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Roteiro viagem – Turquia, Itália e Marrocos

    Antes de dar continuidade aos posts da viagem pela Turquia, Itália e Marrocos, vou compartilhar com vocês todos os detalhes do roteiro. Uma introdução com informações do nosso dia a dia, nossas bases (lugares que ficamos hospedados), meios de transporte e quantos dias separamos para cada região. E vocês sabem como é: na ansiedade de contar sobre cada país, acabei esquecendo de escrever um post com todos os detalhes da organização prévia. 

    Foram 18 dias de viagem divididos em 7 bases: Istambul (3 noites), Taormina (3 noites), Panarea (2 noites), Palermo (3 noites), Marrakesh (3 noites), Asni (2 noites). De fato, a viagem teve um ritmo “high travel“, ou seja, mais rápido do que o indicado. Por se tratar de grandes regiões (com muitas atrações), o roteiro circular que normalmente recomendo por aqui “monta uma base e faz alguns bate-voltas” não funcionou muito bem. Foi necessário se hospedar em diferentes lugares, na mesma região, para ter um melhor aproveitamento. No entanto, não recomendo esse tipo de roteiro quando o propósito da viagem é descanso! Vale ficar mais tempo em um determinado ponto e deixar para uma próxima viagem as outras paradas. Isso vai de cada pessoa, o importante é entender a necessidade da viagem e montar algo que combine mais com você.

_DSC7159 _DSC7167 _DSC7273   O primeiro passo deste roteiro foi a definição da cidade responsável pela entrada&saída. Neste caso, como compramos as passagens por milhas (programada fidelidade multiplus) optamos em chegada por Istambul e retorno por Madrid. Costumo dizer que isso é um dos melhores investimentos na viagem porque não precisar contabilizar no roteiro o custo para voltar ao ponto inicial e o tempo do deslocamento. O aeroporto de Ataturk, em Istambul, possui o maior tráfego aéreo da Turquia e faz conexões com diversos países, algo que gera ótimas economias ($) no primeira etapa do roteiro. Sempre checo o site flylc para identificar qual companhias aérea low cost  opera em determinado trecho. O site possui uma interface bem simples, basta informar a cidade de partida/chegada que aparece uma lista com todos os países e as respectivas companhias aéreas. No nosso caso, a segunda etapa do nosso roteiro foi para a Itália e voamos em um voo direto de Istambul para Catânia. A cia aérea foi a Turkish Airlines, considerada a melhor da Europa em 2015, e o tempo de duração da viagem foi de apenas 1h30min.

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   Em Catânia, seguimos para a cidade de Taormina, a apenas 40 minutos de distância, em um transfer contratado diretamente do Brasil. Como estávamos em três mulheres, o serviço se ajustou perfeitamente ao roteiro e não precisamos encarar as subidas tortuosas até a bela Taormina. Na cidade, não há necessidade de carro, afinal muito se faz a pé e a principal atração são os passeios de barco. Não usamos taxi ou outro meio de transporte, aproveitamos para fazer muitas caminhadas em nossa primeira parada na Sicília. Comentei no início do texto sobre o tamanho da região e, de fato, isso acabou acelerando o ritmo dos nossos dias. As ilhas eólicas são a principal atração da face leste da lha siciliana e não estava nos planos fazer apenas um bate e volta até determinada ilha (Lipari, Stromboli, Salina ou Panarea), por isso escolhemos nos hospedar em uma delas. Portanto, depois de três noites em Taormina seguimos para Milazzo – uma bela cidade portuária a apenas 1h20min de distância. De lá, pegamos um catamarã para a ilha de Panarea. O bilhete foi comprado com antecendência no próprio site da companhia marítima Siremar. O valor por trecho/pessoa é em média 13,30 EUR + taxa de emissão, mas não se preocupe: vi algumas pessoas comprando o bilhete na hora sem nenhuma dor de cabeça. A viagem até Panarea demora uma média de duas horas (é a ultima parada) e é aquele esquema típico catamarã europeu: corra quem puder com as malas em busca de um bom lugar (risos) não existe assento marcado e, para quem não é muito ágil, vai passar a viagem inteira de pé! Passamos duas noites em Panarea, o que considero bem corrido porque a ilha é incrível (vale considerar o dobro – quatro noites) e depois votamos para Milazzo para seguir para Palermo, nossa última parada na ilha. Nesse trecho, não tivemos escapatória e alugamos um carro para explorar bem a região oeste da Sícilia. Sem carro por lá você fica muito limitado ao transporte público e deixa de conhecer alguns lugares fascinantes. Costumo sempre cotar pelo Brasil na rentalcars e alugamos um carro médio durante as três noites. De Palermo, visitamos a ilha de Favignana, San Vito Lo Capo, Reserva, Castelmmare del Golfo – sempre deixando o carro em lugares seguros, afinal estamos na Itália! 

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    Catamarã no pequeno porto de Panarea

    A nossa última parada foi no Marrocos, algo que considerei muito bom por ser o destino mais exótico. Infelizmente não existe voo direto de Palermo (sul da Itália – Sicília) para Marrakesh, portanto compramos um voo pela cia low cost Vueling  com conexão em Barcelona. Sempre utilizo o site da Skyscanner para voos de custa distáncia, eles oferecem bons preços e a única parte ruim é que não é permitido dividir. Pagamos uma média de 130 EUR por pessoa e chegamos bem a noite em Marrakesh. A segunda maior cidade do Marrocos é um capítulo a parte e que merece muitos e muitos posts. Para ter uma experiência bem real no local, dividimos nossa hospedagem dentro Riad El Fenn e fora da medina Four Season Marrakesh (parte antiga da cidade). Mas se você me perguntar se eu recomendo esse tipo de hospedagem, digo não – bem categórico. É cansativo e muitas vezes mais caro do que ficar em um único hotel. Além disso, Marrakesh é uma cidade com um centro relativamente pequeno e com as atrações próximas, não tem aquela história de boa localização dentro ou fora da medina. Lembrando que isso é uma opinião bem pessoal e já estava viajando há mais de 12 dias! Mas nossa expediência ficou ainda mais completo com o fim da viagem no magnifico Kasbah Tamadot, confesso que foi um toque de requinte ao roteiro, mas foi essencial para explorar a região da montanha atlas. O lugar é uma paz e conseguimos descansar depois de muitos dias intensos! 

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    Visual interior Riad El Fenn
_DSC8034    Pátio Marrakesh Four Seasons

Para quem gostou das dicas do roteiro, já tem post sobre:

Post 1 – A multicultural Istambul 

Post 2 – Um dia pela cidade antiga 

Post 3 – Istambul by Michele Gultan 

Post 4 – Sicília – a bela Taormina

Post 5 – Sicília – a surpreendente Favgnana

PS. Bon Voyage!

  

Istambul by Michele Gultan

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    Istambul é um cidade grande, vibrante e com inúmeros pontos a serem descobertos. Pensar que você irá conhecê-la em uma única viagem é um grande engano, afinal os dias por lá são intensos! Compartilhei alguns posts (aqui e aqui) sobre as minhas primeiras impressões da cidade, mas para deixar a série de posts sobre a Turquia ainda mais completa, convidei a Michele Gultan, brasileira e residente em Istambul para compartilhar um pouco sobre a sua vivência de nove anos por lá. Conheci a Michele pelo Instagram (segue lá @turistambul) e fiquei fascinada com o seu trabalho! O que mais gostei foi que a agência não oferece planos convencionais e busca oferecer as melhores experiências aos turistas – tem coisa mais PS. Bon Voyage que isso? Nós amamos novas experiências! 

    Contando um pouco sobre a Michele: ela é brasileira e vive em Istambul desde 2006 com o marido, Levent, e a filha, Yasmin. Trabalhou durante alguns anos com marketing/moda e, depois de auxiliar tantos amigos brasileiros na Turquia, resolveu abrir a Turistambul. Hoje a agência atende vários destinos na Turquia e também tem alguns parceiros na Grécia. Além disso, a Michele se auto-intitula como uma “travel planner” porque seu diferencial é atender os visitantes pessoalmente e fazer todo o planejamento do dia, não somente passeios guiados. Em Istambul esse serviço é fundamental para você conseguir extrair o que tem de melhor da cidade e conhecer mais sobre a cultura, história que muitas vezes passa despercebido. Abaixo a Michele compartilha as suas principais dicas:

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Vivência em Istambul:

  • Istambul é uma cidade moderna e não há necessidade de se cobrir. Somente as mulheres usam um lenço durante a visita a Mesquita Azul. Roupas leves e casuais são bem vindas.
  • A alta temporada ocorre de Abril a Outubro – tenha em mente este período na hora de fazer suas reservas.
  • A data exata do feriado religioso de Ramadã muda a cada ano. Faça uma consulta antes de viajar, pois os museus e a maioria dos lugares ficam fechados por quatro dias.
  • A moeda local é a Lira Turca, mas Dólares, Euros e cartões de credito são aceitos normalmente.
  • O transporte público é de boa qualidade, mas um pouco escasso. Tome cuidado na hora de pegar um táxi. É sempre bom chamar o táxi na porta de seu hotel. 
  • Os Turcos são um povo alegre e hospitaleiro. Irão lhe oferecer muitos chás e sempre estarão à disposição para ajudar. Não se preocupe em aceitar. As comidas na rua também são confiáveis.
  • Prove a cozinha Turca – ela é riquíssima e deliciosa. Tire lindas fotos dos pontos altos que a cidade oferece e não deixe de fazer um cruzeiro no Bósforo.

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Hotéis em Istambul:

Abaixo a Michele compartilha dicas de hotéis que possuem uma boa opção de hospedagem com ótima localização. 

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Por pura coincidência, a Michele citou em primeiro na lista a rede de hotéis que fiquei hospedada: The House Hotels. A rede possui algumas unidades na Turquia e o nosso escolhido por o Vault Karakoy localizado no bairro Beyoglu, ao lado da ponte Galata. O hotel tem um ambiente boutique com quartos espaçosos e café da manhã incluso no valor da diária. Esse hotel me lembrou muito alguns oferecidos em Londres e Nova Iorque. 

Esse hotel é um dos clássicos da cidade, com um visual incrível para o Bósforo e da famosa rede de hotéis Kempinski. Provavelmente você já deve ter visto uma foto da sua famosa piscina com o pôr do sol ao fundo, incrível!

Visitei esse hotel quando fui jantar no restaurante Cecconi´s (aquele italianinho com sede em Veneza e várias filiais espalhadas pelo mundo) e fiquei impressionada com a sua estrutura! Adoro os hotéis da rede e sempre que posso me hospedo. Essa unidade é nova e promete ser um sucesso. 

Hotel localizado no bairro Beyoglu (mesmo do Vault Karakoy) e a poucos passos da torre Gálata. A maioria dos quartos têm uma varanda espaçosa com vista para o Bósforo e para a parte antiga da cidade. 

Essa é a indicação da Michele no bairro de Sultanahmet, centro histórico. O hotel tem uma estrutura digna de um palácio otomano, com quartos amplos e confortáveis. No local também funciona o Sura Kebab House, uma ótima opção de almoço na região.

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Restaurantes em Istambul:

A Michele também compartilhou dicas dos seus restaurantes favoritos e aqueles que ela acha que vale a pena visitar!

  • Ulus 29

É o clássico, tradicional e que vale conhecer pela bela vista para o Bósforo. Atendimento impecável e com ótimos pratos. 

  • Alancha

O restaurante faz uma releitura moderna dos pratos clássicos da culinária árabe. Ambiente agradável e ótima opção para o jantar. 

  • Karakoy Lokanta

Esse comentei aqui no blog e realmente é delicioso! Uma das sensações do momento em Istambul.

  • Hamdi Kebab

Restaurante clássico da culinária turca com um super visual! Aberto durante o almoço e jantar.

  • Anjelique

Restaurante mais animado e no fim da noite vira uma balada. Outra opção do mesmo tipo é o Reina.

  • Lucca

Típico bar turco, ideal para tomar uns drinks e aproveitar o fim de tarde.

Banho turco em Istambul:

Outra dica que a Michele compartilhou foi dicas das famosas hammam – casas de banho turco. Segundo a Michele, é possível fazer o banho nas casas tradicionais ou em hotéis, tornando a experiência um pouco mais ocidental. Um dos mais famosos na cidade é o Les ottomans, hotel a beira do Bósforo com vista para o lado asiático. O lugar parece um palácio e oferece todo o tratamento como se fosse um spa. Outra opção é o Ali kiliç Hamam – um dos melhores da cidade. O spa do hotel acrescenta um toque pessoal ao ritual antiquíssimo. Depois do banho, descanse na piscina externa e observe os navios que passam pelo Bósforo, para relaxar na viagem!

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Para quem quiser conhecer mais sobre o trabalho da Michele e contratar seus serviços durante a estadia em Istambul, abaixo os contatos:

Site: http://www.turistambul.com/pt/

Email: michele@turistambul.com ou marcela@turistambul.com

PS. Bon voyage!   

 

Um dia pela cidade antiga de Istambul

_DSC7112    Eram 07hs da manhã quando o despertador anunciava o nosso primeiro dia oficial em Istambul. O dia começava logo cedo por conta da programação intensa, afinal iríamos visitar o bairro mais importante da cidade: Sultanhamed. O distrito, considerado o centro histórico de Istambul, é a área mais antiga da cidade e por milhares de anos foi o coração de Constantinopla, a capital do Império Romano, Bizantino e Otomano. Atualmente, reúne as principais atrações (leia-se inúmeros monumentos e pontos turísticos) e, por isso, considerado uma ótima opção para o primeiro dia no roteiro. Para explorar bem o local contratamos o serviço de uma guia local – Zeynep, indicada pelo blog Vamos para a Turquia e que fez toda diferença em nosso dia. Sabe aquela sensação de conhecer o lugar com alguém que realmente tem domínio do que está falando? Foi isso que vivemos esse dia. Em cada parada havia uma explicação recheada de fatos históricos ou uma citação da cultura árabe. O mais curioso é que a Zeynep é turca e aprendeu português por se interessar na língua e, claro, atender todos os brasileiros que vão para lá! 

    A Zeynep nos encontrou no hotel por volta das 08hs e de lá seguimos de taxi para a nossa primeira parada no bairro. Do Vault Karakoy (leia a resenha do hotel aqui) até o Hipódromo foram apenas 10 minutos de carro, mesmo com o trânsito imprevisível da metrópole. O espaço é apenas uma praça de Sultanahmet, localizada em frente à Mesquita Azul, mas possui uma grande importância histórica, pois na época do Império Bizantino era neste local que se encontrava o Hipódromo de Constantinopla, ponto de encontro e coração da vida política e social da cidade. A poucos passos de lá estão os dois principais monumentos de Istambul localizados um de frente para o outro, no coração da cidade antiga. A Basílica de Santa Sofia já foi a maior igreja católica do Império Bizantino, depois transformada em mesquita e atualmente é um símbolo da cidade e uma das atrações turísticas mais visitadas da Turquia. Já a Mesquita Azul, também chamada de Mesquita de Sultanahmet, foi construída durante o Império Otomano e um dos lugares mais visitados por turistas em Istambul. Vale ressaltar que existe algumas regras para a visita: não é aberta ao público durante os horários das orações, não é permitido entrar com roupas curtas, sapatos e sem algo que cubra a cabeça. Tudo parece muito rigoroso, mas para qualquer esquecimento existe uma alternativa no local. 

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    Além de todos os monumentos, o bairro reúne uma das principais casas de Hamam “o famoso banho turco” e as cisternas, sistema fluvial que é aberto ao público e mantido com a mesma estrutura de antigamente. No entanto, aos que gostam de descobrir novos lugares e fugir da rota dos turistas, uma dica é a rua Sogukçesme Sokagi, conhecida como Cold Fountain Street, localizada entre a Hagia Sofia e o Palácio de Topkapi. Um local tranquilo no movimentado centro da cidade velha, sem passagem de carros e totalmente arborizado, mas o charme fica por conta das casas coloridas de madeira. Na rua, uma parada interessante é o Sarnic Restaurant, localizado em uma área das cisternas e com um clima bem medieval. 

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    Mas vocês devem estar se perguntando: e o Grand Bazaar e Mercado das Especiarias? Sim, nós também visitamos esse dia. A Turquia é repleta de bazares, grandes mercados que há séculos vendem diversos tipos de mercadorias. O ato de vender e negociar é uma tradição para os turcos, por isso estes locais são muito procurados para quem deseja fazer compras no país. Dois dos principais bazares estão localizados em Istambul e atraem centenas de milhares de turistas todos os dias. O Grand Bazaar é um dos maiores e mais antigos mercados cobertos do mundo e é formado por um complexo de 60 ruas e cerca de 5 mil lojas. Visitamos o lugar com a guia Zeynep e abaixo compartilho as melhores lojas visitadas:

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Şişko Osman: uma loja com mais de 40 anos de tradição e especializada em tapetes, essa loja é um paraíso para quem quer voltar com um artigo bem legítimo do mercado. Uma dica: negocie bastante! 

Sofa: É uma loja repleta de artigos de decoração feitos em porcelana, madeiras e metal. As peças tem um ar bem contemporâneo e de extremo bom gosto. 

Abdulla: É uma loja repleta de produtos artesanais, como: toalhas, colchas, edredom e os famosos peştemals, que são lenços mais grossos. Por lá também é possível encontrar artigos para casa e acessórios para o banheiro. 

Sivaslı Istanbul Yazmacısı: Lugar indicado para quem quer comprar uma bela pashimina turca. No local, milhares de modelos e cores.

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    No próximo post comento sobre o nosso dia no bairro Ortokay e passeio de barco pelo Bosphoro!

PS. Bon voyage!

A multicultural Istambul

_DSC7146   Visitar a maior cidade da Turquia, Istambul, é uma imersão a um lugar que exala história e cultura por todos os lados. Considerada a capital do mundo durante o império bizantino, seu território foi palco de grandes acontecimentos e sofreu muitas influências, mas soube, ao longo dos anos, absorver tais fatores com maestria, agregando cores, sabores, sons e aromas ao local. A metrópole tem um título oferecido a poucos: é o único lugar no mundo que tem seu território situado em dois continentes – Europa e Ásia. Além disso, essa divisão é feita pelo belo estreito de bósforo, deixando o lugar com um visual único e surpreendente. Visitamos essa cidade fascinante em nossa última road trip pela Europa e abaixo compartilho todos os detalhes:

    Chegamos à Turquia pelo principal aeroporto do país – Ataturk, em Istambul. Voamos pela cia aérea Iberia e tivemos uma breve escala na cidade de Madrid. Esse voo é uma ótima opção para quem busca preços mais competitivos na Europa, pois sempre aparecem grandes promoções, no entanto, outra opção, são os voos diretos oferecidos pela cia aérea Turkish Airlines – que acaba de ganhar como a melhor cia aérea da Europa e opera diariamente o trecho São Paulo – Istambul.

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    Ao sair do aeroporto o viajante já tem o primeiro contato com a loucura do trânsito em Istambul. Carros, motos, pedestres por todos os lados compõe o ambiente de uma cidade que tem todas as características de uma capital. Devido ao seu tamanho, escolher um hotel é um dos pontos mais difíceis no roteiro da viagem. São diversas opções de hospedagem que se dividem em grandes redes, hotéis luxuosos ou menores, estilo bed and breakfast. Grande parte das atrações turísticas concentra-se no bairro de Sultanahmet (conhecida como cidade antiga), no entanto não recomendo a hospedagem no local por ficar na contramão das melhores lojas e restaurantes. Um bairro recomendado é o Beyoglu, com fácil acesso a cidade antiga e próxima aos agitos noturnos. A dica é buscar hotéis situados próximo à Praça Taksim/Rua Istiklal como o Intercontinental ou CVK Park Bosphorus. Outra sugestão é o bairro Nisantasi com os melhores hotéis boutiques da cidade, uma dica é o The Sofa Hotel.  

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    Dentre todas as opções, escolhemos ficar no bairro Ortokay que fica colado a ponte Galata e tem um fácil acesso aos principais pontos da cidade. O Vault Karakoy da rede House Hotel foi a nossa hospedagem durante os três dias em Istambul e tem um ambiente moderno, com quartos confortáveis e banheiro com ducha (sem aquela história de banheira). Na maioria dos hotéis em Istambul, o café da manha está incluso na diária e prepara-se para um verdadeiro banquete: pães, queijos, frutas, cereais e tudo que pode ser encontrado na culinária turca: charutinho, coalhadas, embutidos, entre outros.

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_DSC7168   O transporte privado em Istambul é um assunto delicado. Por se tratar de uma cidade muito grande, o táxi na maioria das vezes é a opção mais prática para o deslocamento, no entanto, vale uma atenção redobrada pela má fama dos taxistas. Depoimentos negativos como troca de notas, taxímetro desligado ou mal tratamento são comuns, por isso vale ficar alerta: sempre tenha em mãos o cartão do hotel com o endereço, afinal poucos taxistas falam inglês, sempre sair com dinheiro trocado e não esqueça de conferir o valor no taxímetro antes da partida. De um modo geral, o valor da corrida não é exorbitante e é possível fazer o pagamento com moedas (uma média de 15 Liras Turcas no centro da cidade). No entanto, o sistema de transporte público passa a ser uma opçãp bem eficaz para trajetos mais curtos. Esse sistema é composto por ônibus, trem, tram, metrô e funicular. 

    Não posso terminar esse post sem mencionar alguns restaurantes que visitamos:

Restaurantes:

Nusr-Et Etiler

Um dos mais lugares mais badalados em Istambul, animado e com uma ótima seleção de carnes. Fica no bairro Besiktas, muito bem frequentado durante o almoço e jantar. 

Topaz Restaurante

Uma boa opção para experimentar a gastronomia local. Preço justo e uma grande variedade de sobremesas turcas no cardápio.

Ulus 29

Aquele restaurante que vale incluir na lista pela vista! Situado a beira do bósforo, oferece uma culinária internacional muito saborosa.

Sunset Grill & Bar

Segue uma proposta parecida com o Ulus e tem uma linda vista para o Bósforo. Necessário fazer reserva.

Ciya Sofrasi

Um dos restaurantes mais tradicionais de comida turca no lado asiático. O restaurante oferece três unidades próximas e vale visitar no almoço ou jantar. Provamos pratos com cordeiro e grão de bico que estavam deliciosos.

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Cecconi´s – Soho House

Filial do badalado restaurante italiano em Istambul. O restaurante especializado em massas e frutos do mar fica no hotel Soho House é aquele lugar para sair com amigos e beber uns drinks.

360 Suada Club

Restaurante localizado em uma ilha no estreito de bosforo. Para chegar ao local, é necessário pegar um pequeno barco-taxi (sem custo). O lugar conta com dois restaurantes especializado em peixes e kebab e uma área externa com piscina e bar que é possível pagar para utilizar. Além da vista, a comida é incrível.

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Mado

Lugar que nao pode ficar fora da lista! Sorveteria&Doceria com várias unidades espalhadas pela cidade e com sobremesas de dar agua na boca. Visitamos a unidade em frente ao píer de Ortokay e foi o melhor sorvete da viagem!

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Mikla

Coloquei aqui na lista para falar que não gostei (cade aquele emoji com a mão no rosto?). Tirando a vista da varanda, o lugar é super intimista, frequentado por pessoas a negócio e a comida deixa muito a desejar. Sem falar no preço, só é oferecido menu degustação. 

E aí, viajantes, gostaram do post? No proximo comento sobre o meu dia com a guia local Zeynep e todos os lugares que visitamos.

PS. Bon voyage!