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Guia de viagem – Queenstown

Hoje vou comentar sobre um dos destinos mais surpreendentes da minha viagem pela Austrália e Nova Zelândia. Sabe aquele lugar que você não sabe muito bem o que esperar e depois de alguns dias fica totalmente apaixonado? Então este caso de amor a primeira vista foi em Queenstown – cidade localizada na ilha sul, a 2hs de voo de Auckland, que fica as margens do lago Wakatipu – um lago cristalino cercado por montanhas. Essa mistura de lagos e montanhas faz com que a cidade tenha uma paisagem única e pode ser aproveitada em qualquer época do ano. No verão, a prática de esportes ao ar livre são muito bem vindas e durante o inverno há uma grande oferta de estações de esqui. 

No entanto, a Nova Zelândia encantou de um modo geral e, literalmente, ganhou o coração! Vou explicar os motivos: seu território é dividido entre duas grandes ilhas, Norte e Sul. A ilha sul é mais montanhosa e lá esta maior montanha do país é o Monte Cook, com 3.754 metros de altitude. Seu cenário é composto por mais de oito parques nacionais, ou seja, já dá para ter uma ideia que tem muita natureza. Esses parques são aberto ao público, mas possuem uma atmosfera intocada! A Nova Zelândia é conhecida como a Terra Média, pois foi lá que foram rodados todos os filmes da Trilogia do Senhor dos Anéis e tem algo místico em seu cenário. Além disso, o povo local é super hospitaleiro e está acostumado com a quantidade de turistas no país. Resumindo, um lugar fantástico! Hoje vou compartilhar meu roteiro pela ilha sul:

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Como chegar 

Nós voamos de Melbourne para Queenstown em um voo operado pela cia aérea Air New Zealand. O voo teve uma curta duração, apenas 2h10min, e foi super tranquilo até minutos antes da aterrizagem. Sinto trazer uma má noticia a todos que pretendem conhecer a ilha Sul, mas a chegada é repleta de emoções! Devido as montanhas ao redor e a forte troca de massas de ar (palavras do piloto, ok?) o voo costuma ter sempre muita turbulência na descida. São apenas 20 minutos de turbulência, semelhante quando esta passando pelas Cordilheira dos Andes no Chile, mas garanto que dá para sentir um friozinho na barriga. Enfim, após a emoção, a chegada já garante uma grata surpresa: o pequeno aeroporto tem um visual incrível para as montanhas de picos nevados. O desembarque é feito na própria pista e de lá basta seguir um pequeno trecho até a fila de imigração. A entrada no país não demora mais de 30 minutos e considero uma das mais tranquilas que já passei: rápido, prático e indolor. Além da cia local Air New Zealand, outras cias aereas costumam operar voo para quem vem da Austrália, como Jetstar e Virgin Austrália. Uma dica é fazer uma pesquisa no site do Skyscanner e buscar o melhor preço. 

Visto

Já comentei no post de introdução ao roteiro (veja mais detalhes aqui) que brasileiros não necessitam de de visto para entrar na Nova Zelândia. A imigração tem um processo simples: você precisará preencher um Cartão de Desembarque de Passageiro antes de passar pelo Controle Alfandegário de Passaporte. O cartão de desembarque de passageiro será fornecido durante seu voo; caso não seja, haverá cartões disponíveis na área de desembarque.

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Aluguel de carro

Em todas as nossas viagens alugamos o carro com a empresa Rental Cars (parceira do blog). O site, que reúne as principais locadoras do mundo, sempre busca o melhor preço para o período desejado. De um modo geral, o valor do aluguel na Nova Zelândia é baixo – os preços começam a partir de 30 NZD/dia. Nós optamos pela empresa Go Rental e foi uma ótima surpresa. Assim que chegamos no aeroporto o funcionário já estava aguardando, o processo do aluguel foi extremamente rápido e objetivo. Alugamos um carro da categoria simples, porém novo e com ar condicionado. O aluguel de carro é fundamental para quem quer explorar a ilha sul do país, afinal as atrações não ficam próximas entre si e a cidade de Queenstown é muito espalhada. Em quatro noites na cidade rodamos aproximadamente 1.200km, passando por muitos lugares com uma paisagem indescritível.

/// Documentação: lembrando que é necessário na Nova Zelândia possuir a PID (permissão internacional para dirigir) para alugar o carro e rodar pelas estradas. A fiscalização na ilha sul é bem eficaz e fomos parados mais de uma vez por policiais a paisana. Aqui no blog já comentei como fazer a PID (clique AQUI para ler o post completo). 

Hotel

Em Queenstown nós ficamos hospedados no belíssimo Hilton Queenstown Resort & Spa. Situado em frente ao lago Wakatipu, o hotel está a 10 minutos de distância do centro da cidade e oferece transfer gratuito para todos os hóspedes. O quarto segue o padrão Hilton: espaçoso, com uma cama grande e uma aérea reservada com sofás e poltronas. O banheiro também é bem espaçoso e possui ducha e banheira separados (agradecemos!). O café está incluso no valor da diária e o restaurante possui uma ampla variedade de alimentos. Com inicio as 06hs e termino as 11hs, é possível encontrar os clássicos: pães, frios, frutas, iogurtes, além de omeletes preparada na hora e diversos pratos quentes (para os asiáticos que adoram!). O estacionamento também esta inclusco no valor da diária, porem o edificio garagem fica afastado da recepcao do hotel. Sendo assim, o hotel oferece um servico de manobrista cobrado a parte – 15 NZD/dia. O hotel ainda conta com um spa, piscina aquecida, academia e area de recreação para as criancas.

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Comentei no post de introdução (AQUI) que existe algumas boas opções de hotéis próximo ao centro, porém é preciso reservar com muito tempo de antecedência durante a alta temporada, pois são os primeiros a esgotar. Vejam algumas opções:

*** VILLA DEL LAGO (diárias desde NZD 280,00)

É muito comum entre as pessoas que visitam Queenstown optarem por apartamentos durante a estadia. Sendo assim, uma das melhores opções é o Villa Del Lago – localizado em frente ao lago e a uma curta distância do centro da cidade. O apartamento é espaçoso e conta com quarto, cozinha, banheiro, além de uma varanda. 

*** QUEENSTOWN PARK BOUTIQUE HOTEL (diárias desde NZD 500,00)

Hotel boutique localizado bem próximo do centro de Queenstown. Possui quartos amplos e confortáveis, decoração contemporânea e café da manhã incluso no valor da diária. Sua avaliação é excelente no Tripadvisor.

*** THE REES HOTEL & LUXURY APARTMENT (diárias desde NZD 600,00)

Considerado um dos hotéis mais luxuosos de Queenstown, o The Rees prioriza o conforto e atendimento de seus hóspedes. Localizado próximo ao centro, o hotel oferece acomodações a beira do lago com uma vista espetacular. 

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Segurança

A Nova Zelândia é um dos paises mais seguros do mundo e possui muitas regras para quem circula pelo seu interior. As estradas são sinalizadas e com muito policiamente. Diferente do que estamos acostumados, os policias ficam circulando pela estrada com um equipamento para identificar quem está em alta velocidade e, assim como muitos países de colonização britânica, qualquer intercorrência é resolvida na corte. Portanto vale ficar em alerta para regras como dirigir do lado esquerdo, não ultrapassar carros na linha amarela, não passar no sinal vermelho, além de não beber na rua, jogar lixo em lugar inapropriado e fumar em áreas proibidas. Devido a sua segurança, o país é um lugar altamente recomendado para quem quer viajar sozinho ou mulheres desacompanhadas

Clima

clima de Queenstown costuma agradar gregos e troianos. Apesar de fazer calor, as temperaturas no verão (entre Novembro e Março) raramente passam dos 30° C. No inverno (entre Junho e Agosto), faz frio, mas dificilmente neva na cidade em si, apenas nas montanhas e nos picos mais altos. Além disso, as quatro estações do ano são bem definidas e mudam a paisagem da cidade. São praticamente quatro destinos diferentes em um só.

Passeios 

Chegamos a melhor parte do post, os passeios pela Nova Zelândia. O país é famoso pela sua ampla gama de atividades ao ar livre e experiências ligadas a natureza. No entanto, em Queenstown, conhecida como a “capital dos esportes radicais”, é possível fazer qualquer coisa ligada a esportes de aventura. Sua fama ganhou o mundo com o AJ Hackett – neozelandês criador do primeiro lugar para salto de Bungee Jump do mundo. Hoje a cidade possui três lugares oficias para o salto, sendo que um deles esta listado no Guiness como o “mais alto do mundo” (apenas 134m). Além disso, em Queenstown é possível fazer rafting em rios cristalinos, salto de paraquedas, SkyDrive, passeios de bicicleta por vinícolas, entre outros. Vejam alguns que tivemos a oportunidade de conhecer:

Dart River – Wilderness Jet 

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Este foi o primeiro passeio que fizemos em Queenstown. Seguimos de carro para Glenorchy (cidade a aproximadamente 40 minutos de Queenstown) e de lá pegamos o barco para o Dart River. Assim que chegamos, o guia passou todas as instruções do passeio e as normas de segurança, afinal um passeio de barco na NZ é sempre mais radical do que se pode imaginar! Um ônibus da empresa levou todos do grupo até a nascente do rio Dart River e a partir de lá começou a aventura. O lugar tem uma beleza intocável composta por montanhas cobertas de neve, cachoeiras e durante diversos momentos o guia faz uma pausa com o barco para compartilhar curiosidades da localização. Em um dos trechos é possível conhecer o cenário de gravação de famosos filmes como Crônicas de Nárnia, X-men e Senhor dos Anéis. O passeio tem duração de três horas de muita emoção, pois são diversos “cavalinhos de pau” e tiros de alta velocidade pelas margens do rio. 

** Mais informações: o passeio custa 229 NZD por pessoa e pode ser reservado direto pelo SITE

BUNGY JUMP KAWARAU RIVER – AJ HACKETT

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Um dos passeios mais comentados em Queenstown é o salto de Bungy Jump. Devido a sua fama mundial, uma pessoa que visita Queenstown e não salta de bungy jump não viveu a experiência mais autêntica da cidade! Mas para isso precisa de muita coragem, afinal não é para qualquer que encara a altura. Confesso que quando estava montando o roteiro da minha viagem, falava que em hipótese alguma iria saltar de bungy jump. Nunca fui muito fã de esportes radicais e achava uma verdadeira loucura! Já o meu marido não via a hora de conhecer e, assim que pisamos no aeroporto, ele já foi se informar de todos os detalhes para saltar no dia seguinte da nossa chegada! Dito e feito, logo pela manhã seguimos de carro para o centro de salto do AJ Hackett Kawarau a 43m de altura, para o meu marido realizar o salto (que seria o primeiro do dia!). E sabem o que aconteceu? Assim que começou toda a preparação para o salto e fui acompanhando a organização, estrutura e preocupação dos funcionários para que tudo corresse super bem, fui ficando com uma vontade muito grande saltar. Realmente o clima do lugar é envolvente! No fim, saltei no mesmo dia a tarde e foi uma experiência incrível.  

** Mais informações: o valor do salto individual custa 195 NZD por pessoa e pode ser reservado direto pelo SITE

Gibbston Wine Tour

Se engana quem pensa que no paraíso dos esportes radicais não tem opções mais tranquilas! A cidade de Queenstown está situada na prestigiada região de Otago que conta com uma enorme quantidade de vinícolas. Famosa pela produção de vinhos da uva pinot noir, visitar suas vinícolas é um excelente programa para os dias de descanso entre uma aventura e outra. Sendo assim, uma sugestão é a vinícola Gibbson localizada no vale do mesmo nome, também conhecido como o “vale das videiras”. O passeio de bicicleta inclui uma visita pela área da vinícola e sua produção. O mais fascinante é que o Gibbston Winery fica ao lado da ponte Kawarau – onde acontece os saltos de bungy jump. Então é possível cruzar a ponte e ver todo o movimento dos saltos. 

** Mais informações: os passeios começam a partir de 99 NZD e pode ser reservado direto pelo SITE.

Skyline Gondola 

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Uma das atracões mais populares de Queenstown é a Skyline Gondola – um teleférico que leva até o pico da montanha Bob’s Peak, a 456 metros do chão, de onde tem uma vista cinematográfica de toda a cidade. Mas se engana quem pensa que é apenas um teleférico, a atração é super completinha. Sua estatura é composta por um restaurante, bar e lojas de souvenir. Para os mais corajosos, o lugar é sede do The Ledge Bungy – a segunda casa da famosa empresa AJ Hackett e com uma queda livre de 47m de altura. Além disso, o visitante aventureiro ainda encontra uma pista para voos de paraglider e um local para pratica de mountain bike. No entanto, a atração mais bacana do local é o Luge – uma espécie de carrinho de rolimã que desde por duas pistas de aproximadamente 800 metros. A chamada pista cênica, obrigatória para quem desce pela primeira vez, tem uma inclinação menor, já na outro a inclinação é maior e as curvas são mais acentuadas. Por fim, o local ainda conta com um espaço cultural onde acontece um show de Haka – dança típica do povo Maori. 

** Mais informações: o skyline gondola está localizado no final da Brecon St. (próximo ao centro da cidade) e funciona diariamente das 09hs até a noite. Seu ingresso começa a partir de NZD 25,00 (somente para o teleférico) ou pode ser combinado com o combo teleférico + Luge (NZD 33,00 uma volta/ 38,00 NZD duas voltas). O ingresso pode ser reservado direto pelo SITE

Restaurantes

vida noturna de Queenstown está concentrada no centro, onde também estão os melhores restaurantes e cafés. Na rua que margeia o lago há bons estabelecimentos de cozinha neozelandesa e os ingredientes que englobam a culinária típica vão de queijos, carne e costela de carneiro a frutos do mar (vide o fish&tips que é herança da colonização britânica). Fora da orla do lago, dá para encontrar restaurantes mais baratos de comida internacional e asiática.

Fergburger

Um dos clássicos de Queenstown! Não tem como visitar a cidade e não parar para provar um verdadeiro hambúrguer neozelandês. O lugar está sempre cheio, leia-se filas, mas vale a espera. Um dos carros chefes é o hambúrguer de cordeiro (Little Lamby) acompanhado da tradicional batata frita da casa.

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Patagonia Chocolate

Esta doceria & sorveteria fica a algumas quadras da rua principal (Shotover St.) e oferece os melhores chocolates da cidade. Vale uma parada no fim do dia!

FLAME BAR AND GRILL

Localizado a poucos passos da Patagonia Chocolate, de frente para o lago, este restaurante é especializado em costela de porco e variados. Seu ambiente é bem agradável, lembra o Outback no Brasil, e todos os pratos são bem saborosos! 

PEDRO’S HOUSE OF LAMB

Quem visita Queenstown percebe que o lugar é repleto de restaurantes no estilo “Take Away” – onde a comida não é consumida no local! Talvez isso aconteça para atender o publico que sempre esta correndo de um lado para o outro atras de aventuras radicais. Dentre as nossas descobertas, um dos lugares mais surpreendentes foi o Pedro’s house of lamb – como o próprio nome diz, especializado em carneiro! O Pedro, proprietário do local, oferece três tamanhos de marmita para ser consumida em casa e o único prato é o carneiro ensopado com batatas cozido por mais de 48hs. Uma iguaria deliciosa!

AMSFIELD WINERY BISTRO

Esta vinícola, localizada a apenas 15 minutos de carro do centro de Queenstown, é o lugar ideal para um almoço acompanhado de um bom vinho. Seu chef, Vaighan Mabee, passou por diversos restaurantes premiados no mundo (entre eles o Noma na Dinamarca) e faz um menu surpreendente chamado “Trust the Chef Menu”. No almoço o valor é NZD 75,00 por pessoa e inclui entrada + quatro pratos. Tambem é possível visitar durante o jantar! Leia mais no site oficial AQUI

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La Rumbla (Arrowtown)

Considerado um dos melhores da região, o La Rumbla é um restaurante especializado na culinária espanhola localizado na pequena cidade de Arrowtown. Seu cardápio é bem variado e recheado de opções de tapas. Não é possível reservar e o local só abre para o jantar. 

Ratã

Um dos lugares mais chiques que visitamos durante a nossa viagem por Queenstown. O restaurante, do chef estrelado Josh Emmet (ele é um dos jurados do masterchef local), possui releituras de pratos típicos neozolandes com muita qualidade. Nós deixamos este restaurante para a última noite e valeu a pena!

Essas são as dicas de Queenstown! No próximo post comento sobre Auckland – a cidade mais cosmopolita da ilha norte!

PS. Bon Voyage!

Roteiro Completo – Austrália e Nova Zelândia

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Já fazia um tempo que a Austrália e Nova Zelândia eram destinos que tinha muita vontade de conhecer! Suas praias, as paisagens que lembram cenários de filme e as diversas atrações eram algumas das coisas que faziam parte do meu imaginário. No entanto, tinha em mente que para visitar esses destinos precisaria de tempo – afinal, só para chegar lá demora quase dois dias e bastante disposição para o planejamento! O jeito foi organizar a viagem para um período que conseguiria ficar mais tempo fora (recesso do fim do no + férias) e, por sorte, a melhor época para visitar o destino: verão. Hoje vou mostrar para vocês como foi a organização do meu roteiro, uma visão geral de todas as etapas. E nos próximos posts da série Austrália & Nova Zelândia, comento sobre cada cidade que visitamos. 

O primeiro passo foi encontrar a  passagem! Costumo dizer que o indicado é desenhar primeiro o roteiro e depois comprar a passagem, mas essa regra se aplica a viagens para Europa por conta das inúmeras possibilidades de aeroportos de entrada e saída. No caso da Austrália e Nova Zelândia, o desafio era encontrar uma passagem com um bom preço por conta da alta temporada (verão!) e com a chegada em Sydney para o ano novo! Existem duas rotas mais comuns para chegar até lá saindo do Brasil: a primeira é com escala em Santiago (Chile) operado pela cia aérea Lan Chile + Qantas e, a outra opção, é com escala em Joanesburgo (África do Sul) operado pela South African Airways. Em ambos, o trajeto tem uma duração, média, de 19hs com uma conexão bem rápida para a troca da aeronave. Em nosso caso, encontramos um melhor custo benefício na passagem da Lan + Qantas e a possibilidade de retornar por Auckland – excluindo o gasto com uma diária de hotel e mais um voo para Sydney no último dia. A passagem foi comprada com 5 meses de antecedência (sim, bastante tempo!) e começamos a monitorar os preços no Kayak (olhem só esse post com dicas AQUI) no mês anterior da compra. Uma dica é ter alertas de promoção cadastrados no e-mail e comprar a passagem direto pelo site da companhia aérea (em nosso caso, a Qantas) para ter todos os benefícios caso precise alterar ou cancelar.

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O segundo passo foi solicitar o visto australiano! Sim, antes de começar a pesquisar o roteiro e reservar os hotéis fizemos todo o trâmite para obtenção do visto de turismo. Já havia lido em alguns blogs que o processo era “chatinho” por conta de uma longa e rigorosa lista de documentos, no entanto foi mais tranquilo que o visto americano. Resumindo o processo: fizemos o cadastro pelo site do Departamento de Imigração (aqui) que esta todo em inglês, anexamos uma cópia de todos os documentos necessários (certidão de nascimento, passaporte válido pelo período da estadia, foto 3×4 e dispensa de serviço militar para homens) e pagamos a taxa online (valor por pessoa 130 dólares). Após esse procedimento, recebemos em 10 dias uma carta de notificação por e-mail que explicava tudo sobre o visto, tal como tempo de validade e requerimentos para a entrada na Austrália. Imprimimos essa carta e apresentamos no momento do check-in no Brasil e na imigração na Austrália quando recebemos o carimbo no passaporte com o visto de visitante (subclasse 600). Assim como em outros lugares, os oficiais na imigração fizeram algumas perguntas básicas como: onde mora? trabalho? quantidade de dinheiro trouxe para o país?, mas tudo bem rápido e sem dor de cabeça. Lembrando que o visto australiano não é impresso ou etiquetado no passaporte, toda a confirmação para a entrada no país é feita eletronicamente. Já para a Nova Zelândia não precisamos obter o visto com antecedência, pois o país não exige o visto de brasileiros que ficarão por até 90 dias no país. ótimo! 

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O terceiro passo foi definir o roteiro! Começamos a planejar o itinerário com (mais ou menos) quatro meses de antecedência, logo depois da compra da passagem e confirmação do visto. Foi nesse momento que reservamos todos os hotéis, pesquisamos&compramos os voos internos e definimos os transportes. Claro que tudo isso tudo foi feito após pesquisar bastante informação em blogs especializados e em guias dos destinos. Essas foram algumas dicas que ajudaram a montar o roteiro:

  • A Austrália é um país muito grande e, precisaria de muito tempo para explorá-la de carro. Por isso, descartamos essa opção e definimos que o transporte interno seria o avião. No caso da Nova Zelândia, o carro se encaixou perfeitamente no roteiro, por ser um país bem menor, com ótimas estradas e curtas distancias entre as cidades.
  • Vale ter em mente que 15 dias é o tempo mínimo para explorar a Austrália. Se você esta indo pela primeira vez ao país, pense em um roteiro com 3 bases: Sydney (5 dias), Melbourne (4 dias) e as melhores praias da Costa Leste (6 dias). Como as viagens dentro da Austrália são longas, programe bem seus deslocamentos para não perder tempo e economizar dinheiro. E, claro: não tente conhecer tudo de uma vez.
  • Para explorar a Barreira de corais (uma das principais atrações da Austrália) vale montar a base em Cairns (cidade que fica próxima do inicio da barreira de corais), em Gold Coast (lugar com algumas das praias mais populares do estado de Queensland), Airlie Beach (cidade portuária de onde partem os passeios de barco que ficam 2 ou 3 dias rodando pela barreira de corais) ou Hamilton Island (ilha resort que fica a 2hs de barco da Barreira de Corais). Ufa! falei que não era fácil a decisão.
  • Na Nova Zelândia, pense em chegar por um ponto da ilha norte ou sul e retornar por outro da ilha norte ou sul. Por ex, chegamos por Queenstown (sul) e voltamos por Auckland (norte). Caso você tenha poucos dias e só tem interesse em explorar a ilha sul: chegue por Queenstown e retorne por Wellington (capital). O caminho entre os pontos pode ser explorado de carro (só uma uma ressalva: a mão é inglesa, o que não é fácil para quem não está acostumado) ou a bordo do Kiwi Experience (comentei sobre esse ônibus de turismo lá no Instagram!).
  • A Austrália é um país caro, por isso pense em alternativas de hospedagem (por ex: apartamentos! O site StayZ tem uma ótima seleção com bons reviews!) e planeje gastar ao menos AU$150/dia. Café da manhã geralmente não é oferecido na diária, então no primeiro dia faça uma compra no supermercado. 
Após essas dicas, o nosso roteiro ficou da seguinte forma: 24 dias/ 22 noites de viagem divididos em 5 bases.
  • 27/Dez – Saída Guarulhos – Sydney 
  • 28/Dez – 02/Jan – Sydney (5 noites)

Ficamos os primeiros cinco dias da viagem em Sydney – a cidade mais populosa da Austrália. Foi lá o período mais “complicado” por conta da adaptação do fuso. Acordávamos todos os dias bem cedo, por volta das 06AM, e a tarde batia um sono de outro mundo (essa foi a melhor expressão que encontrei rss). Por sorte, já tinha aprendido a lição na Ásia e montei uma programação bem leve para os primeiros dias da viagem. Em Sydney, como era altíssima temporada e semana do ano novo os hotéis estavam (praticamente) com os valores dobrados das diárias! Mesmo iniciando a pesquisa com 4 meses de antecedência, o Booking apresentava preços muito fora do que pretendíamos gastar. A alternativa foi buscar apartamentos, depois de ler ótimas avaliações no Tripadvisor. A rede de apart-hotéis Meriton Serviced Apartments possui diversas unidades em Sydney e acabamos escolhendo o apartamento localizado na Pitt Street (famosa rua de compras). A escolha não poderia ter sido melhor! O apto tinha uma ótima infraestrutura com quarto + sala e cozinha integrada + lavanderia fechada, além de Wi-fii gratuito. O valor das diárias já foi debitado no ato da reserva e, assim que chegamos, não precisamos pagar mais nada. O apto possui uma excelente localização: a poucos passos de duas estações de metro (Museum e Taylor Hill) e ao lado de uma Seven Eleven e mercado. 

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Em Sydney não alugamos carro e exploramos toda a cidade de transporte público: metro, ônibus e ferrie. A rede de transporte é enorme, funciona de maneira integrada e é uma forma de deslocamento perfeita para quem está por alguns dias na cidade! Assim que chegamos no aeroporto já compramos o Opal Card – um cartão pré-pago que funciona em todos os transportes e é abastecido por crédito. Toda a vez que utiliza o transporte, o valor da passagem é descontado do crédito do cartão. A cada entrada e saída do veículo é necessário tocar o Opal Card em um sensor, pois é dessa maneira que é feito o cálculo do valor a ser pago. Nós compramos o cartão e colocamos 40 AUD de crédito, pois o valor do aeroporto até a estação próxima ao hotel é 21 AUD e o restante foi utilizado durante os nossos dias por lá. 

  • 02/Jan – 06/Jan – Hamilton Island (4 noites)

Após cinco noites em Sydney, voamos para Hamilton Island com a cia aérea Jetstar para conhecer a Grande Barreira de Corais (só um parenteses: todas as passagens internas nós compramos pelo site Skyscanner. Quem me acompanha desde o começo do blog, sabe que é regra por aqui: sempre faço a primeira cotação por esse site e vejo qual cia aérea tem o melhor valor, depois fecho direto pelo site da cia aérea!). O voo foi super tranquilo e em apenas 2h30min pousamos na ilha que fica ao lado da barreira e da famosa praia de Whitehaven. Comentei aqui em cima que haviam diversas opção de “base” para explorar as praias da costa leste e barreira de corais, mas acabamos escolhendo Hamilton Island. A ilha “resort” ficou conhecida mundialmente por oferecer o melhor emprego do mundo. A ideia era divulgar a ilha e oferecer ao felizardo o cargo de zelador da ilha durante seis meses! Mas como nem tudo são flores e algumas vezes acabamos errando na escolha do destino, esse foi o lugar que menos gostamos do roteiro. Poderia falar para vocês que é lindo, maravilhoso e um ótimo lugar para descansar – de fato isso é mesmo, no entanto a proposta resort deixou a desejar. Como a ilha é de um único dono (por isso considerada um resort) os preços praticados são um absurdo, os passeios são oferecidos por uma única agência de turismo (imaginem os preços!) e a comida deixou a desejar. Nós ficamos no aparthotel Whitsundays (considerado a opção mais barata da ilha), mas mesmo assim era uma opção muito cara! Por fim, acabamos fazendo só um passeio que gostamos – o sobrevoou pela grande barreira de corais, pois o passeio de barco para mergulho foi cancelado. Sim, esse espaço também é para compartilhar o que não dá certo no roteiro e é assim que aprendemos para a próxima viagem ;)

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  • 06/Jan – 10/Jan – Melbourne (4 noites)

Após quatro noites em Hamilton Island, voamos para Melbourne com a cia Jetstar (low cost da Qantas). O voo teve duração de três horas e mais uma vez não tivemos nenhum problema com a companhia aérea. Melbourne foi um dos lugares mais surpreendentes do roteiro! A capital cultural da Austrália possui ótimos restaurantes, hotéis, shows e espetáculos, além disso, uma atmosfera muito convidativa ao viajante! Nós ficamos quatro noites na cidade e ficamos hospedados no Park Hyatt. Diferente de Sydney, encontramos opções de hotéis mais baratos em Melbourne, por isso optamos em ficar em um hotel. Essa é uma região que vale a pena ficar hospedado, pois esta a poucos passos da Federation Square (praça principal).

Para explorar os arredores da cidade: Mornington Península e 12 apóstolos, alugamos um carro nas últimas duas noites – deixando os primeiros dias para explorar o centro a pé. Já efetuamos a reserva no Brasil e, como sempre digo por aqui, fizemos uma simulação dos preços no site do Rental Cars e fechamos com a Avis – empresa que ofereceu o melhor custo benefício.  

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  • 10/Jan – 16/Jan – Queenstown (5 noites)

Finalmente chegamos na Nova Zelândia e começamos por um dos lugares mais fascinantes da viagem: Queenstown. Nesse trecho, optamos em voar com a cia aérea Air New Zealand (melhor preço encontrado) e ficamos impressionados com a praticidade do check-in: tudo realizado por máquinas, desde a emissão dos bilhetes, tarja da mala ao despacho das bagagens! Rápido, prático e sem complicação.

Começamos o roteiro pela ilha Sul e ficamos cinco noites em uma única base: Queenstown. A cidade é muito bem localizada e a poucos quilômetros de várias atrações. Para ter mais liberdade, alugamos um carro logo no aeroporto com a cia local Go Rentals e mais uma vez foi uma ótima surpresa. O trâmite para retirar o carro foi muito simples e encontramos um ótimo custo benefício: 280 NZD (dólar neozelandês) para as cinco noites. Em Queenstown optamos em ficar no Hilton Resort & Spa – hotel localizado a 10 minutos de carro do centro e com vista para o incrível lago Wakatipu (que banha toda a cidade). No entanto, existem outras opções bem próximas ao centro, como o The Rees Hotel, Rydges ou Azur, mas por incrível que pareça todos já estavam esgotados. 

Em Queenstown deixamos a programação pré-organizada, ou seja, a ideia do que fazer em cada dia, mas sem reservas! Assim que chegamos no aeroporto, paramos no centro do visitante e pegamos todos os folhetos, voucher e afins com dicas das atrações da cidade. Pesquisamos as melhores empresas e o concierge do hotel efetuou todas as reservas. Também fizemos isso por conta da condição climática! Por ex, como reservar o passeio aos fiordes sem ter ideia da previsão do tempo? Ou fechar o bungy jump em um dia de chuva? No fim, valeu a pena e, como os preços são tabelados, acabamos pagando a mesma coisa. Vou compartilhar tudo que fizemos em Queenstown em breve em outro post ;) 

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  • 16/Jan – 19/Jan – Auckland (3 noites)

Por fim, os nossos últimos dias da viagem foram em Auckland – a principal cidade da ilha norte. Alugamos um carro assim que saímos do aeroporto e entregamos no dia do retorno ao Brasil. Ficamos hospedados em um hotel casino bem no centro da cidade, ao lado da Sky tower e principais restaurantes. Em Auckland, fizemos mais um vez o esquema bate e voltas! No primeiro dia conhecemos os principais pontos da cidade e nos outros dias visitamos Waiheke (a ilha com vários vinícolas) e Hobbiton (lugar que foi cenário do filme Senhor dos Anéis).  

  • 19/Jan – Retorno para o Brasil

O último passo foi reservar algumas atrações do roteiro já no Brasil para garantir a vaga e um melhor preço. Em Sydney, fechamos o passeio durante o nascer do sol na Harbour Bridge com a empresa Bridge Climb, os ingressos do espetáculo da Broadway Matilda no Ticketmaster e compramos a festa de ano novo no Opera Bar. Em Hamilton Island, já reservamos do Brasil o sobrevoo de aeromotor pela Grande Barreira de Corais e mergulho pelo site da ilha e em Melbourne reservamos a degustação na vinícola de Mornington. Outra ponto foi deixar reservado alguns restaurantes, para deixar o roteiro mais organizado!

E aí, viajantes, gostaram do primeiro post da viagem? Na próxima, compartilho várias dicas de Sydney.

PS. Bon Voyage!