para quem se hospeda dentro do parque nacional é pegar um trem na estação Santa Marguerita Ligure, localizada a 30 minutos do centro de Genova, e descer em Monterosso Al Mare – vilarejo situado na extremidade norte do parque. No entanto, para quem não pretende se hospedar em uma das “terre” uma opção é chegar por La Spezia – cidade localizada a meia hora de trem de Riomaggiore, e ligada às Terre também por barco (via Portovenere). A cidade é simples e pouco turística, mas possui ótimas opções de hotéis para quem não quer gastar tanto e conhecer essa região. O NH La Spezia fica no centro da cidade e próximo da estação de trem. 

/// AVIAO

O aeroporto mais próximo da Cinque Terre é o de Pisa localizado a 1h30min de trem de Monterosso Al Mare. No próprio aeroporto é possível pegar o trem, sem necessidade de baldeação. O trecho custa em média € 20 por pessoa. 

///DAY TRIP A PARTIR DE FLORENÇA OU MILAO

Nós somos do time que apoia bate e voltas a partir de um determinado ponto. No entanto, no caso da Cinque Terre não vale a pena visitar a partir de Florença ou Milão pela longa distância! A viagem de trem demora em média 2h30min por perna e, vale pensar que para conhecer essa região, é preciso separar ao menos 5 horas do dia. Conclusão? Muito esforço e cansaço para o próximo dia da viagem! 

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[COMO EXPLORAR AS CIDADES]

///TREM

Todas as “terre” possuem pequenas estações de trem em seu centro, porém o meio de transporte não é a melhor opção para explora-las. O trajeto completo de trem, parando em todas as Terre, leva 29 minutos entre La Spezia e Monterosso (a viagem expressa, sem parada intermediárias, leva menos de 15 minutos). Não é uma viagem panorâmica: o trem vai por dentro da montanha quase todo o tempo, com poucas aberturas para o mar da Ligúria. O trem deve ser usado apenas para cortar caminho — só vale mesmo a pena como ida ou volta de um percurso de barco ou a pé (trilha).

/// A PÉ

A trilha que percorre todas as Terres é conhecida como Sentiero Azzurro e possui um visual impressionante de toda a costa. Dependendo da época do ano, o trajeto pode ser muito cansativo por conta das subidas (o trecho mais difícil é Monterosso-Vernazza) e o forte sol que paira na região. Para quem tem o espirito aventureiro, a trilha tem uma duração media de 1h30minutos e o trecho mais bonito (fotografado!) é o Manarola-Riomaggiore. 

/// DE BARCO

Há barcos que funcionam entre os vilarejos, exceto para Corniglia. Essa é considerada a melhor maneira de ver a paisagem, no entanto não é a opção mais rápida ou barata. Os barcos partem de todas as “terre” e, para ter uma ideia, o valor do ticket para o dia inteiro é € 25, aos sábados e domingos € 27 e o ticket valido apenas a a tarde o “afternoon ticket” é € 17). O barco faz a rota Monterosso-Vernazza-Manarola-Riomaggiore-Portovenere (e volta). O ticket do dia inteiro (ou da tarde) dá direito a descer e reembarcar em todas as paradas. Caso você não queira ir até Portovenere, pode comprar só o ticket one-way de € 10,50 que dá direito às três paradas dentro das Terre (Vernazza, Manarola e Riomaggiore). À tarde também é possível comprar o one-way com direito a duas paradas, por € 9. Portovenere é uma vila considerada a sexta “terre” e só é acessada de barco. 

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                  # Onde se hospedar #

As Cinque Terre podem ser visitadas em um dia a partir de Spezia ou Genova pela curta distância, no entanto uma alternativa muito interessante é dormir em uma das Terre. Minha dica é que, não importa a base que você escolha, vale passar ao menos duas noites, pois desta forma é possível dedicar um dia inteiro ao passeio, sem perder tempo com deslocamento até as Terre, nem o stress de seguir viagem no mesmo dia.

Na costa entre Gênova e Monterosso há várias cidades que podem servir de base para o passeio às Cinque Terre — sempre no mesmo esquema: duas noites, chegando no fim do primeiro dia e aproveitando o segundo sem stress de precisar seguir viagem no mesmo dia. Dessas cidades também dá para dar um pulinho no outro destino cobiçadíssimo da costa lígure, Portofino. A cidade esta localizada a 1h30min de trem e possui belas praias. Um dos hotéis mais cobiçados da região é o Belmond Hotel Splendido – tradicional hotel da rede Belmond, que pertenceu a um mosteiro medieval e com apenas 67 quartos. Seu restaurante – La Terraza  é um dos mais famosos da região e une a maravilhosa gastronomia italiana à belíssima paisagem de Portofino, na Riviera Italiana. Ele está localizado no terraço do hotel e a vista privilegiada encanta a todos, pois é possível fazer as refeições admirando o azul intenso do mar da Ligúria.

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E aí, todos arrumando a mala em 3,2,1!!

PS. Bon Voyage!

Dubrovnik – Bate e voltas que valem a pena!

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A Croácia foi um dos países que mais gostamos de visitar no ano passado e quem acompanha o Instragram sabe disso! Vire e mexe o tema volta a tona e compartilhamos milhares de fotos desse fantástico destino. Por aqui, já comentamos sobre o nosso roteiro (aqui), dicas de Hvar (aqui) e Dubrovnik (aqui). No entanto, como falar de lá nunca é demais (espero que para vocês também!), hoje vamos comentar sobre os possíveis bate-voltas a partir de Dubrovnik – a pérola do Adriático. 

Quem me acompanha desde o inicio do blog, sabe que esse formato de viagem me agrada muito. Fazer muitas bases (paradas/hospedagem) na viagem muitas vezes fica mais cansativo do que simplesmente ir até o lugar, passar o dia e voltar. Obviamente isso implica em condições favoráveis, como bom meio de transporte + curta distância + cidade pequena fácil de explorar – então já sabem, se o destino reúne esses três pré-requisitos, pode fazer uma day trip! Na Croácia, por ser um país pequeno e com ótimas rodovias, o esquema de bate-volta cai como uma luva! Por exemplo, ao norte, a partir de Zadar (cidade super interessante) vale visitar o lagos de Plitvice – umas principais atracões turísticas do país e que fica apenas 40 minutos de carro da cidade. Já um pouco mais ao centro, outras visitas interessantes é a cidade histórica de Trogir (lugar onde está a Fortaleza de Klis – um dos cenários do seriado Game of Thrones) e o Parque Nacional de Krka que fica a 86 Km de Split. 

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No entanto, é a partir de Dubrovnik que estão algumas das paradas obrigatórias no roteiro da Croácia. Devido a sua ótima localizacao geográfica, fronteira com a Bósnia e Montenegro, o lugar é uma espécie de parque de diversões dos viajantes mais acelerados. Além de todas as ilhas incríveis coladas em Dubrovnik, o viajante ganha um plus em poder conhecer essas maravilhas da natureza! 

Montenegro


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Montenegro é uma das belas heranças da antiga Iugoslávia! Com apenas 8 anos de vida (independente da Sérvia em 2006), o local é bem preservado e possui algumas das cidades medievais mais bonitas da Europa.  Seu cenário poderia servir de inspiração para as filmagens da Terra Média, afinal conta com uma bela cadeia montanhosa, fiordes, caniôns e lagos. No entanto, são as cidades de Kotor, Budva e Sveti Stefan que fazem a fama do local e veja só por que: 
  • KOTOR

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A cidade de Kotor fica a apenas 92km de Dubrovnik, no entanto o trajeto não é tão simples devido a quantidade de túneis e curvas. Como a ideia é visitar outro país, é importante levar o passaporte (original) na viagem por conta da fiscalização na fronteira. O processo pode ser simples, no entanto caso tenho um policial um pouco mais inspirado – o processo irá demorar alguns minutos para impressão e carimbo no documento. A grande atração do vilarejo é a Baía de Kotor – considerada uma das mais bonitas do mundo, e patrimônio não só cultural e histórico, mas também natural da humanidade pela UNESCO. Mesmo se você optar em visitar a cidade de forma independente (aluguel de carro) ou com alguma empresa turística – vale conhecer à Fortaleza de Kotor. E sabe como? Não é de teleférico nem de bondinho. É subindo a pé mesmo por uma escadaria de pedras de nada mais nada menos do que 1350 degraus. Essa proeza exige bom preparo físico. É para os fortes. Especialmente, no calor do verão. O valor do ingresso para a subida é 3 euros. 

  • Budva 

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A apenas 23km de Kotor esta a segunda parada em Montenegro: Budva. A cidade medieval amuralhada e super bem preservada e o principal balneário durante os meses de verão. Suas praias são parecidas com a da Croácia: aguas cristalinas e pedrinhas ao invés de areia. Seu litoral possui mais de 20km de extensão, no entanto uma boa parada é a Becici – que foi escolhida como uma das praias mais bonitas do Mediterrâneo. 

  • Sveti Stefan 

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Por influência da Croácia, a vizinha badalada que é o principal destino turístico dos Balcãs, Montenegro passou a receber muitos turistas. E assim, a ilha de Sv. Stefan foi escolhida pela luxuosa cadeia Aman para instalar esse hotel super exclusivo num lugar paradisíaco e cheio de história. O hotel ocupa toda a ilha de Sv. Stefan (que tem 12.440 metros quadrados) e teve o cuidado de preservar as casas medievais com sua estrutura externa intacta e instalações super confortáveis no interior dos 50 quartos e das 8 suítes. Seu acesso é feito por um istmo, uma espécie de passarela, que conecta a ilha ao continente. Não há outra maneira de entrar no hotel.  Também há algumas acomodações na cidade, na Vila Milocer, onde fica a praia privativa do hotel. E, que praia! Uma daquelas que não dá vontade de ir embora de jeito nenhum. A água é cristalina, pois o fundo é todo de pedras rosadas. Espetacular!

Gostaram das dicas?

PS. Bon Voyage!

Roteiro Croácia | Hvar

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    Relendo os últimos posts sobre a Croácia percebi que não havia escrito nada sobre Hvar – a ilha mais badalada do mar Adriático. Sua atmosfera festiva é semelhante a lugares como Ibiza (Espanha), Mykonos (Grécia) e Bodrum (Turquia) – cheio de atracões e que atrai bastante o público jovem. Além de bares e festas, a ilha tem muito a oferecer: seu litoral é repleto de praias maravilhosas e sua posição estratégica convida o viajante a fazer bate-voltas interessantes. Considerado o lugar mais ensolarado do país, com uma média anual de quase oito horas por dia (mais de 2,7 mil horas por ano), a ilha é composta por oito povoados: Hvar, Stari Grad, Vrboska, Zavala, Poljica, Bogomolje e Sucuraj. A capital Hvar Town é um vilarejo pequeno, no qual não circulam carros e tudo pode ser feito a pé. 

COMO CHEGAR

A forma mais fácil de chegar em Hvar é a partir de Split – cidade portuária que fica a três horas de carro de Dubrovnik e uma hora/meia de Zadar. Seu porto é a principal conexão entre o litoral croata e as principais ilhas da costa. Uma das empresas mais antigas que faz o transporte marítimo é a Jadrolinija que opera o trecho com Catamarãs (só transporta pessoas) que desembarca em Hvar Town e ferries (transporte de carros) que desembarca no porto de Stari Grad. Em seu (site oficial) é possível conferir os trajetos, horários e comprar os tickets. Como nós visitamos a Croácia durante o verão europeu (Julho) já compramos o ticket direto pelo site e, assim que chegamos no porto, pegamos o bilhete oficial no escritório da empresa. Vale um alerta: assim como a maioria dos catamaras europeus, não existe assento marcado, portanto, vale ficar atento ao horário de saída e encarar a fila do embarque com antecedência. Outro ponto é: para não confundir na saída, sempre confira o nome do barco no bilhete (por ex: Judita, Karolina…). 


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Os principais trajetos do catamarã no litoral de Hvar

A viagem de Split a Hvar tem duração de uma hora e as saídas costumam ser bem cedo ou no fim do dia. Portanto, quem opta em sair a tarde, vale aproveitar o dia para conhecer Split. Seu porto fica a poucos passos do antigo Palácio de Diocleciano – coração da cidade e área repleta de lojas, bares e restaurantes. Caminhar por lá é uma verdadeira viagem ao tempo e um programa cultural muito interessante que se encaixa perfeitamente no tempo de espera. Dica: O escritório da Jadrolinija possui uma espécie de locker para guardar as malas sem custo adicional. 

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ONDE SE HOSPEDAR?

Reserve ao menos três dias em Hvar para conhecer as principais atracões da ilha. A melhor localização é Hvar Town (capital) e por lá é possível encontrar algumas opções de hospedagem: albergues, casas particulares (algo bem comum na Croácia) e hotéis boutique. A rede Suncani Hvar é proprietária dos três principais hotéis da ilha: Riva, Adriana e Amfora – localizados a poucos passos do centro. A rede oferece ao hóspede uma ótima infra-estrutura: piscinas naturais e aquecidas, bares, restaurantes, praias privativas, sauna e academia. A vantagem de se hospedar nos hotéis da rede é que eles são “integrados” e é possível desfrutar das áreas comuns com um único cartão de acesso (no caso, a chave do quarto). 

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Vista da piscina no hotel Amfora

Nós escolhemos ficar no Riva por ser menor e mais charmoso. O quarto era pequeno, porém confortável, os funcionários atenciosos e o restaurante do café da manha foi uma grata supresa. Os hotéis da rede Suncani ainda contam com um clube de praia chamado Bonj Le Bain Beach – por lá o hospede pode reservar uma tenda para passar o dia e desfrutar do ótimo serviço de praia. 

Outra opção na ilha é o The Palace, hotel da rede Suncani, porém menos badalado. Localizado na praça principal, o hotel possui 73 quartos e possui 3 estrelas. As diárias são em torno de 300 euros.

O QUE FAZER DURANTE O DIA?  
  • Praias

A ilha de Hvar possui algumas das praias mais bonitas da Croácia. Seu litoral é extenso, com águas cristalinas e fundo cheio de pedrinhas. Sim, diferente das nossas praias brasileiras, por lá toda a extensão de areia é preenchida por pedras e precisa usar um sapato certo (de preferência papete) para não se machucar. As melhores praias ficam na parte leste da ilha (afastadas do centro) e uma boa maneira de conhecê-las é de scotter (moto) ou carro alugado. No roteiro não pode deixar de incluir a praia Milna – com um centrinho charmoso e uma boa infra-estrutura, Uvala Dubovica – localizada a 8km do centro de Hvar e acesso apenas por trilha e Zarace Beach – localizada no vilarejo de Zarace e com um mar tranquilo/cristalino.

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Stari Grad: cidade super charmosa localizada a 20min de carro de Hvar Town.
  • Passeio de barco

No roteiro de Hvar vale separar pelo menos um dia para fazer um passeio de barco. Na praça Trg Svetog Stjepana é onde ficam os prédios mais importantes da ilha: a Catedral de Santo Estevão com seu campanário do século XVII e a Marina local onde saem os barcos para as cavernas e ilhas. Um passeio altamente recomendado é o de meio dia (duração 6 horas) para as cavernas Blue Cave e Green Cave. Ambas podem ser visitadas apenas no período da manha, por conta da incidência da luz dentro da caverna, e só é possível entrar com um barco pequeno. Esse passeio ainda inclui uma parada na ilha de Solta onde ficam algumas ruínas e o barqueiro faz uma parada para mergulho. Além disso, outro passeio interessante é para a ilha medieval Korcula que muitos dizem ser a mais bonita da Dalmácia e a ilha de Brac onde fica a praia de Bol, um dos principais cartões postais da Croácia. 

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Optamos em contratar um empresa indicada pelo concierge do hotel  Bare Hvar Sailing Tours para fazer o passeio de um dia pela cavernas Blue Cave e Green Cave. No entanto, não indicamos fechar com antecedência, pois é possível encontrar disponibilidade e bons preços na ilha. Outro passeio de barco que é oferecido em Hvar é para a ilha de Palmizana. No local, fica um dos melhores restaurantes das redondezas – Zori Restaurant. 

QUANDO A NOITE CAI:

A praia de pedras, que fica bem próxima a marina de Hvar – mais ou menos 15 minutos de caminhada pela costa é famosa pelo seu cenário paradisíaco e por reunir alguns dos bares/restaurantes mais descolados da cidade. Um deles é o Hula Hula beach bar, que tem um cardápio repleto de drinques, pratos deliciosos e também disponibiliza um DJ após as 18h (uma boa pedida é ir durante o pôr do sol a praia fica ainda mais especial). A música termina cedo por lá e depois a dica é seguir para o bar Carpe Diem onde todos chegam por volta das 23hs. A vida noturna em Hvar é agitada e, para quem tem animo, vale fazer a travessia até o Carpe Diem Beach, que fica em uma ilha a 10 minutos da costa.

Um destino imperdível que vale incluir no roteiro da Croácia!

PS. Bon Voyage!

Onde comer em Barcelona!

    Vira e mexe aparece um leitor por aqui pedindo dicas de restaurantes em Barcelona! A capital da Catalunha é um dos destinos mais visitados na Europa (não é só no verão!) e tem uma seleção de restaurantes de primeira! Por lá é possível degustar as famosas tapas, presunto cru (jamón) e frutos do mar dos mais variados – algo tão presente na culinária espanhola! Nós visitamos a cidade em Janeiro deste ano (tem um post com dicas aqui) e simplesmente A-MA-MOS os restaurantes que conhecemos! Então segue uma lista com o TOP 10 para incluir no roteiro de vocês:

Boca Grande: Um dos restaurantes mais descolados de BCN! A comida é gostosa (bem variado de carnes e frutos do mar), mas o ambiente é uma atração à parte! Vale fazer reserva pelo site.

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Endereço: Passatge de la Concepcio 12 | Preço médio: 45,00 EUR por pessoa excluindo bebida alcoólica. 

Botafumeiro: um dos restaurantes mais tradicionais e famoso pelos seus pratos de peixes e frutos do mar. O ambiente é legal, o serviço bom e a comida deliciosa!

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Endereço: Carrer Gran de Gràcia, 81, 08012 Barcelona | Preço médio: 70,00 EUR por pessoa excluindo bebida alcoólica. 

El Nacional: espaço gastronômico colado na Paseo di Gracia que possui vários restaurantes bacanas. Almoçamos no especializado em peixes (La LLotja) e estava otimo!

Endereço: Paseo de Gracia 24, 08007 Barcelona | Preço médio: 45,00 EUR por pessoa excluindo bebida alcoólica.

Ciudad Condal: um dos restaurantes mais tradicionais de tapas em Barcelona! O lugar é bem cheio e tem fila, mas vale esperar pelos pratos. Aberto durante todo o dia!

Endereço: Rambla de Catalunya, 18 | Gran Via de les Corts Catalanes, 603, 08007 Barcelona | Preço médio: 30,00 EUR por pessoa excluindo bebida alcoólica.

Quimet & Quimet: outro restaurante bem tradicional de tapas. Próximo ao mercado La Boqueria.

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Endereço: Poeta Cabanyes 25, 08004 Barcelona| Preço médio: 30,00 EUR por pessoa excluindo bebida alcoólica.

Jaime Beriestain: Um bistrô/café super charmoso que fica dentro de uma loja próximo a Casa Batlo! Tá na lista pq as sobremesas são incríveis.

Endereço: C/ Pau Claris, 167  Barcelona| Preço médio: 30,00 EUR a 45,00 EUR por pessoa excluindo bebida alcoólica.

Bestial: restaurante pé na areia em Barceloneta com uma paella. Vale ir em um dia ensolarado para aproveitar o visual.

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Endereço: Ramón Trias Fargas 2-4, 08005 Barcelona| Preço médio: 40,00 EUR por pessoa excluindo bebida alcoólica.

Tickets (bar de tapas), Pakta e 41 Grados: restaurantes do famoso chef Albert Adrià e que são incríveis! Vale tentar reserva pelo site em qualquer um dos três e se deliciar com as criações autênticas.

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Endereço: Avinguda Paral·lel 164, 08015 Barcelona| Preço médio: 55,00 EUR por pessoa excluindo bebida alcoólica.

Alkimia: para quem quer uma experiência gastronômica mais refinada! Vale reservar na quarta que tem um menu degustação com um preço mais acessível.

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Endereço: Carrer de la Indústria, 79 Barcelona| Preço médio menu degustação: 58,00 EUR a 74,00 EUR por pessoa excluindo bebida alcoólica.

  • Mercat de la Boqueria

Não pode faltar esse mercadão que é um clássico em Barcelona! A boa pedida é caminhar pelas milhares de “ruelas” gastronômicas e degustar um pouco de cada alimento! Os peixes são incrivelmente frescos e as frutas nem se fala!

Aproveito para dar uma dica de Site que me ajudou muito na reserva de restaurantes em Barcelona! É o BcnRestaurantes.com que tem uma lista bem completa e é super fácil de usar ;)

PS. Bon Voyage!