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Guia de viagem – Queenstown

Hoje vou comentar sobre um dos destinos mais surpreendentes da minha viagem pela Austrália e Nova Zelândia. Sabe aquele lugar que você não sabe muito bem o que esperar e depois de alguns dias fica totalmente apaixonado? Então este caso de amor a primeira vista foi em Queenstown – cidade localizada na ilha sul, a 2hs de voo de Auckland, que fica as margens do lago Wakatipu – um lago cristalino cercado por montanhas. Essa mistura de lagos e montanhas faz com que a cidade tenha uma paisagem única e pode ser aproveitada em qualquer época do ano. No verão, a prática de esportes ao ar livre são muito bem vindas e durante o inverno há uma grande oferta de estações de esqui. 

No entanto, a Nova Zelândia encantou de um modo geral e, literalmente, ganhou o coração! Vou explicar os motivos: seu território é dividido entre duas grandes ilhas, Norte e Sul. A ilha sul é mais montanhosa e lá esta maior montanha do país é o Monte Cook, com 3.754 metros de altitude. Seu cenário é composto por mais de oito parques nacionais, ou seja, já dá para ter uma ideia que tem muita natureza. Esses parques são aberto ao público, mas possuem uma atmosfera intocada! A Nova Zelândia é conhecida como a Terra Média, pois foi lá que foram rodados todos os filmes da Trilogia do Senhor dos Anéis e tem algo místico em seu cenário. Além disso, o povo local é super hospitaleiro e está acostumado com a quantidade de turistas no país. Resumindo, um lugar fantástico! Hoje vou compartilhar meu roteiro pela ilha sul:

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Como chegar 

Nós voamos de Melbourne para Queenstown em um voo operado pela cia aérea Air New Zealand. O voo teve uma curta duração, apenas 2h10min, e foi super tranquilo até minutos antes da aterrizagem. Sinto trazer uma má noticia a todos que pretendem conhecer a ilha Sul, mas a chegada é repleta de emoções! Devido as montanhas ao redor e a forte troca de massas de ar (palavras do piloto, ok?) o voo costuma ter sempre muita turbulência na descida. São apenas 20 minutos de turbulência, semelhante quando esta passando pelas Cordilheira dos Andes no Chile, mas garanto que dá para sentir um friozinho na barriga. Enfim, após a emoção, a chegada já garante uma grata surpresa: o pequeno aeroporto tem um visual incrível para as montanhas de picos nevados. O desembarque é feito na própria pista e de lá basta seguir um pequeno trecho até a fila de imigração. A entrada no país não demora mais de 30 minutos e considero uma das mais tranquilas que já passei: rápido, prático e indolor. Além da cia local Air New Zealand, outras cias aereas costumam operar voo para quem vem da Austrália, como Jetstar e Virgin Austrália. Uma dica é fazer uma pesquisa no site do Skyscanner e buscar o melhor preço. 

Visto

Já comentei no post de introdução ao roteiro (veja mais detalhes aqui) que brasileiros não necessitam de de visto para entrar na Nova Zelândia. A imigração tem um processo simples: você precisará preencher um Cartão de Desembarque de Passageiro antes de passar pelo Controle Alfandegário de Passaporte. O cartão de desembarque de passageiro será fornecido durante seu voo; caso não seja, haverá cartões disponíveis na área de desembarque.

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Aluguel de carro

Em todas as nossas viagens alugamos o carro com a empresa Rental Cars (parceira do blog). O site, que reúne as principais locadoras do mundo, sempre busca o melhor preço para o período desejado. De um modo geral, o valor do aluguel na Nova Zelândia é baixo – os preços começam a partir de 30 NZD/dia. Nós optamos pela empresa Go Rental e foi uma ótima surpresa. Assim que chegamos no aeroporto o funcionário já estava aguardando, o processo do aluguel foi extremamente rápido e objetivo. Alugamos um carro da categoria simples, porém novo e com ar condicionado. O aluguel de carro é fundamental para quem quer explorar a ilha sul do país, afinal as atrações não ficam próximas entre si e a cidade de Queenstown é muito espalhada. Em quatro noites na cidade rodamos aproximadamente 1.200km, passando por muitos lugares com uma paisagem indescritível.

/// Documentação: lembrando que é necessário na Nova Zelândia possuir a PID (permissão internacional para dirigir) para alugar o carro e rodar pelas estradas. A fiscalização na ilha sul é bem eficaz e fomos parados mais de uma vez por policiais a paisana. Aqui no blog já comentei como fazer a PID (clique AQUI para ler o post completo). 

Hotel

Em Queenstown nós ficamos hospedados no belíssimo Hilton Queenstown Resort & Spa. Situado em frente ao lago Wakatipu, o hotel está a 10 minutos de distância do centro da cidade e oferece transfer gratuito para todos os hóspedes. O quarto segue o padrão Hilton: espaçoso, com uma cama grande e uma aérea reservada com sofás e poltronas. O banheiro também é bem espaçoso e possui ducha e banheira separados (agradecemos!). O café está incluso no valor da diária e o restaurante possui uma ampla variedade de alimentos. Com inicio as 06hs e termino as 11hs, é possível encontrar os clássicos: pães, frios, frutas, iogurtes, além de omeletes preparada na hora e diversos pratos quentes (para os asiáticos que adoram!). O estacionamento também esta inclusco no valor da diária, porem o edificio garagem fica afastado da recepcao do hotel. Sendo assim, o hotel oferece um servico de manobrista cobrado a parte – 15 NZD/dia. O hotel ainda conta com um spa, piscina aquecida, academia e area de recreação para as criancas.

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Comentei no post de introdução (AQUI) que existe algumas boas opções de hotéis próximo ao centro, porém é preciso reservar com muito tempo de antecedência durante a alta temporada, pois são os primeiros a esgotar. Vejam algumas opções:

*** VILLA DEL LAGO (diárias desde NZD 280,00)

É muito comum entre as pessoas que visitam Queenstown optarem por apartamentos durante a estadia. Sendo assim, uma das melhores opções é o Villa Del Lago – localizado em frente ao lago e a uma curta distância do centro da cidade. O apartamento é espaçoso e conta com quarto, cozinha, banheiro, além de uma varanda. 

*** QUEENSTOWN PARK BOUTIQUE HOTEL (diárias desde NZD 500,00)

Hotel boutique localizado bem próximo do centro de Queenstown. Possui quartos amplos e confortáveis, decoração contemporânea e café da manhã incluso no valor da diária. Sua avaliação é excelente no Tripadvisor.

*** THE REES HOTEL & LUXURY APARTMENT (diárias desde NZD 600,00)

Considerado um dos hotéis mais luxuosos de Queenstown, o The Rees prioriza o conforto e atendimento de seus hóspedes. Localizado próximo ao centro, o hotel oferece acomodações a beira do lago com uma vista espetacular. 

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Segurança

A Nova Zelândia é um dos paises mais seguros do mundo e possui muitas regras para quem circula pelo seu interior. As estradas são sinalizadas e com muito policiamente. Diferente do que estamos acostumados, os policias ficam circulando pela estrada com um equipamento para identificar quem está em alta velocidade e, assim como muitos países de colonização britânica, qualquer intercorrência é resolvida na corte. Portanto vale ficar em alerta para regras como dirigir do lado esquerdo, não ultrapassar carros na linha amarela, não passar no sinal vermelho, além de não beber na rua, jogar lixo em lugar inapropriado e fumar em áreas proibidas. Devido a sua segurança, o país é um lugar altamente recomendado para quem quer viajar sozinho ou mulheres desacompanhadas

Clima

clima de Queenstown costuma agradar gregos e troianos. Apesar de fazer calor, as temperaturas no verão (entre Novembro e Março) raramente passam dos 30° C. No inverno (entre Junho e Agosto), faz frio, mas dificilmente neva na cidade em si, apenas nas montanhas e nos picos mais altos. Além disso, as quatro estações do ano são bem definidas e mudam a paisagem da cidade. São praticamente quatro destinos diferentes em um só.

Passeios 

Chegamos a melhor parte do post, os passeios pela Nova Zelândia. O país é famoso pela sua ampla gama de atividades ao ar livre e experiências ligadas a natureza. No entanto, em Queenstown, conhecida como a “capital dos esportes radicais”, é possível fazer qualquer coisa ligada a esportes de aventura. Sua fama ganhou o mundo com o AJ Hackett – neozelandês criador do primeiro lugar para salto de Bungee Jump do mundo. Hoje a cidade possui três lugares oficias para o salto, sendo que um deles esta listado no Guiness como o “mais alto do mundo” (apenas 134m). Além disso, em Queenstown é possível fazer rafting em rios cristalinos, salto de paraquedas, SkyDrive, passeios de bicicleta por vinícolas, entre outros. Vejam alguns que tivemos a oportunidade de conhecer:

Dart River – Wilderness Jet 

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Este foi o primeiro passeio que fizemos em Queenstown. Seguimos de carro para Glenorchy (cidade a aproximadamente 40 minutos de Queenstown) e de lá pegamos o barco para o Dart River. Assim que chegamos, o guia passou todas as instruções do passeio e as normas de segurança, afinal um passeio de barco na NZ é sempre mais radical do que se pode imaginar! Um ônibus da empresa levou todos do grupo até a nascente do rio Dart River e a partir de lá começou a aventura. O lugar tem uma beleza intocável composta por montanhas cobertas de neve, cachoeiras e durante diversos momentos o guia faz uma pausa com o barco para compartilhar curiosidades da localização. Em um dos trechos é possível conhecer o cenário de gravação de famosos filmes como Crônicas de Nárnia, X-men e Senhor dos Anéis. O passeio tem duração de três horas de muita emoção, pois são diversos “cavalinhos de pau” e tiros de alta velocidade pelas margens do rio. 

** Mais informações: o passeio custa 229 NZD por pessoa e pode ser reservado direto pelo SITE

BUNGY JUMP KAWARAU RIVER – AJ HACKETT

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Um dos passeios mais comentados em Queenstown é o salto de Bungy Jump. Devido a sua fama mundial, uma pessoa que visita Queenstown e não salta de bungy jump não viveu a experiência mais autêntica da cidade! Mas para isso precisa de muita coragem, afinal não é para qualquer que encara a altura. Confesso que quando estava montando o roteiro da minha viagem, falava que em hipótese alguma iria saltar de bungy jump. Nunca fui muito fã de esportes radicais e achava uma verdadeira loucura! Já o meu marido não via a hora de conhecer e, assim que pisamos no aeroporto, ele já foi se informar de todos os detalhes para saltar no dia seguinte da nossa chegada! Dito e feito, logo pela manhã seguimos de carro para o centro de salto do AJ Hackett Kawarau a 43m de altura, para o meu marido realizar o salto (que seria o primeiro do dia!). E sabem o que aconteceu? Assim que começou toda a preparação para o salto e fui acompanhando a organização, estrutura e preocupação dos funcionários para que tudo corresse super bem, fui ficando com uma vontade muito grande saltar. Realmente o clima do lugar é envolvente! No fim, saltei no mesmo dia a tarde e foi uma experiência incrível.  

** Mais informações: o valor do salto individual custa 195 NZD por pessoa e pode ser reservado direto pelo SITE

Gibbston Wine Tour

Se engana quem pensa que no paraíso dos esportes radicais não tem opções mais tranquilas! A cidade de Queenstown está situada na prestigiada região de Otago que conta com uma enorme quantidade de vinícolas. Famosa pela produção de vinhos da uva pinot noir, visitar suas vinícolas é um excelente programa para os dias de descanso entre uma aventura e outra. Sendo assim, uma sugestão é a vinícola Gibbson localizada no vale do mesmo nome, também conhecido como o “vale das videiras”. O passeio de bicicleta inclui uma visita pela área da vinícola e sua produção. O mais fascinante é que o Gibbston Winery fica ao lado da ponte Kawarau – onde acontece os saltos de bungy jump. Então é possível cruzar a ponte e ver todo o movimento dos saltos. 

** Mais informações: os passeios começam a partir de 99 NZD e pode ser reservado direto pelo SITE.

Skyline Gondola 

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Uma das atracões mais populares de Queenstown é a Skyline Gondola – um teleférico que leva até o pico da montanha Bob’s Peak, a 456 metros do chão, de onde tem uma vista cinematográfica de toda a cidade. Mas se engana quem pensa que é apenas um teleférico, a atração é super completinha. Sua estatura é composta por um restaurante, bar e lojas de souvenir. Para os mais corajosos, o lugar é sede do The Ledge Bungy – a segunda casa da famosa empresa AJ Hackett e com uma queda livre de 47m de altura. Além disso, o visitante aventureiro ainda encontra uma pista para voos de paraglider e um local para pratica de mountain bike. No entanto, a atração mais bacana do local é o Luge – uma espécie de carrinho de rolimã que desde por duas pistas de aproximadamente 800 metros. A chamada pista cênica, obrigatória para quem desce pela primeira vez, tem uma inclinação menor, já na outro a inclinação é maior e as curvas são mais acentuadas. Por fim, o local ainda conta com um espaço cultural onde acontece um show de Haka – dança típica do povo Maori. 

** Mais informações: o skyline gondola está localizado no final da Brecon St. (próximo ao centro da cidade) e funciona diariamente das 09hs até a noite. Seu ingresso começa a partir de NZD 25,00 (somente para o teleférico) ou pode ser combinado com o combo teleférico + Luge (NZD 33,00 uma volta/ 38,00 NZD duas voltas). O ingresso pode ser reservado direto pelo SITE

Restaurantes

vida noturna de Queenstown está concentrada no centro, onde também estão os melhores restaurantes e cafés. Na rua que margeia o lago há bons estabelecimentos de cozinha neozelandesa e os ingredientes que englobam a culinária típica vão de queijos, carne e costela de carneiro a frutos do mar (vide o fish&tips que é herança da colonização britânica). Fora da orla do lago, dá para encontrar restaurantes mais baratos de comida internacional e asiática.

Fergburger

Um dos clássicos de Queenstown! Não tem como visitar a cidade e não parar para provar um verdadeiro hambúrguer neozelandês. O lugar está sempre cheio, leia-se filas, mas vale a espera. Um dos carros chefes é o hambúrguer de cordeiro (Little Lamby) acompanhado da tradicional batata frita da casa.

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Patagonia Chocolate

Esta doceria & sorveteria fica a algumas quadras da rua principal (Shotover St.) e oferece os melhores chocolates da cidade. Vale uma parada no fim do dia!

FLAME BAR AND GRILL

Localizado a poucos passos da Patagonia Chocolate, de frente para o lago, este restaurante é especializado em costela de porco e variados. Seu ambiente é bem agradável, lembra o Outback no Brasil, e todos os pratos são bem saborosos! 

PEDRO’S HOUSE OF LAMB

Quem visita Queenstown percebe que o lugar é repleto de restaurantes no estilo “Take Away” – onde a comida não é consumida no local! Talvez isso aconteça para atender o publico que sempre esta correndo de um lado para o outro atras de aventuras radicais. Dentre as nossas descobertas, um dos lugares mais surpreendentes foi o Pedro’s house of lamb – como o próprio nome diz, especializado em carneiro! O Pedro, proprietário do local, oferece três tamanhos de marmita para ser consumida em casa e o único prato é o carneiro ensopado com batatas cozido por mais de 48hs. Uma iguaria deliciosa!

AMSFIELD WINERY BISTRO

Esta vinícola, localizada a apenas 15 minutos de carro do centro de Queenstown, é o lugar ideal para um almoço acompanhado de um bom vinho. Seu chef, Vaighan Mabee, passou por diversos restaurantes premiados no mundo (entre eles o Noma na Dinamarca) e faz um menu surpreendente chamado “Trust the Chef Menu”. No almoço o valor é NZD 75,00 por pessoa e inclui entrada + quatro pratos. Tambem é possível visitar durante o jantar! Leia mais no site oficial AQUI

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La Rumbla (Arrowtown)

Considerado um dos melhores da região, o La Rumbla é um restaurante especializado na culinária espanhola localizado na pequena cidade de Arrowtown. Seu cardápio é bem variado e recheado de opções de tapas. Não é possível reservar e o local só abre para o jantar. 

Ratã

Um dos lugares mais chiques que visitamos durante a nossa viagem por Queenstown. O restaurante, do chef estrelado Josh Emmet (ele é um dos jurados do masterchef local), possui releituras de pratos típicos neozolandes com muita qualidade. Nós deixamos este restaurante para a última noite e valeu a pena!

Essas são as dicas de Queenstown! No próximo post comento sobre Auckland – a cidade mais cosmopolita da ilha norte!

PS. Bon Voyage!