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Carnaneve 2016 – Zermatt

Quem acompanhou o Ps. Bon Voyage pelo Instagram, viu que tivemos um carnaval bem atípico esse ano! Fugimos do calor e agito do Brasil para uma viagem com amigos para a Suíça. Essa foi a primeira vez que escolhemos um destino no inverno para passar o carnaval, mas para esse nosso grupo de amigos já é tradição há mais de cinco anos. Na realidade, a proposta da viagem é escolher uma estação de esqui (em qualquer parte do mundo) que tenha uma boa estrutura de cidades e pistas para passar a semana. Digamos que não falta opções nessa época, afinal é inverno nos Estados Unidos/Europa e um período com  muita neve! Quando começamos a pensar sobre qual lugar visitar, veio logo a ideia de Zermatt – a estação de esqui mais democrática da Suíça. Hoje vou compartilhar com vocês as principais dicas para visitar o destino! 

                 # Como chegar #

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Zermatt é uma cidadezinha alpina com apenas 3.500 habitantes localizada no sul da Suíça. O vilarejo fica na fronteira entre a Suiça – Itália (por isso é comum encontrar italianos) e possui em seu cenário a montanha mais fotografada do país: o Matterhorn – símbolo do chocolate TobleroneEm Zermatt é proibido a circulação de carros nas ruas, com isso o trem é a maneira mais fácil (e única!) de chegar. Na Suíça, a malha ferroviária funciona de forma integrada, tornando um excelente meio de transporte. Qualquer não-residente pode adquirir o  Swiss Pass (vendido direto pelo site da companhia SBB) e ter acesso a todas as linhas de trem normais do país (exceto as rotas especiais, panorâmicas de montanha), e todos os bilhetes de transporte público dentro das cidades, incluindo barcos, ônibus, trams, além de entrada em mais de 400 museus.

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Para chegar até a estação de esqui, é possível pegar o trem nas principais cidades suíças: Zurique, Genebra, Lucerna e St. Moritz. Nós fizemos a viagem de trem a partir de Zurique (cidade mais populosa da Suíça) e indicamos pela beleza do trajeto. A viagem tem uma duração total de três horas com a necessidade de uma baldeação para troca de trem. A viagem é dividida em dois trechos: o primeiro de Zurique até a cidade de Visp (duração de duas horas) e a segunda etapa é de Visp até Zermatt que é um pedaço da rota do Glacier Express – o mais famoso trem panorâmico do país.

Glacier

O trajeto original do Glacier (fala: Glêixar) é de St. Moritz a Zermatt (conforme foto acima), tem uma duração de sete horas e quarenta minutos – e considerado o “trem expresso mais lento do mundo”! Porém, em apenas alguns horários do dia a rota é feita sem baldeações, num trem megapanorâmico, com serviço de bordo especial. Este é o Glacier Express — e para subir nele você precisa reservar e, mesmo com Swiss Pass, pagar um extra para escolha dos assentos. Uma alternativa é fazer a viagem em trens regionais (são eles: de Zermatt a Visp; de Visp a Disentis ou Chur; e finalmente de Disentis ou Chur a St. Moritz) e aproveitar o visual dos vales alpinos! O ticket para esse trem é uma média de 123 CHF (francos suíços) e pode ser adquirido direto pelo site do SBB.

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No entanto, aos que fazem uma viagem de carro pelo interior do país, uma alternativa é estacionar o veículo num vilarejo próximo (a melhor opção é a cidade de Täsch) e ir de trem até Zermatt. Em Täsch há vários estacionamentos, mas o melhor é o estacionamento dentro da estação de trem, que é o mais cômodo e com bom preço: Matterhorn Terminal Täsch (custa cerca de 15 francos a diária). Pode ficar tranquilo estacionando lá, é estacionamento coberto, protegido e ali mesmo você compra o bilhete de trem para Täsch, que sai a cada 20 minutos. O bilhete custa cerca de 17 francos por pessoa, ida a volta.

                # O que fazer #    

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A cidade de Zermatt é totalmente preparada para quem pretende fazer uma viagem de esqui, no entanto é possível visitar o vilarejo e aproveitar suas lojas, bares e restaurantes! Sendo assim, para se localizar na cidade vale uma caminhada pela Bahnhofstrasse – principal rua comercial de Zermatt. Seu inicio é em frente a estação de trem e percorre grande parte do vilarejo. No local, é possível encontrar um kit sobrevivência para os primeiros dias na cidade: supermercado, farmácias e lojas de chocolate (quem disse que não é questão de sobrevivência?), além de diversas lojas de roupas de esqui – da democrática Bayard a badalada Moncler. Na rua também estão os três principais hotéis do vilarejo alpino: o histórico Monte Rosa, o tradicional Mont Cervin e o moderno The Omnia. As tarifas de hotel em Zermatt variam ao longo de todo o ano. Na temporada de esqui (a partir de Dezembro a Março) os valores são mais altos e nesses hotéis a media é de 450,00 EUR por dia. 

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Atravessando a rua, ou melhor um rio de águas calmas que corta a cidade, esta uma área com hotéis mais democráticos. A lista começa com o badalado Bristol – hotel categoria médio padrão, três estrelas e que fica a poucos passos do ponto de ônibus para as gôndolas de esqui. A maioria dos hotéis suíços oferecem café da manhã no valor da diária (ponto muito positivo!), além de spa e serviço de locker para os equipamentos alugados.

Em Zermatt, uma das principais atrações para quem não esquia e uma visita ao topo da montanha Matherhorn a bordo de um trem de cremalheira. A ferrovia Gornergrat Bahn foi a primeira ferrovia de cremalheira do mundo completamente elétrica. Hoje, moderna e super eco-friendly, é equipada com um sistema inteligente que gera energia na própria descida do trem e leva visitantes do centro de Zermatt ao topo do Gornergrat em todos os 365 dias do ano. A viagem panorâmica montanha acima dura 33 minutos e faz uma sensacional ascensão de quase mil e quinhentos metros de altitude ao longo da jornada enquanto a ferrovia serpenteia sobre pontes, galerias e dentro de túneis, por entre pinheiros, rochedos e lagos.

# Dica: vale a pena comprar o ski pass (bilhete unico de acesso as gondolas de esqui) para fazer esse passeio. O ticket custa 79 CHF por pessoa e dá acesso a todos os trens e estações de esqui.

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O visual do alto é lindo e emocionante ver o Matherhorn lá de pertinho. É no topo do Gornergrat que fica o mais alto hotel de toda a Europa, o 3100 Kulmhotel Gornergrat. As facilidades por ali incluem também um restaurante aberto ao público em geral, observatório astronômico e lojinhas. Passar a noite num local tão especial pode ser uma sensacional experiência.

                      # Hotel #

Nós ficamos no Aristella Swissflair e foi uma excelente escolha! Contando um pouco da nossa experiência: assim que chegamos na estação de trem em Zermatt, fomos recebidos por um simpático motorista português. Como na cidade só possível circular carros elétricos, nossas malas foram acomodadas no pequeno porta-mala e seguimos para o curto caminho até o hotel. Nesse momento, o senhor comentou sobre a previsão de neve para os próximos dias e como a cidade estava lotada de europeus! Apenas 5 minutos de corrida, chegamos no hotel e a recepção foi igualmente simpática por uma senhora italiana. A reserva tinha sido realizada no site do Booking (sempre uso e recomendo) e por sorte havíamos ganhado um upgrade na categoria do quarto!

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O hotel possui apenas 27 quartos divididos em três categorias: econômico, moderno e deluxe com vista para o Matterhorn. Todos os quartos são novos, bem iluminados, espaçosos e possuem uma decoração linda – bem típica suíça com muita madeira e parquet. O banheiro (algo tão importante em uma estação de esqui!) possui o chão aquecido e chuveiro com banheira, além de ótimos amenities! Não posso deixar de comentar sobre o café da manhã, simples e gostoso! Como uma típica refeição suíça, não pode faltar: seleção de queijos, pães variados e chocolate quente! O hotel também agradou pelo ótimo atendimento dos funcionários – sempre atenciosos e solícitos!  

No próximo post comento todos os detalhes dos nossos dias no esqui!

PS. Bon Voyage!             

Um giro pela Suiça

_DSC2200   A Suiça é um daqueles destinos que agrega valor a qualquer roteiro de viagem. Digo isso porque o país oferece um pacote incrível de benefícios ao viajante: programação durante o verão e inverno, ótima rede hoteleira, bons restaurantes, paisagens de tirar o fôlego, entre outros. Além desses predicados, o local é um coringa no programação de uma viagem pela Europa. Seu território faz fronteira com importantes países: Itália, França e Alemanha e todas as regiões são facilmente conectadas de trem, afinal o país possui um título de peso: a maior linha ferroviária do continente velho.

    Tive a oportunidade de visitar a Suiça na minha ultima viagem (todos os detalhes aqui) e a minha base escolhida foi Lucerna. A opção não poderia ter sido melhor, a cidade é uma síntese de tudo que há no país: lagos, montanhas, pontos históricos e vistas deslumbrantes. A “old city” é o coração do vilarejo e reúne as principais atrações, dentre elas a Ponte da Capela – Kappelbrücke que foi construída no século XIV. A bela ponte conta com flores por toda a sua extensão e, no seu interior, existem várias pinturas do século XVII, ilustrando fatos históricos marcantes da Suíça. O local é marcado por inúmeros acontecimentos e uma ótima forma de explorar a compacta cidade é pelo  “City  train Tour” – um trem estilizado conduzido por um simpático senhor. Outra atração que vale muito a pena é o passeio de barco pelo lago Lucerna. Durante uma hora, um moderno catamarã caminha pela tranquilas águas do lago e faz um belo contraste entre a vegetação das encostas e as montanhas ao fundo. É um passeio de tirar o fôlego, como tudo na Suíça, e   passa por dois charmosos vilarejos {Vitznau e Weggis}.

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    Devido a sua privilegiada localização geográfica, Lucerna fica a poucos quilômetros de importantes cidades do lado alemão: Zurique {45min}, Berna {1hs}, Interlaken {2hs}, Lausanne {2hs}, Lugano {2h30min}, Zermatt {3hs} e St. Moritz {4hs}. A melhor forma de explorá-las é de trem e todos partem da principal estação de Lucerna: SBB Lucern Station. Alugar carro no país pode ser uma pequena dor de cabeça no roteiro, afinal o Swiss Pass {uma espécie de “bilhete único” que permite percorrer mais de 20 mil km em rotas de trem, ônibus e barcos, entrar gratuitamente em mais de 450 museus e oferece descontos nos passeios de teleféricos} oferece inúmeros benefícios. A bordo do ticket o viajante pode explorar um das diversas rotas cênicas, trajetos que cruzam todo o território e desvendam algumas das mais belas paisagens do país:

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  • Glacier Express {duração: 8horas}

A rota mais procurada, leva os viajantes de Zermatt à badalada St. Moritz (passando por Davos). Os vagões tem janelas panorâmicas e parte do teto envidraçado.

  • Golden Pass Line {duração: 5horas}

Rota que liga as cidades de Montreaux a Lucerna. O trajeto vai da “Riviera Suíça” ao coração do lado alemão.

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  • Wihelm Tell Express {duração: 5horas}

Essa rota liga as cidades de Lucerna a Lugano. O trajeto cruza os Alpes de norte ao Sul e combina o passeio com uma travessia de barco. Com Swiss Pass, o viajante paga 39 francos suíços no vagão panorâmico standard (com direito a almoço)

  • Palm Express {duração: 3h30min}

Outra rota que leva a Lugano (cidade encantadora no lado italiano) a partir de St.Moritz.

  • Pre Alpine Express {duração: 2h15min}

Essa rota conecta Lucerna a St. Gallen, região encantadora no lado norte do país.

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  • RegioExpress Lötschberger {duração: 2h15min}

Uma das rotas mais antigas, liga as cidades de Berna e Brig {lado alemão}

    A Suíça reúne um incontável número de atrações. Recomendo no mínimo cinco dias  no país, pois desta forma é possível montar um roteiro que permitirá conhecer um pouco das muitas suíças (italiana, francesa e alemã) incluindo Zurique (a maior cidade do país), Berna (a capital) e outros lugarejos inesquecíveis, que certamente vão deixar aquele gostinho de “preciso voltar”. No próximo post, comento sobre o meu roteiro e os lugares imperdíveis.

PS. Bon Voyage!

Roteiro Viagem – França, Suiça e Itália

_DSC2067     Quem me acompanha pelo instagram (segue lá @ps_bonvoyage) sabe que acabei de fazer uma viagem por alguns países da Europa: Itália, Suíça e França. Seguindo o modelo da minha última passagem pelo continente – aqui, o roteiro circular foi parcialmente explorado de carro, deixando o avião e trem apenas para conexão entre os países. Acredito que esse tipo de programação {sem muita regra} agrega muito no valor cultural da viagem e cria a oportunidade de conhecer diversos vilarejos. No total, foram mais de 1.000 quilômetros rodados, durante 14 dias, e inúmeras cidades descobertas. Abaixo compartilho com vocês todos os detalhes:

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    O primeiro passo deste roteiro foi a definição da cidade responsável pela entrada&saída. Neste caso, como compramos as passagens por milhas (programada fidelidade da TAM) a opção mais rentável era chegar por Milão. O aeroporto de Malpensa possui o maior tráfego aéreo da Itália e faz conexões com diversos países, algo que gera ótimas economias ($) no primeira etapa do roteiro. Outro ponto é a proximidade com o Sul da França, aproximadamente 4horas de carro ou 5horas de trem. Pensando no conforto, nossa opção neste trecho foi o trem. A estação Milano Centrale (principal da cidade) conecta a Itália à Provence, via o trem de alta velocidade Trenitalia. Os tickets foram comprados com antecedência (recomendo no mínimo 60 dias) através do raileurope e o trajeto foi: Milão>Ventimiglia>Nice Ville>Aix en Provence. Uma boa nova para quem pretende fazer esse roteiro é o novo trecho Marseille e Milano que será inaugurado em Dezembro/14. Os trens serão de média velocidade, tornando a viagem entre a Itália e Cote d’Azur bem mais fácil, apesar de só haver um horário planejado, à tarde. Os trens partirão de Marseille as 15h30, passando em Nice as 18h09 e chegando em Milano as 22h50. Em sentido oposto, partirão de Milano, chegando em Nice as 19h55 e em Marseille as 22h29.

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   O primeiro destino explorado no sul da França foi na Provence, França. A região montanhosa, conhecida mundialmente pela produção de lavandas, fica em um ponto estratégico entre a Cote d’Azur e Bordoux. A minha base durante os primeiros quatro dias foi em Aix-en-Provence, uma simpática cidadezinha onde o pintor francês Cezanne nasceu. O carro é imprescindível nesta etapa do roteiro, pois todos os vilarejos são explorados pela rodovia e estradas vicinais. Não existe uma rota pronta na região, mas recomendo separar um dia para Aix, outro para Luberon {Lourmarin, Bonnieux, Menérbes e Gorges}, outro Avignon, Isle sur la Sorgue e St.-Rémy e o quarto dia para Gorges du Verdon e Moustiers Saint Marie. Seguindo a programação, a mudança de base foi para os próximos quatro dias na Cote d’Azur. Devido ao trânsito e qualidade das estradas, a base foi dividida entre duas cidades: St. Tropez e Nice.

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    Nossa próxima parada foi na Suíça. Devido a distância, o trecho Nice – Zurique foi realizado de avião operado pela cia aérea Air Swiss. O voo tem duração de apenas uma hora e foi comprado pelo site skyscanner. Minha base na região foi Lucerne, uma bela cidade a aproximadamente 40 minutos da capital Berna. Alugamos um carro durante os quatro dias no país, no entanto não recomendo. O local é muito bem servido de transportes públicos e ainda há o swiss half fare card. Com o cartão, valor a partir de EUR120,00/válido por um mês, as tarifas de trem e ônibus saem pela metade do preço. Além do combustível e estacionamento, algo que pode ser ainda mais caro na Suiça. Porém, após quatro dias no país, seguimos sentido Lugano>Lago di Como, na Italia, ultima etapa do roteiro. Os lagos italianos sempre fazem parte do meu roteiro no país, quem viu a viagem que fiz pelo Lago di Garda (AQUI)? Seguindo o mesmo principio do lago vizinho: vilarejos charmosos ao redor do lago com alpes ao fundo, optamos em montar a nossa base em Bellagio, a cidade tem q visitar na região. Por fim, após dois dias seguimos para Milão para pegar o voo de volta. 

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E ai, viajantes, gostaram do roteiro? Nos próximos posts comento sobre as cidades que visitei e compartilho dicas do que fazer no local.

PS. Bon Voyage!