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Destinos italianos – Cinque Terre

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Ahh la bella Itália, um destino que encanta os turistas com suas belas paisagens, sua riqueza cultural e, claro, sua deliciosa gastronomia! Nós somos apaixonados por esse pedacinho da Europa e aqui no blog já dividimos com vocês diversos posts das nossas viagens para lá! (veja mais: Veneza, Verona, 10 vilarejos supreendentes, Lago di Garda, Lago di Como, Taormina, Panarea e Favignana). O mais interessante é que a Itália pode ser visitada em qualquer época do ano, pois possui ótimas atrações em ambas estações. Por ex: durante os meses mais quentes, cidades como Capri, a região da Costa Amalfitana, Isola dei Conigli, a ilha da Sardenha, a Cinque Terre, a bela Taormina e as ilhas eólicas na Sicília são destinos que oferecem o pacote formado por belas praias do mediterrâneo + vilarejos charmosos . Nos meses mais frios, a Toscana, Florença, Veneza, Roma, a região da Puglia (Alberobello), Milão e as Dolomites tornam-se encantadoras e são uma ótima pedida. Hoje vou compartilhar por aqui dicas de um lugar maravilhoso: Cinque Terre!

                  # Como chegar #

Localizado a cem quilômetros de Gênova, entre Levanto e La Spezia, está um dos tesouros da Itália – Cinque Terre. Monterosso, Vernazza, Corniglia, Manarola e Riomaggiore são os cinco povoados medievais, todos destinos românticos por excelência, localizados dentro de um parque nacional considerado patrimônio mundial da UNESCO. Sendo assim, seu cenário é único, pois os vilarejos estão situados sobre falésias à beira do mar e todos são conectados por uma triha ecológica de 12km repleta de subidas e descidas pelas montanhas. Cada vilarejo tem uma característica, mas todos são abastecidos por uma grande variedade de hotéis, restaurantes e bares. 

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[MEIO DE TRANSPORTE]

/// TREM

A maneira mais fácil de chegar a região da Cinque Terre é de trem, pois o uso de carro não é permitido no centro dos vilarejos. A região é abastecida por ótimas estações de trem e esta localizada a cem quilômetros de Genova, entre Levanto e La Spezia. Uma opção para quem se hospeda dentro do parque nacional é pegar um trem na estação Santa Marguerita Ligure, localizada a 30 minutos do centro de Genova, e descer em Monterosso Al Mare – vilarejo situado na extremidade norte do parque. No entanto, para quem não pretende se hospedar em uma das “terre” uma opção é chegar por La Spezia – cidade localizada a meia hora de trem de Riomaggiore, e ligada às Terre também por barco (via Portovenere). A cidade é simples e pouco turística, mas possui ótimas opções de hotéis para quem não quer gastar tanto e conhecer essa região. O NH La Spezia fica no centro da cidade e próximo da estação de trem. 

/// AVIAO

O aeroporto mais próximo da Cinque Terre é o de Pisa localizado a 1h30min de trem de Monterosso Al Mare. No próprio aeroporto é possível pegar o trem, sem necessidade de baldeação. O trecho custa em média € 20 por pessoa. 

///DAY TRIP A PARTIR DE FLORENÇA OU MILAO

Nós somos do time que apoia bate e voltas a partir de um determinado ponto. No entanto, no caso da Cinque Terre não vale a pena visitar a partir de Florença ou Milão pela longa distância! A viagem de trem demora em média 2h30min por perna e, vale pensar que para conhecer essa região, é preciso separar ao menos 5 horas do dia. Conclusão? Muito esforço e cansaço para o próximo dia da viagem! 

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[COMO EXPLORAR AS CIDADES]

///TREM

Todas as “terre” possuem pequenas estações de trem em seu centro, porém o meio de transporte não é a melhor opção para explora-las. O trajeto completo de trem, parando em todas as Terre, leva 29 minutos entre La Spezia e Monterosso (a viagem expressa, sem parada intermediárias, leva menos de 15 minutos). Não é uma viagem panorâmica: o trem vai por dentro da montanha quase todo o tempo, com poucas aberturas para o mar da Ligúria. O trem deve ser usado apenas para cortar caminho — só vale mesmo a pena como ida ou volta de um percurso de barco ou a pé (trilha).

/// A PÉ

A trilha que percorre todas as Terres é conhecida como Sentiero Azzurro e possui um visual impressionante de toda a costa. Dependendo da época do ano, o trajeto pode ser muito cansativo por conta das subidas (o trecho mais difícil é Monterosso-Vernazza) e o forte sol que paira na região. Para quem tem o espirito aventureiro, a trilha tem uma duração media de 1h30minutos e o trecho mais bonito (fotografado!) é o Manarola-Riomaggiore. 

/// DE BARCO

Há barcos que funcionam entre os vilarejos, exceto para Corniglia. Essa é considerada a melhor maneira de ver a paisagem, no entanto não é a opção mais rápida ou barata. Os barcos partem de todas as “terre” e, para ter uma ideia, o valor do ticket para o dia inteiro é € 25, aos sábados e domingos € 27 e o ticket valido apenas a a tarde o “afternoon ticket” é € 17). O barco faz a rota Monterosso-Vernazza-Manarola-Riomaggiore-Portovenere (e volta). O ticket do dia inteiro (ou da tarde) dá direito a descer e reembarcar em todas as paradas. Caso você não queira ir até Portovenere, pode comprar só o ticket one-way de € 10,50 que dá direito às três paradas dentro das Terre (Vernazza, Manarola e Riomaggiore). À tarde também é possível comprar o one-way com direito a duas paradas, por € 9. Portovenere é uma vila considerada a sexta “terre” e só é acessada de barco. 

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                  # Onde se hospedar #

As Cinque Terre podem ser visitadas em um dia a partir de Spezia ou Genova pela curta distância, no entanto uma alternativa muito interessante é dormir em uma das Terre. Minha dica é que, não importa a base que você escolha, vale passar ao menos duas noites, pois desta forma é possível dedicar um dia inteiro ao passeio, sem perder tempo com deslocamento até as Terre, nem o stress de seguir viagem no mesmo dia.

Na costa entre Gênova e Monterosso há várias cidades que podem servir de base para o passeio às Cinque Terre — sempre no mesmo esquema: duas noites, chegando no fim do primeiro dia e aproveitando o segundo sem stress de precisar seguir viagem no mesmo dia. Dessas cidades também dá para dar um pulinho no outro destino cobiçadíssimo da costa lígure, Portofino. A cidade esta localizada a 1h30min de trem e possui belas praias. Um dos hotéis mais cobiçados da região é o Belmond Hotel Splendido – tradicional hotel da rede Belmond, que pertenceu a um mosteiro medieval e com apenas 67 quartos. Seu restaurante – La Terraza  é um dos mais famosos da região e une a maravilhosa gastronomia italiana à belíssima paisagem de Portofino, na Riviera Italiana. Ele está localizado no terraço do hotel e a vista privilegiada encanta a todos, pois é possível fazer as refeições admirando o azul intenso do mar da Ligúria.

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E aí, todos arrumando a mala em 3,2,1!!

PS. Bon Voyage!

Sicília – a badalada Panarea

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   Um dos lugares mais bonitos da região da Sicília é a ilha de Panarea no arquipélago eólico. Situada bem em frente a ilha vulcânica Stromboli, o lugar é um refúgio romântico e delicioso durante o verão europeu. Seu cenário é composto por casinhas brancas e azul que muitas vezes lembram a paisagem das ilhas gregas e essa não é a única coincidência: o mar mediterrâneo com águas cristalinas também envolve toda a ilha. Como o único acesso é pelo pequeno porto, Panarea preserva os ares de vila de pescadores dos anos 60 e, por lá, o único meio de transporte são os carros elétricos. Mas é a noite quando o lugar ganha um charme extra, afinal é preciso andar com lanternas porque não existe luz elétrica nas ruas. _DSC7570

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    Algo que me motivou a conhecer a ilha foi a descrição cinematográfica de uma amiga sobre o hotel Raya. Segundo ela, ” um lugar com poucos quartos, rústico, com atendimento super atencioso e lindo de morrer”. Sim, essas foram as palavras dela e não estava mentindo! Assim que chegamos no pequeno porto de Panarea, me encantei com a recepção: havia um motorista do hotel nos aguardando com um carrinho elétrico para acompanhar até a recepção. Fomos recebidos pelo gerente do hotel Sebastiano com um welcome drink (bebida típica a base de limão siciliano) e alguns petiscos. Enquanto degustávamos, ele compartilhou algumas dicas e passou informações valiosas sobre a Sicília! Outro ponto positivo foi que não precisamos preencher nada, pois todo o pagamento e informações já haviam sido acordadas por email e quando chegamos em nosso quarto as malas já estavam em seus devidos lugares como um passe de mágica! 

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    O hotel Raya se espalha em várias camadas e se transforma em um verdadeiro conglomerado na face leste da ilha. Próximo ao porto fica a recepção, o restaurante, a boate, o deck para o mar e o bar. Saindo de lá e andando pelas ruazinhas em direção a montanha tem primeiro uma lojinha com roupas artesanais, um antiquário e dois tipos diferentes de chalés. Na última parte do hotel, estão os quartos da categoria premium localizados bem no alto da montanha com uma vista panorâmica belíssima do mar mediterrâneo.  O restaurante do café da manhã e quatro tipos de piscinas também ficam nessa parte, sendo que uma delas é composta com a água do vulcão que sai a 90°C e é resfriada até 30°C para ser suportável na piscina.

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    O mais fascinante do hotel é que todos os produtos servidos são orgânicos – desde as comidas nos restaurantes ao shampoo dos quartos. Durante a caminhada até o lugar do café da manhã é possível observar várias plantações e hortas que deixam o trajeto ainda mais interessante. Pode até parecer estranho produtos integrais e orgânicos na culinária italiana, mas garanto que a combinação é uma delícia. No primeira refeição do dia, inclusa no valor da diária, tinha uma granola incrível e iogurte, todos feitos no local, além de três tipos de bolos feitos na hora, pães e biscoitos.

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    Em Panarea, a principal atividade é alugar um barco para visitar as ilhas mais próximas. Isso acontece pela ausência de praias ao redor da ilha e, por não ventar bastante, o mar se transforma em uma piscina. Em nosso primeiro dia na ilha, deixamos combinado com o simpático gerente da hotel Raya – Sebastiano um passeio para Stromboli e Salina no dia seguinte! Tudo foi combinado em nossa chegada, sem nenhum pagamento antecipado, apenas definimos o horário. O hotel ficou responsável pela negociação e para nossa surpresa um barco de médio porte, com cinco horas de passeio e almoço para duas pessoas ficou no total 100EUR. 

    Nossos dias em Panarea foram memoráveis e, nesse caso, a hospedagem fez toda a diferença! O hotel tem uma localização perfeita, vistas memoráveis e atendimento cordial. Não vemos a hora de voltar!

PS. Bon Voyage!

 

Sicília – a surpreendente Favignana

    Visitar a Sicília é descobrir uma Itália completamente diferente do convencional. Um lugar que não é genuinamente italiano por conta das referências e influências dos outros povos. Por lá é possível encontrar teatros gregos, vales dos templos, diversas montanhas e o maior vulcão ativo da Europa, tudo envolvido por um aroma de limão siciliano. De fato, toda essa mistura é compreensível, afinal com quase 26 mil km², a Sicília é a maior ilha do Mar Mediterrâneo e a maior região italiana.

    Conhecemos a região em Jun/2015, considerado um período ótimo por conta do começo do verão, mas o melhor mês para eles é Agosto. Já comentei por aqui sobre a nossa experiência na Turquia e, depois de alguns dias por lá, iniciamos a segunda etapa da nossa viagem pelo sul da Itália. Devido ao seu tamanho, visitar a região da Sicília exige tempo. É aquele lugar que não vale a pena reservar menos de 10 dias, principalmente pelos longos deslocamentos. Por conta disso, a ideia inicial era distribuir as oito noites disponíveis somente na costa leste da ilha, lugar que concentra a grande parcela de visitantes: Ilhas eólicas, Siracusa e Taormina (post aqui), no entanto ao deparar com o nome da praia Calla Rosa em um dos primeiros lugares na lista “As melhores praias da Europa” pelo Tripadvisor, a programação mudou. Sim, como uma fascinada por novos lugares e aventuras, não fazia sentido estar tão perto do paraíso e não ir lá conferir com os próprios olhos!

E sobre esse lugar que vamos falar hoje. 

Captura de Tela 2015-07-09 às 10.37.31    Depois de alguns dias em Taormina e Panarea, seguimos para a costa oeste da Sicília. Como a maioria das estradas européias, circular de carro acaba sendo uma tarefa fácil por conta da ótima sinalização e qualidade do asfalto. O trecho Milazzo – Palermo tem um total de 200km e em duas horas chegamos na capital. A ideia era montar a base por lá e explorar as belas praias ao redor, foi exatamente isso que aconteceu: chegamos em nosso hotel pela manhã, fizemos check-in, deixamos a mala e já seguimos para Trapani. A cidade portuária da costa oeste é ainda mais bonita e desenvolvida, com um ótimo centro de atendimento ao turista e muitos restaurantes na orla. Por lá, as empresas Siremar e Ustica Lines dominam o cenário marítimo e oferecem barcos praticamente o dia todo para o arquipélago de Egadi: Favignana, Levanzo e Marettimo. Como havíamos separado apenas um dia para conhecer as ilhas, concentramos as atenções em Favignana, ilha da aclamada Calla Rossa. Assim como fizemos em outros lugares, deixamos para comprar o ticket na hora e o valor para ida/volta foi de 22,00EUR por pessoa. Vale falar que algumas pessoas optam em fazer esse trajeto de ferryboat e aproveitar para ficar com o carro na ilha, é possível encontrar todos os detalhes (aqui)

    A viagem de alíscafo (uma espécie de barco rápido oferecido pela Ustica Airlines) até a pequena ilha dura apenas trinta minutos. Assim que chegamos no pequeno porto, caminhamos cerca de dez minutos até o centro da cidade em busca de informação sobre os melhores meios de transporte para o litoral. Devido ao seu tamanho, o transporte mais popular (leia-se mais barato) é a bicicleta. Por lá, é possível alugar em diversos pontos na cidade e o valor para o dia inteiro não sai mais de 5,00 EUR por pessoa. Muitas pessoas vão para as praias de bike e o trajeto pela costa tem um total de 16km – lembrando que precisa estar com o academia em dia!

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    Como um típico vilarejo italiano, e Favignana não é diferente, o centro é formado por uma igreja central, restaurantes e lojas de souvenirs. A Via Roma concentra as principais agências de turismo com opções de passeios de barco para as praias mais famosas da ilha: Cala Azzurra, Cala Rossa, Lido Burroni (indicado para crianças) e Cala del Bue Marino. A agência Brezza Marina, muito bem avaliada no tripadvisor, oferece diversos passeios pela ilha, incluindo mergulhos nas principais grutas. Recebemos ótimas indicações da empresa e fechamos o nosso tour rápido para as praias com eles. A ideia era conhecer as praias e aproveitar para mergulhar na aclamada Cala Rossa. Desde o primeiro momento, os atendentes foram muito prestativos e explicaram como funcionava o serviço de transfer e, para nossa felicidade, aceitaram começar o passeio depois do nosso almoço! Com isso, caminhamos até o restaurante Camarillo Brillo, que fica bem no centro para experimentar pratos típicos sicilianos. Sempre falo isso por aqui, mas não custa informar de novo: lembre-se em sempre deixar o horário do almoço definido em seu roteiro porque os restaurantes italianos fecham normalmente as 14:30hs e só retornam as 19hs.

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Bar bem localizado no centro da cidade com ótimos drinks e pratos com pequenas porções. 


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    Após o almoço, no horário marcado, o motorista da agência Brezza Marina estava no local aguardando para a primeira parada: Cala Azzurra. Essa praia, diferente das outras, não tem acesso por terra, apenas por mar! Como a ideia era apenas visitar, descemos uma trilha de pedras até o mar (não indico para todas as pessoas) e tiramos algumas fotos. Outra opção é seguir do estacionamento para o mirante, lugar com um super visual!

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    De lá seguimos para a Grotte del Bue Marino. O lugar é uma espécie de cartão postal de Favignana e tem uma das grutas mais famosas do local. No alto verão, em Agosto, algumas empresas organizam festas dentro da Gruta, super animado até altas horas. Para quem é fã de mergulho, esse é o lugar ideal! Mas já aviso que é necessário chegar cedo porque a tarde começa um vento bem forte e pode atrapalhar a programação. Por fim, seguimos para a Cala Rossa! A praia fica do outro lado da ilha e tem um vegetação árida – completamente diferente das demais. A entrada da praia é bem simples, sem trilha, e ao chegar no mar é aquela sensação de “cheguei no paraíso”. Um lugar calma, com uma agua tão azul e muitoo gelada. Sim, algumas pessoas me perguntaram no insta e fique de explicar melhor por aqui. Para os sicilianos, a temperatura ideal do mar é no mêss de Agosto quando fica mais quente e não tem tanto vento, mas tem um porém: é o período de ferias dos europeus e a ilha fica lotada! Mas posso dizer, isso não atrapalhou em nada – certamente uma das praias mais bonitas que tivemos a oportunidade de conhecer.

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    Nosso passeio terminou por volta de umas 18hs e seguimos para uma visita no hotel Cave Biache. O hotel conta com o melhor restaurante da ilha – Nelle Cave, com um visual fantástico. Infelizmente a nossa partida de volta para Trapani estava programada para 20:30hs e não ficamos para o jantar. Realmente indico ficar pelo menos uma noite na ilha para visitar outros pontos no arquipélago de Egadi e desfrutar de mais alguns minutos em Favignana!

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    Momento blogueira de moda para dar dica de uma super loja em Favignana: Stefania. Uma loja incrível que fica dentro do hotel I Pretti Resort, bem em frente ao porto. O lugar conta com uma seleção impecável, digna de loja em Milao, com marcas renomadas como Celine, YSL, Valentino, Chloé, entre outras. A loja também conta com uma unidade em Trapani!

PS. Bon Voyage!

Sicília – a bela Taormina

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    A segunda parada da nossa viagem realizada em Jun/15 foi na bela Sicília, região localizada no Sul da Itália. Após alguns dias na movimentada Istambul, seguimos de avião para Catânia – uma pequena cidade na costa leste com o segundo maior aeroporto da ilha. Como contei nesse post (aqui) chegamos no aeroporto e seguimos direto para Taormina com um transfer já contratado pelo Brasil. A empresa New Travel Services oferece carros para diversos pontos naquela região, inclusive até Milazzo – cidade portuária com saídas diárias para as famosas ilhas eólicas. A pagamento foi realizado via paypal (quantia de 65 EUR – 3pax) rápido e sem nenhuma dor de cabeça. No entanto, sempre gosto de compartilhar uma alternativa de transporte e, nesse caso, uma outra opção para esse trajeto é o ônibus circular com saídas de uma em uma hora na estação do Catania Fontanarossa.

    Ao sair do aeroporto já deparamos com a principal atração daquela parte da ilha: o vulcão Etna. Considerado o mais ativo da Europa, ele é o simbolo da região e o pano de fundo da bela Taormina. A cidade, situada no alto do Monte Tauro, foi a nossa primeira parada na Sicília e foi uma grande surpresa da viagem. Seu ambiente é repleto de influências dos povos gregos, normandos e bizantinos e muitos dizem que é uma das cidades menos italiana de toda a Itália, mas esse ponto eu discordo. O lugar encanta com vielas charmosas, restaurantes com mesas na rua e a badalada Corso Umberto que mais parece uma ruela de Milão com uma ótima seleção de lojas.

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    O mais fascinante de Taormina é seu cenário dividido, no alto estão os hotéis mais tradicionais, próximos do centro e restaurantes. No entanto, é na baía Mazzaró que está a outra parte da cidade. Situada à beira do mar jônico, o lugar conta com boas opções de hotéis e uma variedade de restaurantes. Quem fica nesse ponto da cidade tem o privilégio de observar outro símbolo da região: Isola Bella. A ilha é a principal atração durante o verão por conta do seu litoral com águas quentes e cristalinas. De um modo geral, o local possui uma pequena praia e grande parte do seu ambiente é ocupado pelos lidos (um espécie de lounge com espreguiçadeiras e guarda-sóis que custam uma média de dez euros por pessoa). Mas a grande atração marítima de Taormina são as suas grutas e para conhecê-las é bem simples: na praia é possível encontrar barquinhos que oferecem passeios a  Grotta Azzurra com duração de uma hora e um custo médio de 20 EUR. É só chegar, negociar e fechar o passeio na hora. 

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    Mas nenhum lugar em Taormina é tão bonito quanto o Teatro Grego. A atração, construída pelos gregos no século V A.C, possui uma vista impressionante – de um lado o mar jônico e o do outro o vulcão Etna. Durante o verão, o teatro é palco de diversas apresentações culturais. Normalmente o Taormina Festival começa na primeira semana de Julho e apresenta diversos clássicos da filmografia italiana (mais detalhes aqui). No entanto, visitar esse lugar sem conhecer a sua história é deixar de lado uma grande parte da origem da cidade e para não deixar esse buraco de conhecimento o tour oferecido pela empresa Experience Taormina é altamente indicado. Fizemos esse passeio em nosso segundo dia na cidade e foi uma das melhores experiências da viagem. Além de toda a bagagem cultural do teatro antigo, ainda visitamos pontos como o  Palazzo Corvaja, Odeon – um pequeno teatro romano, a igreja Saint Catherine, Vicolo Stretto – a rua mais estreita de Taormina e a Piazza IX Aprile, local onde é possivel ter uma ótima vista para o Etna e o belo mar jônico. Para nossa felicidade, o passeio não terminou por aí! Co  duração total de quatro horas, no final visitamos um típico bar siciliano para provar um vinho produzido na região. 

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Circulando pela cidade: Taormina é bem pequena e você pode fazer tudo a pé, até porque andar de carro por lá é desperdiçar a paisagem! Na cidade há uma rodoviária onde você pode pegar ônibus para Siracusa, cidade próxima que vale a pena ser visitada; Castelmola, um vilarejo super charmoso que você chega em 15 minutos. Para acessar a parte do litoral da cidade, é indicado pegar o funicular no centro da cidade (custo por trecho: 3,00 EUR)

Dicas de restaurantes: 

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Lido La Pigna: Restaurante localizado na parte baixa de Taormina e ideal para visitar após uma manhã na praia ou grutas. Ótima seleção de peixes, massas e famoso pela pizza!

Ristorante Vicolo Stretto: Restaurante localizado na rua mais estreita de Taormina e com um ambiente bem charmoso. Aberto durante o almoço e jantar e só aceita reservas.

Trattoria Don Ciccio: Típica trattoria italiana localizada no centro de Taormina. Pratos bem servidos com ambiente e atendimento agradável.

Il Barcaiolo: Restaurante localizado na parte baixa de Taormina e com uma ótima seleção de peixes. O lugar é indicado para almoço ou jantar e oferece uma linda vista da praia. 

 Dicas de hotéis:  

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 O hotel escolhido em Taormina foi o Villa Belvedere localizado na parte superior da cidade. O hotel surpreendeu com o atendimento simpático, quartos espaçosos e uma ótima seleção no cafe da manhã. Localizado a apenas 5 minutos a pé do certinho de Taormina, o lugar fica colado no jardim botânico, é aquele lugar que não precisa de carro para nada. O valor da diária também é bem interessante, uma media de 150 EUR para um quarto triplo. 

    No próximo post, continuo com os textos da serie Sicília! Ainda vamos falar sobre a hospedagem em Panarea e ilhas eólicas e sobre o outro lado da ilha: Favignana, San Vito Lo Capo e Castellmare del Golfo!

PS. Bon Voyage! 

Roteiro viagem – Turquia, Itália e Marrocos

    Antes de dar continuidade aos posts da viagem pela Turquia, Itália e Marrocos, vou compartilhar com vocês todos os detalhes do roteiro. Uma introdução com informações do nosso dia a dia, nossas bases (lugares que ficamos hospedados), meios de transporte e quantos dias separamos para cada região. E vocês sabem como é: na ansiedade de contar sobre cada país, acabei esquecendo de escrever um post com todos os detalhes da organização prévia. 

    Foram 18 dias de viagem divididos em 7 bases: Istambul (3 noites), Taormina (3 noites), Panarea (2 noites), Palermo (3 noites), Marrakesh (3 noites), Asni (2 noites). De fato, a viagem teve um ritmo “high travel“, ou seja, mais rápido do que o indicado. Por se tratar de grandes regiões (com muitas atrações), o roteiro circular que normalmente recomendo por aqui “monta uma base e faz alguns bate-voltas” não funcionou muito bem. Foi necessário se hospedar em diferentes lugares, na mesma região, para ter um melhor aproveitamento. No entanto, não recomendo esse tipo de roteiro quando o propósito da viagem é descanso! Vale ficar mais tempo em um determinado ponto e deixar para uma próxima viagem as outras paradas. Isso vai de cada pessoa, o importante é entender a necessidade da viagem e montar algo que combine mais com você.

_DSC7159 _DSC7167 _DSC7273   O primeiro passo deste roteiro foi a definição da cidade responsável pela entrada&saída. Neste caso, como compramos as passagens por milhas (programada fidelidade multiplus) optamos em chegada por Istambul e retorno por Madrid. Costumo dizer que isso é um dos melhores investimentos na viagem porque não precisar contabilizar no roteiro o custo para voltar ao ponto inicial e o tempo do deslocamento. O aeroporto de Ataturk, em Istambul, possui o maior tráfego aéreo da Turquia e faz conexões com diversos países, algo que gera ótimas economias ($) no primeira etapa do roteiro. Sempre checo o site flylc para identificar qual companhias aérea low cost  opera em determinado trecho. O site possui uma interface bem simples, basta informar a cidade de partida/chegada que aparece uma lista com todos os países e as respectivas companhias aéreas. No nosso caso, a segunda etapa do nosso roteiro foi para a Itália e voamos em um voo direto de Istambul para Catânia. A cia aérea foi a Turkish Airlines, considerada a melhor da Europa em 2015, e o tempo de duração da viagem foi de apenas 1h30min.

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   Em Catânia, seguimos para a cidade de Taormina, a apenas 40 minutos de distância, em um transfer contratado diretamente do Brasil. Como estávamos em três mulheres, o serviço se ajustou perfeitamente ao roteiro e não precisamos encarar as subidas tortuosas até a bela Taormina. Na cidade, não há necessidade de carro, afinal muito se faz a pé e a principal atração são os passeios de barco. Não usamos taxi ou outro meio de transporte, aproveitamos para fazer muitas caminhadas em nossa primeira parada na Sicília. Comentei no início do texto sobre o tamanho da região e, de fato, isso acabou acelerando o ritmo dos nossos dias. As ilhas eólicas são a principal atração da face leste da lha siciliana e não estava nos planos fazer apenas um bate e volta até determinada ilha (Lipari, Stromboli, Salina ou Panarea), por isso escolhemos nos hospedar em uma delas. Portanto, depois de três noites em Taormina seguimos para Milazzo – uma bela cidade portuária a apenas 1h20min de distância. De lá, pegamos um catamarã para a ilha de Panarea. O bilhete foi comprado com antecendência no próprio site da companhia marítima Siremar. O valor por trecho/pessoa é em média 13,30 EUR + taxa de emissão, mas não se preocupe: vi algumas pessoas comprando o bilhete na hora sem nenhuma dor de cabeça. A viagem até Panarea demora uma média de duas horas (é a ultima parada) e é aquele esquema típico catamarã europeu: corra quem puder com as malas em busca de um bom lugar (risos) não existe assento marcado e, para quem não é muito ágil, vai passar a viagem inteira de pé! Passamos duas noites em Panarea, o que considero bem corrido porque a ilha é incrível (vale considerar o dobro – quatro noites) e depois votamos para Milazzo para seguir para Palermo, nossa última parada na ilha. Nesse trecho, não tivemos escapatória e alugamos um carro para explorar bem a região oeste da Sícilia. Sem carro por lá você fica muito limitado ao transporte público e deixa de conhecer alguns lugares fascinantes. Costumo sempre cotar pelo Brasil na rentalcars e alugamos um carro médio durante as três noites. De Palermo, visitamos a ilha de Favignana, San Vito Lo Capo, Reserva, Castelmmare del Golfo – sempre deixando o carro em lugares seguros, afinal estamos na Itália! 

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    Catamarã no pequeno porto de Panarea

    A nossa última parada foi no Marrocos, algo que considerei muito bom por ser o destino mais exótico. Infelizmente não existe voo direto de Palermo (sul da Itália – Sicília) para Marrakesh, portanto compramos um voo pela cia low cost Vueling  com conexão em Barcelona. Sempre utilizo o site da Skyscanner para voos de custa distáncia, eles oferecem bons preços e a única parte ruim é que não é permitido dividir. Pagamos uma média de 130 EUR por pessoa e chegamos bem a noite em Marrakesh. A segunda maior cidade do Marrocos é um capítulo a parte e que merece muitos e muitos posts. Para ter uma experiência bem real no local, dividimos nossa hospedagem dentro Riad El Fenn e fora da medina Four Season Marrakesh (parte antiga da cidade). Mas se você me perguntar se eu recomendo esse tipo de hospedagem, digo não – bem categórico. É cansativo e muitas vezes mais caro do que ficar em um único hotel. Além disso, Marrakesh é uma cidade com um centro relativamente pequeno e com as atrações próximas, não tem aquela história de boa localização dentro ou fora da medina. Lembrando que isso é uma opinião bem pessoal e já estava viajando há mais de 12 dias! Mas nossa expediência ficou ainda mais completo com o fim da viagem no magnifico Kasbah Tamadot, confesso que foi um toque de requinte ao roteiro, mas foi essencial para explorar a região da montanha atlas. O lugar é uma paz e conseguimos descansar depois de muitos dias intensos! 

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    Visual interior Riad El Fenn
_DSC8034    Pátio Marrakesh Four Seasons

Para quem gostou das dicas do roteiro, já tem post sobre:

Post 1 – A multicultural Istambul 

Post 2 – Um dia pela cidade antiga 

Post 3 – Istambul by Michele Gultan 

Post 4 – Sicília – a bela Taormina

Post 5 – Sicília – a surpreendente Favgnana

PS. Bon Voyage!