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A beleza singular do Four Seasons Marrakech

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    Relendo os últimos posts sobre o Marrocos, notei que fiquei devendo as dicas dos hotéis que ficamos hospedados por lá! Comentei nesse post (aqui) que dividimos a hospedagem em duas etapas na viagem: os primeiros dias no Riad El Fenn e depois seguimos para o Four Seasons Resort Marrakech. Essa prática é muito comum, afinal os Riads estão concentrados dentro da Medina (cidade antiga) e os hotéis de grandes redes ficam um pouco afastado do centro (cerca de 10 minutos de carro), em uma área mais moderna e financeira. Mas essa não é a grande diferença: se hospedar em um Riad o viajante tem a oportunidade de vivenciar a vida do marroquino e conhecer de perto os seus hábitos, já no hotel existe todo o conforto e o atendimento impecável que é tão característico do povo africano. 

    Chegamos no Four Seasons em nosso terceiro dia no Marrocos e já fomos recebidos carinhosamente com um “Welcome Drinks”  oferecido pelos funcionários do hotel.  Pensando na cultura marroquina, a bebida de boas vindas não poderia ser diferente: chá de menta acompanhado por frutas secas. Enquanto degustávamos o chá, o simpático concierge nos recebeu para iniciar o check in. Esqueça filas e espera no balcão! No Four Seasons Marrakesh todo processo é realizado em confortáveis cadeiras e de um forma bem rápida. Logo seguimos para o nosso quarto e, como em um passe de mágica, as nossas malas já estavam por lá. Ficamos hospedados em um quarto de categoria intermediária suntuoso (essa foi a melhor palavra que encontrei para descrever), novo e muito espaçoso! O lema da rede Four Seasons é que o hóspede se sinta em casa e possui quartos para todo o tipo de hóspede, seja família ou casais em lua de mel. A cultura marroquina é encantadora e é comum as casas possuírem muitos ambientes! Neste caso, além do quarto, o apartamento do Four Seasons Resort Marrakech  ainda é composto por uma sala com sofás, um closet incrível no formato walk-in e um banheiro grande com um espaço separado para a bacia. Todos os quartos possuem varanda e a vista não podia ser melhor: em frente aos jardins de Menara!

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     O hotel é composto por dois edifícios baixos, de três e quatro andares, ligados por um espelho d´água rodeado de palmeiras, um renomado spa (das massagens são cobradas a parte), duas grandes piscinas integradas cercadas por espreguiçadeiras, bares, restaurantes, boutique, kids club, entre outros. Além disso, o hóspede pode optar em ficar hospedado em vilas localizadas na área externa do hotel. 

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    O Four Seasons Resort foi um dos primeiros hotéis em Marrakech a levar para os seus hóspedes o conceito de bares e restaurantes no rooftop dos prédios. Com isso, o Zest Bar é uma boa pedida para aproveitar o fim de tarde no hotel! Seu visual é lindo durante o pôr sol e aos fins de semana tem um dj animando o ambiente.

_DSC8010 _DSC8016    Além do Zest Bar, o Four Seasons possui 3 restaurantes em seu complexo, entre eles o Arancino que é especializado em massas e sua cozinha é responsável pelo room-service do hotel. O café da manha africano é um capitulo a parte, com uma variedade incrível de pães, frutas, cereais, iogurtes, sucos, além de omeletes, waffle e crepes! Sim, por lá o café da manhã era mais americanizado, mas tinha o “buffet” com alimentos locais. Algo bom para variar na viagem!

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*** Observação: as últimas fotos foram extraídas do google (ilustração)

    Falando sobre o transfer do aeroporto ao hotel: recomendo o serviço de transfer oferecido pelo Four Seasons Resort Marrakech. Basta mandar um email para o setor de reserva  com o nome, data e horário do voo de chegada que o hotel disponibiliza o carro com motorista para buscar no aeroporto. O serviço acaba saindo mais barato que o taxi e o aeroporto fica a menos de 10 minutos do hotel.

AVALIAÇÃO DO HOTEL

Adoramos a nossa hospedagem no Four Seasons Resort em Marrakech. Ficamos impressionados com a gentileza dos funcionários, a estatura que parece um oásis no deserto e todos os mimos oferecidos ao hospede. Mesmo sendo um hotel grande, o serviço era impecável (com uma pessoa responsável por andar). Valeu a experiência!

PS. Bon Voyage!

O que fazer em Marrakesh

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    Marrakesh é uma cidade que desperta muito a curiosidade dos viajantes. Seu cenário, que parece de um filme antigo, oferece traços da genuína cultura islâmica por todos os lados – sendo uma verdadeira viagem ao tempo. Os Souks, mercados das cidades árabes, são a alma do centro urbano. Situados dentro da Medina, parte antiga da cidade, os caminhos levam a uma verdadeira trilha do descobrimento. A cada passo surge um pátio, uma mesquita (única que permite a entrada de não muçulmanos) e restaurantes com cenários mágicos. Desvendamos o segredo da Medina em nosso primeiro dia de viagem e vou contar tudo para vocês:

    Assim que acordamos em nosso primeiro dia na cidade, fomos direto para o prédio principal do Riad desfrutar do café da manhã. Servido no último andar da “mansão marroquina“, a primeira refeição do dia já é uma prévia do banquete oferecido pelo povo árabe. No buffet, muitos iogurtes, frutas secas, queijos, chutney, pães típicos (o mais consumido no país é o batbout, um pão redondo e chato, semelhante ao que conhecemos como pão sírio, a msemmen, uma panqueca fina e retangular, e também a baghir, que é uma panqueca esponjosa, mais grossa, feita de sêmola), suco de laranja e o famoso chá de menta – tudo servido por um simpático atendente do Riad. Assim que terminamos, o relógio marcava 10hs e o termômetro já estava nos 38°C. Era hora de correr para o primeiro compromisso do dia e tentar ficar longe do sol o máximo possível. O plano era seguir para os Souks, mercado a aproximadamente 10 minutos a pé do nosso Riad, no entanto ao entregar a chave para o gerente do Riad (tem essas coisas por lá) ele nos deu a dica de contratar um guia para acompanhar o passeio. Santa ajuda! Realmente fez toda a diferença em nosso dia.

    O simpático guia falava oito línguas, extremamente culto e compartilhou detalhes sobre a cultura árabe. Começamos o nosso passeio pela famosa Mesquita Cutubia, um dos monumentos mais representativos de Marrakesh. Seu minarete é o modelo das mesquitas de Rabat (capital do Marrocos) e foi referência para a construção da Torre Giralda, em Sevilha. Como não é permitido a entrada de não muçulmanos, apenas passamos pelo monumento, seu jardim ao redor e seguimos para a segunda parada: Royal Mansour. O hotel é um exemplo da primorosa e detalhista construção marroquina. Luxuosa e aconchegante essa casa típica marroquina abriga suites de um, dois ou três quartos preciosamente decorados com ricos tapetes e tecidos, além de uma profusão de elegantes detalhes! As refeições são preparadas por mais de 100 chefs distribuidos entre quatro restaurantes: o La Grande Table Marocaine e o La Grande Table Française que ficam abertos para o jantar e servem respectivamente culinária típica marroquina e francesa, ambas revisitadas com toques contemporâneos trazidos pelo estrelado chef Yannick Alléno. Descobri durante o passeio que esse palácio foi construído a pedido do Rei Mohamad VI (atualmente no trono) para receber convidados da família real e, depois de um tempo, tornou-se um imponente hotel. 

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     Após o “tour pelo palácio” seguimos de charrete (um transporte bem comum no Marrocos) para a famosa praça Jemaa El-Fna, considerada a porte de entrada para os Souks. O lugar reúne muitos vendedores ambulantes, os hipnotizadores de cobras, muitas barracas de suco de laranja (também estranhei no começo) e alguns domadores de macacos. Logo na entrada o guia nos ofereceu também aquele “serviço pega turista” padrão, de te levar nas lojas e cooperativas de determinados produtos… recusamos todas, com exceção da cooperativa que produz óleo de Argan e uma fábrica de tapetes. O povo marroquino tem uma fama de bons negociantes e, de fato, não tem como negar. A cada loja que entravamos era reconhecido o atendimento  cordial e as peças, sem comentários! São de encher os olhos pela primorosa qualidade.

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    E até nos arriscamos a tentar ler o mapa e achar algumas coisas lá dentro – foi difícil, realmente a visita com o guia foi fundamental. Os souks são divididos por setores: peças em madeira, ferro fundido, especiarias, jóias, tapetes, entre outros. De fato, um verdadeiro mundo de cores, sabores e aromas! Falando em aromas, fizemos a nossa pausa para o almoço na própria Medina e foi uma das melhores refeições da viagem. O restaurante escolhido foi o Nomad, do mesmo dono do icônico Café Des Epices, com um ambiente mais descolado e pratos tipicamente marroquinos. Pedimos um cuscuz marroquino acompanhado por cordeiro e estava delicioso!

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    No período da tarde visitamos mais algumas lojas. O Souk Smarine, por exemplo, fica na artéria principal do mesmo nome – Rue Samarine, movimentada e coberta com varas de madeira para a proteção contra o sol, é caminho para os Souk el Attarine e Souk el Kebir.  Foi o primeiro que visitamos e onde encontramos de jóias, kaftans a babouches. Outra parada que valeu a pena foi a Galeria de Arte Khalid, uma casa com várias salas e muitas peças de antiguidade: portas berberes esculpidas a mão, urnas gigantescas de cerâmica e joias antigas. Uma loja com ar mais contemporâneo foi a Lalla com peças da personal shopper francesa Laetitia Trouillet que mistura tecidos marroquinos com um toque moderno e chique. Para quem gosta de bijuteria, a boa pedida é a loja Boutique Bel Hadj que fica bem no centro da Medina.

_DSC7875 _DSC7877 _DSC7879 _DSC7880 _DSC7883     Outras opções de restaurantes dentro da medina são: Le Tobsil, um pequena casa localizada ao lado do riad El Fenn e com uma excelente gastronomia marroquina; Maison Arabe restaurante localizado dentro do Riad que leva o mesmo nome e considerado um dos melhores em Marrakesh (aberto para almoço e jantar);  Le Jardin, lugar com um jardim maravilhoso e pratos bem tradicionais (aberto durante o almoço e jantar) e Café Clock com pratos mais americanizados e ambiente descolado. Não posso deixar de mencionar o Dar Yacout restaurantes que jantamos em nosso primeiro dia e considerado um dos mais refinados do Marrocos. Infelizmente a nossa experiência não foi muito agradável, achamos o ambiente muito opulento e comida sem gosto! Sem falar no valor final da conta, bem salgado!!

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    E aí, viajantes, gostaram do nosso primeiro dia em Marrakesh? No próximo post comento sobre o day tour ao Vale de Ourika.

PS. Bon Voyage!

Marrocos – Introdução da viagem

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    Há anos o Marrocos fazia parte da minha lista de “viagens desejo” por conta da sua diferente cultura, religião e costumes. Sempre que via uma foto do lugar já começava a criar um roteiro na minha cabeça e pesquisar as infinitas possibilidades do local. Bom, depois de tanto ler sobre o destino eu sonhava em tomar um chá de menta na movimentada Jeema El Fna, passar uma noite no deserto, me perder pela Medina de Marrakech e observar, apenas observar como os marroquinos se comportavam, o modo de se vestir, de agir e até mesmo a acolhida de quem chegava de outros países. Depois de apenas seis dias conhecendo Marrakech, com direito a uma excursão passando pelas cidades de Ouarzazate, Ourika e uma noite nas cordilheira Asni, posso dizer que o Marrocos foi para o topo, e agora é classificado como o lugar mais diferente e fascinante que já conheci. Hoje compartilho com vocês como foi a minha chegada:

    Comentei nesse post (aqui) que fomos para o Marrocos a partir de Palermo, capital da Sicília. O voo, operado pela cia aérea Vueling, foi tranquilo e, depois de uma jornada de oito horas (contando o tempo de conexão no aeroporto de Barcelona) chegamos no aeroporto internacional Ménara, em Marrakesh. O desembarque foi rápido, pisamos no aeroporto por volta das 22hs e logo seguimos para a fila de imigração. Nenhum brasileiro precisa de visto para entrar no Marrocos, apenas preencher uma ficha com algumas informações básicas. Mas, olha, vou falar para vocês: parecia uma fila de visto – nunca vi oficiais de imigração tão exigentes e preocupados com mínimos detalhes. Com isso, após algumas horas de atraso encontramos o nosso simpático motorista que nos levaria para a primeira hospedagem da viagem: Riad El Fenn. Como de costume, os Riads concentram-se dentro da Medina (parte antiga da cidade) e foi para lá que seguimos. No curto caminho do aeroporto até o local, já é possível já notamos placas escritas em árabe, mulheres usando burcas, turistas para todos os lados e o trânsito mais caótico que já vi na vida. Sim, naquele momento eu senti que estava no Marrocos e a sensação era ótima, pois tinha superado o que eu esperava. Circular de carro dentro da Medina é parcialmente proibido, portanto nosso motorista nos deixou em um ponto onde encontramos o gerente do Riad. Quem costuma viajar com freqüência, sabe o problema que é chegar muito tarde em um hotel, diria que na maioria das vezes é sinônimo de perrengue! Em um Riad isso pode ser elevado ao quadrado, afinal não existe todo aquele staff de grandes hotéis de rede e o mesmo pode ter vários prédios com “quartos” dentro labiríntica Medina, longe da recepção. E claro que o nosso era um desses, longas caminhadas pela madrugada…Depois de mais algumas horas com sobe e desce de malas, chegamos em nosso quarto. 

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    O Riad El Fenn faz parte do grupo de hotéis Virgin Limits. Com apenas 20 quartos, todos possuem uma varanda para o jardim central e cada quarto possui uma arquitetura/decoração completamente diferente. O prédio principal possui os quartos de categoria superior, recepção e três piscinas. No rooftop, último andar, está o restaurante, com uma vista incrível para a Medina. 

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    Quando comecei a pesquisar sobre a hospedagem no Marrocos, encontrava muitas dicas para ficar nos Riads pela experiência de viver o dia a dia dentro da Medina. De fato, na parte moderna da cidades os costumes são mais ocidentalizados. Ficamos nos dois lugares e posso dizer que são experiências opostas! O Riad parece uma casa de família que você vai passar o fim de semana. Um lugar que transmite uma paz gigantesca, recebe poucas pessoas e tem um clima mais aconchegante. De fato, não é simples encontrar esse tipo de hospedagem em qualquer lugar. No café da manhã, a mesma sensação! Pratos típicos preparados por poucas pessoas e tudo bem caseiro, leia bem caseiro mesmo sem nenhum toque “americanizado“. O que mais fiquei impressionada no Riad El Fenn foi o atendimento, realmente era uma amigo indicando as melhores coisas para fazer, em busca de bons preços e oportunidades. Conseguimos ver uma Marrakesh mais genuína, no qual não existe tanto segredo ou apreensão com as outras pessoas. De fato, o Riad integra o ambiente e completa a experiência da viagem. 

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Dicas básicas

Site de turismo do país – www.visitmorocco.com

Informações turísticas – Quase não vi pontos de informações turísticas. Mas sei da existência das Délégations du Tourisme.  Place Abdelmmoumen Ben Ali, Av Mohamed V, Gueliz – Marrakech. Telefone 212 (0) 524-43-61-31/79. dtmarrakech@menera.ma

Moeda – A moeda local é o Dirham marroquino (DH). Em Junho/2015 1 euro estava valendo 11 dirhams.

Câmbio – Há casa de câmbio no aeroporto, ao redor da praça Jeema El Fna e dentro da Medina. Trocamos em uma casa, em frente ao minarete, indicada pelo guia e aconselho o mesmo. Ande sempre com o passaporte em mãos, para caso seja solicitado.

Fuso horário – 03 horas a menos do horário de Brasília.

DDI – 212 / Código de acesso da cidade – 524

Internet – A internet deixa um pouco a desejar, principalmente nos hotéis dentro da medina, onde a maioria funciona apenas no lobby. Uma vantagem é que a maioria dos restaurantes possui wifii, basta pedir a senha. 

Segurança – Sabe as dicas básicas de segurança durante uma viagem? Use todas no Marrocos. Não ande com objetos de valor, coloque sua câmera em uma mochila, guarde bem o seu dinheiro no quarto do hotel, e se tiver cofre não deixe de usá-lo. Se for sair a noite, redobre a atenção. Outra dica importante é visita a Medina com um guia local, eles são respeitados e os vendedores só abordam quando o guia permite.

Roupas – Vale usar o bom senso, afinal estamos visitando um país de cultura muçulmana. No entanto, por conta do calor, é permitido usar shorts, bermudas e vestidos. Não existe muita regra. 

Gorjetas – Não há regra, mas são frequentes.  Ande com moedas para pagar fotos com serpentes, macacos, artistas, e orientações (em um dos dias um garotinho nos ajudou a encontrar uma agência de passeios e assim que chegamos ele estendeu a mão, solicitando a sua gorjeta). Os marroquinos, em especial as mulheres, não gostam de serem fotografados.

Gastronomia – Na Medina e ao redor de toda a Praça Jeema El Fna há vários restaurantes. Não deixe de experimentar os pratos típicos como: cuscuz marroquino, tajine, haurira (sopa marroquina) cordeiro, entre outros.  

Como sair do aeroporto – Um táxi do aeroporto a Praça Jeema El Fna sai por uma média de 15 euros, há também algumas empresas de transfer logo no desembarque.

Língua oficial – Árabe, a segunda língua é o francês, mas não tivemos roblemas com inglês e espanhol.

Companhia aérea – Ryaniar, Iberia, Tap, KLM, British Airways, Royal Air Maroc e Air France.

Empresa de trem – ONCF

Onde ficar – Ficamos hospedados no Club Med Le Palmeraie, que fica a meia hora da Jeema El Fna, onde tudo acontece em Marrakech. Se você busca movimentação e viver 24h a cidade, fique pela Medina. 

Bancos – Os bancos funcionam de segunda a sexta, das 8h15 às 14h15. Há caixas eletrônicos em alguns lugares, mas indico que leve boa parte do seu dinheiro em euro e troque nas casas de câmbio. A maioria dos lugares que aceitam cartão de crédito, convertem o valor da compra em dirham

Vacinas – Não foi solicitado vacina de febre amarela na imigração, mas recomendo tomar e levar o certificado.

Voltagem – 220 V nas novas instalações e 110 V nas antigas, informe-se sempre na recepção. Lembre-se sempre de levar um carregador universal!

Quando ir – No Inverno (Dezembro a Fevereiro) a noite pode chegar a 4ºC, na Primavera (Março a Maio) e Outono (Setembro a Novembro) a média é de agradáveis 25ºC e no Verão (Junho a Agosto) o calor é grande, e chega bem perto dos 40ºC. Pegamos tempo agradável em Junho quando ainda era começo do verão. 

Gostaram desse resuminho com dicas do destino? Vou fazer de todos os lugares que visito!

PS. Bon Voyage! 

Roteiro viagem – Turquia, Itália e Marrocos

    Antes de dar continuidade aos posts da viagem pela Turquia, Itália e Marrocos, vou compartilhar com vocês todos os detalhes do roteiro. Uma introdução com informações do nosso dia a dia, nossas bases (lugares que ficamos hospedados), meios de transporte e quantos dias separamos para cada região. E vocês sabem como é: na ansiedade de contar sobre cada país, acabei esquecendo de escrever um post com todos os detalhes da organização prévia. 

    Foram 18 dias de viagem divididos em 7 bases: Istambul (3 noites), Taormina (3 noites), Panarea (2 noites), Palermo (3 noites), Marrakesh (3 noites), Asni (2 noites). De fato, a viagem teve um ritmo “high travel“, ou seja, mais rápido do que o indicado. Por se tratar de grandes regiões (com muitas atrações), o roteiro circular que normalmente recomendo por aqui “monta uma base e faz alguns bate-voltas” não funcionou muito bem. Foi necessário se hospedar em diferentes lugares, na mesma região, para ter um melhor aproveitamento. No entanto, não recomendo esse tipo de roteiro quando o propósito da viagem é descanso! Vale ficar mais tempo em um determinado ponto e deixar para uma próxima viagem as outras paradas. Isso vai de cada pessoa, o importante é entender a necessidade da viagem e montar algo que combine mais com você.

_DSC7159 _DSC7167 _DSC7273   O primeiro passo deste roteiro foi a definição da cidade responsável pela entrada&saída. Neste caso, como compramos as passagens por milhas (programada fidelidade multiplus) optamos em chegada por Istambul e retorno por Madrid. Costumo dizer que isso é um dos melhores investimentos na viagem porque não precisar contabilizar no roteiro o custo para voltar ao ponto inicial e o tempo do deslocamento. O aeroporto de Ataturk, em Istambul, possui o maior tráfego aéreo da Turquia e faz conexões com diversos países, algo que gera ótimas economias ($) no primeira etapa do roteiro. Sempre checo o site flylc para identificar qual companhias aérea low cost  opera em determinado trecho. O site possui uma interface bem simples, basta informar a cidade de partida/chegada que aparece uma lista com todos os países e as respectivas companhias aéreas. No nosso caso, a segunda etapa do nosso roteiro foi para a Itália e voamos em um voo direto de Istambul para Catânia. A cia aérea foi a Turkish Airlines, considerada a melhor da Europa em 2015, e o tempo de duração da viagem foi de apenas 1h30min.

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   Em Catânia, seguimos para a cidade de Taormina, a apenas 40 minutos de distância, em um transfer contratado diretamente do Brasil. Como estávamos em três mulheres, o serviço se ajustou perfeitamente ao roteiro e não precisamos encarar as subidas tortuosas até a bela Taormina. Na cidade, não há necessidade de carro, afinal muito se faz a pé e a principal atração são os passeios de barco. Não usamos taxi ou outro meio de transporte, aproveitamos para fazer muitas caminhadas em nossa primeira parada na Sicília. Comentei no início do texto sobre o tamanho da região e, de fato, isso acabou acelerando o ritmo dos nossos dias. As ilhas eólicas são a principal atração da face leste da lha siciliana e não estava nos planos fazer apenas um bate e volta até determinada ilha (Lipari, Stromboli, Salina ou Panarea), por isso escolhemos nos hospedar em uma delas. Portanto, depois de três noites em Taormina seguimos para Milazzo – uma bela cidade portuária a apenas 1h20min de distância. De lá, pegamos um catamarã para a ilha de Panarea. O bilhete foi comprado com antecendência no próprio site da companhia marítima Siremar. O valor por trecho/pessoa é em média 13,30 EUR + taxa de emissão, mas não se preocupe: vi algumas pessoas comprando o bilhete na hora sem nenhuma dor de cabeça. A viagem até Panarea demora uma média de duas horas (é a ultima parada) e é aquele esquema típico catamarã europeu: corra quem puder com as malas em busca de um bom lugar (risos) não existe assento marcado e, para quem não é muito ágil, vai passar a viagem inteira de pé! Passamos duas noites em Panarea, o que considero bem corrido porque a ilha é incrível (vale considerar o dobro – quatro noites) e depois votamos para Milazzo para seguir para Palermo, nossa última parada na ilha. Nesse trecho, não tivemos escapatória e alugamos um carro para explorar bem a região oeste da Sícilia. Sem carro por lá você fica muito limitado ao transporte público e deixa de conhecer alguns lugares fascinantes. Costumo sempre cotar pelo Brasil na rentalcars e alugamos um carro médio durante as três noites. De Palermo, visitamos a ilha de Favignana, San Vito Lo Capo, Reserva, Castelmmare del Golfo – sempre deixando o carro em lugares seguros, afinal estamos na Itália! 

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    Catamarã no pequeno porto de Panarea

    A nossa última parada foi no Marrocos, algo que considerei muito bom por ser o destino mais exótico. Infelizmente não existe voo direto de Palermo (sul da Itália – Sicília) para Marrakesh, portanto compramos um voo pela cia low cost Vueling  com conexão em Barcelona. Sempre utilizo o site da Skyscanner para voos de custa distáncia, eles oferecem bons preços e a única parte ruim é que não é permitido dividir. Pagamos uma média de 130 EUR por pessoa e chegamos bem a noite em Marrakesh. A segunda maior cidade do Marrocos é um capítulo a parte e que merece muitos e muitos posts. Para ter uma experiência bem real no local, dividimos nossa hospedagem dentro Riad El Fenn e fora da medina Four Season Marrakesh (parte antiga da cidade). Mas se você me perguntar se eu recomendo esse tipo de hospedagem, digo não – bem categórico. É cansativo e muitas vezes mais caro do que ficar em um único hotel. Além disso, Marrakesh é uma cidade com um centro relativamente pequeno e com as atrações próximas, não tem aquela história de boa localização dentro ou fora da medina. Lembrando que isso é uma opinião bem pessoal e já estava viajando há mais de 12 dias! Mas nossa expediência ficou ainda mais completo com o fim da viagem no magnifico Kasbah Tamadot, confesso que foi um toque de requinte ao roteiro, mas foi essencial para explorar a região da montanha atlas. O lugar é uma paz e conseguimos descansar depois de muitos dias intensos! 

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    Visual interior Riad El Fenn
_DSC8034    Pátio Marrakesh Four Seasons

Para quem gostou das dicas do roteiro, já tem post sobre:

Post 1 – A multicultural Istambul 

Post 2 – Um dia pela cidade antiga 

Post 3 – Istambul by Michele Gultan 

Post 4 – Sicília – a bela Taormina

Post 5 – Sicília – a surpreendente Favgnana

PS. Bon Voyage!